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Tatá Aeroplano longe do centro

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Tatá Aeroplano acabou de se mudar do bairro de Santa Cecília para a Vila Romana e a mudança de paisagem está completamente refletida em seu novo disco, o recém-lançado Alma de Gato, que traz o cantor e compositor paulista longe do fervo do centro, onde morava desde que se mudou para São Paulo, e mais entre as árvores e sob a luz do sol que bate na zona oeste paulistana – o disco é batizado a partir do nome de um pássaro. É seu quarto disco solo e o quinto que grava ao lado da banda formada por Bruno Buarque, Júnior Boca e Dustan Gallas (o outro disco foi o que dividiu com Bárbara Eugenia no ano passado). A química entre os músicos é perfeita, mas o que mais impressiona no disco é perceber como Tatá está cada vez mais à vontade em sua própria sonoridade, longe do humor corrosivo dos grupos que o consagraram no início da carreira (o Jumbo Eletro e o Cérebro Eletrônico). A cada novo disco ele ergue um pequeno monumento à vida comunitária numa cidade gigantesca como São Paulo, percorrendo suas avenidas e multidões com o espírito andarilho de garoto do interior que ele sempre foi. Conversei com ele sobre o novo álbum e sobre a carreira que construiu até aqui, além de pedir para que ele, mais uma vez, dissecasse o disco faixa a faixa (que, como todos seus discos, está para download em seu site).

Vida de Gato é reflexo de sua mudança entre dois bairros de São Paulo. Fale sobre a inspiração do disco.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-vida-de-gato-e-reflexo-de-sua-mudanca-entre-dois-bairros-de-sao-paulo

É um disco mais bucólico?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-um-disco-mais-bucolico

Essa sua mudança de bairro tem a ver com a gentrificação de São Paulo? Como você vê essas mudanças?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-essa-sua-mudanca-de-bairro-tem-a-ver-com-a-gentrificacao-de-sao-paulo

É o quinto disco que você grava com a mesma banda. Fale sobre o processo de criação, composição e gravação com eles.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-o-quinto-disco-que-voce-grava-com-a-mesma-banda

É seu quarto disco solo, lançado totalmente às próprias custas. Você acha que esse é um modelo de negócios viável para outros artistas?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-seu-quarto-disco-solo-lancado-as-proprias-custas-e-um-modelo-viavel

Você assistiu à transformação da cena independente brasileira com a chegada da internet. O que mudou e o que ainda falta mudar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-voce-assistiu-a-transformacao-da-cena-brasileira-o-que-ainda-falta-mudar

Como esta autonomia de carreira permite que você crie mais livremente? Fale sobre a relação entre ser independente e o processo de criação.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-como-esta-autonomia-de-carreira-permite-que-voce-crie-mais-livremente

Quais os próximos projetos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-quais-os-proximos-projetos

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Alma de Gato – Faixa a faixa

Vida Fodona #568: Só tem música de 2018

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Pra aproveitar esse domingo de sol…

Rodrigo Campos – “Clareza”
Ava Rocha – “Maré Erê”
Melody’s Echo Chamber – “Visions of Someone Special, On a Wall of Reflections”
Tatá Aeroplano – “Os Novos Baianos Sapateiam Na Garoa dos Sex Pistols”
Stephen Malkmus + The Jicks – “Kite”
Marcelo Cabral + Ná Ozzetti – “Osso e Sol”
Bixiga 70 – “Pedra de Raio”
Glue Trip – “Time Lapses”
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – “Como Aquilo Que Não Se Repete”
Spiritualized – “Let’s Dance”
Elza Soares + Edgar – “Exú nas Escolas”
Djonga – “Atípico”
Blood Orange – “Take Your Time”
Betina + Boogarins – “Ruido Tropical”
Gorillaz – “Magic City”
Mombojó – “Ontem Quis”

Bárbara Eugenia: Dez Anos Por Aí

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“Parece que passou muito rápido mas ao mesmo tempo parece que foi há muito tempo, porque muita coisa aconteceu!” Bárbara Eugenia resume não apenas o sentimento de seus dez anos de carreira, mas de toda uma década que abalou a todos. No mesmo período em que se firmou como cantora e compositora houve uma mudança cultural e social violenta que, de uma forma ou de outra, está refletida em seu trabalho. É esta transformação que ela coloca em prática na primeira temporada do Segundamente deste ano, quando, nas quatro segundas-feiras de março, ela visita momentos diferentes da sua carreira, priorizando as parcerias. No dia 5, ela abre o mês ao lado de Tatá Aeroplano, mostrando o Vida Ventureira que gestaram na primeira temporada do Centro da Terra do ano passado, quando eles mostraram o disco em primeira mão na celebração dos quinze anos de carreira do músico paulista – que desta vez vem ao palco com a banda completa, com Dustan Gallas, Júnior Boca e Bruno Buarque. No dia 12 é a vez de ela voltar a se reunir com Fernando “Chankas” Cappi, guitarrista do Hurtmold, com quem ela compôs o disco Aurora, fortemente influenciado pela canção beatle. No dia 19 ela se reúne a Pedro Pastoriz para reeditar mais uma versão de seu projeto de intérprete Lovely Hula, recriando clássicos pop em versões luau. E a temporada termina no dia 26 com uma retrospectiva de seus quatro discos individuais, incluindo um que ainda não viu a luz do dia. Conversei com a Bárbara sobre este momento de sua carreira e como ele se reflete neste março no Centro da Terra.

Qual balanço que você faz sobre essa primeira década?
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Quando você pensou na temporada já sabia que queria?
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O que ficou de fora e poderia ter entrado?
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Qual a expectativa de fazer esses shows no Centro da Terra?
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E sobre o último show, do disco novo, o que dá pra adiantar?
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Vida Fodona #563: Botando o programa nos trilhos

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Afinal, já são doze anos de Vida Fodona…

The Universal Mauricio Orchestra – “Embalando o Obalala´”
Bárbara Eugenia – “Te Atazanar”
Led Zeppelin – “Down by the Seaside”
Jupiter Apple – “Bridges of Redemption Park”
Lorde – “In the Air Tonight”
Yo La Tengo – “Paul is Dead”
Nação Zumbi + BaianaSystem – “Alfazema”
Otto – “Caminho do Sol”
Anelis Assumpção – “Gosto Serena”
Metá Metá – “Angoulême”
Sérgio Sampaio – “Não Tenha Medo Não! (Rua Moreira, 64)”
Tatá Aeroplano + Bárbara Eugenia – “As Asas São Escadas Pra Voar”
Stephen Malkmus + The Jicks – “Middle America”
Curumin – “Paris Vila Matilde”
Boogarins – “Lá Vem a Morte (Pt. 2)”
MGMT – “Hand it Over”
Unknown Mortal Orchestra – “American Guilt”
Franz Ferdinand – “Feel the Love Go”
Courtney Barnett – “Nameless, Faceless”
Ava Rocha – “Você Não Vai Passar”
Deerhunter – “Ad Astra”

17 de 2017: 4) Segundamente

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A primeira curadoria que exerci em 2017 começou no ano anterior, quando a Keren me chamou para assumir o papel de curador de música do Centro da Terra. Para mim o desafio era simples mas ao mesmo tempo complexo: chamar artistas para valorizar o espetáculo e criar novos projetos a partir do próprio local (ele mesmo uma viagem para dentro, como o próprio tom do meu 2017). Uma matemática irracional me fez criar o projeto Segundamente, em que artistas têm quatro segundas-feiras para criar um projeto próprio, de preferência inédito. Assim, tivemos os 15 anos de carreira do Tatá Aeroplano em março, o Chega em São Paulo de Negro Leo em abril, o Mergulho de Tiê em maio, o Depois a Gente Vê de Thiago França em junho, o Na Asa de Luísa Maita em julho, o Música Resiliente em Camadas Lentas do Maurício Takara em agosto, o Mete o Loco de Rafael Castro em setembro, o Persigo SP de Saulo Duarte em outubro e o Enfrente de Alessandra Leão em novembro, além dos shows individuais de Iara Rennó (Feminística), Luiza Lian (Oyá: Centro da Terra) e Papisa (Tempo Espaço Ritual), nos meses com cinco segundas-feiras. Foram meses de aprendizado e preparo, intensos e emocionantes, com o desafio de fazer o público da região do Sumaré sair de casa nas segundas-feiras para ver shows que não veria em nenhum outro lugar. Ainda teve o sensacional encontro com todos estes artistas na primeira segunda de dezembro, provando que a música vibra sem precisar de regras ou planos. É só deixar rolar. Agradeço imensamente a todos os artistas que convidei e também a todos que foram convidados por estes artistas, transformando o Centro da Terra em um núcleo de produção musical avançada numa época em que fazer cultura parece ser subversivo – porque talvez o seja.

Como foi a sessão de encerramento do Segundamente

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Eis a íntegra do show que encerrou o ano no Centro da Terra, reunindo treze cobras da atual música brasileira: Alessandra Leão, Saulo Duarte, Thiago França, Luísa Maita, Papisa, Negro Leo, Luiza Lian, Tatá Aeroplano, Maurício Takara, Iara Rennó e Tiê, além dos convidados Marcelo Cabral, Rafa Barreto e Charles Tixier.

Que noite!

25 discos brasileiros para o segundo semestre de 2017

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Eis os 25 brasileiros escolhidos na categoria melhor disco do segundo semestre deste ano pelo júri da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), do qual faço parte.

1) Apanhador Só – Meio Que Tudo é Um
2) Baco Exu do Blues – Esú
3) Barbara Eugenia e Tatá Aeroplano – Vida Ventureira
4) Chico Buarque – Caravanas
5) Djonga – Heresia
6) Edy Star – Cabaré Star
7) Far From Alaska – Unlikely
8) Flora Matos – Eletrocardiograma
9) Guilherme Arantes – Flores e Cores
10) João Bosco – Mano Que Zuera
11) Letrux – Em Noite De Climão
12) Linn da Quebrada – Pajubá
13) Maglore – Todas as bandeiras
14) Nação Zumbi – Radiola NZ
15) Negro Leo – Action Lekking
16) Nina Becker – Acrílico
17) Os Paralamas do Sucesso – Sinais do Sim
18) Otto – Ottomatopeia
19) Pato Fu – Música de Brinquedo 2
20) Paulo Miklos – A Gente Mora No Agora
21) Rimas & Melodias – Rimas & Melodias
22) Rodrigo Ogi – Pé no Chão
23) Tiê – Gaya
24) Tim Bernardes – Recomeçar
25) Vitor Ramil – Campos Neutrais

É a segunda lista de discos que soltamos este ano – a do primeiro semestre pode ser lida aqui. O júri é composto por mim, José Norberto Flesch e Marcelo Costa e o Pedro a publicou em primeira mão linkando todos os discos para ouvir em seu blog no Estadão.

Segundamente 2017

Encerramos o primeiro ano do projeto Segundamente no Centro da Terra convidando quase todos os músicos que encabeçaram espetáculos nas segundas-feiras para um grande encontro (mais informações aqui).

Fora da Casinha 2017

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Mancha chega ao terceiro ano de seu festival com um avanço considerável: depois de dois anos cobrando ingresso para a entrada do público, em 2017 ele realiza seu Fora da Casinha gratuitamente, montando dois palcos no Largo da Batata neste sábado para apresentar mais uma safra de bandas independentes que passaram pela mítica Casa do Mancha, que completa uma década de atividade este ano, como Giovani Cidreira, Ema Stoned, Glue Trip, Tagore, Negro Leo, Bárbara Eugena e Tatá Aeroplano, entre outros. Como nas duas edições anteriores, o festival começa com a tradicional discotecagem Sussa – Tardes Trabalho Sujo deste que vos escreve (ao lado do Danilo), puxando para o tom do festival (bandas independentes brasileiras), e com o show do padrinho do festival, o mestre Maurício Pereira (os horários dos shows estão no final deste post – além de mais informações que você encontra aqui). Conversei com o Mancha sobre a edição do Fora da Casinha deste ano a seguir.

qual o principal desafio desta terceira edição do festival?
Acredito que nosso desafio desse ano é se manter eficaz na função de apontar novos nomes da música independente nacional desta vez pra um público mais heterogêneo. Até então o festival acontecia dentro de um local controlado e por mais que o público fosse amplo, existia um denominador comum a todos que se dispuseram a comprar um ingresso para ver um festival de música independente.
Agora com o festival gratuito na rua amplificamos a reverberação da nossa proposta chegando em um público que não necessariamente viria até nós. E conquistar esse público que não foi atrás de você é tão complexo quanto prazeroso. A música tem essa função de surpreender, estamos olhando pra isso com um brilho especial desta vez.

E em relação ao elenco, comente sobre os artistas que escolheu.
O Maurício Pereira é nosso padrinho, então dispensa comentários. Todos os outros artistas vem com trabalhos recentes que acabaram de sair ou estão prestes a sair. Alguns com uma caminhada mais longa que outros, mas todos passando por um momento fértil justamente para serem apresentados para esse público heterogêneo que a rua proporciona.
A programação desse ano privilegiou esse diálogo com a rua como um todo.

O festival encerra a programação de dez anos da Casinha. Fale sobre essa comemoração.
Completar uma década nessa empreitada com música já é uma vitória fabulosa. O mês de setembro foi todo dedicado a isso com shows que marcaram a história da casinha, artistas que tem uma relação super íntima e começaram junto aqui conosco. É um orgulho imenso ver todos esses frutos, bandas crescendo, publico interessado, novas bandas surgindo com vontade de tocar aqui.. tudo isso derivou de 10 anos persistência nossa e de muitas outras pessoas que caminharam juntas.
Terminar isso com o festival dessa forma, gratuito na rua, me pareceu a melhor forma de concluir um ciclo que acima de tudo está sendo enriquecedor pra todos que estão envolvidos.

Quais os próximos planos para a Casinha e para o festival no ano que vem?
Uma das coisas que 2017 me ensinou foi de controlar os planos, diminuir as expectativas e prestar mais atenção no processo. Enxergar tudo que foi feito e que já é motivo de muitas felicidades, sentir prazer nisso e no hoje, não enlouquecer com o amanhã e estar sujeito às supresas da vida. Essa lição me deixou mais leve.
Mas claro, pode ser que tudo mude num piscar de olhos. Tudo certo.

13h: Discotecagem Sussa | Trabalho Sujo
14h: Mauricio Pereira
14h40: Bárbara Eugênia + Tatá Aeroplano
15h35: Vitreaux
16h20: Giovani Cidreira
17h05: Aloizio e a Rede + Bratislava
17h50: Ema Stoned
18h30: Raça
19h10: Glue Trip
19h55: Tagore
20h40: Negro Leo