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Tangolo Mangos só melhora!

O grupo baiano Tangolo Mangos mostrou nesta quarta-feira ao lançar o clipe de “Dominó” no Mamãe que está disposto a dominar 2026. Donos de um dos melhores discos brasileiros do ano, eles reúnem cada vez mais gente em suas apresentações e seguem azeitando ainda mais sua química interna, que sempre incendeia o público. A noite começou com o baixista Denovaro atacando de DJ antes da primeira exibição pública do clipe, que funcionou como ponto de partida para o grupo começar seu show em outro ambiente da casa. Espalhados pelo palco como se estivessem num programa de TV (com direito inclusive a um imenso dominó cenográfico), o grupo perdeu a proximidade física entre eles mesmos que é característica de seus shows em palcos minúsculos, quando alternam solos com riffs com saltos com invasões no público. A nova configuração cênica pode ter afastado seus integrantes, mas não do público, que se jogou em todas as músicas, muitas vezes puxados por Denovaro, que estava endiabrado esta noite. O repertório era em sua maioria composto pelas músicas do disco novo, mas não só. Como num dado momento da noite, quando, ao felicitar o aniversário da diretora do clipe, Giovanna Castellari, engataram uma versão improvável para “Amado” de Vanessa da Mata, que emendaram com “Gosto de Sol”, do primeiro EP da banda, de 2019. Tangolo Mangos só melhora!

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Tangolo Mangos: “Pra tirar nós dois, só se passar com pedra na mão”

Dono de um dos melhores discos nacionais deste ano, o grupo baiano Tangolo Mangos abre ainda mais seu universo musical ao lançar o primeiro clipe de seu Pedagios y Caronas nesta quarta-feira, que antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. A música escolhida foi o hit “Dominó”, escritapelo percussionista Bruno Fechine, que abre ainda mais o espectro musical da banda para além da fusão A Cor do Som com King Gizzard que caracterizam os shows elétricos da banda. “Escolhemos ‘Dominó pois é a música que causa a melhor primeira impressão do que é o álbum e que fisga o ouvido”, explica o baixista João Denovaro. “Depois de recebermos a proposta de roteiro de Giovanna Castellari e do Henan Marques, pensamos que o videoclipe de ‘Dominó’ poderia ganhar outra dimensão visual e estética para além da canção”. A música também foi lançada em primeira mão no site e da mesma forma você pode ver o clipe primeiro, que será lançado oficialmente durante o show que o grupo faz nesta quarta no Mamãe (a partir das 21h), aqui.

Assista abaixo:  

Eis os 25 melhores discos do primeiro semestre de 2026 segundo do júri de música popular da Associação Paulista de Criticos de Arte

Segue abaixo a lista com os melhores discos brasileiros lançados no primeiro semestre de 2026, segundo o júri da APCA, da qual faço parte ao lado de Adriana de Barros (Mistura Cultural), Bruno Capelas (Programa de Indie), Camilo Rocha (Bate Estaca), Cleber Facchi (Música Instantânea e Podcast VFSM), Guilherme Werneck (Canal Meio e Ladrilho Hidráulico), José Norberto Flesch (Canal do Flesch), Marcelo Costa (Scream & Yell), Pedro Antunes (Tem Um Gato na Minha Vitrola) e Pérola Mathias (Poro Aberto).

Veja a seguir:  

Dedo na tomada

Ainda corri para a Casa de Francisca a tempo de pegar desde o começo o show de lançamento do segundo disco dos Tangolo Mangos, Pedágios y Caronas, no Porão lotado da casa. Quem já foi a um show dos baianos sabe a descarga de adrenalina e energia positiva que o quinteto despeja no público, mas ontem o nível estava ainda mais alto pois os fãs sabiam cantar todas as músicas do disco novo. Desfalcados de dois integrantes de sua formação (o guitarrista Théo Kiono teve de ficar em Salvador e o baterista João Antonio Dourado acidentou-se recentemente), o grupo contou com os compadres do show que abriu a noite e convocou o baterista Quico Dramma e o guitarrista Caio Colasante – do grupo Kim & Dramma – para assumirem estas funções, o que fizeram de forma brilhante (além de contar com um terceiro integrante do mesmo grupo, o tecladista Eduardo Barquinho, da metade pro fim da noite). À frente do grupo, os vocais enérgicos de Felipe Vaqueiro, João Denovaro e Bruno Fechine – cada um ás em seus instrumentos (o primeiro na guitarra, o segundo no baixo e o terceiro assume a percussão) e sem deixar o carisma contagiante tirar o dedo da tomada. Showzaço!

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Tangolo Mangos vem chegando…

Tô falando que 2026 tá ficando bom e mais um indício disso é que a banda baiana Tangolo Mangos finalmente vai lançar o sucessor de seu disco de estreia Garatujas. Pedágios y Caronas será lançado no mês que vem e traz a banda afiadíssima depois de meses na estrada tanto pelo Brasil quanto no exterior. E o primeiro aperitivo do novo trabalho é o single “Dominó”, que eles antecipam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Escrito e cantado pelo percussionista Bruno “Neca” Fechini, a faixa traz uma malemolência sossegada que contrasta com o elemento fulminante dos shows – que também está logo no início do novo disco. Mas a escolha é estratégica, como explica o vocalista e guitarrista Felipe Vaqueiro: “Durante a mixagem, no Estúdio Ori, em Salvador, percebemos o quanto nossos engenheiros e co-produtores – Apu Tude e Victor Vaughan -, assim como seus colegas e visitantes que passavam por lá, ficavam com essa música na cabeça, cantarolando até ao longo dos dias das sessões, como também acontecia com o público nos show”, lembra.

“Ainda que não tenha a carga de velocidade e agressividade de outras músicas do disco, ela conquista e cativa pelo suíngue e qualidade da canção, e vimos isso acontecer com públicos não só no Brasil mas nas nossas experiências tocando em países europeus”, continua Vaqueiro. “Além disso, a gente achou que seria interessante introduzir esse novo universo de faixas com uma música que dá uma amostra do teor pop e cancioneiro que vem aí, mas sem revelar o todo. Talvez outras músicas do álbum como single entregassem uma silhueta sintética mais bem definida do que vem pela frente, mas ‘Dominó’ funciona muito bem como essa espiada do futuro trabalho.” A banda já marcou o show de lançamento do disco em São Paulo, quando tocam ao lado da dupla Kim e Dramma no Porão da Casa de Francisca, no próximo dia 28.

Ouça abaixo:  

Picles em chamas!

O Inferninho Trabalho Sujo desta quinta pegou fogo! A noite começou com a banda Boia estreando no Picles e fazendo o público cantar junto músicas que nem conhecia! Ases da música, os seis integrantes do grupo contagiaram os presentes com o magnetismo da vocalista Luli Mello e os solos do guitarrista Murilo Costa Rosa e do flautista e saxofonista Tato Quirino, sempre em harmonia com o violão e os vocais de Leo Bergamin, o baixo de Murilo Kushi e a bateria de Decco. Bebendo de diferentes fontes da MPB, o grupo mostrou seu show mais autoral, tocando apenas músicas próprias (e prometendo um EP para breve), abrindo exceção apenas para a bela “Sonhei Que Viajava Com Você”, do mestre Itamar Assumpção. Finos demais.

Depois foi a vez dos baianos do Tangolo Mangos apagar o fogo aceso pela banda Boia com gasolina. O quinteto baiano está cada vez mais afiado e eles não precisam nem trocar olhares para engatar mudanças de tempo, alinhar solos de guitarra e dominar o público. O carisma irrefreável dos vocalistas Felipe Vaqueiro – em sintonia finíssima com o outro guitarrista, mais na dele, Théo Kiono, que por sua vez sempre de olho no baterista -João Antônio Dourado , João Denovaro e Bruno Fechine só tornava a noite ainda mais quente, à medida em que cada um deles incendiava o Picles com seus instrumentos – Vaqueiro é um guitarrista absurdo, Deno trata o baixo como uma guitarra e Bruno passeia por inúmeros instrumentos de percussão, puxando o rock da banda sempre pra algum recanto do sertão nordestino e fazendo o público explodir em gritos e rodas de pogo. O grupo tocou várias músicas de seu álbum Garatujas, algumas do tempo que a banda só tinha um Soundcloud e outras tantas do próximo disco, que está em fase de finalização e, conforme anteciparam, deve sair ainda esse semestre.

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Um Inferninho celestial

A maior edição do Inferninho Trabalho Sujo, que aconteceu nesta quinta-feira, também foi uma experiência auditiva. Se nas outras edições privilegiávamos o calor humano de um espaço pequeno em que bandas poderiam aquecer ainda mais a noite com o volume de seu som, desta vez trazendo para o palco de pé direito alto da Casa Rockambole optamos por uma edição celestial em que a sensibilidade e a delicadeza estivessem em primeiro plano, sem que isso diminuísse a temperatura da noite. E o crescendo musical e energético que começou com voz e violão e acabou com uma banda de rock fez o público subir a expectativa cada vez a cada nova apresentação, devidamente saciada após cada um dos shows.

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Sessa, Tangolo Mangos, Marina Nemesio, Luiza Villa, Tori e Júlia Guedes

A primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo de setembro é das grandes! Vamos reunir cinco shows na próxima quinta-feira, dia 5, na Casa Rockambole. Quem abre a noite é a novata paulistana Luiza Villa, mostrando suas primeiras composições solo, seguida do encontro das cantoras sergipana e mineira Tori e Júlia Guedes, misturando os próprios repertórios. Depois é a vez de Marina Nemesio mostrar as músicas que farão parte de seu primeiro disco solo. E ainda temos a banda baiana Tangolo Mangos encerrando uma extensa turnê que fizeram pelo Brasil no útlimo mês, antes da atração que fecha a noite, quando Sessa sobe ao palco para mostrar as músicas de seu disco mais recente, depois de fazer uma turnê pela Europa. Entre os shows, duas duplas discotecam: primeiro Lina Andreosi e Clara Bright e depois eu e a Francesca Ribeiro, deixando a noite ainda mais quente e fluida. A Casa Rockambole fica na Rua Belmiro Braga, 119, em Pinheiros, os shows começam a partir das 19h e os ingressos podem ser comprados neste link.