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Susanna Hoffs, das Bangles, foi a convidada da última noite do Hannukah do Yo La Tengo

O grupo Yo La Tengo encerrou sua celebração contínua neste domingo, quando, depois de um set tocando várias músicas próprias com um naipe de metais, teve como convidada surpresa a cantora Susanna Hoffs, do grupo Bangles, que, acompanhada do trio nova-iorquino, cantou clássicos de sua banda (como “In Your Room” e “Manic Monday”), outro do Dylan (“I’ll Keep it With Mine”) e a eterna “Mrs. Robinson”, de Paul Simon e Art Garfunkel. Depois de despedir-se da cantora, o grupo chamou para o palco do Bowery Ballroom, em Nova York, o rabequeiro Peter Stampfel do Holy Modal Rounders para revisitar “Griselda” do grupo do amigo em homenagem a outro integrante daquela banda, Michael Hurley, que morreu em abril, contando com a presença da mãe do guitarrista Ira Kaplan, Marilyn Kaplan, que cantou esta canção com o grupo e, como é tradição, encerrou a oitava noite e o todo o Hannukah do grupo, cantando “My Little Corner of the World”. Abaixo seguem vídeos que encontrei online desta derradeira apresentação:  

Lucinda Williams foi a convidada do sétimo e penúltimo dia do Hannukah no Yo La Tengo

E na reta final de sua celebração contínua do Hannukah no Bowery Ballroom em Nova York, o Yo La Tengo chamou a mestra da country music Lucinda Williams como atração surpresa desta sétima data, a penúltima da série de shows de fim de ano do grupo. Além de tocar na abertura da noite, ela voltou no bis do show do trio, quando, depois de tocar “Love Comes in Spurs” (mais uma homenagem ao Richard Hell), o grupo tocou “Yummy Yummy Yummy” (é, aquela mesma do Ohio Express), “Tears Are In Your Eyes” (do próprio Yola) e “Pale Blue Eyes” (do Velvet Underground), sempre acompanhados do violinista David Mansfield. Eis alguns vídeos que achei online abaixo:  

Sexto dia do Hannukah do Yo La Tengo e o convidado foi Jeff Tweedy!

A celebração de fim de ano do Yo La Tengo não para nem suas surpresas. Quem subiu ao palco do Bowery Ballroom com o trio de Nova York nessa sexta-feira foi o líder do Wilco Jeff Tweedy, que fez um show de abertura anunciado na hora ao lado de seus filhos Spencer (na bateria) e Sammy (nos teclados). Pai e filhos seguiram no palco no show do Yo La Tengo, quando tocaram versões para Bob Dylan (“Love Minus Zero/No Limit”) e outra música que Jeff fez com a cantora Mavis Staples (“You Are Not Alone”), além de passar várias músicas menos conhecidas do Yola e clássicos inevitáveis como sua irresistível versão para “You Can Have it All”, “Tom Courtney” e sua tour de force “I Heard You Looking”, com quinze minutos de noise. O bis dessa vez foi só com a banda, dedicado aos Herman’s Hermits, com versões do grupo para “I’m Into Something Good”, “Hold On!”, “Just a Liittle Bit Better”, “No Milk Today” e “My Reservation’s Been Confirmed”. Fino demais, veja alguns vídeos abaixo:  

Quinto dia do Hannukah do Yo La Tengo – com Norah Jones!

O Yo La Tengo já passou da metade de sua comemoração contínua do Hannukah no Bowery Ballroom em Nova York – e na quinta noite de celebração, chamou a Norah Jones para acompanhá-los no bis, que teve versões para músicas dos Dixie Cups (“I’m Gonna Get You”), Randy Newman (“I Think It’s Going to Rain Today”) e Bob Dylan (“I’ll Be Your Baby Tonight”), além de músicas deles próprios – duas dela (“Carry On” e “Little Broken Hearts”) e uma deles (a delicada “Tears Are in Your Eyes”). Veja alguns vídeos abaixo:  

O quarto dia do Hannukah do Yo La Tengo teve Bonnie ‘Prince’ Billy, Matt Berninger e Lenny Kaye!

Mais uma noite da celebração consecutiva do Yo La Tengo no Bowery Balroom, a noite desta quarta-feira – a quarta do Hannukah que o grupo celebra todo ano em Nova York – contou com as participações do ídolo indie Bonnie ‘Prince’ Billy, do líder do National Matt Berninger e do guitarrista de Patti Smith Lenny Kaye! Como no dia anterior, o trio começou os trabalhos sozinho no palco, tocando músicas de todas as décadas da banda, para convidar seus camaradas apenas no bis: Bonnie ‘Prince’ Billy começou cantando “Trustfall” da cantora pop Pink e depois o trio recebeu o líder do National, que cantou “Little Bit of Rain” de Fred Neil, suas próprias “Inland Ocean” (de sua carreira solo), “Bloodbuzz Ohio” (de sua banda) e “Eve of Destruction”, de Barry McGuire, que contou com (Lenny Kaye na guitarra como atração surpresa. Aproveitando a deixa de Kaye, Billy voltou ao palco para cantar “Free Money” do primeiro disco de Patti Smith, com Matt ainda no palco. Que beleza! Deixei uns vídeos que achei online abaixo:  

Terceiro do Hannukah do Yo La Tengo com Sprawl e Ana Gasteyer

Na terça-feira, o Yo La Tengo seguiu seus festejos de fim de ano no Bowery Ballroom, em Nova York, e dessa vez chamou convidados apenas no bis, quando convocou o trio Sprawl e a atriz Ana Gasteyer para dividir o palco com eles, passeando por músicas do Velvet Underground (“We’re Gonna Have A Real Good Time Together”), um clássico do rock de garagem dos anos 60 (“Kicks”, dos Paul Revere and the Raiders) e alguns hits de fim de ano, como “Dream a Little Dream of Me”, “(There’s) Always Something There to Remind Me”, “Tie a Yellow Ribbon Round The Ole Oak Tree” e “Silver Bells”. E a festa segue por mais cinco dias…

Assista a alguns trechos dos shows abaixo:  

O segundo dia do Hannukah do Yo La Tengo teve Built to Spill!

A segunda data do Hannukah do Yo La Tengo em Nova York teve a presença do Built to Spill, quando seu líder e fundador Doug Martsch foi convidado para a segunda metade do show desta segunda-feira, que contou com a baterista da banda, Teresa Esguerra, por toda a apresentação, tocando bateria e percussão (e deixando Georgia Hubley, batera do Yola, à frente para cantar e tocar teclados. A noite começou com uma série de músicas novas do trio de Nova York até que o guitarrista do BtS entrou para acompanhá-los em algumas canções emblemática deles, como “Last Days of Disco”, “Nothing to Hide” e “Ohm”, antes de embarcar com o grupo em uma longa versão para “Heroin” do Velvet Underground. No bis, o trio saudou Rob Reiner ao tocar uma música do grupo fictício Spinal Tap (criado pelo recém-falecido diretor), “Gimme Some Money”; mais uma do Velver (a irresistível “She’s My Best Friend”) e “Jokerman” do Dylan, esta com Doug na guitarra e vocal. Coisa fina!

Assista abaixo:  

Começou o Hanukkah do Yo La Tengo!

Tradição é tradição – e mais uma vez o Yo La Tengo começa sua comemoração contínua ao celebrar o hannukah com uma série de sete shows consecutivos no Bowery Ballroom, em Nova York. A festa começou neste domingo, quando o grupo fez seu primeiro show desde o arrebatamento acústico que fizeram em Sâo Paulo no Cine Joia e veio com o grupo que já é presença fixa no evento anual ao receber mais uma vez o jazz intergalático da Sun Ra Arkestra para acompanhá–los por nove canções, algumas do trio de Hoboken e outras da própria Arkestra. O show começou comentando 2025 ao escolher a novíssima “Big Crime” de Neil Young para criticar a situação política atual dos EUA e a versão que o recém-falecido guitarrista do Kiss, Ace Frehley, fez para “New York Groove” da banda glam inglesa Hello. O primeiro dia da residência do grupo teve um bis cheio de pérolas, com versões para “The Kid With the Replaceable Head” do Richard Hell, “This Ain’t the Summer of Love” do Blue Öyster Cult e a clássica “Be My Baby”, das Ronettes. Veja alguns vídeos abaixo:  

Yo La Tengo ao pé do ouvido

Tá certo que ao fazer um show fora de festival, o Yo La Tengo garantiria um brilho especial para sua apresentação, mas o critério de desempate nem pode ser a duração, já que o show que fizeram nesta segunda-feira no Cine Joia teve quase a mesma duração (pouco mais de uma hora e meia) de seu show no festival na Balaclava, no dia anterior. Mas se no domingo rasgaram a microfonia em números gigantescos – e canções doces e singelas no percurso -, no show acústico preferiram não optar por um setlist pré-definido e foram atendendo aos pedidos do público (e escolhendo músicas entre si) à medida em que o show ia acontecendo, como fazem todo ano ao participar do programa beneficente da rádio nova-iorquina WFMU, quando tocam músicas que às vezes só conhecem de nome. E nem mesmo ao optar por versões delicadas de músicas conhecidas não foi o suficiente para domar o brio elétrico do guitarrista Ira Kaplan, que por vários momentos arrancou ruídos brancos do amplificador de seu violão, acompanhado do baixo presente de James McNew e da bateria reduzida a um surdo, pratos e caixa, que Georgia Hubley tocava de pé, ao centro do palco. E entre músicas menos cotadas (como a estreia ao vivo de “The Way Some People Die”, do primeiro disco da banda, “Satellite”, “Pass the Hatchet, I Think I’m Goodkind” e “Season of the Shark”), ainda se dispuseram a fazer várias versões, começando com uma versão instrumental para “Blitzkrieg Bop” dos Ramones e passando por músicas menos conhecidas do Love (“A Message to Pretty”), do The Scene is Now (“Yellow Sarong”), dos Angry Samoans (“Right Side of My Mind”) e Gary Lewis & The Playboys (“Count on Me”). Mas ao exibir suas próprias joias de indie de maior quilate, o grupo não teve modéstia e passeou por “From a Motel 6”, “Nowhere Near”, uma versão de chorar para “Tom Courtenay”, “Last Days of Disco”, “Damage”, “Black Flowers” e a dobradinha “Moby Octopad” e “Our Way to Fall”, que encerrou a primeira parte do show. No bis, os três voltaram brincando de fazer bossa nova (com a lindinha “Center of Gravity”), além do cover do Gary Lewis e a perfeita “My Little Corner of the World”. Foi perfeito.

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Yo La Tengo é tradição

O Yo La Tengo também fez bonito festival da Balaclava neste domingo, sempre imprevisível, mas sempre com deixando aquelas brechas pro Ira Kaplan desossar a guitarra, como essa versão de quinze minutos de “I Heard You Looking”, que ainda teve o Tim Gane do Stereolab nos teclados. Também escrevi sobre esse show pro Toca UOL.