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Show

A primeira edição no Inferninho Trabalho Sujo na Casa Natura reuniu pontos distintos da nova cena da música brasileira para reforçar a importância do carnaval em nossa cultura. Era um baile de pré-carnaval mas mesmo que você tivesse ido assistir apenas a um show inevitavelmente entrava no espírito da noite – e isso aconteceu logo de cara quando o bloco Cordão Cheiroso inaugurou a sexta-feira e as comemorações de sua primeira década. Entre marchinhas de carnaval e suas próprias composições autorais – que estarão nas plataformas em breve -, o bloco, composto por figurinhas conhecidas da cena musical paulistana (Luca Frazão dos Amanticidas, Helena Cruz dos Pelados, a cantora Loreta Colucci, o saxofonista João Barisbe – que ainda tocaria naquela noite com o Grand Bazaar -, a iluminadora Olívia Munhoz, entre outros) e foliões dispostos a não deixar ninguém parado, o grupo dividiu-se entre o palco (com seus cantores e sopros olhando o público de cima) e o chão, com os instrumentos de percussão misturados à plateia. Mas na última música, os metais desceram para o público e puxaram o bloco no meio do público com a intensidade do carnaval de rua que eles bem conhecem. Começamos bem.

Depois foi a vez dos mineiros do Varanda, veteranos de Inferninho Trabalho Sujo, também estreando naquela casa e fantasiados de time de futebol, como nas fotos de divulgação de seu primeiro disco, Beirada, um dos grandes discos indie do ano passado, que foi a base da apresentação da banda. Mas o ar da noite falou mais alto e eles encararam “Eva” do grupo Rádio Táxi, que depois da banda baiana que leva o nome da canção, transformou-se em hino carnavalesco, mesmo falando de destruição pós-apocalíptica – e que funcionou bem com a vibe das músicas do Varanda, uma carta na manga que pode surpreender fãs se tirada em momentos inusitados.

E quem fechou a noite foi a incansável Grand Bazaar, grupo que mistura música do leste europeu com música cigana, brasileira e mediterrânea que coroou a noite com uma hora de show que parecia uma festa interminável, escancarando um sorriso em todos os presentes que não paravam de se mexer na plateia, seguindo as coreografias do grupo ou puxando trenzinhos e fazendo uma única roda no meio da Casa Natura. E como antes e durante os shows, terminei a noite fazendo minha discotecagem carnavalesca de sempre, misturando hits da música brasileira pra dançar com artistas da nova cena e clássicos do funk, do samba e do forró. Foi demais!

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O ano mal começou e já estou falando em Carnaval – é que no dia 14 de fevereiro faço um Inferninho Trabalho Sujo de pré-carnaval na Casa Natura Musical, reunindo três atrações além da minha discotecagem (que, como pede a ocasião, é só música brasileira). Primeiro comemoramos os dez anos do Bloco Cordão Cheiroso, que abre a noite desfilando clássicos e hits autorais pela casa, antes da entrada de dois shows da pesada: primeiro os mineiros do Varanda, que lançaram o ótimo disco de estreia Beirada no ano passado, e toda a euforia da big band Grand Bazaar. Vai ser uma noite e tanto! Os ingressos já estão à venda neste link.

A avalanche Tietê

E a avalanche Tietê desabou nesta terça-feira no Centro da Terra, mas ao contrário de seus costumeiros shows – em que colocam todo mundo, que normalmente fica em pé, pra dançar – hipnotizaram os presentes ao fazê-los entrar em seu transe sem precisar levantar-se das cadeiras. O septeto paulistano começou o ataque aos sentidos ao recepcionar o público ainda na escada do teatro, encontrando-se com o naipe de metais da banda e aos poucos entrando na vibração da noite. Essa inevitavelmente era baseada no groove, uma das principais fundações do grupo, mas conduziram o público ao estado de choque com os truques que sempre usam no palco (trocando instrumentos, trocando vocalistas e às vezes sem pausa entre uma música e outra) aliados a uma iluminação que pulsava de acordo com o som, à cenografia e figurinos que reforçavam a ideia de viagem daquela noite e trechos narrados que lembravam o público onde ele estava. Desfilaram as músicas de seu próximo álbum entre viagens instrumentais psicodélicas, cocos e reggaes que sambavam juntos, metais encantados, base rítmica à flor da pele e elementos harmônicos que se entrelaçavam entre as músicas, num ótima aperitivo do que será a nova fase da banda. Voa Tietê!

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Tietê: Tâmisa

A big band Tietê faz sua primeira apresentação no Centro da Terra nesta terça-feira, quando mostram o espetáculo Tâmisa, em que adiantam seu segundo disco, gravado nos lendários estúdios Abbey Road, na Inglaterraa, que está programado para sair neste semestre. Formada por Dodó Stroeter (voz e sax), Fela Zocchio (percussão), Leo Montagner (teclados), Pedro Carboni (trombone, voz e guitarra), Rubi Assumpção (voz e bateria), Théo Cardoso (sax e percussão) e Victor Forti (baixo), a banda mistura diferentes gêneros musicais e faz com que a inquietante mistura de ritmos tradicionais brasileiros, jazz, MPB, rock e reggae ganhe uma personalidade própria, que ainda inclui referências de artes cênicas, circo, moda e dança. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão sendo vendidos pelo site do Centro da Terra.

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Paul para poucos

Look what you’re doing: Paul fez de novo! Anunciou um show surpresa no pequeno Bowery em Nova York nessa terça-feira e os ingressos, de papel, só podiam ser comprados pessoalmente e cada comprador só podia levar um. Obviamente esgotou em minutos e dezenas de felizardos terão um show e tanto pra ficar na memória. Essa moda (shows pequenos de artistas estabelecidos, ingressos limitados e anúncio em cima da hora) podia pegar, né?

Vocês viram que a Patti Smith vai fazer uma turnê tocando a íntegra de seu Horses, que completa 50 anos em 2025 (grande ano, 1975!)? Com passagens pelo L’Olympia de Paris, o Beacon Theatre em Nova York, o Teatro Real em Madri e o Palladium em Londres, é daqueles shows pra comprar ingressos pra assistir fora do Brasil. Mas como dona Patti Smith está nos devendo uma, não seria nada mal se a turnê desse uma esticada pra cá, né? Imagina Horses no Municipal…

Veja as datas da turnê abaixo: Continue

Intensidade solar

Pouco antes de começar a segunda noite de sua temporada no Centro da Terra, passei no camarim do teatro para desejar mais uma boa apresentação para Lenna Bahule e ela comentou que a que iria fazer nesta segunda era mais solar, diferente da primeira. “Que foi intensa”, emendei, para ouvi-la repetir com um sorriso que “intensa é a palavra, a de hoje vai ser mais solar”, no que reforcei que poderia a apresentação poderia ser solar E intensa ao mesmo tempo – e foi exatamente o que ela fez. Como na semana anterior, começou sozinha no palco, desta vez sem tocar nenhum instrumento senão sua voz, para logo depois ser acompanhada de seus dois comparsas desta temporada, o baixista Kiko Woiski e o guitarrista Ed Woiski, ambos imersos em um groove hipnótico e cheio de detalhes sutis, que só cresceu com a entrada dos convidados da noite, a maravilhosa e forte voz da angolana Jessica Areias (que, ao dançar junto com Lenna no meio do palco, era pura energia) e a força no couro dos mestres Maurício Badé (na percussão) e Jota Erre (em uma minibateria), explorando o jogo de vozes que envolvia todos no palco, palmas e a participação do público numa noite, sim, solar e intensa.

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Atenção todos: a formação original do Black Sabbath voltará a reunir-se para uma última apresentação ao vivo, que acontecerá no dia 5 de julho na cidade-natal do grupo, Birmingham, na Inglaterra. E a reunião de Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward depois de mais de 20 anos sem tocar juntos não será a única atração da noite. O evento, que tem a direção do guitarrista do Rage Against the Machine Tom Morello, contará com um elenco que ainda incluirá filhotes do Sabbath de diferentes gerações, incluindo Metallica, Slayer, Anthrax, Pantera, Lamb Of God, Mastodon, Alice in Chains, Halestorm e Gojira, além da apresentação de um supergrupo formado por Billy Corgan (Smashing Pumpkins), David Draiman (Disturbed), Duff McKagan (Guns N’ Roses), Frank Bello e Scott Ian (Anthrax), Fred Durst (Limp Bizkit), Sammy Hagar (Van Halen), Papa V Perpetua (Ghost), Wolfgang Van Halen, Zakk Wylde, Jonathan Davis (Korn) e Slash. Morello não mede palavras para referir-se ao show como “o maior show de heavy metal de todos os tempos”. A notícia do show surpreende principalmente em vista da recém-anunciada aposentadoria de Ozzy, que também fará uma última apresentação solo na mesma noite. A renda arrecadada pelo evento irá para instituições de caridade e os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 14, pela Ticketmaster. Mas o peso dessa apresentação é tão forte que não duvido que abra uma segunda noite…

Mais do que bonita, a apresentação que Mari Merenda fez nesta terça-feira no Centro da Terra dando início à nova fase de sua carreira que batizou o espetáculo, Reverbero, mostrou como ela vem disposta a ir além da primeira fase de sua carreira, quando cantava sorridente músicas fáceis de serem lembradas em vídeos online. Tocando na noite sozinha no palco, ela esteve quase o tempo todo às teclas, derramando sua voz forte e sensível em suas novas composições, canções profundas e emotivas, baladas que vêm do fundo de seu coração e quase sempre falam do processo – solitário – da criação artística, comparando-o a outras construções em vida. Mas por vezes amarrava chocalhos aos tornozelos ou sacava o assalato do bolso para mostrar seu lado mais solar (ligado aos hits que já emplacou online, como sua versão para “Feira de Mangaio” ou “Veneno”, gravada em parceria com a norte-americana Sofi Tukker). Isso estava evidente na música que escolheu para ser o primeiro capítulo dessa transição, com “Bote no Lugar”, seu novo single que será lançado nesta sexta-feira, em parceria com o percussionista Guegué Medeiros, que ela convidou para subir ao palco. Ele também a acompanhou quando ela entoou “Segue o Seco” de Marisa Monte, mas a essência dessa apresentação estava em sua estada solitária no palco, que reforçava uma musicalidade menos pop e mais dramática como escolha estética e desafio pessoal. Como, por exemplo, ao puxar a densa “Milagreiro” do Djavan para tocar sozinha ao violão ou quando exercitava o coro de sua própria voz – repetida em gravações em loop – em um pedal de efeitos. O ápice foi a última música da noite, a faixa que batiza essa nova fase, em que a cantora conseguiu dissipar a tensão cênica que deu à canção ainda ao piano, ficando depois de pé para dissipá-la com outro loop, desta vez humano, ao reger o público para repetir sua principal frase melódica. Está só começando, Mari!

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Satisfação trazer pela primeira vez ao palco do Centro da Terra a artista Mari Merenda que, neste espetáculo que batizou de Reverbero, sobe sozinha ao palco do teatro para mostrar os próximos rumos de seu trabalho, entre canções inéditas e novas inspirações, combinando sua bela voz com piano, o instrumento de percussão asalato e pedal de loop, fazendo abertura de vozes consigo mesma, enquanto passeia pelo forró, R&B, coco e MPB, correndo o risco de ter algum convidaod surpresa na apresentação. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão sendo vendidos pelo site do Centro da Terra.

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