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We Have Band e The Horrors no Brasil: é o 16° Cultura Inglesa Festival começando a tomar forma…

Pra quem não sabe, sou um dos curadores do Cultura Inglesa Festival (o Lucio é o outro), que no ano passado trouxe shows do Gang of Four, Miles Kane e Blood Red Shoes de graça no Parque da Independência num dos melhores eventos no Brasil do ano passado (quem foi sabe, quem não foi pode conferir aqui). E, aos poucos, vamos divulgando as novidades do festival deste ano.

A primeira é que, além de São Paulo, o evento também acontece em quatro cidades no estado – Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos. A segunda é que já foram oficializadas as bandas que tocarão nestas apresentações: além dos brasileiros Banda Uó (tocando Smiths, imagina) e Garotas Suecas (tocando Stones, imagina), também anunciaram as vindas dos Horrors e do We Have Band, duas bandas novíssimas que chegam ao Brasil menos de um ano depois de começar a fazer sucesso em seu país de origem. Uma palhinha das duas bandas para quem não as conhece:


We Have Band – “Tired of Running”


Horrors – “Still Life”

Falta divulgar um só nome – a banda que fecha o evento em São Paulo. Eu já sei qual é, mas só posso falar depois que a divulgação for oficializada. Só adianto uma coisa: é um show incrível.

O show em São Paulo acontece no dia 27 de maio. Os de Campinas e São José dos Campos rolam no dia 2 de junho e os de Santos e Sorocaba no dia 3.

Morrissey em São Paulo

Só fui porque minha mulher havia comprado ingresso, mas lá pelo meio do show ela me olhou com uma cara de “vamos embora” que encontrou meu sorriso aliviado. Já tinha visto o Morrissey ao vivo no ano 2000 e não tinha achado nada demais – pelo contrário, a impressão que fiquei do show do ex-vocalista dos Smiths foi tão ruim que quando começou o auê sobre sua segunda vinda ao país, nem pensei em consultar o calendário para ver que dia o show cairia. Doze anos depois, restava-me exercitar expectativa – cogitei a possibilidade de curtir um show que, talvez por má vontade, cogitaria que fosse chato.

Mas há de ter muita boa vontade. O show foi tedioso e sem graça, a maior parte das músicas de sua carreira solo são chatíssimas e as músicas dos Smiths foram tocadas com preguiça. “There is a Light That Never Goes Out” – a deixa perfeita para ir embora (veja o vídeo abaixo) – parecia ser o momento “Yellow Submarine” do show de Ringo Starr no ano passado, caso Ringo tivesse algum remorso de um dia ter sido um beatle. Nem as brincadeiras com o público (“gracias?”, para com isso…) fizeram jus à reputação do ídolo dos anos 80. De que adianta alertar o público que o príncipe Harry está no Brasil querendo nosso dinheiro em um show em que os ingressos chegavam a 400 reais?

Além disso, o Espaço das Américas devia ser interditado para shows de médio porte para cima – aquele lugar insalubre só deveria funcionar para eventos de fim de ano de empresa ou festas de formatura. Pobre do público que vai assistir aos Los Hermanos ali.


Morrissey – “There Is A Light That Never Goes Out”

Fiz mais vídeos, se alguém tiver alguma curiosidade…

 

Morrissey no Google Earth

E um gaiato colocou uma versão pixelada do líder dos Smtihs em frente ao tradicional Salford Lads Club, em Manchester, cenário para um clipe e para a foto da banda na parte interna do clássico The Queen is Dead (abaixo).

Vi no Stereogum.

On the run 106: Ha-ha, por Batom Vermelho

Renata, Giovana e Camis assumem os CDJs na terceira Noite Trabalho Sujo, nessa sexta no Alberta, e dão um aperitivo do que vão fazer essa noite…

Ha-ha, por Batom Vermelho (MP3)

Blondie – “Heart of Glass”
Madonna – “Into the Groove”
Bangles – “Walk Like an Egyptian”
Desireless – “Voyage Voyage”
Depeche Mode – “Enjoy the Silence”
Pixies – “Here Comes Your Man”
Cure – “In Between Days”
Smiths – “Ask”
Clash – “Police and Thieves”
David Bowie – “Suffragette City”
Ramones – “Sheena is a Punk Rocker”

Há 25 anos, os Smiths faziam seu último show

Uma lembrança do site Slicing Up Eyeballs, que ainda descolou o vídeo da íntegra do show (tem que pular até 14:08 para pegar o último show desde o início – o do começo do vídeo é de um show de 20 de julho de 1986).

A apresentação do dia 12 de dezembro de 1986 foi uma das poucas vezes que o grupo tocou quase todo seu The Queen is Dead e não seria a última vez que eles tocariam juntos ao vivo, mas apenas em programas de TV. O show na Brixton Academy foi seu último suspiro nos palcos. Tem mais vídeos e o setlist logo abaixo:

 

Vida Fodona #308: Vamo recomeçar tudo de novo?

Ou nem deu pra sentir saudade?

Dirty Beaches – “Sweet 17”
Beck – “Pressure Zone”
Broken Social Scene – “Shampoo Suicide”
Black Keys – “Sister”
Mayer Hawthorne – “Work to Do”
Kassin – “Potássio”
Girls – “Love Like a River”
Foster the People – “Machu Picchu”
Spoon – “I Turn My Camera On”
Caxabaxa – “Selembra Quando A Gente Era Tudo Amigo?”
Bárbara Eugênia – “Por Querer (Todas)”
Silva – “Imergir”
Cícero – “Pelo Interfone”
Fabio Góes – “Amor na Lanterna”
Mallu Magalhães – “Por Que Você Faz Assim Comigo”
Bonifrate – “Naufrágios”
Smiths – “Heaven Knows I’m Miserable Now”

Vamo lá.