Trabalho Sujo - Home

Minimalismo rock

A semana começou bem com Juliano Gauche mostrando pela primeira vez no palco do Centro da Terra as canções que se tornarão seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz. Descendente direto da estética incisiva e direta de sua última incursão puramente elétrica (no disco Afastamento, de 2018), o novo trabalho busca um minimalismo rock que conversa tanto com a introspecção de seus discos anteriores, mas de forma expansiva. Pilotando a guitarra à frente dos velhos comparsas Klaus Sena, o baixista que também é coprodutor do próximo álbum e tocou xilofone quando apresentaram a faixa-título, e o baterista Victor Bluhm, Gauche também antecipou algumas participações que estarão no disco, como Fernando Catatau e Julia Valiengo, e encerrou o show com versões de velhas canções, como as impositivas “Alegre-se” e “Cuspa, Maltrate, Ofenda”, além de repetir a faixa de trabalho do próximo disco, “a única com refrão”, como mencionou, “Jesus Cristo Açoitando Belzebu”. Que venha o disco!

#julianogauchenocentrodaterra #julianogauche #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 022

Juliano Gauche: A Balada do Bicho de Luz

Nesta segunda-feira Juliano Gauche volta ao palco do Centro da Terra para novamente apresentar um disco antes de seu lançamento. A Balada do Bicho de Luz, que deve ser lançado ainda neste semestre, reconecta o cantor e compositor mineiro tornado capixaba com suas influências roqueiras, depois do período introspectivo marcado pelo EP Bombyx Mori e pelo álbum Tenho Acordado Dentro dos Sonhos. Ele vem acompanhado de Klaus Sena, que produziu o disco junto com ele, e Victor Bluhm, que o ajudam a erguer as canções do disco inédito pela primeira vez no palco do teatro. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

#julianogauchenocentrodaterra #julianogauche #centrodaterra #centrodaterra2026

Um pouco de barulho

Nem sempre dá certo. Depois do show desta terça-feira no Centro da Terra corri para ver se pegava um pouco do show que Juliano Gauche estava fazendo no Teatro da Rotina, mas entre a demora do táxi chegar e pequenos imprevistos no percurso, cheguei a tempo de ver literalmente os minutos finais da apresentação que fazia acompanhado de Klaus Sena (nos teclados) e Victor Bluhm (na bateria eletrônica). Mostrando mais uma vez seu Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, que ele lançou no ano passado e experimentou o formato antes de lançá-lo no próprio Centro da Terra, pude ter uma ideia do que ele havia me contado no dia anterior sobre seu próximo álbum, inclusive me citando como referência. E me lembrou de quando lançou seu disco Afastamento em 2018 no Centro Cultural São Paulo, quando fui curador de lá, num show que lembro até hoje por ele não ter dito uma palavra para o público além das letras das canções, numa provocação estética pesada. Perguntei pra ele depois do show sobre isso e ele mencionou que havia sido intencional, bem como o fato de praticamente não tocar a guitarra que levava pendurada no corpo, usando-a mais como um acessório cênico do que um instrumento. E lembro de ter comentado pra ele não propriamente tocá-la, mas apenas usá-la como fonte de ruído. Ele disse que vinha pensando nisso quando começou a cogitar o álbum que deverá gravar no ano que vem e que o novo formato do show já trazia um pouco disso. Não pude ver nenhuma música completa nem as participações de Tatá Aeroplano e Pélico (que, inocente, foi pego de surpresa pelo convite do amigo depois de ter feito exatamente isso no dia anterior), mas pelo menos deu pra entender que a lógica noise começa a habitar a musicalidade de Gauche. Agora quero ver esse disco novo…

Assista abaixo: