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Catarse cearense

Que maravilha poder realizar mais uma sessão do espetáculo Pessoal do Ceará, que desta vez aconteceu no Bona e contou com a presença de hermanos cearenses que não conseguiram ver a primeira apresentação, no Sesc Pompeia. E é natural que a ascendência cearense faça o espetáculo ficar mais quente e vivo, com a emoção a flor da pele de quem reconhece um detalhe íntimo, como quem conta um segredo, reconhece uma revelação. O segredo, no caso, é o disco de estrada Meu Corpo Minha Bagagem Todo Gasto na Viagem, épico composto e gravado por Teti, Ednardo e Rodger Rogério com o nome artístico de Pessoal do Ceará, funcionando como manifesto para uma geração que ainda inclui nomes como Belchior, Fagner, Amelinha e tantos outros para além da música. E quando essa emoção rebate no público, volta para a banda que naturalmente esquenta ainda mais e assim Soledad, Jonnata Doll e Paula Tesser (que, pra deixar tudo ainda melhor, aniversariava no mesmo dia) puderam passear por esse repertório mágico como se estivessem cantando hits que eles mereciam ser. A banda Ondas dy Calor (Allen Alencar na guitarra e baixo, Davi Serrano no baixo e guitarra e Xavier e Igor Caracas dividindo-se entre percussão e bateria) e o maestro Klaus Sena (entre piano e teclados) entrou na mesma frequência e assim a alma dos presentes foi lavada, especificamente a última meia hora do show, quando Jonnata puxou “Palmas pra Dar Ibope”, Paula emendou a maravilhosa “Beira Mar” e Soledad encerrou a noite lá em cima, primeiro com uma versão rock clássico pra “Susto” (com um solo arrebatador de Davi) e depois ao transformar o lamento de “A Mala” em uma catarse cearense de tirar o fôlego, que coroou a apresentação com uma poética mágica.

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Pessoal do Ceará, Meio Século Depois @ Bona (6.5)

Depois de passar pelo Ceará no mês de aniversário de Fortaleza, o show Pessoal do Ceará – Meio Século Depois, em que Paula Tesser, Soledad e Jonnata Doll visitam o clássico cearense Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, de 1973, volta a São Paulo para mais uma apresentação, desta vez no Bona. Os três visitam o repertório do cancioneiro daquele estado nos anos 70 acompanhados da banda Ondas dy Calor (formada por Allen Alencar, Davi Serrano, Xavier e Igor Caracas), regida pelo diretor musical Klaus Sena e comigo na direção. Os ingressos já estão à venda.

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Pessoal do Ceará, Meio Século Depois – agora no Ceará!

A segunda apresentação do espetáculo Pessoal do Ceará, Meio Século Depois acontecerá em Fortaleza neste sábado, dia 18, quando Paula Tesser, Soledad e Jonnata Doll visitam mais uma vez visitam o clássico Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, composto e gravado por Ednardo, Rodger Rogério e Teti em 1973. Como no show que dirigi em São Paulo em fevereiro, esta apresentação, que acontece no Centro Cultural Belchior que fica na Rua dos Pacajus, 123, na Praia de Iracema, com ingressos gratuitos, também contará com a participação do grande Rodger Rogério. Quem vai? O show começa às 19h30.

Vamos lá, meu Ceará!

Entendo que escrever sobre um show que dirigi pode parecer redundante ou cabotino, mas primeiro tenho que deixar registrado que o espetáculo que apresentamos neste sábado no teatro do Sesc Pompeia não apenas culminou um trabalho que venho desenvolvendo com esses artistas há dois anos como também materializou uma vontade de celebrar a importância deste disco ímpar na música brasileira que coloca o Ceará no mapa de uma geração que depois passou a ser conhecida como MPB desde que Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem completou meio século, há três anos. Esta celebração de um disco que infelizmente segue fora das plataformas digitais e que há muito tempo não é reeditado em nenhum formato físico conversa tanto com minhas raízes nordestinas – que embora brasiliense tenho pais cearenses que até hoje reforçam a importância dessa naturalidade – quanto com meu interesse pela cultura desse estado. Tanto que já havia trabalhado com todos os envolvidos nesta nova apresentação – todos cearenses da nova geração -, com shows no Centro da Terra, Centro Cultural São Paulo e no Picles. Mas ao reunir Soledad, Jonnata Doll e Paula Tesser à frente deste show também estava chamando artistas que têm a plena consciência de sua relação com a geração homenageada, algo rapidamente abraçado pelo grupo Ondas dy Calor (formado pelos ases Allen Alencar, Xavier, Igor Caracas e Davi Serrano) e pelo diretor musical Klaus Sena. Com produção de campo da maravilhosa Alexandra Thomaz e figurino da Trama Afetiva de Jackson Araújo (outros dois cearenses) e Thais Losso, o espetáculo ainda contou com som do Gustavo Lenza e Danilo Cruvivel, luzes da Camille Laurent, fotos de José de Holanda e teve Phil Santos como roadie, além da produção executiva da própria Paula – e a nobre participação do mestre Rodger Rogério, um dos autores do clássico disco, que não só nos deu sua benção para o show como participou de vários momentos da apresentação. É muito bom fazer um trabalho em que todos os envolvidos estão comprometidos, mas sem que esse compromisso não se traduza em rigidez ou estresse. Desde que comecei a dirigir shows entendi que a atividade reúne qualidades que aprendi no jornalismo e em curadoria musical e que ambas têm a ver com pessoas. A escolha de parceiros – tanto em termos de exigência técnica e comprometimento com o assunto, como quanto em astral e transparência no trato – é parte essencial do processo e abrir-se para as interferências alheias também é fundamental para que tudo flua bem. Dirigir é menos sobre hierarquias e mais sobre rumos e ao fechar a primeira parte deste espetáculo Pessoal do Ceará: Meio Século Depois (outras virão!) só posso agradecer a essa equipe maravilhosa que aceitou o convite para recriar o disco Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem no teatro do Sesc Pompeia neste sábado. A presença – e a felicidade – de Rodger Rogério apenas traduziram essa frequência que habitamos desde que comecei a rascunhar o show como ideia. Obrigado de coração a todos e vamos aos próximos! E mais do que ter feito uma apresentação precisa, terminamos o fim de semana felizes não só por estar mostrando o maravilhoso repertório desse disco e representando a cultura cearense neste novo milênio. É só o começo de uma história que ainda devemos contar outras vezes. Vamos lá, meu Ceará!

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Pessoal Do Ceará, Meio Século Depois

Joia esquecida da música brasileira, o disco Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, lançado em 1973, consagrou o surgimento de uma nova safra de artistas cearenses que ficou conhecida como Pessoal do Ceará. Esse grupo de artistas foi instigado a gravar um disco-manifesto sobre geração, mas como dois deles já tinham contratos com outras gravadora, coube a Ednardo, Rodger Rogério e Teti registrar suas canções em um dos discos mais importantes daquele período, que infelizmente não tornou-se popular como poderia, embora seja um favorito de colecionadores de discos e especialistas em música brasileira.

Desde que o disco completou 50 anos venho pensando em celebrar sua importância no palco e finalmente podemos anunciar o espetáculo Pessoal Do Ceará, Meio Século Depois, que idealizei ao lado de uma geração de artistas cearenses que, nascida sob a égide desta cena dos anos 70, recria e saúda o clássico álbum no palco do teatro do Sesc Pompeia no dia 21 de fevereiro. Liderada pelo trio de vocalistas formado por Paula Tesser, Soledad e Jonnata Doll, a apresentação tem a direção musical de Klaus Sena, que toca ao lado do grupo Ondas Dy Calor (formada pelos multiinstrumentistas Allen Alencar, Xavier, Davi Serrano e Igor Caracas), e conta com a participação do próprio Rodger Rogério, um dos autores do clássico álbum, que sobe ao palco para recriar o disco de 1973 e cantar músicas dessa geração tão importante para a música brasileira. O figurino da noite é assinado pela Trama Afetiva (Jackson Araújo e Thais Losso), Catarina Mina e ITO, o som fica por conta de Gustavo Lenza e luz com Camille Laurent, além das belas fotos feitas por José de Holanda.

Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem é um joia da música brasileira pós-bossa nova que não deve nada a clássicos como Tropicália, Acabou Chorare e Clube da Esquina. Como estes discos, o álbum cearense tenta soar regional e universal ao mesmo tempo em que conversa com o pop rebuscado do início dos anos 70 e conecta a nova música brasileira à canção que vinha do Ceará. O álbum reúne clássicos da canção daquele estado como “Beira-Mar”, “Terral”, “Ingazeiras” e “Cavalo-Ferro”, entre outras. Arranjado pelo maestro paulista Hareton Salvanini, que nunca havia trabalhado com música popular, o disco é exuberante e épico ao mesmo tempo em que delicado e desconfiado, como preza a própria cultura cearense. O espetáculo liderado por Paula Tesser, Soledad e Jonnata Doll retoma essa geração com outra safra de artistas do estado, reforçando a importância da música do Ceará na cultura brasileira. Os ingressos já estão à venda.

Entregues à emoção

Uma sexta-feira com um coração imenso: assim foi a edição de outubro do Inferninho Trabalho Sujo no Picles. A noite começou com a usina de força que é a banda Tietê. Ancorada no reggae, o novíssimo septeto paulistano tempera sua mistura de ritmos com funk, soul, grooves latinos e música brasileira e a energia que transborda no palco inevitavelmente contagia o público. Atiçados pelo carisma inacreditável da vocalista e saxofonista Dodô, os integrantes da banda trocam de instrumentos enquanto passeiam por diferentes vibes, sempre carregando a expectativa do público junto, seja nos momentos mais introspectivos ou na fritação completa. E eles estão só começando: acabaram de gravar o segundo disco (no estúdio Abbey Road, em Londres, olha só) e o repertório da noite ficou por conta destas músicas ainda inéditas, que deverão vir a público apenas em 2025.

A banda deixou o o caminho pronto para a estonteante Soledad enfeitiçar o público com o repertório de seu novo trabalho, chamado de Desterros, que misturas suas composições às da geração clássica do cancioneiro cearense, como Fagner, Fausto Nilo, Ednardo (revisto em uma versão apaixonante para “Beira Mar”), Rodger Rogério, entre outros. Seu terreiro é encantado com a ajuda de bruxos da música, com Davi Serrano e Allen Alencar revezando-se entre o baixo e a guitarra, Xavier e Clayton Martins trocando lugares entre a bateria e a percussão (acústica e eletrônica), enquanto Paola Lappicy serpenteava pelos teclados e sintetizadores. E entre estes hinos, ela ainda contou com as participações de Julia Valiengo (com quem dividiu “Santo ou Demônio”, de Fagner) e de Fernando Catatau, que ainda puxou duas músicas próprias, “Completamente Apaixonado” de seu primeiro disco solo e a clássica “Homem Velho” do grupo Cidadão Instigado. No centro de tudo, a voz e a o corpo de Sol, completamente entregues à emoção e à música, hipnotizava o público, que embarcava naquela viagem intensa de sentimentos e sons. Quando eu e a Bamboloki assumimos o som depois de seu show – e fomos de dance music a rock clássico, passando por clássicos da disco music, do funk e aquela mistura de summer eletrohits com o disco novo da Charli. E depois eu contei pra Bam o que o público que não estava na pista tinha mais… Que noite!

Assista abaixo:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Tietê e Soledad

Tá sentindo falta do Inferninho Trabalho Sujo? Pois cá estamos nessa sexta-feira mais uma vez no Picles, quando recebo pela primeira vez a promissora banda Tietê e a maga cearense Soledad num show que ainda contará com participações de Fernando Catatau e Júlia Valiengo. Depois dos shows, meia-noite em diante, esquento a pista ao lado da minha fiel escudeira ícone do desvario Bamboloki e já decidimos de antemão que vamos pesar pra eletrônica, ela quer Justice e eu quero Charli. O Picles fica no número 1838 da rua Cardeal Arcoverde, no coração de Pinheiros, e quem chegar antes das 21h paga mais barato. Vamos?

Entre o sertão e o mar

De volta aos palcos em grande estilo, Soledad apresentou o espetáculo Desterros nesta terça-feira no Centro da Terra quando passeou por um repertório cearense que contemplava tanto a praia quanto o sertão, tanto clássicos quanto a contemporaneidade, acompanhada de uma banda afiadíssima, quase toda sua conterrânea, mesmo que por convivência: o baterista Xavier e o guitarrista e baixista Davi Serrano são do Ceará, enquanto a tecladista brasiliense Paola Lappicy tem raízes paraibanas, o guitarrista e baixista Allen Alencar é do Sergipe e o percussionista Clayton Martin vem da Moóca, mas como único não-cearense do grupo Cidadão Instigado, já tem dupla cidadania. Além destes subiram ao palco o guitarrista Fernando Catatau – que tocou uma música ao violão e as outras numa curiosíssima guitarra tenor canadense verde-limão – e a cantora Paula Tesser, também conterrâneos de Sol, que pinçou um repertório mágico para uma noite intensa, que passou por Mona Gadelha (“Cor de Sonho”), Clodo, Climério e Clésio (“Tiro Certeiro”), Amelinha (“Santo e Demônio”), Belchior (“Meu Cordial Brasileiro”), Fagner (“Postal do Amor”), Rodger Rogério (“Ponta do Lápis” e “Quando Você Me Pergunta”), Chico Anysio (“Dendalei”, do projeto Baiano e Os Novos Caetanos), Ednardo (“Beira Mar”, do clássico Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto Na Viagem), além de duas de Vitor Colares, seu cantor favorito, que encerraram a noite: “Vermelho Azulzim” numa versão emotiva e a canção “Jardim Suspenso”, que reuniu todos no palco. Foi lindo.

Assista abaixo:  

Soledad: Desterros

Maior satisfação em receber mais uma vez no palco do Centro da Terra a querida Soledad, que volta a fazer shows depois de um tempo distante, debruçando-se na história e glória da música cearense das últimas décadas. Desterros, o espetáculo que ela apresenta nesta terça-feira no Centro da Terra espalha-se por gerações de músicos, intérpretes e compositores conterrâneos que remontam desde Patativa do Assaré, Belchior, Ednardo, Fausto Nilo e Amelinha a seus contemporâneos, muitos destes convidados desta apresentação. Além da banda que conta com Allen Alencar (guitarra e violão), Davi Serrano (guitarra e violão), Clayton Martin (percussão), Paola Lapiccy (teclados e piano), Xavier (bateria) e Klaus Sena, como técnico de som, a noite ainda terá a presença de Fernando Catatau, Julia Valiengo e Paula Tesser. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Agosto de 2024

Agosto começa agora e essa é a programação de música do Centro da Terra no mês do cachorro louco. Quem toma conta das segundas-feiras é o conterrâneo Gabriel Thomaz, que assina a temporada do mês com seus inúmeros projetos – dos Autoramas a uma volta ao Little Quail, passando por algumas surpresas. Às terças-feiras, temos primeiro, no dia 6, a cearense Soledad retoma sua carreira depois de um período longe dos palcos e aponta para seu futuro próximo. No dia 13 é a vez de Ana Spalter mostrar o início de seu primeiro disco solo, que ainda está sendo gravado, no palco do Sumaré. Dia 20 temos a estreia nos palcos da carreira solo de Olívia Munhoz, mais conhecida como uma das melhores iluminadoras de música do Brasil, que mostra suas composições ao lado de um grupo da pesada. E no dia 27 é a vez de Paola Ribeiro mostra a força de sua voz ao mesmo tempo em que começa a mostrar seu primeiro trabalho autoral. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos já estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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