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Stephen Malkmus ♥ Silver Jews

No primeiro show que fez neste ano, no Noise Pop Music and Arts Festival, em São Francisco, nos EUA, Stephen Malkmus puxou, entre músicas do Pavement, suas com os Jicks e de sua carreira solo, uma velha canção de seu saudoso compadre David Berman – e essa versão mais lenta e tocada apenas ao violão de “Trains Across the Sea” dos Silver Jews é de chorar.

Assista abaixo:  

Um papo com o Cypress Hill

O decano grupo de rap latino Cypress Hill vem ao Brasil mais uma vez para tocar na edição deste ano Lollapalooza e aproveitar para passar em Porto Alegre e Curitiba, além de fazer um show extra em São Paulo. Conversei com um de seus MCs, o filho de cubanos Sen Dog, sobre o disco que acabaram de lançar com a Orquestra Sinfônica de Londres e sobre o disco em espanhol que estão prestes a lançar em mais uma colaboração que faço para o Toca UOL.  

Laufey ♥ Both Sides Now

Ao visitar a sala do piano dos estúdios Maida Vale da BBC em Londres, na Inglaterra, a sensação islandesa Laufey subiu um impressionante degrau ao fazer uma versão épica de “Both Sides Now” da canadense Joni Mitchell ao lado da BBC Concert Orchestra. Isso sem contar o fato que ela está apresentando a Joni pra centenas de milhares de suas fãs e só isso valeria a pena, mesmo que a versão não fosse deslumbrante. E olha o hype da Joni Mitchell aumentando…

Assista abaixo:  

Lá vem o Almodóvar!

A Cinemateca Brasileira acaba de anunciar mais uma retrospectiva daquelas, em que usa suas telas para dissecar a filmografia de um grande autor do cinema e desta vez o homenageado é o espanhol Pedro Almodóvar, que terá 20 filmes de sua carreira em exibição entre os dias 4 e 15 de março. Do punk inicial de Pepi, Luci, Bom E Outras Garotas de Montão à sensibilidade nova-iorquina do recente O Quarto ao Lado, a Retrospectiva Almodóvar cobre quase toda obra do expansivo diretor, trazendo clássicos como A Pele Que Habito, Fale com Ela, Matador, Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos, Ata-me, Carne Trêmula, Má Educação e Tudo Sobre Minha Mãe, incluindo cópias em 35 mm de De Salto Alto, A Lei do Desejo e do meu favorito Kika, entre outros. Como de praxe, as exibições são gratuitas e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes de cada sessão. Confira a programação abaixo:  

Um outro teste

A primeira vez que Pedro Pastoriz apresentou-se no Centro da Terra, em agosto de 2019, inventou uma investida ao palco chamada Esse Show é um Teste para experimentar o que poderia ser a versão ao vivo do disco que havia acabado de gravar e que seria lançado apenas no ano seguinte, o infame 2020, quando o título Pingue-Pongue com o Abismo se fez mais apocalíptico do que qualquer um poderia prever. Quase sete anos depois, Pedro volta a usar o palco como laboratório para um novo momento de sua carreira – isso depois da paternidade e de um hiato profissional, encerrado há pouco -, experimentando novas canções ao mesmo tempo em que descobria, no próprio time de músicos que reuniu para essa apresentação, novos parceiros. Conexões antigas ou novíssimas que se encontraram no palco do teatro nesta terça-feira, quando Pedro mostrou várias músicas inéditas e aproveitou para mostrar os novos comparsas – e suas próprias composições – para o público. E depois de abrir a apresentação com a faixa que batizava a noite – “Bafinho Quente” – e seus três novos parceiros ao lado, foi passando por momentos diferentes do repertório quase sempre com algum deles como dupla: primeiro a tecladista Antônia Midena o acompanhou por cinco canções (inclusive uma dela e o hit paulistano do gaúcho, “Restaurante Lótus”), depois foi a vez de Bia Rezi passar por duas faixas (fechando sua participação com uma visita ao Dylan via Caetano de “Negro Amor”) e finalizando com o guitarrista Vitor Wutzki por outras três (entre elas uma versão para a valsinha proparoxítona de Alvarenga e Ranchinho, “O Drama de Angélica”). Os quatro voltaram ao palco juntos ao final para reviver “Faroeste Dançante” que Pedro compôs com Fausto Fawcett, encerrando com a faixa-título que, mais do que batizar a noite, parecia arregimentar as expectativas de quatro carreiras solo que se encontraram num espetáculo conjunto. Avante!

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Pedro Pastoriz: Bafinho Quente

Encerrando a programação de música de fevereiro no Centro da Terra nesta terça-feira, o cantor e compositor gaúcho Pedro Pastoriz retorna ao palco do teatro trazendo suas novidades, que incluem parcerias com os músicos que ele convidou para participar deste espetáculo, batizado de Bafinho Quente. Nele, Pedro toca suas próprias composições e dos compositores que chamou para subir ao palco com ele – Antônia Midena, Bia Rezi e Vitor Wutzki -, além de tocar versões de músicas de outros autores. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Jeff Buckley ♥ Rock inglês

Jeff Tweedy passou por Londres, na Inglaterra, neste fim de semana e resolveu saudar o rock daquele país no bis dos dois shows que fez na Islington Assembly Hall tocando clássicos ingleses que nunca tinha tocado ao vivo. No show que fez na sexta, tocou músicas do Brian Eno (“Needles in the Camel’s Eye”) e do casal Richard & Linda Thompson (“I Want to See the Bright Lights Tonight”), e no sábado foi a vez de reverenciar o T. Rex (com “Children of the Revolution”), os Kinks (“This Time Tomorrow”) e o Clash (com uma arrasadora versão para “London Calling”). Não achei vídeos da sexta, só do sábado, veja abaixo:  

Gilberto Gil e netos na volta do Tiny Desk Brasil!

A nova temporada do Tiny Desk Brasil começou nesta terça-feira, quando Gilberto Gil aparece no estúdio disfarçado de escritório acompanhado dos netos Bento e Flor Gil. Em trio, com dois violões e três vozes, passeiam pelo repertório do patriarca, cantando “Desde que o Samba é Samba”, “Tempo Rei”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Choro Rosa” e “Esotérico”. Ficou bonito, assista abaixo:  

Uma aluna aplicada

Fernanda Ouro mirou alto e fez o gol – e que golaço. Ao explicar que queria cantar o repertório consagrado por Clara Nunes como uma forma de mergulhar na história da cantora, a jovem intérprete paulistana encarou sua musa de frente e com peito aberto, sorriso contagiante e voz implacável – lições claramente aprendidas com a mestra – passeou pela história fonográfica da sambista mineira em ordem cronológica, começando pelo primeiro sucesso “Você Passa Eu Acho Graça” (improvável parceria entre Ataulfo Alves e Carlos Imperial) e passando por pérolas de Candeia (“O Mar Serenou”), Dorival (“É Doce Morrer No Mar”), João Bosco e Aldir Blanc (“Nação”), Adoniran Barbosa (“Iracema”), Nelson Cavaquinho (“Juízo Final”), Totonho Nascimento (“Conto de Areia” e “Deusa dos Orixás”), Chico Buarque (“Morena de Angola”) e, claro, de seu parceiro da vida Paulo César Pinheiro (“Canto das Três Raças”, “Portela na Avenida” e “Minha Missão”), além de seus estandartes como “Ê Baiana”, “Tristeza Pé No Chão” e “Feira de Mangaio”. Fernanda ainda esteve muitíssimo bem ancorada por uma banda que misturava instrumentos de roda de samba (como o violão de Gabriel dos Santos e o cavaquinho de Gago ao lado da explosiva percussão de Bruno Tonini e Jorge Bento) com uma formação elétrica, com baixo (do impressionante Lucas Vieira), guitarra (do maestro e aniversariante Johnny Accetta) e bateria (com o versátil Leo de Braga), dando às canções novos arranjos que mesmo bem próximos dos originais, brincavam com aquelas novas possibilidades. Showzaço.

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Fernanda Ouro: A Deusa dos Orixás

Quase no final de fevereiro, a intérprete paulistana Fernanda Ouro mostra pela primeira vez um espetáculo que vem trabalhando nos últimos meses quando visita o repertório de Clara Nunes. Batizado de A Deusa dos Orixás, a apresentação traz músicas mais conhecidas eternizadas por Clara em novos arranjos ao lado de oito bambas que dividem-se entre cavaco, violão, guitarra, baixo, bateria e percussões. Fernanda formou-se em canto popular no ano passado, mas já se apresenta há tempos na noite paulistana, com seu espetáculo autoral Roda a Saia. Para o Centro da Terra, ele escolheu valorizar seu lado intérprete e celebrar uma das maiores vozes da música brasileira. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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