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…e os Turmallina também!

O quinteto paulistano Turmallina, que, embora já existisse antes de 2020, veio de uma cena específica que surgiu em São Paulo depois da pandemia cruzando referências tão distantes quanto emo e shoegaze, também está prestes a lançar seu primeiro álbum e antecipou o terceiro single de seu disco Enquanto o Mundo Dorme em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Serra” chega às plataformas de áudio nesta quinta-feira e é o último single antes do lançamento do álbum, depois de “Sem Chão” e “Mil Pedaços”, ambos deste ano. “Sinto que o som da Turmallina sempre se baseou numa mistura, de gêneros, mistura de elementos, de épocas, até porque somos cada um de um extremo da cidade, pessoas diferentes e gostos diferentes”, explica o guitarrista e vocalista Caio Silva, que compõe a banda ao lado de Gabe Jordano (voz), Marcos Marques (guitarra), Eduardo Campos (baixo) e Paula Janssen (bateria). “Sempre prezamos por tocar o que gostamos, e nos divertimos muito criando essas músicas. Evoluímos e amadurecemos ideias e construímos nossa identidade.” Ele cita a importância do ex-Applegate Rafa Penna no processo: “Por influência dele e naturalmente das bandas da nossa cena, conseguimos colocar bastante psicodelia nesse disco, algo que não tínhamos muita confiança pra fazer antes”.

Ouça abaixo:  

Começando bem

Bons presságios do primeiro Inferninho Trabalho Sujo nessa sexta-feira, começando o ano com uma série de sinais que dão uma ideia de como o ano promete. A começar pela casa anfitriã da noite, quando o compadre Arthur Amaral mostrou sua Porta Maldita após uma pequena mas agradável reforma que deixou a área do bar mais espaçosa – e propícia pra virar uma pistinha. A noite abriu com a banda do Vale da Paraiba Infinito Latente, que lança seu primeiro álbum bem nesse início de ano, aproveitando a festa para mostrar as músicas ao vivo pela primeira vez desde o lançamento. Baseada na harmonia da dupla que lidera o grupo, a vocalista Maira Bastos e o violonista João Dussam, o grupo ainda conta com Igor Sganzerla nos teclados, Pedro Sardenha no baixo e Caio Gomes na bateria, mostrando as canções de seu Sem Início Nem Fim na fronteira entre o indie rock e a MPB que tão bem caracteriza essa nova geração.

Depois foi a vez da Schlop aproveitar a oportunidade para mostrar a versão física e palpável do ótimo projeto “O Mapa da Música Autoral de SP”, concebido pelo companheiro da vocalista e líder da banda, Isabella Pontes, Alexandre Bazzan. O levantamento de Bazzan (que pode ser encontrado digitalmente em sua newsletter) reúne tanto casas de show quanto novas bandas e depois falo mais sobre esse ótimo projeto. E o show da Schlop também trouxe novidades: além de consolidar a formação com Lúcia Esteves no baixo e o aniversariante Antonio Valoto (na bateria), a banda começa a mostrar as músicas que lançarão em seu próximo disco, em que regravaram as músicas que Isabella lançou quando a banda ainda era um projeto de uma garota só em seu quarto. A apresentação terminou com Isabella entregando a guitarra para Gustavo Esparça (que toca em bandas tão diferentes quanto Apenas Animais, Onda Quadrada, Elipsismo, Miragem, entre outras) para o momento mais grunge da noite.

A edição terminou com a primeira apresentação da banda Turmallina na festa, com o quinteto paulistano comemorando dois aniversários na banda, quando a baterista Paula Janssen e o baixista Eduardo Campos ganharam parabéns no palco da Porta Maldita. O grupo caminha por essa improvável vertente da nova cena indie de São Paulo que mistura emo com shoegaze e aproveitou a oportunidade para mostrar músicas novas que estarão presentes em seu primeiro álbum, que está gravado agora. À frente da banda está o guitarrista Caio Silva, que, mesmo sem chamar atenção, equilibra-se entre duas duplas, dividindo os vocais com Gabe Jordano e as guitarras com Marcos Marques, dando uma personalidade específica o grupo.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Infinito Latente, Schlop e Turmallina @ Porta Maldita (23.1)

O primeiro Inferninho Trabalho Sujo de 2026 acontece no dia 23 de janeiro, quando, em mais uma noite na Porta Maldita, reunimos as bandas Infinito Latente, Schlop e Turmallina para esquentar a sexta-feira da próxima semana apontando os nomes que estão formando a nova cena independente nos anos 20. A Porta Maldita fica na rua Luís Murat, 400, entre os bairros de Pinheiros e Vila Madalena e abre a partir das 20h. Os ingressos já estão à venda e eu toco entre os shows de cada banda. Vamo lá que o ano tá só começando…