E por falar em Talking Heads…

A mesma distribuidora que ressuscitou o clássico Stop Making Sense para os cinemas reuniu um monte de bambas para celebrar a importância dos Talking Heads. E o primeiro single do tributo Everyone’s Getting Involved: A Tribute to Talking Heads’ Stop Making Sense, organizado pela A24, vem também como uma boa notícia para os fãs do Paramore, que estavam temendo pela existência da banda depois que ela cancelou alguns shows (inclusive no Brasil) e apagou seus posts em suas redes sociais. O trio liderado pela vocalista Hayley Williams abre o tributo ao fazer uma versão para “Burning Down the House”, que contou com um clipe inspirado no filme de 1984 (veja abaixo), considerado o melhor show já filmado para o cinema. O disco, que ainda não tem data de lançamento definida e contará com versões feitas por Lorde, The National, Miley Cyrus, The Linda Lindas, Toro y Moi, Kevin Abstract, Badbadnotgood, Chicano Batman, El Mató a un Policía Motorizado, Girl in Red, entre outros.

Assista abaixo:

 

A volta dos Talking Heads quase aconteceu

O rumor sobre uma possível volta dos Talking Heads aos palcos foi confirmado nesta terça-feira quando a revista Billboard publicou que o grupo foi cotado para duas possíveis reuniões agora em 2024, que não se concretizaram. A reportagem da revista conta que Paul Tollett, curador do festival do Coachella, tentou aproximar-se do grupo para fazer uma proposta no final do ano passado. Desde que seus integrantes anunciaram que voltaram a se conversar e que dariam uma entrevista juntos para Spike Lee para celebrar o relançamento do filme Stop Making Sense para os cinemas que há a especulação sobre um possível retorno aos palcos está no ar. Mas o curador, que estava disposto a oferecer 10 milhões de dólares pela participação do grupo no festival, percebeu que não era o momento de fazer a proposta e não avançou. O festival californiano, conhecido por reunir grupos que estavam parados há tempos (Pixies, Jane’s Addiction Siouxsie and the Banshees e Rage Against the Machine, só pra citar alguns), ficou sem o que seria a joia da coroa do elenco deste ano, numa edição que já contará com duas voltas à ativa, a do No Doubt e a do trio Sublime, que tocará com Jakob Nowell, filho do vocalista original, Bradley’s Nowell, morto nos anos 90, nos vocais. A reportagem da Billboard ainda conseguiu informações que a empresa Live Nation também tentou fazer com que o grupo retornasse às atividades para uma série de apresentações em um de seus festivais, oferecendo nada menos que 80 milhões de dólares, mas os Talking Heads declinaram a proposta. A última vez que o grupo tocou ao vivo foi há mais de vinte anos, quando foi entronizado no Rock and Roll Hall of Fame em 2002, e antes disso suas últimas aparições ao vivo, cinco anos antes do fim oficial do grupo, aconteceram em uma curta turnê pela Austrália e Oceania no início de 1984 – ou seja, há quarenta anos. O rumor sobre a volta do grupo só reforça como o mercado está ávido por artistas que não estão mais em circulação, o que abre possibilidades para várias voltas anunciadas ainda este ano – inclusive no Brasil. Vamos aguardar…

Vida Fodona #804: O primeiro programa de 2024

Feliz ano novo com a trilha sonora da minha virada do ano entre o Ceará e Brasília.

Ouça aqui:  

Todo o show: Talking Heads ao vivo no festival de Montreux, 1982

E pra esquentar esse clima, vou ficar publicando sobre Talking Heads aqui de vez em quando, como esse show maravilhoso que o grupo fez no festival de Montreux, na Suíça, no dia 9 de julho de 1982, e está na íntegra no YouTube. Além da banda principal, o grupo é acompanhado mais uma vez de vários músicos, como o guitarrista Alex Weir, o tecladista Raymond Jones, o percussionista Steve Scales e a vocalista e percussionista Dolette McDonald. além do tecladista Tyrone Downey e as irmãs de Tina, Lani e Laura Weymouth, que entram no bis para tocar “Take Me To The River”. No mesmo dia, Tina Weymouth e Chris Franz acompanhados de Lani, Laura, Steve, Alex e Tyrone abriram para o grupo com seu projeto paralelo Tom Tom Club (e esse show também pode ser assistido abaixo):  

Mais esperança em relação à volta dos Talking Heads

“Acho que tem sido uma experiência de cura para todos. É como se ‘é, nós podemos trabalhar juntos e fazer isso’ e isso é algo que todos nós estamos orgulhosos”, explicou o guitarrista dos Talking Heads Jerry Harrison em entrevista ao programa que o jornalista norte-americano Kyle Meredith apresenta em seu canal no YouTube. E assim, em mais uma notícia sobre a volta do filme Stop Making Sense aos cinemas, aos poucos vamos assistindo à dissolução da treta master que tornava a volta dos Talking Heads aos palcos algo impensável e impossível. A segunda metade da carreira da banda tornou a convivência entre os integrantes cada vez mais tensa e quando o grupo oficializou que seu término era óbvio, no início dos anos 90, seus integrantes passaram a se falar cada vez menos, à medida em que o vocalista e principal compositor David Byrne se estabelecia como uma personalidade distante do grupo e tanto ele quanto o casal Tina Weymouth e Chris Franz trocaram farpas pesadas em declarações em público. Mas quando o estúdio A24 se dispôs a relançar o filme de Jonathan Demme no cinema, inevitavelmente fez com que os quatro voltassem a se conversar. “Nós somos donos do filme, por isso tínhamos que trabalhar juntos para tomar uma decisão”, continuou o guitarrista na mesma entrevista. “‘Será que a A24 é a melhor distribuidora, o melhor parceiro pra gente?’, tínhamos que ter esse tipo de conversa e tínhamos que tê-las juntos.” Harrison continua: “Podemos deixar de lado conflitos sobre os quais as pessoas passaram muito tempo falando. Não é como se os sentimentos que fizeram as pessoas dizerem várias coisas não existam mais ou algo do tipo, mas é que agora que eles foram ditos, precisamos repeti-los o tempo todo? Eu já dei minha opinião”. Na entrevista, além de falar sobre o processo de masterização do som, o guitarrista também deixa no ar que outros anúncios relacionados à banda podem vir em breve… Ainda coloco minhas fichas em “turnê de despedida”. Imagina isso!

Assista à íntegra da entrevista (em inglês) abaixo:  

O novo trailer de Stop Making Sense

E já que vínhamos falando dos Talking Heads, viram o trailer novo que a A24 preparou para o relançamento de Stop Making Sense, o filme que Jonathan Demme fez sobre a banda de Nova York ao vivo? Ainda não tem notícias sobre a vinda do filme para o Brasil, mas ia ser tão bom se pudéssemos ver por aqui…

Assista abaixo:  

A volta dos Talking Heads pode começar com um mea culpa

Um passo importante – talvez o mais difícil- em uma reconciliação histórica foi dado quando a revista People publicou uma entrevista com o ex-líder dos Talking Heads David Byrne, que reconheceu ter sido escroto com seus colegas de banda nos últimos anos da carreira do grupo. “Eu não era uma pessoa legal para ficar junto quando eu era mais jovem”, contou o cantor norte-americano para o site da revista. “Quando estava trabalhando com os Talking Heads eu era meio tirânico. Depois eu aprendi a relaxar e também que ao colaborar com outras pessoas os dois lados ganham mais em uma boa relação do que em vez de eu dizer a todos o que fazer. Acho que não lidei bem com isso e o final foi meio feio.” E por mais ególatra que Byrne poderia ser, ele pelo menos manteve essas questões na esfera privada, ao contrário de outros integrantes da banda, como o casal Tina Weymouth e Chris Frantz, que sempre reclamaram em público que Byrne tinha sido egoísta e que a banda só não voltava por culpa dele. O outro integrante do grupo, Jerry Harrison, mantêm uma relação cordial com David e nunca veio a público expor rusgas do passado. Mas às vésperas do primeiro reencontro em duas décadas, o improváveis mea culpa de Byrne pode caminhar para um pedido de desculpas e uma reconciliação transparente e franca, aos olhos dos fãs. Isso ainda é muito longe de uma volta aos palcos, mas sinto que estamos só no começo de uma longa jornada que envolve uma das maiores bandas da história da música pop.

Assista abaixo:  

A volta dos Talking Heads?

Ainda é cedo pra comemorar, mas o Toronto International Film Festival acaba de marcar um golaço ao confirmar a primeira aparição pública dos Talking Heads em 21 anos, quando reúne David Byrne, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison em uma entrevista antes da exibição do clássico Stop Making Sense, mitológico filme de Jonathan Demme que registra a banda ao vivo no melhor registro cinematográfico de um show, que será relançado em alta definição pela distribuidora A24. O reencontro acontece no dia 11 de setembro e terá mediação feita por Spike Lee, que há pouco trabalhou com Byrne ao dirigir seu espetáculo da Broadway American Utopia. Isso não quer dizer que o grupo possa voltar a fazer shows, algo que Byrne já disse, em outras épocas, que nunca aconteceria. Embora tenha encerrado suas atividades em 1991, desde o inicio de 1984 o grupo não toca mais junto. As únicas exceções aconteceram em 1989, quando Jerry e David compareceram ao show do grupo Tom Tom Club, formado por Chris e Tina, para tocar “Psycho Killer” ao vivo, e treze anos depois, quando os quatro se reuniram para tocar em sua indicação para o Rock and Roll Hall of Fame. Tomara que esse reencontro faça o grupo perceber como seria bom para o mundo se pudessem se reunir para mais uma rodada de shows.

Assista abaixo à última apresentação ao vivo do grupo, em 2002:  

Os Talking Heads voltam ao cinema

Não há nenhuma novidade sobre a possibilidade da nova versão do clássico Stop Making Sense – um dos melhores shows já registrados pelo cinema – chegar às telas brasileiras, mas o relançamento do filme que Jonathan Demme fez com os Talking Heads a partir de três shows que o grupo fez no Pantages Theater, em Hollywood, no mês de dezembro de 1983, está engatilhando uma versão deluxe do disco ao vivo. A nova edição, um vinil duplo que será lançado no mês que vem e já está em pré-venda, desenterra duas faixas que não entraram no disco original – “Cities” (ouça-a abaixo) e “Big Business / I Zimbra” – além de trazer um livro com 28 páginas que inclui fotos inéditas e comentários dos quatro integrantes da banda sobre a experiência. O baterista Chris Frantz comenta sobre a alegria de fazer estes shows no encarte: “Estou falando de alegria de verdade, consciente e transcendental. Estou falando sobre o que as pessoas do gospel do sul do país falam em ‘ficar feliz’, que quer dizer ‘ser preenchdio pelo Espírito’. Era o que acontecia com a gente todas as noites e, sentado atrás da bateria, reconhecia que também estava acontecendo com o público. A alegria era visível à minha frente e ao meu redor em todas as noites.” O vocalista David Byrne fala sobre como o disco aumentou o público da banda. “Como acontece com frequ~encia, as canções ganham mais energia quando são tocadas ao vivo e são inspiradas por estarmos em frente ao público. Em muitas formas, as versões são mais animadas que as gravações de estúdio, talvez por isso muita gente nos descobriu por esse disco”.

Ouça a nova faixa, a nova capa do disco e a ordem das músicas abaixo:  

Vida Fodona #757: Frio nada a ver

Mas eu dou um jeito, cê sabe…

Ouça abaixo.