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Gorillaz e Strokes puxam o Primavera São Paulo 2026

Saiu a escalação do Primavera deste ano e… tá boa, mas você não tá com a impressão que tem nomes faltando? Gorillaz e Strokes são ótimos headliners, mas dá a impressão de estar faltando um ou outro nome com o peso semelhante (havia boatos sobre Depeche Mode e Tame Impala e expectativa por My Bloody Valentine ou Geese, por exemplo) e talvez alguns nomes brasileiros a mais. FKA Twigs, Lily Allen, Courtney Barnett, Underscores e Yung Lean estão em momentos ótimos de suas carreiras, mas não são grandes o suficiente pra trazer muita gente. Mas fora essa sensação, ao reunir nomes como Ana Frango Elétrico, Juana Molina, Smerz, Duquesa, Gaby Amarantos, Los Thuthanaka, Black Pantera, Gab Ferreira, Zé Ibarra, Josyara e John Talabot, mostra que o festival não tá pra brincadeira e puxa mais pra primeira edição paulistana (que acertou gigante ao anunciar um ótimo elenco contemporâneo em vários dias) do que pra segunda (que pareceu ter sido dedicada à geração X). Mas como eles mesmos eles mesmos disseram no vídeo da escalação que há novos nomes a serem anunciados, fico à espera de alguma surpresa… Imagina se viesse PinkPantheress, LCD Soundsystem, Clairo, King Gizzard ou The Marias…

A catarse do final

Sophia Chablau encerrou lindamente sua temporada Guerra nesta segunda-feira no Centro da Terra, quando repetiu a mesma estrutura das três apresentações anteriores – primeiro com sua nova banda (formada por ela na guitarra, Marcelo Cabral no baixo e synthbass e Theo Ceccato na bateria), depois sozinha com seu instrumento e depois com os convidados da noite -, mas conseguiu expandir cada um desses módulos justamente devido ao padrão desenvolvido durante a temporada. Desta vez, ela inverteu o início e começou sozinha, chamando os músicos para a segunda parte da noite e a liga com os dois que escolheu para acompanhá-la é patente: cada vez mais os três se comportam como um único organismo, acelerando e encorpando as músicas que ela escolheu para a primeira parte (a maioria delas tocada ao vivo pela primeira vez neste mês de março). Finalmente ela chamou os convidados da noite, primeiro recebendo Vítor Araújo ao piano para a versão definitiva de “Qualquer Canção”, música do disco que o maestro pernambucano produziu para o segundo disco da banda da paulistana. Chamou a banda de novo para acompanhá-la com Vítor e juntos atravessaram a bela “Canção de Retorno” que fez com Felipe Vaqueiro e a ainda inédita “Eu Não Bebo Mais” da Enorme Perda de Tempo, antes que Sophia chamasse o outro convidado da noite, Zé Ibarra, com quem primeiro dividiu sua “Hexagrama 28” (que o carioca eternizou em seu disco do ano passado), e depois a inédita “Tomada de Belém” criada em uma residência de composição no ano passado que contou com a participação de Zé, Sophia, Dadá Joãozinho, Felipe Vaqueiro e Joaquim. O show – e a temporada – chegou ao ápice quando Sophia chamou de volta Vítor e juntos os cinco atravessaram primeiro a versão mais forte de “Quantos Serão no Final?” (em que Sophia entrou em catarse e praticamente destruiu seu instrumento) e uma catártica “Segredo”, encerrada depois que as cortinas se fecharam, cortando inclusive a possibilidade de bis. “A guerra só começou, caralhoooo!”, gritou a vocalista, extática, depois que o show acabou. Foda demais.

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Sophia Chablau: Guerra

A primeira temporada de 2026 no Centro da Terra não poderia ser mais certeira, afinal Sophia Chablau, que vai tomar conta de todas as (cinco!) segundas-feiras deste mês de março no teatro, batizou sua residência no teatro com o título de Guerra no exato momento em que o mundo parece colapsar em mais um conflito bélico mundial. “Palavra temida que escancara o conflito, repetida na canção, metonímia ou metáfora de conflitos externos a nós, conflitos internos ou conflitos românticos”, explica a cantora paulistana. “Em último caso a vida sendo uma guerra contra a morte, o monumento fazendo guerra ao tempo, a canção fazendo guerra a desordem do universo. As grandes guerras, as pequenas guerras, as guerras. – Pra variar estamos em guerra. Não é um eixo temático, é uma provocação, é um anúncio – é preciso declarar guerra.” E para essa declaração ela reúne sessões que prometem ser históricas. A primeira acontece nesta primeira segunda (dia 2) quando recebe sua banda Enorme Perda de Tempo para mostrar novidades que eles vêm trabalhando. Nas segundas seguintes ela mantém o baterista Theo Ceccato e chama o baixista Marcelo Cabral para acompanhá-la na guitarra quando recebe duplas de peso. Na segunda (dia 9), ela chama Kiko Dinucci e Jonnata Doll. Na outra (dia 16) é a vez de receber Dora Morelenbaum e Juçara Marçal. Na quarta segunda do mês (dia 23) ela convida o casal Ava Rocha e Negro Leo e encerra sua temporada de ouro na última segunda do mês (dia 30) com as presenças de Vítor Araújo e Zé Ibarra. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra – mas corre que eles estão acabando!

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