Os Smashing Pumpkins já foram a banda de rock mais importante do mundo durante alguns meses dos anos 90, mas algo aconteceu entre o Siamese Dream de 1993 e o Adore de 1998 que fez a banda desabar e se tornar só um exercício de megalomania de seu líder, Billy Corgan. Escrevi um glossário sobre o grupo para o UOL para tentar entender, de forma não-linear, onde é que tudo deu errado…
“Living the dream” é a legenda desta foto que Billy Corgan postou no Instagram dos Smashing Pumpkins https://instagram.com/p/zIW5z4n60B/
Às vésperas de se apresentar no Lollapalooza Brasil, os Smashing Pumpkins também podem estar em seus últimos dias. Pelo menos foi isso o que seu líder Billy Corgan falou à rádio peruana Oasis antes do show em Lima (em que pediu para ser chamado de William – “Meu nome não é Billy!”), na terça-feira da semana passada. “O futuro dos Smashing Pumpkins é um tanto incerto…”, disse na entrevista. “Eu já estou comprometido com a ideia dos Smashing Pumpkins até o final deste ano e depois disso eu vou ver como vai ser. Eu sinto que preciso avaliar o propósito musical dos Pumpkins, porque cada vez mais o público fica fixado no passado. Boa parte do público vai dizer que prefere as músicas dos anos 90 às músicas de hoje, mas eles não estão escutando as músicas de hoje como escutavam as de antes.” Veja o vídeo abaixo:
Escrevi uma matéria sobre a banda para tentar entender, de forma não-cronológica, o que aconteceu com os Smashing Pumpkins contando sua história em forma de glossário. Leia aqui.
Adventure Time talvez seja um dos grandes trunfos culturais dessa década, ainda crescendo lentamente rumo ao topo do pop. A popularização do desenho já está em estágio avançado de massificação e se você não sabe do que se trata, faça-se o favor de se informar e cair na melhor psicodelia do século até agora. Os personagens do programa do Cartoon Network aos poucos estão se embrenhando em nosso inconsciente e não duvide se 2015 assistir ao momento em que eles se tornarão mais populares que o Mickey, o Snoopy ou o Super Mario para todas as faixas etárias. Essa compilação de capas de discos clássicos mashupadas com o imaginário do título, reunida por este blog, já dá uma vaga noção de que o desenho não é mais um segredo entre crianças apaixonadas, pais vidrados e doidões deslumbrados:
Mellon Collie & The Infinite Sadness também conhecido como “o disco em que os Smashing Pumpkins desandaram de vez” ou, mais precisamente, “Billy Corgan pirou” e agora recebe tratamento de luxo pra fã nenhum botar defeito: são cinco CDs e um DVD com mais 64 faixas além das 28 originais, dois livros, pacote completo. Mas se eu lembro direito, um dos esportes da época era montar uma versão simples do Mellon Collie (o original era duplo) pra mostrar que os Pumpkins ainda teriam salvação. Se muitas que foram parar no disco não valiam à pena, imagina essas 64 não ouvidas…
O pior é que não duvide nada se pintar pelo menos uma música boa no meio dessas tantas. Corgan ainda era bom compositor e pode ter deixado passar algo, por mais perfeccionista que tenha se tornado. Não custa lembrar que é o disco que nos deu a melhor música do Cure que não foi composta por Robert Smith:
Neil Young – “Homegrown”
Isaac Hayes – “Walk On By”
Lô Borges – “O Caçador”
Work Drugs – “Third Wave”
Stepkids – “Legend in My Own Mind”
Oh Land – “Sun of a Gun”
Nick Drake – “Radio”
Mombojó – “Entre a União e a Saudade”
Little Joy – “How to Hang a Warhol”
Paul McCartney – “Hot as Sun”
Margo Guryan – “Sun”
Tennis – “Take Me Somewhere”
Darondo – “Didn’t I”
Karina Buhr – “Vira Pó”
JJ – “Into the Light”
Marcelo Jeneci – “Felicidade”
Smashing Pumpkins – “1979”