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Tangolo Mangos vem chegando…

Tô falando que 2026 tá ficando bom e mais um indício disso é que a banda baiana Tangolo Mangos finalmente vai lançar o sucessor de seu disco de estreia Garatujas. Pedágios y Caronas será lançado no mês que vem e traz a banda afiadíssima depois de meses na estrada tanto pelo Brasil quanto no exterior. E o primeiro aperitivo do novo trabalho é o single “Dominó”, que eles antecipam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Escrito e cantado pelo percussionista Bruno “Neca” Fechini, a faixa traz uma malemolência sossegada que contrasta com o elemento fulminante dos shows – que também está logo no início do novo disco. Mas a escolha é estratégica, como explica o vocalista e guitarrista Felipe Vaqueiro: “Durante a mixagem, no Estúdio Ori, em Salvador, percebemos o quanto nossos engenheiros e co-produtores – Apu Tude e Victor Vaughan -, assim como seus colegas e visitantes que passavam por lá, ficavam com essa música na cabeça, cantarolando até ao longo dos dias das sessões, como também acontecia com o público nos show”, lembra.

“Ainda que não tenha a carga de velocidade e agressividade de outras músicas do disco, ela conquista e cativa pelo suíngue e qualidade da canção, e vimos isso acontecer com públicos não só no Brasil mas nas nossas experiências tocando em países europeus”, continua Vaqueiro. “Além disso, a gente achou que seria interessante introduzir esse novo universo de faixas com uma música que dá uma amostra do teor pop e cancioneiro que vem aí, mas sem revelar o todo. Talvez outras músicas do álbum como single entregassem uma silhueta sintética mais bem definida do que vem pela frente, mas ‘Dominó’ funciona muito bem como essa espiada do futuro trabalho.” A banda já marcou o show de lançamento do disco em São Paulo, quando tocam ao lado da dupla Kim e Dramma no Porão da Casa de Francisca, no próximo dia 28.

Ouça abaixo:  

Picles em chamas!

O Inferninho Trabalho Sujo desta quinta pegou fogo! A noite começou com a banda Boia estreando no Picles e fazendo o público cantar junto músicas que nem conhecia! Ases da música, os seis integrantes do grupo contagiaram os presentes com o magnetismo da vocalista Luli Mello e os solos do guitarrista Murilo Costa Rosa e do flautista e saxofonista Tato Quirino, sempre em harmonia com o violão e os vocais de Leo Bergamin, o baixo de Murilo Kushi e a bateria de Decco. Bebendo de diferentes fontes da MPB, o grupo mostrou seu show mais autoral, tocando apenas músicas próprias (e prometendo um EP para breve), abrindo exceção apenas para a bela “Sonhei Que Viajava Com Você”, do mestre Itamar Assumpção. Finos demais.

Depois foi a vez dos baianos do Tangolo Mangos apagar o fogo aceso pela banda Boia com gasolina. O quinteto baiano está cada vez mais afiado e eles não precisam nem trocar olhares para engatar mudanças de tempo, alinhar solos de guitarra e dominar o público. O carisma irrefreável dos vocalistas Felipe Vaqueiro – em sintonia finíssima com o outro guitarrista, mais na dele, Théo Kiono, que por sua vez sempre de olho no baterista -João Antônio Dourado , João Denovaro e Bruno Fechine só tornava a noite ainda mais quente, à medida em que cada um deles incendiava o Picles com seus instrumentos – Vaqueiro é um guitarrista absurdo, Deno trata o baixo como uma guitarra e Bruno passeia por inúmeros instrumentos de percussão, puxando o rock da banda sempre pra algum recanto do sertão nordestino e fazendo o público explodir em gritos e rodas de pogo. O grupo tocou várias músicas de seu álbum Garatujas, algumas do tempo que a banda só tinha um Soundcloud e outras tantas do próximo disco, que está em fase de finalização e, conforme anteciparam, deve sair ainda esse semestre.

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Um Inferninho celestial

A maior edição do Inferninho Trabalho Sujo, que aconteceu nesta quinta-feira, também foi uma experiência auditiva. Se nas outras edições privilegiávamos o calor humano de um espaço pequeno em que bandas poderiam aquecer ainda mais a noite com o volume de seu som, desta vez trazendo para o palco de pé direito alto da Casa Rockambole optamos por uma edição celestial em que a sensibilidade e a delicadeza estivessem em primeiro plano, sem que isso diminuísse a temperatura da noite. E o crescendo musical e energético que começou com voz e violão e acabou com uma banda de rock fez o público subir a expectativa cada vez a cada nova apresentação, devidamente saciada após cada um dos shows.

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Sessa, Tangolo Mangos, Marina Nemesio, Luiza Villa, Tori e Júlia Guedes

A primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo de setembro é das grandes! Vamos reunir cinco shows na próxima quinta-feira, dia 5, na Casa Rockambole. Quem abre a noite é a novata paulistana Luiza Villa, mostrando suas primeiras composições solo, seguida do encontro das cantoras sergipana e mineira Tori e Júlia Guedes, misturando os próprios repertórios. Depois é a vez de Marina Nemesio mostrar as músicas que farão parte de seu primeiro disco solo. E ainda temos a banda baiana Tangolo Mangos encerrando uma extensa turnê que fizeram pelo Brasil no útlimo mês, antes da atração que fecha a noite, quando Sessa sobe ao palco para mostrar as músicas de seu disco mais recente, depois de fazer uma turnê pela Europa. Entre os shows, duas duplas discotecam: primeiro Lina Andreosi e Clara Bright e depois eu e a Francesca Ribeiro, deixando a noite ainda mais quente e fluida. A Casa Rockambole fica na Rua Belmiro Braga, 119, em Pinheiros, os shows começam a partir das 19h e os ingressos podem ser comprados neste link.

A expansão do Inferninho Trabalho Sujo

A novidade do segundo ano do Inferninho Trabalho Sujo é que a festa vai para além do Picles. Dedicada a apresentar novas bandas às que já existem, criei a festa há um ano transformando as sextas-feiras do Picles numa incubadora de talentos que mistura tanto artistas iniciantes quanto outros já estabelecidos para aproveitar o calor da cena musical brasileira pós pandemia. Em seu primeiro ano, a festa já já contou com artistas novíssimos como Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Pelados, Varanda, Os Fadas, Monch Monch, Madre, Tangolo Mangos, Desi e Dino, Janine, Mundo Vídeo, Boca de Leoa, Odradek, Fernê, Madrugada, Cianoceronte, Schlop, Monstro Bom, Manu Julian, Celacanto, André Medeiros Lanches, Ondas de Calor, Skipp is Dead, Lauiz, Fernanda Ouro, Grisa e Tiny Bear e nomes já consagrados da cena independente brasileira como Ava Rocha, Yma, Grand Bazaar, Test, Patife Band, Di Melo, Rafael Castro, Tagore, Lulina, Garotas Suecas, Filarmônica da Pasárgada, Xepa Sounds de Thiago França, Luna França, Laurie Briard, entre outros. E a partir deste mês começo a explorar novas casas de shows, novos formatos e horários para espalhar a palavra do Inferninho por aí. A primeira delas acontece neste sábado, dia 17, no Porta, quando recebemos a banda Celacanto. No dia 23, uma sexta, seguimos no Picles trazendo o tradicional show anual da Fernê ao lado da banda Monstro Bom, que está lançando seu disco de estreia. Na sexta seguinte, dia 30, vamos pro Cineclube Cortina, quando teremos o lançamento do segundo disco da banda catarinense Exclusive os Cabides, Coisas Estranhas, com abertura da banda paulistana Os Fonsecas (ingressos à venda por aqui). E na outra quinta-feira, dia 5 de setembro, fazemos uma versão ainda maior na Casa Rockambole, trazendo os trabalhos das cantoras Luiza Villa, Marina Nemésio, Tori e Júlia Guedes, a banda Tangolo Mangos e o grande Sessa (ingressos à venda neste link). Em todas as apresentações estarei sempre bem acompanhado na discotecagem com as queridas Francesca Ribeiro, Lina Andreosi, Pérola Mathias e Bamboloki, que me ajudam a deixar essa nova fase ainda mais quente. Vamos?

Em pleno vôo

E o quinteto baiano Tangolo Mangos começou nessa sexta-feira, no MIS de São Paulo, uma longa turnê que passa pelo sul, sudeste e centro-oeste do Brasil em quatorze shows em menos de um mês, azeitando ainda mais o showzaço que vêm apresentando desde o começo do ano. E é impressionante como crescem no palco – as canções de seu disco de estreia, Garatujas, lançado no fim do ano passado, ganha uma energia e vitalidade que não estão no disco, elevando a mescla de rock psicodélico e música nordestina (que se cruzam naquele lugar quaaaase prog, mas sem perder o pique pop) a um patamar que mistura solos e riffs precisos, mudanças de tempo ousadas, performance corporal, muita microfonia (inclusive inusitada, quando o pedal wah-wah do vocalista Felipe Vaqueiro resolveu não desligar mais, do meio do show em diante) e uma química cada vez mais intensa entre seus integrantes, que sequer precisam se olhar para passar de uma música pra outra ou trocar o clima no meio das canções. E além das músicas do primeiro disco eles já trabalham várias músicas novas, que o público já conhece de outros shows e gravações não-oficiais. O show no MIS ainda teve a cereja de ter o som feito pela Alejandra Luciani, deixando todos os instrumentos cristalinos sem perder o volume do barulho que fazem no palco. Voa, Tangolos!

Assista abaixo:  

Uma nova onda que se ergue…

A noite de quarta terminou com o encontro de duas novas bandas na Porta Maldita, que é uma das melhores pequenas casas de show do underground de São Paulo, quando os baianos dos Tangolo Mangos, tocando onde dá em São Paulo desde que os chamei pro Inferninho Trabalho Sujo no Picles, encontraram-se com o quarteto paulistano Os Fonsecas – dois grupos que mostram a intensidade de uma nova geração de artistas que equilibra-se entre a MPB e o indie rock e que aos poucos vem se estabelecendo em diferentes cidades do Brasil. Com a casa cheia em plena quarta-feira, a noite começou com uma apresentação bem mais firme da que havia visto do grupo encabeçado pelo vocalista Felipe Távora, que acaba de lançar seu primeiro álbum, Estranho Pra Vizinha. À frente de um dos melhores power trios da nova cena de São Paulo (Valentim Frateschi no baixo, Caio Colasante na guitarra e Thalin na bateria), o vocalista tinha mais presença de palco e estava mais à vontade com os músicos, o que não aconteceu no primeiro show que vi deles naquela mesma casa – depois ele me confessou que aquele show anterior havia sido muito “caótico”. Como naquele outro show, este também terminou com a participação do vocalista do Tangolo, Felipe Vaqueiro, tocando sua já famosa gaita. Uma boa amostra do que está vindo por aí…

Depois dos Fonsecas foi a vez dos Tangolo Mangos subirem no palco para mostrar quase todo seu disco de estreia Garatujas, além de músicas de seus primeiros EPs e outras inéditas. O grupo vem de uma sequência intensa de shows paulistas: além do Inferninho Trabalho Sujo, eles ainda tocaram em Campinas, Santo André e abriram para a Sophia Chablau & Uma Enorme Perda de Tempo na Casa Natura, além de participar de uma festa junina no Porta como banda surpresa, domingo passado, sempre com o guitarrista dos Fonsecas, Caio Colasante, como quinto integrante. Essa sequência pode até cobrar um preço pelo cansaço, mas inevitavelmente deixa qualquer grupo tinindo e o guitarrista Felipe Vaqueiro, o baixista João Denovaro, o percussionista Bruno Fechine e o baterista João Antônio Dourado estavam completamente entrosados, enfileirando músicas em alguns casos de improviso. O grande momento do show acabou por coroar o encontro das duas noites, quando chamaram o baixista da banda de abertura, Valentim Frateschi, para cantar seu single “Falando Nisso”, música que o próprio Tim revelou ter sido composta inspirada na banda baiana. Antes da noite terminar ainda chamaram o tecladista do Eiras e Beiras, Eduardo Barquinho, para acompanhar o grupo por três músicas, que encerraram a apresentação com o público cantando músicas gigantescas a plenos pulmões. Esta nova onda está só começando a crescer…

Assista abaixo: