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18 de 2018: Trabalho Sujo

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Hora de recapitular este turbulento 2018 do meu ponto de vista, esta exegese individual à qual me submeto sempre no ocaso destes ciclos – ela que me acompanha sempre em caminhadas solitárias, em vários momentos de introspecção e quietude, que fica à espreita em encontros coletivos e quase sempre sai por escrito nas entrelinhas de um comentário de um disco, de um filme, de um livro ou em recapitulações de fim de ano quando a época propicia estes momentos de revisão pessoal num contexto maior – tal qual aqui. E começo estes 18 instantes sobre o meu 2018 apontando a lupa justamente para onde estamos eu e você, leitor – nossa conexão pessoal através de um site que criei como coluna de cultura pop num jornal de Campinas 23 anos atrás.

O Trabalho Sujo é meu nome jurídico, minha empresa, meu alter ego institucional, a roupa que visto fora de casa, a voz que sai depois do pigarro. E 2018 foi um ano de reavaliação do que significa este lugar, este ambiente mental que crio a partir de palavras para me conectar com você. Desde o início da década venho reavaliando o significado deste nome e testado-o em outras situações para além da internet, seja na festa que leva seu nome e que acaba de completar sete anos, seja com os cursos e curadorias de música que assumi a partir de, respectivamente, 2014 e 2017. Há quatro anos tirei o site de um contexto paralelo aos meus empregos oficiais para transformá-lo no principal foco de minha carreira, o veículo através pelo qual sou reconhecido. Já tive vários sobrenomes profissionais (Matias do Diário, do Correio, da Conrad, da Play, da Trama, do Trama Universitário, do Link, do Estadão, da Globo, da Galileu) e resolvi deixá-los no passado para centralizar minha produção neste site. A coexistência com o falecido Blog do Matias, que eu fazia no UOL, que morreu no fim do ano passado (bem como minha coluna Tudo Tanto, que afundou junto com a Caros Amigos), me ajudou a focar o site nos últimos anos em música – o que aos poucos foi ganhando forma de divulgação dos trabalhos em que tenho me envolvido.

2018 me mostrou que este site é a central em que reúno tudo que faço, não propriamente um veículo em si – embora ele também possa ser isso e através do qual siga escrevendo sobre assuntos que me interessam. Não é um fim em si mesmo, não tem media kit nem números de audiência, nem patrocinador nem dados sobre o público. Tirei deliberadamente o contador de likes das páginas e sua existência online deixou de ser a de um site sobre um determinado assunto – a não ser que você considere que este determinado assunto sou eu. Durante o ano – e justamente por isso -, ele foi mudando sua configuração estrutural e o menu de assuntos que fica entre o logotipo criado pelo Jairo em 2014 e as notícias em si não traz mais uma lista de temas ou categorias de determinados assuntos – e sim as áreas com as quais venho trabalhando para além da internet.

A foto que ilustra o texto (um selfie no espelho numa das Noites Trabalho Sujo que fiz no já falecido Clube V.U.) funciona como uma amostra do que foi 2018: um olhar para dentro em todas as situações, até mesmo numa festa que não deu certo. E serve como uma provocação a um convite pessoal que faço para mim mesmo em 2019: olhar para fora. Autobiógrafo que sou, hora de crescer para além deste site – mas ainda mantendo o nosso contato, mesmo que de outra forma: num show, numa aula, num papo, num encontro. Vamos lá – agora mais do que nunca.

23 anos de Trabalho Sujo

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E lá se vão 23 anos em que vi a primeira vez um projeto inteiramente meu se materializando. No dia 20 de novembro de 1995, uma segunda-feira, tive o prazer de ver que uma página que havia idealizado mentalmente e diagramado (mal e porcamente) no PageMaker no computador 486 que tinha no pequeno apartamento em que habitava no cruzamento da Coronel Quirino com a Moraes Salles, em Campinas, havia sido publicada por um jornal local. Essa foi uma entre várias outras epifanias daquele período. Tinha me mudado para a cidade do interior paulista para fazer Ciências Sociais e nem imaginava que fosse parar no jornalismo, bicho que me mordeu sem perceber para mostrar que eu já o conhecia desde sempre.

Nestes 23 anos, o Trabalho Sujo já foi impresso, digital, entrevista, presencial, em áudio, vídeo, playlist, sessão de cinema, podcast, curso, festa. Minhas redes sociais acabam se integrando a este enorme processo individual que nos últimos anos puxou para a música independente brasileira para escolher um foco para uma nova fase que começou em 2014 e que tem movido meus trabalhos como curador e diretor artístico. Já contei essa história várias vezes, além de explicar as motivações deste trabalho (bem como produzindo os frutos deste processo) e tudo indica que estes processos vão se intensificar em breve, à medida em que o próprio site cada vez traz mais referências ao que faço fora dele. A produção dos próximos anos, como nos mais recentes, deverá ser mais presencial que digital – uma boa direção para retomarmos discussões que possam ser mais produzidas e menos vazias que estas publicadas nesse tamagochi gigante que se transformou a internet.

O Trabalho Sujo é jornalismo, é pessoal e é individualista, mas também é um processo coletivo que conta com a presença de pelo menos uma outra pessoa: o leitor. Por isso aproveito para agradecer todos que me ajudaram nesta construção pessoal. Não vou citar nomes porque senão passaria dias listando e inevitavelmente esqueceria de alguéns. Mas todo mundo que colaborou de alguma forma com este site, seja produzindo textos (eventualmente publico texto dos outros), ilustrações ou dado entrevistas, quem discotecou comigo, que me chamou pra fazer um frila ou pra um almoço ou pra um café ou pra um sorvete, que me cumprimentou no meio de um show ou quando estava discotecando, que eu chamei para participar de algum curso ou fazer alguma palestra ou que me chamou para algum debate ou fazer mediação de mesas redondas, quem eu chamei para fazer shows nos lugares em que faço curadoria e quem foi assistir a estes shows, quem foi às minhas festas e aos meus cursos. Viagens, passeios, discussões, shows e festas, encontros presenciais que me aproximaram de pessoas que desconhecia ou que conhecia apenas via internet. O Trabalho Sujo é fruto destes encontros e eles são uma motivação e tanto para continuar nessa. Agradeço a todos que encontrei neste caminho, pessoas incríveis que me ajudaram a ver o mundo de outra forma.

Seguimos juntos, porque, apesar de parecer contraditório, o mantra segue firme: só melhora!

Aquela pausa antes do fim do ano

2016

Deixo o Trabalho Sujo no piloto automático até a segunda semana de 2017. Antes de voltar à ativa, a já tradicional lista dos 75 melhores discos e 75 melhores músicas do ano que termina, a partir da segunda-feira. Enquanto isso, fiquem com esse panda destruindo um boneco de neve, feliz natal e que o ano que vem seja melhor que esse infame 2016.

Mas continuo na ativa tanto na página do Facebook quanto na conta do Twitter e no meu Instagram. Segue lá!

Trabalho Sujo 75

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Pode ir me dando os parabéns. O Trabalho Sujo completa 21 anos neste dia 20 de novembro de 2016 e para comemorar apresento uma playlist perene. A Trabalho Sujo 75 elenca 75 músicas que você precisa ouvir agora, de acordo com a pauta aqui do site. Vai desde singles que acabaram de aparecer a flashbacks motivados por relançamentos, óbitos ou reedições, além de lançamentos de toda espécie. É uma lista finita que vai sendo atualizada constantemente, por isso sigam-me os bons.

Engatando a marcha lenta

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Fico duas semaninhas offline (ma non troppo): vou passear em Amsterdã e Barcelona com meu amor e deixo o Trabalho Sujo no piloto automático com eventuais atualizações nas minhas redes sociais: Facebook, Instagram e Twitter. Sigo conectado por lá, mas num ritmo bem menor. Quem quiser mandar notícias, mande nos comentários aí. Até a volta!

Trabalho Sujo @ Spotify

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Não é só o Vida Fodona que deixou de ser um podcast para virar uma série de playlists no Spotify. Fechei uma parceria com o maior aplicativo de streaming de música do mundo e agora tenho uma conta na rede deles e alimentos diferentes playlists – dá pra me seguir aqui:

Lá criei algumas playlists fixas, que sempre serão atualizadas, além de outras temporárias. Funciona assim:

  • Na playlist Trabalho Sujo eu reúno as músicas que aparecem nos posts do site. Vai pelo lado mais noticioso mesmo e pode misturar aniversários de discos com singles recém-lançados. É o meu recorte editorial do conteúdo musical do site. Ouça aqui.
  • Na playlist Vida Fodona eu reúno todas as músicas que já foram tocadas nas mais de 500 edições do antigo podcast. Ainda estou adicionando músicas e vai demorar pra encher tudo – são dez anos de mixes, afinal. Ouça aqui.
  • Na playlist Noites Trabalho Sujo está a trilha sonora da sua festa favorita, naquela vibe de acabação feliz que você bem conhece. Ouça aqui.
  • Na playlist Sussa a vibe, óbvio, é mais tranquila e conversa com a minha festa vespertina de verão. Ouça aqui.

Além destas, que são fixas e estão sempre sendo alimentadas, ainda há versões periódicas de algumas delas: quase toda semana tem playlist nova do Vida Fodona, sempre antes de qualquer Noite Trabalho Sujo alimento uma playlist que dá o tom da próxima festa e o mesmo vale com a Sussa, que é mais esporádica. Fizemos – eu, Danilo, Klaus e Babee – uma Sussa inclusive pra selar a parceria com o Spotify, tocando na sede do aplicativo aqui em São Paulo. E a trilha sonora foi essa:

E ainda vem aí os Spotify Talks, em que vou conduzir conversas sobre música com gente que manja de música. Faço a curadoria e a apresentação destes encontros, que devem começar em julho. Depois eu falo mais sobre isso.

E vem mais novidade dessa parceria por aí, aguardem!

Revista Trabalho Sujo: Um papo com o Miranda

Entro na reta final do crowdfunding da versão impressa do Trabalho Sujo conversando com os colaboradores da primeira edição – e o primeiro deles é velho compadre Carlos Eduardo Miranda, que fala sobre porque uma revista impressa em 2016. Saiba mais sobre o projeto e colabore com a campanha no site do Catarse – e se você já colaborou, espalhe para os amigos.