Trabalho Sujo - Home

Todo o show: Michael Shannon e Jason Narducy tocam Lifes Rich Pageant do R.E.M. com Bill Berry e Peter Buck @ Watt Club (27.2.2026)

Aconteceu de novo! Um ano após os quatro integrantes do R.E.M. terem se reunido no palco num show em sua cidade-natal, em Athens, nos EUA, dois remanescente de uma das maiores bandas da história do indie rock voltaram a dar as caras tocando velhas canções do grupo. Mais uma vez a dupla Michael Shannon e Jason Narducy conseguem reconectar as raízes do R.E.M. e nessa sexta-feira, Bill Berry assumiu a bateria em “Underneath the Bunker” e Peter Buck pegou sua guitarra em quatro faixas, “So. Central Rain”, “Sitting Still”, “Radio Free Europe” e “Star 69”, na pequena casa de shows 40 Watt Club. O evento, que está se tornando tradição, é a passagem da dupla Shannon e Narducy, que há três anos celebram o legado do R.E.M. recriando discos clássicos do grupo em ordem cronológica em turnês nostálgicas que atravessam seu país. Shannon, eterno ator coadjuvante em produções de Hollywood, e Narducy, indie veterano fundador do clássico Verboten, com passagens pelo Superchunk, pela banda de Bob Mould e pela nova encarnação do Sunny Day Real Estate, começaram as homenagens em 2023, repassando o primeiro disco do grupo, Murmur, na íntegra, que tornou-se uma turnê pelos EUA no ano seguinte. No ano passado, a dupla visitou o terceiro grupo do R.E.M., Fables of the Reconstruction, e na passagem pela cidade-natal do grupo, há um ano, conseguiram reunir os quatro ex-integrantes do grupo no palco para cantar “Pretty Persuasion”. Foi a segunda vez em 17 anos que os quatro se reuniram no palco – a primeira havia em 2024, quando tocaram “Losing My Religion” quando foram indicados ao Songwriter’s Hall of Fame. A atual turnê da dupla celebra o quarto disco do grupo, Lifes Rich Pageant, e a dupla vem acompanhada de outros nomes conhecidos, como o ex-baterista do Superchunk Jon Wurster e o baixista do Wilco John Stirratt, além do guitarrista Dag Juhlin e do tecladista Vijay Tellis-Nayak. E desde que os dois começaram a fazer essas homenagens, os ex-integrantes do R.E.M. estão cada vez mais animados em falar sobre o velho grupo ou fazer aparições mais constantes em público. Daqui ficamos apenas na torcida que essa vontade fale mais alto e eles topem voltar aos palcos para uma última e histórica turnê. Imagina…

Assista à íntegra do show da sexta passada abaixo:  

Todo o show: Cameron Winter (como Chet Chomsky) e Emily Green do Geese fazem shows solo na casa de shows T.V. Eye

Vamos voltar a falar de Geese? A banda da vez começou 2026 na maciota e seu líder Cameron Winter apresentou-se solo nesta segunda-feira na casa nova-iorquina TV Eye sob o infame e genial pseudônimo de Chet Chomsky dentro de um evento organizado pela Olive Grove Initiative para arrecadar fundos para ajudar famílias carentes em Gaza. Nessa mesma noite, a guitarrista do grupo Emily Green também mostrou seu trabalho solo, tocando sozinha canções ainda sem título um pouco antes do show do vocalista de sua banda. 2026 promete…

Assista aos shows abaixo:  

Todo o show: Jards Macalé ao vivo na Europa em março de 2024

A saudade do Jards não vai passar… E assim Thomas Harres, gênio baterista que tocava com o mestre há mais de uma década, resolveu dar uma geral em suas gravações e subiu cinco shows que vez com Macau quando ele passeou pela Europa em março do ano passado. Além de Thomas, Jards estava muitíssimo bem acompanhado pela guitarra de Guilherme Held e o baixo de Paulo Emmery, e o baterista publicou em seu canal no YouTube a íntegra dos shows que o quarteto fez em Frankfurt (dia 4 de março), Mälmo (dia 6), Copenhagen (dia 7), Bremen (dia 9) e Varsóvia (dia 11), todos com mais de uma hora de som, que vocês podem curtir abaixo:  

Todo o show: PELVs @ Circo Voador (3.9.2025)

2025 está sendo um ano ótimo para o indie rock no Brasil e não só pelos shows gringos que estão passando por aqui (tá contando? Já foram Supergrass, Teenage Fanclub, Mogwai, Weezer, Yo La Tengo, Stereolab e dá até pra botar o Massive Attack nessa conta), mas também por boas movimentações no indie rock local, uma delas motivada justamente por um desses shows internacionais por aqui, quando a banda carioca PELVs voltou à ativa para abrir o show do Teenage Fanclub no Circo Voador. Foi a deixa pro grupo lançar em vinil um de seus discos mais memoráveis, Península, de 2001, que sai pelo selo responsável por grande parte da cena indie no Rio, o Midsummer Madness. E o herói responsável pelo selo, Rodrigo Lariú, colocou a íntegra do show da PELVs deste ano no YouTube, comemorando mais um capítulo na história da banda. “Lançar o Peninsula em vinil é um papo antigo”, ele me escreve comentando o lançamento. “A banda queria ter lançado em 2020/21 quando o disco fez 20 anos mas naquele momento não engrenou porque ainda estávamos no meio da pandemia e eu sempre achei que o Peninsula era um disco que traduzia bem a Pelvs e, assim como foi no Bingo do Cigarettes, mexer nas gravações originais e remixá-las agora daria outro brilho pro disco. Quando a Pelvs mixou e masterizou o Peninsula, eles dominavam totalmente a gravação mas não a finalização. Agora, 25 anos depois, eu acho que o disco foi finalizado a contento”. Assista ao show abaixo:  

Todo o show: Radiohead @ Madri (4, 5, 7 e 8.11.2025)

O Radiohead deu início à sua volta aos palcos com o primeiro dos quatro shows que fará em Madri, na Espanha, nesta terça-feira – e o grupo inglês não economizou no repertório, dando uma bela geral em diferentes fases de seu repertório com ênfase em seus maiores clássicos – OK Computer, In Rainbows e Kid A -, além de erguer Hail to the Thief a essa estatura, tocando a mesma quantidade de músicas (seis) que seu disco de 1997 (tanto In Rainbows quanto Kid A vem com apenas quatro cada). Embora não trouxesse nenhuma grande surpresa (tirando “Sit Down, Stand Up”, que não tocavam há mais de vinte anos, e “Subterranean Homesick Alien”, pela primeira vez desde 2017), o grupo fez bonito ao escolher “Let Down”, favorita da geração Z, para começar o show. E algo me diz que eles vão mudar radicalmente o repertório a cada apresentação. Já o segundo show do Radiohead em Madri – o segundo show de sua volta aos palcos desde 2018 – seguiu o padrão que parecia desenhar desde o primeiro, com o grupo desfilando canções de diferentes fases de sua carreira, como se a turnê fosse uma versão viva de uma coletânea de greatest hits que o grupo nunca quis lançar: afinal, a caixa com os seis primeiros álbuns e a coletânea The Best of Radiohead, ambas de 2008, foram lançadas pela antiga gravadora do grupo à sua revelia, para pegar carona no sucesso do primeiro disco independente do grupo, o “pague o que quiser” In Rainbows. Em vez de uma tentativa versão definitiva do que seria o melhor do grupo transforma-se num espetáculo em movimento, desta vez com mais músicas do In Rainbows do que os outros discos e o segundo álbum, The Bends, vem com bem mais músicas que o show anterior, que só trouxe uma desse disco – e agora empata com o número de músicas do OK Computer, ambos com quatro. Dos dois primeiros o grupo pinçou “Jigsaw Falling Into Place” e do segundo “(Nice Dream)”, músicas que não tocavam ao vivo desde 2009. A banda ainda comemorou o aniversário do guitarrista Jonny Greenwood no palco. Nas duas últimas noites, dias 7 e 8, as novidades foram a volta de “Just” para o repertório ao vivo na sexta-feira, e a estreia de “Optimistic” no show de sábado. A próxima etapa da turnê são quatro shows na Itália a partir da próxima sexta. Felizmente alguns heróis filmaram o show na íntegra – e dá pra assistir aí embaixo:  

Todo o show: Cinco vezes Lô Borges (2017, 2019 e 2024)

Felizmente vi vários shows do Lô Borges nessa vida, além de poder entrevistá-lo e conversar com ele algumas vezes. Desses shows que vi, consegui filmar cinco deles, a maioria de quando ele pode mostrar seu primeiro disco solo – o disco do tênis – pela primeira vez ao vivo. Vi quatro shows dessa leva, dois em 2017 e dois em 2019, sendo que um deles pude assistir em Belo Horizonte. O último deles eu vi no ano passado, quando ele se reuniu a Beto Guedes e Flávio Venturini em um show triplo no Espaço Unimed – com cada um dos mineiros fazendo seu show solo de mais de uma hora e só se encontrando no final do show de Lô, para um único momento dos três no palco ao mesmo tempo. Em todos esses que vi, Lô estava feliz, lúcido, animado e jogando sempre para o público, satisfeito de poder fazer o que mais gostava e viver disso – música. Uma perda lastimável, ainda mais sabendo que ele estava longe de pensar em aposentadoria. Obrigado, Lô.

Assista aos shows abaixo:  

Todo o show: O show de abertura da nova turnê do Tame Impala @ Barclays Center (Nova York, 27.10.2025)

O Tame Impala começou a turnê de lançamento de seu Deadbeat em Nova York nesta segunda-feira quando reforçou que, mesmo abraçando a dance music no novo álbum, mantém os pés firmes na psicodelia. Ao revelar um palco circular multicolorido e superiluminado em que o público cercava sua banda, Kevin Parker reforçou seu compromisso lisérgico em uma viagem em que as músicas de diferentes fases da banda soassem como parte de um mesmo tecido musical. E entre músicas nunca apresentadas ao vivo (como sua colaboração com o Justice do ano passado, “Neverender”, que abriu o bis), não chegou a empolgar o público com as músicas mais novas – com exceção de “Dracula”, que foi inclusive cantada pelos fãs.. Cacei vídeos em que dois heróis filmaram a íntegra desse primeiro show, para nossa alegria.

Assista abaixo:  

Todo o show: King Gizzard Rave @ Fed Square, em Melbourne (24.10.2025)

Não bastasse lançar um dos melhores discos do ano (o inacreditavelmente empolgante Phantom Island, lançado na mesma semana em que Brian Wilson morreu quase como uma utopia sonora do que o beach boy original sonhou em seu Pet Sounds) e retirar quase todos seus 27 discos do Spotify, o inominável grupo psicodélico australiano King Gizzard & the Lizard Wizard deu um show nessa sexta-feira, em sua cidade natal australiana Melbourne, em que finalmente começou a colocar em prática uma vontade que tinham há tempos, ao estrear sua apresentação como um set de rave, depois de ficar um tempo sem fazer shows (após suas apresentações gigantescas no próprio festival que fizeram em agosto na Califórnia). Tal formato inclusive foi anunciado quando o grupo marcou as datas de sua turnê pela Europa nos próximos dias, quando alterna apresentações com orquestras (dia 4 agora com a Covent Garden Sinfonia na Inglaterra, dia 5 com a Orchestre Lamoureux na França, dia 7 com a Sinfonia Rotterdam na Holanda e 9 com a Baltic Philharmonic Symphony Orchestra na Polônia) com esta vibe dançante. As dúvidas sobre o teor da apresentação foram sanadas com o show que deram em Melbourne, quando seus seis integrantes tocam dispositivos musicais eletrônicos de diferentes eras e instrumentos acústicos de percussão, uma guitarra ali, um sax acolá, entre músicas inéditas e versões de outras antigas para este formato, além de citações aos Beastie Boys (“Intergalactic” e “Sabotage”) e Limp Bizkit (“Rollin’”) e gritos pela Palestina livre por inacreditáveis duas horas – assista à íntegra abaixo. Com esse formato passam pela Inglaterra (31, 1º e 2), Alemanha (10), República Tcheca (11), Áustria (12), Dinamarca (14) e Suécia (15). Ficou pequeno pra rave do Tame Impala, diz aí…