Emicida no Roda Viva: cada vez mais direto

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Depois da live de oito horas e de ter aproveitado a brecha no Faustão para mandar a real, Emicida deu mais um passo na escalada que escolheu subir durante este período de quarentena. Se não pode fazer shows, aproveitou o período para consolidar-se de pensador e provocador de discussões. Em mais uma oportunidade, nesta semana, no Roda Viva da TV Cultura, ele foi bem direto em relação aos pontos que prega.

E, na boa? Ele tá certo. Vai longe, esse Leandro.

O importante passo dado por Sílvio Almeida

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A entrevista que o filósofo e jurista Sílvio Almeida deu nesta segunda-feira, no Roda Viva da TV Cultura, é uma semente para começarmos a recontar a história do Brasil. Com uma tranquilidade impressionante e o didatismo sereno dos melhores professores, ele reforçou a importância, desde os anos 70, do movimento negro nas conquistas sociais na democracia brasileira, relacionou o racismo ao neoliberalismo, reforçou a importância do trio terreiro, escola de samba e favela e apontou uma série de caminhos para sairmos deste poço sem fundo em que estamos caindo desde o meio da década passada – e tudo passa por educação e luta contra o racismo. Ele fez em outra escala – menor, mas com muito mais capilaridade – o que o Emicida fez outro dia quando apareceu no Faustão.

Vamos sair desta e as luzes no fim deste túnel estão surgindo…

A importância do Felipe Neto no Roda Viva

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A entrevista que Felipe Neto deu ao Roda Viva nesta segunda-feira não é importante só pelas questões políticas que levantou. Esquece esse papo de “nova liderança política” ou que ele talvez seja de esquerda – ele mesmo se posiciona entre o Ciro e o Amoedo, o que o tira para longe de qualquer alinhamento ideológico vermelho. A entrevista foi importante do ponto de vista comportamental.

O Brasil é um país que finge que não fala palavrão e onde a imprensa não declara voto, o que torna a visão da realidade quase sempre turva, só para ficar em dois exemplos rasos. Com quase uma década de traquejo de vídeo, Felipe vestiu a carapuça de YouTuber bem sucedido para ser recebido pelo programa de entrevistas da TV Cultura e seu sucesso empresarial é crucial para trazê-lo para este debate – não apenas seu impacto cultural. E ele usou isso como seu cavalo de Tróia para levantar questões que, quando vemos sendo tratadas na mídia convencional, sempre vêm cheias de dedos ou são tratadas como nichos esquisitos.

Felipe Neto falou sobre chamar o fascismo e o golpe de 2016 por estes nomes, algo que fez vários jornalistas menosprezarem sua fala como se ele fosse apenas um adolescente – ele tem 32 anos. Ele também criticou o paywall destas mesmas empresas e falou sobre o problema da CNN Brasil com todas as letras. Contou como parou de comer carne, zombou da noção de meritocracia e atacou a intolerância, o machismo, a homofobia e o racismo.

Tudo parece óbvio e é exatamente este meu ponto – na imprensa comercial, não é. Tudo que o YouTuber falou é repetido por centenas de milhares de pessoas no Brasil rotineiramente, mas não encontra eco nos meios de comunicação. Ou quando aparece, são tratados de forma isoladas, como se fossem realidades separadas, não parte de uma mudança maior que já está em andamento. Fala-se muito – demais até – sobre a onda reacionária que invade o mundo, mas estas transformações personificadas em Felipe, e em vários outros influenciadores, digitais ou não, deste século, estão em andamento, mas não são reconhecidas pela mídia convencional.

TVs, rádios, jornais e revistas continuam tratando a internet como um mundo à parte, um parque de diversões virtual, uma vida paralela, quando é notório que foi ela quem elegeu o pulha que hoje ocupa o Planalto e vem desconstruindo completamente nosso dia-a-dia, para o bem e para o mal. Ao aparecer no programa como uma típica cria da internet – e mostrando que ele não é um esquisito, nem um nerd, nem um bitolado, Felipe Neto conseguiu furar a bolha da mídia tradicional para mostrar que a internet é maior do que este retrato frio e sem graça que a mesma retrata em suas páginas e programas, fingindo que nada mudou.

Mas tudo mudou.

Os primeiros grandes shows internacionais de 2020

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Falei sobre as atrações do Nublu Festival deste ano (John Cale, Mos Def, Femi Kuti e as atrações nacionais de abertura) e sobre a vinda do Wu-Tang Clan no programa Metrópolis, marcando o início dos grandes shows internacionais de 2020.

Kendrick Lamar, Letrux, Kiko Dinucci, Tame Impala…

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2020 começou à toda e eu falei com o programa Metrópolis da TV Cultura sobre alguns dos discos esperados para o ano

Selecionando discos de 2019 para o Metrópolis

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Antes de começar a retrospectiva 2019 do Trabalho Sujo, escolhi seis importantes discos (três nacionais e três estrangeiros) do ano que termina para o programa Metrópolis da TV Cultura.

Um livro falado

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Conversei sobre o livro que escrevi sobre o PC Siqueira no Metrópolis que foi ao ar neste domingo (no vídeo abaixo, a partir do minuto 14)…

…e também participei do podcast Papo Torto, que ele mantém no Estadão (dá pra baixar o MP3 do programa no site).

E já já o livro vai ser lançado e devo começar uma turnê com ele por algumas cidades d o Brasil pra divulgar esse PC Siqueira Está Morto.

Falando sobre David Bowie

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Muitos veículos me chamaram para comentar a morte de David Bowie, como o canal Band News…

LEGADO DE BOWIEA âncora Caroline Nogueira conversou na última segunda-feira com o jornalista de Cultura Pop, Alexandre…

Publicado por BandNews TV em Terça, 12 de janeiro de 2016

…o programa Metrópolis da TV Cultura…

http://bandnewstv.band.uol.com.br/videos/ultimos-vides/15733663/entrevista-com-jornalista-de-cultura-pop-alexandre-matias.html

…o boletim Giro UOL:


Falei quase a mesma coisa em todos, afinal não tem muito o que inventar…

Sobre a volta do Iron Maiden

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O Metrópolis da TV Cultura fez uma matéria sobre a fidelidade dos fãs do Iron Maiden e me convidou pra falar um pouco sobre essa tribo e o disco novo, Book of Souls. A matéria começa a partir dos 15 minutos do vídeo abaixo.

Bixiga 70 no Ensaio

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O Bixiga 70 participou do Ensaio da TV Cultura na semana passada e no vídeo abaixo, o broder Maurício Fleury explica a mítica por trás do quartel-general do “tenteto”, o estúdio Traquitana.