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Um show sobre Wes Anderson

Um dos aspectos mais importantes dos filmes de Wes Anderson – tão protagonista quanto sua direção de arte e sua escolha de elenco – são as músicas que ele escolhe para compor a trilha sonora, criando verdadeiras cápsulas de sentimento inclusive em cima de canções já conhecidas do grande público, o que é um feito e tanto. Este lado de sua filmografia foi celebrado neste fim de semana no lendário Hollywood Bowl, em Los Angeles, nos EUA, quando o diretor reuniu a orquestra filarmônica da cidade (apelidada de L.A. Phil) com uma banda liderada por Beck com convidados de peso como Karen O dos Yeah Yeah Yeahs, Jackson Browne, Jenny Lewis, Karen Elson, Rufus Wainwright, Jean‐Yves Thibaudet, o grupo Devo e os atores Jason Schwartzman, Jeff Goldblum e Bill Murray, este último como mestre de cerimônias, entre outros. No repertório, o Devo tocou “Gut Feeling” que tensiona A Vida Marinha com Steve Zissou, Beck atravessou a dolorida “Needle in the Hay” de Elliot Smith, usada em Os Royal Tenenbaums, filme que também tem a versão clássica que Nico fez para a música que Jackson Browne compôs quando tinha apenas 17 anos, “These Days”, cantada por seu autor. Karen O trouxe dois momentos britânicos, primeiro cantando “Play With Fire” dos Stones (no filme Viagem a Darjeeling) e depois visitando “Making Time”, do grupo Creation, do filme Rushmore. Beck e Browne se reuniram para cantar a linda “Alone Again Or” do Love (do primeiro filme de Wes, Bottle Rocket) e depois “Le Temps De L’Amour” eternizada por Françoise Hardy (e presente em Moonrise Kingdom) veio na voz de Karen Elson. Um dos momentos mais bonitos aconteceu quando, em uma das noites, Schwartzman lembrou que Wes Anderson lhe convenceu a fazer o primeiro filme dos dois (Bottle Rocket, de 1996) depois de dar uma volta de carro ouvindo as músicas que fariam parte da trilha sonora na ordem – e mostrou a fita que havia encontrado meses antes daquele show, arremessando-a para a plateia. Que momento!

Assista a trechos do show abaixo:  

Um cineasta centrado

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O magistral editor Kogonada nos mostra mais uma obsessão de outro diretor – agora é a vez do TOC de Wes Anderson em dividir a tela em duas metades.

Livros de Wes Anderson

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Um esteta cinematográfico, Wes Anderson nunca escondeu sua bibliofilia – e este vídeo reúne alguns exemplos de sua paixão por livros espalhadas por seus filmes, seja pela linguagem escrita ou pelo objeto livro em si.

Um bar temático Wes Anderson

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Você pode até não curtir Wes Anderson como diretor, mas é inegável seu talento como diretor de arte e criador de uma atmosfera específica que perpassa por seus diferentes filmes, não importa em que países ou épocas eles se passem. O diretor agora materializou esse élan em seu recém-inaugurado Bar Luce, um tributo à sua estética kitsch e art déco, que ele abriu em Milão, na Itália. Abaixo, algumas imagens feitas por seus clientes e fãs satisfeitos e postadas, claro, no Instagram.

Miuccia, thank you for existing. #FondazionePrada #BarLuce #WesAnderson #preview #oma #jukebox #flipper

Uma foto publicada por Annalaura Giorgio (@anlagio) em

#barLuce #FondazionePrada #milano

Uma foto publicada por my Travels my Colours my Life (@citycolours_) em

O parque temático de Wes Anderson e do Devo

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Parceiros de longa data, Mark Mothersbaugh, líder do Devo, e o diretor Wes Anderson trabalharam juntos com o primeiro produzindo trilhas memoráveis para alguns dos melhores filmes do segundo, como Bottle Rocket, Rushmore, Os Royal Tenenbaum e A Vida Aquática de Steve Zissou. Mark está lançando um livro que compila sua produção gráfica (Myopia) e chamou Anderson para escrever o prefácio, que acabou entregando o jogo da nova colaboração entre os dois:

“Espero em breve garantir os meus para comissionar a construção de um importante e considerável parque temático que será inteiramente concebido e desenhado por Mark Mothersbaugh. Por 40 anos ele se empenhou em criar um obra que conclui em seu próprio Reino Mágico, onde o visitante será entretido e apavorado quase sempre ao mesmo tempo.”

Imagina isso… Vi na Wired.