Drokk: A distopia oitentista de um Portishead

Se Beth Gibbons é o coração e Adrian Utley a alma do Portishead, Geoff Barrow é o cérebro do grupo de Bristol – e ele se juntou ao compositor Ben Salisbury, autor de trilhas sonoras para filmes e documentários, para criar Drokk: Music inspired by Mega​-​City One, uma ode às trilhas dos filmes de John Carpenter (feitas pelo próprio diretor) e ao universo sonoro do cyberpunk oitentista. Tenso, eletrônico, hermético e retrô, o disco – como entrega o título – funciona como materialização sonora da Gotham City de um dos poucos antiheróis futuristas da Inglaterra, Judge Dredd, quadrinho que John Wagner e Carlos Ezquerra publicavam na 2000 A.D. E nos lembra de um lado sombrio dos anos 80 que, se não abandonava o neon típico da época, fugia do gótico do século 19 rumo a uma distopia muito mais perigosa e ameaçadora que a individual, celebrada pelos filhotes do romantismo tradicional. Outro disco que desponto como forte candidato para os melhores de 2012.

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  1. Paulo Diógenes disse:

    Se tem galera do Portishead no meio, vai que é garantido…

  2. Bruno disse:

    É bom, mas achei um pouco simplista e retrô demais. Soa mais com um baú de temas, timbres e ideias (trilhas até) do que músicas acabadas mesmo. Ouvi e não dá vontade de voltar a nenhuma especificamente. Nessa linha acho que o Com Truise acertou mais.

  3. André disse:

    Já escutou o Quakers?? Mto bom

  4. netao disse:

    alguem ja viu o filme “The Thing” de John Carpenter (enigma do outro mundo, 1981) a trilha de entrada do filme é praticamente a mesma. Curti muito a ideia do disco/projeto. Com toda certeza eu compraria.

    • Tu sabe q o Carpenter fazia a trilha de todos os filmes dele, neh? Vai atras da do Fuga de Nova York, por exemplo…

      • netao disse:

        tava vendo isso agora acredita? antes de ler seu post rssrrs a trilha do fuga de ny tb é foda, principalmente nas cenas finais. Esse disco vai ser pica das galáxias