João Parahyba manda a real

O velho Comanche solta o verbo no Scream & Yell.

Estamos acabando com a iniciativa privada desde país, e ficando escravos dos editais. O funil das gravadoras e empresários artísticos do passado está hoje na máquina pública. Assim nunca construiremos um mercado cultural sustentável e verdadeiro.

E honestamente, depois de 40 anos de carreira e de ter tocado no mundo todo, não venham me dizer que festival e mostra de música é única e exclusivamente uma vitrine para quem está começando ou para quem está um pouco sumido da mídia, ou ainda, uma forma de formar público novo. Pois isso é o óbvio. Mas isso também hoje é uma vitrine para o nome do festival, para os produtores e entidades organizadores, para o marketing das grandes empresas e principalmente para o governo. E esses proponentes muitas vezes obtêm fonte de renda que mantêm toda a estrutura de suas empresas através desses editais públicos, estaduais, municipais e federais. Principalmente com dinheiro público e quase 100% sem investimento privado, digo dos pequenos empresários, os proponentes, não das grandes empresas que utilizam esses editais e leis para fazer somente marketing, e não cultura.

Vejam: quase todos os festivais e shows já têm apoio do seu município, do seu estado, (conquista deles é verdade) e muitos da grande iniciativa privada, e quase todos, com a desculpa da promoção e da formação de público não pagam cachê aos artistas e músicos convidados “é divulgação Etc. e tal”, mas não justifica, pois ganha pão, é ganha pão. “Não peçam para eu dar de graça a única coisa que tenho para vender, minha música, minha arte”. (Cacilda Becker)

Isso é jabá institucionalizado, igual às rádios que tanto reclamamos há décadas. Quer tocar aqui é assim, você paga para estar aqui. Absurdooo! E se reclamar não entra mais na rádio, TV e/ou no circuito dos festivais, como temos exemplos de vários amigos artistas que foram excluídos das rádios e dos festivais por se manifestarem contra o jabá e/ou não pagamento de cachês nos festivais pelo Brasil afora. Isso hoje, como há 30 anos vem acontecendo.

Estamos criando outro monstro!?

Leia a íntegra lá.

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Sem Resultados

  1. SV disse:

    O que acho interessante é ver esse texto publicado no site do Mac, o mais notório baba-ovo de assessoria que milita no underground, comendo angu e arrotando caviar… É óbvio que esse é o primeiro passo para uma depuração do sistema da indústria da música – caso contrário hoje estaríamos apenas incensando essas merdas de boy bands e divas pop de última hora, como se ainda estivessémos no lado escroto dos anos 80… Cultura pop já era!

  2. Claudio disse:

    Há uma idéia disseminada de que a presença desses parasitas como Fernando Rosa e Finatti é imprescindível para a cena independente. Balela, esse pessoal é amigo do dinheiro e só. O Fernando Rosa foi o produtor que deitou e rolou durante os governos do Joaquim Roriz, um notório corrupto. Foram 8 anos monopolizando os projetos musicais no Distrito Federal. Roriz financiou inclusive a produção de um CD lançado pelo selo Senhor F, apesar das gravações incluídas terem sido feitas por conta das bandas participantes.

    Outro absurdo foi a dinheirama que ele recebeu da Petrobras pra realizar o festival “El Mapa de Todos”, um projeto caro, que foi um fracasso de público, trouxe bandas obscuras (mais estadia em hotel e passagens) e que nem de longe tinha preços acessíveis.

    Enquanto esses parasitas, dejetos da indústria fonográfica e do jornalismo de jabá estiverem na linha de frente da produção independente e dos agraciados pelas leis Rouanet da vida. A suspeita de malfeitoria persistirá.