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Um tributo ao vivo – e na Austrália – a Horses da Patti Smith

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Há um mês, a gravadora indie australiana Milk Recordings celebrou o quadragésimo aniversário de Horses, o mítico disco da Patti Smith que inaugura a segunda metade da história do rock, que começa com o punk. O foco do show, que aconteceu no Melbourne Town Hall em sessão dupla, era a nossa querida Courtney Barnett, principal estrela do selo, mas também enfileirou apresentações de outros nomes do catálogo deles, como Jen Cloher, Adalita e Gareth Liddiard, todos acompanhados da mesma banda, formada por Dan Luscombe na guitarra, Ben Bourke no baixo, Stevie Hesketh nos teclados e Jen Sholakis na bateria. A gravação do show finalmente apareceu em grande estilo online e vale cada minuto assistido – as apresentações de Adalina, os mais de dez minutos de Gareth Liddiard em “Birdland” ou Courtneyzinha mandando ver em “Break it Up” são especialmente tocantes:

Quem quiser assistir a algumas apresentações isoladas, elas vêm a seguir:


Gareth Liddiard – “Birdland”


Courtney Barnett – “Redondo Beach”


Adalita – “Free Money”


Jen Cloher – “Land”

Todo o show: Deerhunter ao vivo no Morning Becomes Eclectic, 2015

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E esse disco novo do Deerhunter, Fading Frontier, saiu correndo em direção ao pódio de disco do ano, hein? É o álbum mais pop da banda mas isso não quer dizer que eles tenham abandonado seus instintos brutais e experimentalistas, como dá pra ver nessa apresentação que fizeram no Morning Becomes Eclectic, o clássico programa da rádio californiana KCRW no início do mês. Tocaram basicamente músicas do disco novo (à exceção de “Desire Lines”, que encaixou-se perfeitamente no clima de 2015 da banda) e esticaram a excelente “Snakeskin” num épico de minutos de microfonia e eletricidade – sem perder o groove.

Todo o show: Iggy Pop ao vivo em São Paulo, 2015

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O show que Iggy Pop fez no festival do Lúcio já está inteirinho no YouTube, saca só:

Esse foi o setlist:

“No Fun”
“I Wanna Be Your Dog”
“The Passenger”
“Lust for Life”
“Skull Ring”
“Sixteen”
“Five Foot One”
“1969”
“Sister Midnight”
“Real Wild Child (Wild One)”
“Nightclubbing”
“Some Weird Sin”
“Mass Production”
“Search and Destroy”
“Raw Power”
“I’m Bored”
“Funtime”
“Neighborhood Threat”
“Down on the Street”
“Dum Dum Boys”

Todo o show: Los Hermanos ao vivo em São Paulo, 2015

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Eis a íntegra do show que os Los Hermanos fizeram no Espaço das Américas no sábado passado.

O show teve duas horas de duração, “Anna Júlia” e o seguinte setlist:

“O Vencedor”
“Retrato pra Iaiá”
“Além do que se vê”
“Todo carnaval tem seu fim”
“O vento”
“Cadê teu suín-?”
“Do sétimo andar”
“Samba a dois”
“Condicional”
“Azedume”
“Pois é”
“Morena”
“Um par”
“O velho e o moço”
“A outra”
“Paquetá”
“Sentimental”
“Primeiro andar”
“Tenha dó”
“Descoberta”
“Deixa o verão”
“De onde vem a calma”
“Conversa de botas batidas”
“Último romance”
“A flor”
“Adeus você”
“Anna Júlia”
“Quem sabe”
“Pierrot”

Todo o show: O primeiro show do Kraftwerk

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Eis o primeiro show do Kraftwerk, em 1970, quando parte do antigo grupo Organisation se apresentou ao vivo pela primeira vez, em uma performance de quase uma hora transmitida por um canal de TV alemão. O coração do grupo – a dupla Ralf Hütter e Florian Schneider – está lá, mas estão longe da imersão eletrônica que causariam a partir de 1974 com uma discografia impecável iniciada em Autobahn, de 1974. Hütter já experimentava com sintetizadores, mas sua abordagem era muito mais rocker do que viria a ser depois – a começar pelo visual setentão avesso à imagem clean que o grupo assumiria depois. Schneider, mais contido, tocava flauta e violino, e a dupla ainda era acompanhada pelo metrônomo bate-estaca Klaus Dinger, que depois formaria o Neu, outra banda fundamental na música popular alemã e na história da eletrônica. O show foi presenciado por então adolescente Dimitri Hegemann, que anos depois seria o dono da casa noturna Tresor, em Berlim, uma das principais da cena techno alemã, e ele escreveu sobre o show que redescobriu quatro décadas depois no YouTube na revista Electronic Beats:

“A câmera não fica apenas fixa nos músicos, como fazem hoje em dia, ela balança pelo público e você tem uma sensação imediata do zeitgeist da época. Perto do palco, talvez a um metro de Ralf Hütter, que está tocando um teclado pendurado em seus ombros, estão três garotas hippies de cabelo comprido e um garoto com cabelo ainda mais comprido e franja, de costas para a banda. Naturalmente, todo mundo fuma, muitos homens usam ternos e golas rolê. Por oito minutos, Hütter comanda um som de drone através de pedais de delay, antes do primeiro ritmo começar, com Klaus Dinger na bateria. Florian Schneider toca uma flauta no estilo Jethro Tull e vibrafone, além de vários outros sons indefiníveis, mas quase tudo ainda era criado com instrumentos analógicos. O público está chacoalhando suas cabeças, alguns de olhos fechados. Parte do público senta-se no chão com as pernas cruzadas e alguns aplaudem freneticamente junto com o ritmo. Durante uma das canções, um cara com um visual mod fica soprando um apito.”

Eis o setlist do show histórico:

“Vom Himmel Hoch”
“Ruckzuck”
“Stratovarius”
“Megaherz”

Todo o show: Blur ao vivo em Santiago, 2015

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O grupo inglês Blur esteve em plena turnê pela América do Sul essa semana: fez show no Chile semana passada e dois na Argentina e agora volta ao hemisfério norte pelo México e depois para os EUA – e nenhuma alma brasileira se dignou a trazer o show pra cá. Nos resta nos conformar com o vídeo com a íntegra do show em Santiago, cujo setlist vem a seguir.

“Go Out”
“There’s No Other Way”
“Lonesome Street”
“Bedhead”
“Ghost Ship”
“Coffee & TV”
“Out of Time”
“Beetlebum”
“Thought I Was a Spaceman”
“Trimm Trabb”
“For Tomorrow”
“Tender”
“Parklife”
“Ong Ong”
“Song 2”
“To the End”
“This Is a Low”

Bis
“Stereotypes”
“Girls & Boys”
“The Universal”

Todo o show: Toro y Moi ao vivo na KEXP, agosto de 2015

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Mais um curto show gravado na rádio de Seattle KEXP registra a banda de Chaz Bundick em seu 2015 solar, quando seu líder e vocalista assume as guitarras leves e sinuosas acompanhadas pelo característico teclado oitentista e um baixo pesado que formam a aura psicodélica e juvenil do delicioso What For?, um dos grandes discos desse ano. Entre as músicas, o papo com o homem Toro y Moi foi de Uber à série The Wire e sua banda foi intimada a tocar os temas de Beavis & Butt-head e Seinfeld no papo entre as quatro músicas, todas do disco desse ano: “Empty Nesters”, “Buffalo”, “Lilly” e “Half Dome”.

Delírio

Todo o show: o primeiro show acústico do Wilco pra download

Wilco-Solid-Sound

Não agradeça a mim, agradeça ao já clássico blog NYC Taper, responsável por registros piratas dos grandes autores indies de nossa época. Desta vez coube ao site registrar a íntegra do primeiro show acústico da história do Wilco, que o grupo fez no fim do mês passado, na edição deste ano de seu evento pessoal Solid Sound Festival. Eles separaram a faixa “Hesitanting Beauty” em que Jeff Tweedy festejou o casamento gay no meio da canção.

O show inteiro (setlist a seguir) pode ser baixado aqui e a foto que ilustra o post é de Robert Loerzel, da Underground Bee.