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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Tiny Bear e Grisa

De novo às sextas, abrimos o mês de maio no Inferninho Trabalho Sujo com duas bandas conduzidas por produtoras – Tiny Bear e Grisa – que encontram um ponto de conexão musical nessa primeira sexta do mês no palco do Picles. Depois quem me acompanha madrugada adentro desta vez é a arquiteta do caos Bamboloki, que me ajuda a atravessar da sexta pro sábado entre o êxtase e a esquisitice. Vamo que a noite promete!

O impossível aconteceu!

Como o Juka gosta de dizer: mais uma vez o impossível aconteceu! DiMelo no Picles! Tinha gente saindo pelo ladrão para assistir ao imorrível em pleno Inferninho Trabalho Sujo, ao ser acompanhado por uma banda formada pelo coletivo Jazz no Limoeiro que ainda trouxe o mestre trombonista Bocato de lambuja. Um poço de simpatia, o aniversariante da semana esbaldou-se no meio da multidão e deixou a noite no grau pra que eu e a Fran seguíssemos incendiando hormônios pela madrugada de quinta-feira…

Assista a um trecho aqui.

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Fechando o livro

Encerramos o curso Bibliografia da Música Brasileira nessa quinta-feira, quando repassamos os principais temas abordados nas sete aulas anteriores e apontando quais são os 30 livros mais importantes para entender o estado da música brasileira no século 21 a partir da evolução de publicações dedicadas ao tema. Ficamos tão satisfeitos com o resultado e a participação da turma que eu e Pérola pedimos pra tirar uma fotos com todos, que nos acompanharam nestes dois meses. Obrigado a todos!

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Di Melo e Fernanda Ouro

O Inferninho Trabalho Sujo dessa semana acontece na quinta-feira mas é por um bom motivo, afinal receberemos ninguém menos que o senhor Di Melo, que completa 75 anos muito bem vividos no palco do Picles! Ele vem como atração principal de uma movimentação feita pelo coletivo Jazz no Limoeiro, que ainda apresenta Fernanda Ouro na abertura e ainda convidou outro mestre, o trombonista Bocato, para participar do show do guru pernambucano imorrível. E é inevitável que a minha discotecagem com a Fran, que começa logo em seguida dos shows penda mais pra música brasileira, mas você sabe o grau de imprevisibilidade dessa nossa festa, né? Aguarde e confie!

Livros no Brasil

Na penúltima aula do curso Bibliografia da Música Brasileira que eu e Pérola estamos ministrando no Sesc Avenida Paulista, resolvemos falar sobre o porquê da imensa maioria de livros sobre o tema terem sido publicado nos últimos 25 anos e achamos inevitável falar sobre a história do livro e do mercado editorial no Brasil como um todo antes de falarmos sobre a produção sobre música brasileira do século 21. Voltamos aos tempos da chegada da coroa portuguesa ao Brasil, no início do século 19, como marco inicial deste mercado no país, algo que aconteceu muito depois do início de outros mercados latino-americanos (como o mexicano e o argentino) que datam do início da colonização da América, no século 16. Falamos sobre a criação das políticas públicas em relação ao livro desde o início do século 20 até o governo Fernando Henrique Cardoso, passando pela criação do Ministério da Cultura e pela expansão do mercado editorial e das grandes cadeias de livros na virada do século até chegar ao momento atual, em que tanto a introdução da internet e das tecnologias digitais neste mercado quanto a explosão da produção acadêmica nos primeiros governos Lula ajudaram a impulsionar o universo em que habitamos hoje, com editoras de nicho explorando temas como artistas e movimentos musicais que nunca foram esmiuçados no século 20, editoras de médio porte lançando coleções dedicadas à música e grandes editoras embarcando em projetos biográficos estimulados pelos próprios artistas. Na próxima aula encerramos o curso destacando as obras que consideramos primordiais para entender a música no Brasil.

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Desaniversário | 20.4.2024

Aquele sábado está chegando… No próximo dia 20, eu, Clarice, Camila e Claudinho nos reunimos para mais uma sessão de celebração intensa e acabação saudável quando transformamos o amplo espaço do nosso querido Bubu em uma das pistas mais felizes da cidade. É o dia do Desaniversário, em que enfileiramos hits de todas as épocas para fazer todo mundo dançar sem parar. Você já sabe que além do astral altíssimo, nossa pista também é a favor da redução de danos para nós jovens adultos que queremos aproveitar o domingo, por isso começamos cedo – às 19h – para acabarmos cedo também – por volta da meia-noite. O Bubu fica na marquise do Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n°) e estaremos te esperando nesse sábado pra se acabar de dançar com a gente!

Aquela vibe

Duas bandas distintas, de gerações e formações diferentes, sintonizaram vibes parecidas nessa sexta-feira no Inferninho Trabalho Sujo. Antes da entrada da banda Ondas de Calor foi a vez do quarteto Celacanto, grata surpresa que foge do indie rock que vem sendo feito no Brasil com letras e melodias complexas que fogem das referências de sempre. O show ainda contou com a participação de Lauiz Orgânico, tecladista e produtor do grupo Pelados que acaba de produzir o primeiro álbum da banda. Formado por Miguel Lian Leite (vocal e guitarra), Eduardo Barco (guitarra e acordeão), Matheus Arruda (baixo) e Giovanni Lenti (bateria), o Celacanto tocou pela primeira vez no Picles e está pronto para desbravar mais palcos da cena independente paulistana – e do Brasil. Fique atento.

Depois do Celacanto foi a vez do grupo Ondas de Calor tocar no Inferninho Trabalho Sujo, fazendo a segunda apresentação de sua carreira. Apesar de novíssima (a banda não tem nem conta no Instagram), o Ondas é formado por músicos veteranos da cena que começaram a tocar juntos acompanhando a cantora Soledad. Todos são multiinstrumentistas e passaram o show trocando de instrumentos: Davi Serrano ia da guitarra pro baixo e pro teclado, Xavier Francisco ia da bateria pra guitarra e pro baixo, Allen Alencar ia da guitarra pro baixo e pro teclado e Igor Caracas ia do teclado e percussão pra bateria e pra guitarra, todos tocando músicas compostas individualmente e arranjadas de forma coletiva. O show ainda teve a participação de Julia Valiengo, vocalista da Trupe Chá de Boldo, que contou a história da banda antes de entrar na versão que o grupo fez para “Portentosa”, da própria Soledad. Dois ótimos shows que deixaram a noite em ponto de bala pra eu e a Fran atravessar a madrugada fazendo todo mundo dançar… Foi bonito.

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Celacanto e Ondas de Calor

Outra sexta-feira, outro Inferninho Trabalho Sujo no Picles – e a noite tá naquela condição ideal de temperatura e pressão. Começamos os trabalhos com dois shows de duas bandas novíssimas, Celacanto e Ondas de Calor, cada uma delas com uma proposta diferente, mas que encontram pontos em comum em vibes distintas. Depois eu e Fran incendiamos a madrugada adentro como aquela saraivada de hits que faz a pista do Picles suar as paredes! Vamos lá? O Picles fica na Cardeal Arcoverde, 1838, e o primeiro show começa às 21h30.

Livros eletrônicos

Na sexta aula do curso Bibliografia da Música Brasileira, que eu e Pérola estamos dando no Sesc Avenida Paulista, finalmente entramos no século 21 mostrando como a internet ampliou o número de focos e pólos de nossa música ao mesmo tempo em que novas cenas surgiam a partir das novas tecnologias digitais que entravam nas rotinas tanto dos artistas quanto do público. Voltamos um pouco no tempo para falar sobre mangue beat e música brega (citando autores como José Teles, Lorena Calábria, Paulo César de Araújo e Ronaldo Lemos) e como estas duas cenas estavam apontando para as transformações que viriam após a chegada da internet. Com o novo século, puxamos uma tese do livro O Som e o Sentido de José Miguel Wisnik e encaixamos com a do livro Música de Montagem de Sérgio Molina para falar sobre a mudança do formato canção e como a nova cena musical brasileira vem sendo retratada em livros cada vez mais raros.

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Para além do eixo Rio-São Paulo

Na primeira aula do segundo mês do curso Bibliografia da Música Brasileira, que estamos ministrando no Sesc Avenida Paulista, eu e Pérola encerramos o século 20 ao falar sobre como o sucesso do rock brasileiro dos anos 80 ajudou a pavimentar a sensação de mudança que aconteceu no fim da ditadura militar e como este mesmo período viu o aquecimento do mercado editorial sobre música tanto com a publicação de revistas quanto com a série de Songbooks lançados por Almir Chediak. A partir desta década, o Brasil começa a experimentar músicas que fizeram sucesso nacional que não pertenciam apenas ao eixo Rio-São Paulo, abrangendo tanto a música sertaneja, a música da Bahia, rotulada como axé music e a música do norte do país, enquanto o rap, o funk e o pagode conectavam culturas periféricas do Brasil inteiro boa parte destes movimentos já registrados em livros,, algo que foi potencializado com a chegada da internet, que é o assunto da nossa aula da próxima semana.

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