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A Charanga puxa o Carnaval 2018

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Carnaval chegando e Thiago França já está à toda com sua Espetacular Charanga, que antecipa o clima do Carnaval deste ano, com mais um disco pré-fervo, Bomba, Suor e Bapho (que pode ser baixado no site do músico). “O disco todo foi gravado ao vivo, com 34 pessoas no estúdio”, ele me explica numa troca de áudios, contando que incluiu na formação músicos que conheceu na oficina de sopro que puxa em nome da Charanga. A gravação foi à moda antiga – dois microfones em cada canto da sala, músicos alinhados de acordo com a proximidade de seu instrumento em relação ao microfone (“mixagem física”, ele me explica, “trumpete tá alto? Dá um passo pra trás”) e captura o clima quente da apresentação, gravada e mixada em um dia.

“Não sei se vou conseguir manter essa história de ficar lançando um disco todo ano”, confessa, lembrando que a Espetacular Charanga lançou discos com repertório próprio desde o início. Thiago não quer se obrigar a fazer lançamentos anuais também devido ao período de virada de ano e ao próprio conceito de disco em tempos digitais: “O disco não precisa mais ter dez faixas, ter meia hora…” O disco conta com quatro músicas instrumentais e duas com vocal, uma com letra composta por Lucas Santtana e outra cantada por Suzana Salles.

Como todo ano, a Charanga sai na segunda-feira de Carnaval mas desta vez começa pela manhã, para enfatizar a natureza musical do bloco e deixar o lado da acabação em segundo plano. “De manhã a gente dribla também um pouco um público que tá se aproximando cada vez mais do carnaval de rua, que é a galera “HT topzêra”, que é um público que ainda necessita de muita educação cívica pra poder saber fazer as coisas na rua”, explica. “Os blocos que essa galera frequenta no ano passado tiveram muito caso de assédio, de violência mesmo, de homem batendo em mulher… Eu temo isso pra Charanga. É um bloco de bairro mesmo, menor”, conclui.

17 de 2017: 4) Segundamente

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A primeira curadoria que exerci em 2017 começou no ano anterior, quando a Keren me chamou para assumir o papel de curador de música do Centro da Terra. Para mim o desafio era simples mas ao mesmo tempo complexo: chamar artistas para valorizar o espetáculo e criar novos projetos a partir do próprio local (ele mesmo uma viagem para dentro, como o próprio tom do meu 2017). Uma matemática irracional me fez criar o projeto Segundamente, em que artistas têm quatro segundas-feiras para criar um projeto próprio, de preferência inédito. Assim, tivemos os 15 anos de carreira do Tatá Aeroplano em março, o Chega em São Paulo de Negro Leo em abril, o Mergulho de Tiê em maio, o Depois a Gente Vê de Thiago França em junho, o Na Asa de Luísa Maita em julho, o Música Resiliente em Camadas Lentas do Maurício Takara em agosto, o Mete o Loco de Rafael Castro em setembro, o Persigo SP de Saulo Duarte em outubro e o Enfrente de Alessandra Leão em novembro, além dos shows individuais de Iara Rennó (Feminística), Luiza Lian (Oyá: Centro da Terra) e Papisa (Tempo Espaço Ritual), nos meses com cinco segundas-feiras. Foram meses de aprendizado e preparo, intensos e emocionantes, com o desafio de fazer o público da região do Sumaré sair de casa nas segundas-feiras para ver shows que não veria em nenhum outro lugar. Ainda teve o sensacional encontro com todos estes artistas na primeira segunda de dezembro, provando que a música vibra sem precisar de regras ou planos. É só deixar rolar. Agradeço imensamente a todos os artistas que convidei e também a todos que foram convidados por estes artistas, transformando o Centro da Terra em um núcleo de produção musical avançada numa época em que fazer cultura parece ser subversivo – porque talvez o seja.

Como foi a sessão de encerramento do Segundamente

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Eis a íntegra do show que encerrou o ano no Centro da Terra, reunindo treze cobras da atual música brasileira: Alessandra Leão, Saulo Duarte, Thiago França, Luísa Maita, Papisa, Negro Leo, Luiza Lian, Tatá Aeroplano, Maurício Takara, Iara Rennó e Tiê, além dos convidados Marcelo Cabral, Rafa Barreto e Charles Tixier.

Que noite!

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Encerramos o primeiro ano do projeto Segundamente no Centro da Terra convidando quase todos os músicos que encabeçaram espetáculos nas segundas-feiras para um grande encontro (mais informações aqui).

Atønito e Sambanzo de graça no CCSP

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Acontece nessa sexta-feira mais uma colisão de projetos paralelos das bandas do Bicho de Quatro Cabeças – e o encontro dos projetos Atønito, de um dos saxofonistas do Bixiga 70, Cuca Ferreira, Sambanzo, do saxofonista do Metá Metá, Thiago França, promete ser épico – mesmo porque o Thiago reuniu vários percurssionistas do Bicho de Quatro Cabeças: Rômulo Nardes, Bruno Prado e Décio 7 (do Bixiga 70), Rogerio Maisum e M.Takara (do Hurtmold) e seus velhos comparsas Sam Samba, Sthefanie Araujo e Bruno Prado. Começa às 19h, é de graça e tem mais informações aqui.

Baile Novo de setembro!

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A Charanga do França mais uma vez invade a Adoniran Barbosa no CCSP nessa sexta, convidando todos para bailar – de graça – em mais uma edição do Baile Novo, às 18h (mais informações aqui).

Baile Novo de agosto!

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A Espetacular Charanga do França comanda nessa sexta mais um baile de salão na Sala Adoniran Barbosa do CCSP (mais informações aqui). Vai ser demais! E começa cedo, 18h30 e é de graça! Traga seu par!

Thiago França: Depois a Gente Vê – 26.6.2017

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Culminando o junho de improvisos regidos por Thiago França em sua ocupação das segundas-feiras do Centro da Terra, o saxofonista reúne a Orquestra Instantânea de Sopros, um coletivo acústico de instrumentos de sopro formado na hora do espetáculo – inclusive com a presença de integrantes do público que trouxerem seus instrumentos, mesmo não sendo músicos profissionais. Thiago explica melhor no papo que tivemos como funciona o improviso desta segunda ao mesmo tempo em que explica porque nesta segunda-feira não tem cortesia nem meia entrada.

Como é que funciona a Orquestra Instantânea de Sopros? Qualquer um pode tocar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-como-funciona-a-orquestra-instantanea-de-sopros

Como reger um improviso coletivo desta natureza?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-como-reger-um-improviso-coletivo-desta-natureza

Fale sobre a questão do dinheiro arrecadado nesta noite.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-fale-sobre-a-questao-do-dinheiro-arrecadado-nesta-noite

O que achou da experiência de improvisos no Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-o-que-achou-da-experiencia-de-improvisos-no-centro-da-terra

Thiago França: Depois a Gente Vê | 19.6.2017

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E na terceira noite de sua ocupação no Centro da Terra, Thiago França liga os instrumentos na eletricidade, plugando seu saxofone em pedais de distorção ao lado do vibrafone de Beto Montag e dos synths e samplers de Guilherme Granado, igualmente on fire. A sessão começa pontualmente às 20h e você encontra mais informações aqui. Bati um papo com o Thiago sobre o que esperar deste terceiro encontro.

Chegou a hora da noite elétrica. Qual a formação e quais instrumentos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-chegou-a-hora-da-noite-eletrica-qual-a-formacao

Você também toca com o sax com efeitos? Há quanto tempo você usa destes recursos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-chegou-a-hora-da-noite-eletrica-qual-a-formacao

Como muda a experiência do improviso com estes elementos em cena? A imprevisibidade é maior?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-como-muda-a-experiencia-do-improviso-com-estes-elementos-em-cena

Como você conheceu o Granado e o Beto? Já tocou com eles?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/thiago-franca-depois-a-gente-ve-como-voce-conheceu-o-granado-e-o-beto-ja-tocou-com-eles