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Olivia Rodrigo foi outra fã que chamou um ídolo para seu palco neste fim de semana, quando chamou ninguém menos que David Byrne para acompanhá-la em uma versão de “Burning Down the House” dos Talking Heads ao encerrar o segundo dia do festival nova-iorquino Governor’s Ball, neste sábado, com direito a coreografias e tudo mais. E isso só faz reforçar a sensação de que os Talking Heads estão preparando terreno para algo maior que apenas o clipe que anunciaram na semana passada.

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Air ♥ Charli XCX

E por falar na Charli, imagine que você está curtindo o show do Air e lamentando que eles não chamam vocalistas para cantar as melodias de algumas de suas músicas específicas até que, logo quando o vocal de “Cherry Blossom Girl” vai entrar, ninguém menos que a própria Charli XCX sobe ao palco para acompanhar a dupla francesa. Foi isso que aconteceu neste sábado, durante a participação do grupo no festival parisiense We Love Green. Imagina!

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Por incrível que pareça, Bruce Springsteen tocou pela primeira vez em sua carreira em Liverpool, na Inglaterra, neste sábado – e para celebrar a ocasião convidou ninguém menos que o principal cidadão vivo desta cidade para participar de seu show. Não é a primeira vez que Paul McCartney sobe ao mesmo palco que Bruce, mas é muito legal ver a animação do boss norte-americano tocando “Can’t Buy Me Love” junto com seu ídolo inglês (bem como ver Steven Van Zandt tocando o que talvez deva ter sido um dos primeiros solos de guitarra que aprendeu na vida).

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Na sexta-feira tivemos mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma com uma estreia que valeu por duas, afinal da banda Boia, formada na Unicamp por estudantes de música, não fez apenas seu primeiro show na festa como aquele foi seu primeiríssimo show da vida. Surgida a partir da parceria do violonista Leo Bergamini com a vocalista Luli Mello, a banda surgiu a partir da própria república, uma vez que quatro de seus integrantes moram na mesma casa – e os dois que não moram são vizinhos – em Barão Geraldo, distrito de Campinas onde fica a Unicamp. A convivência constante traduziu-se muito bem no palco e ao lado do flautista e saxofonista Renato Quirino, do guitarrista Murilo Costa Rosa, do baixista Murilo Kushi e do baterista João Decco, os dois dominaram a abertura da noite com um repertório autoral baseado nas canções de Leo e Luli, esta um colosso no palco, tanto em termos de voz quanto de carisma. A banda inteira esmerilha no território do jazz brasileiro mas sem cair na caretice típica das faculdades de música e seu entrosamento de casa os coloca num lugar em que podem embalar versões de Moacir Santos e Hermeto Pascoal sem perder o frescor nem o groove. Uma estreia e tanto de uma banda que tem tudo pra crescer bem esse ano.

Depois foi a vez do Saravá e o trio formato por Joni (guitarra), Roberth Nelson (baixo) e Antonio Ito (bateria) também mostrou que não está pra brincadeira, fazendo o rock clássico e o indie rock conversarem como se fossem da mesma geração. Três instrumentistas de peso, passearam pelo repertório já estabelecido em dezenas de shows pela cidade e mostraram músicas novas, além de recuperar um trecho do show que haviam abandonado, quando se entregavam ao improviso elétrico, meio psicodélico meio jazz, no número que batizam adequadamente de “Fritação”. É outra banda que está criando uma ótima casca e já tem uma reputação, ainda que nova, dentro da nova cena paulistana – que não para de ferver!

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Nessa sexta-feira temos mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma e no palco do Bixiga subirão duas bandas novíssimas em ascensão: a banda Boia, que está fazendo seus primeiros shows com repertório autoral, e o trio Saravá, que já passou pelo Inferninho e faz mais uma de suas apresentações fulminantes. Como as bandas dessa nova geração paulistana, as duas equilibram-se entre o rock independente, a MPB dos anos 70 e 80 e o rock clássico, e mais uma vez discoteco antes, entre e depois dos shows. A noite começa a partir das 21h e os ingressos já estão à venda.

Falta menos de um mês para o concerto final do Black Sabbath, um acontecimento que reunirá a nata do heavy metal mundial, além das apresentações de despedida tanto do Black Sabbath quanto de Ozzy Osbourne, que fará um segundo show no mesmo dia com as músicas de sua carreira solo. Só essas apresentações valeriam a noite histórica do dia 5 de julho, mas praticamente todos os artistas de porte internacional que foram influenciados pelos papas do metal irão apresentar-se nesta mesma data, incluindo shows do Metallica, Guns N’ Roses, Tool, Slayer, Pantera, Gojira, Halestorm, Alice in Chains, Lamb of God, Anthrax, Mastodon e participações de músicos como Steven Tyler (Aerosmith), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Fred Durst (Limp Bizkit), integrantes do Soundgarden, Mike Bordin (Faith No More), Sammy Hagar, Papa V Perpetua (Ghost), Tom Morello (Rage Against the Machine), Zakk Wylde e muitos outros. Essa missa metálica comoveu headbangers do mundo todo que, por motivos óbvios, não poderão ir em massa para a cidade-natal da banda, Birmingham, onde os shows acontecerão, mas a organização do evento acaba de anunciar que os shows serão transmitidos pela internet – em uma transmissão paga que terá um atraso de duas horas para privilegiar os fãs que conseguiram comprar os ingressos pro show em si, que evaporaram em minutos. Os ingressos para o show virtual podem ser comprados no site BacktotheBeginning.com.

O virtuoso baixista Thundercat anunciou mais uma vinda para o Brasil, quando passa por quatro capitais brasileiras logo após fazer shows no México, Argentina e Chile, no próximo mês de agosto. Seus shows no Brasil começam por São Paulo (quando toca na Áudio no dia 20) e passam pelo Rio de Janeiro (dia 21 no Circo Voador), Porto Alegre (dia 23 no Opinião) e Curitiba (dia 24 na Ópera de Arame). O anúncio da turnê faz referência à capa do disco Tropicália ou Panis et Circensis (compare com a capa do clássico disco de 1968 abaixo), uma forma de ele querer agradar o Brasil depois de ter furado três shows que faria no país (justamente no Rio, Porto Alegre e Curitiba) depois de tocar apenas em São Paulo, em 2023. Os ingressos já estão à venda. Continue

O próximo Sonho

Lindo demais o concerto Voz e Coração que Tagore concedeu ao público que foi ao Centro da Terra nesta terça-feira, quando mostrou várias canções inéditas que comporão seu próximo trabalho, já batizado de Sonho Verão, apenas ao violão, pinçando algumas músicas de ídolos – como Tom Zé (“Todos os Olhos”) e Ave Sangria (“Dois Navegantes”) -, além de repassar por diferentes fases de seu repertório autoral (tocando as faixas-título de seus discos Maya, Barra de Jangada, Movido a Vapor e Pineal). Mas o ápice da noite aconteceu no final, quando convidou dois velhos compadres – “classe de 2015”, como brincou antes do show começar – para dividir o palco, mas em vez de chamá-los um por vez e dividir algumas músicas com cada um deles, Tagore convidou Julito (da banda Bike) e Dinho (dos Boogarins) para subirem juntos no palco, cada um com sua guitarra, deixando os três instrumentos – dois elétricos e um acústico – criar um fluxo de melódico e harmônico em que seus convidados pudessem deslizar suas músicas – “O Enigma do Dente Falso” da Bike e “Erre” dos Booga, em versão baião acústico – numa tríade musical que não pode ficar só nessa única apresentação.

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Nesta terça-feira recebemos mais uma vez o grande Tagore no palco do Centro da Terra, que traz sua apresentação Voz e Coração para mostrar as músicas de seu próximo trabalho, ainda em elaboração, somente com seu violão. Mas o pernambucano não estará só esta noite, quando também recebe convidados, como Julito Cavalcante da banda Bike e Dinho Almeida dos Boogarins, que o ladeiam nessa travessia abençoada. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Foto: Daniela Paoliello (divulgação)

O museu Inhotim, que fica no interior de Minas Gerais, abre mais uma vez suas portas para a música ao anunciar a segunda edição de seu festival Jardim Sonoro, que esse ano acontece nos dias 11, 12 e 13 de julho. No ano passado, o evento, que acontece em meio às obras de arte do parque-museu já havia marcado o calendário do ano ao reunir artistas como Paulinho da Viola, o coletivo Aguidavi do Jêje, o grupo Sambas do Absurdo e atrações internacionais como Kalaf Epalanga, Joshua Abrams & Natural Information Society, Kham Meslien e Zoh Amba – estive lá o ano passado e foi uma experiência incrível. A edição deste ano conta com a cantora e ativista indígena amazonense Djuena Tikuna, que apresenta o espetáculo Torü Wiyaegü, recriando um ritual de seu povo Tikuna, a mineira Luiza Brina, a paulistana Mônica Salmaso, a cantora franco-estadunidense Cécile McLorin Salvant, a baiana Josyara, a sulmatogrossense Tetê Espíndola, o grupo baiano Ilê Aiyê e a multiartista mineira Brisa Flow. “O festival segue dando ênfase a uma experiência que conecta arte, natureza e música e após o primeiro ano, percebemos que esses três elementos poderiam ser rearranjados conceitualmente a cada nova edição”, explica a nova curadora, Marilia Loureiro. “Na segunda edição, pensamos quais obras e quais paisagens do museu poderiam reverberar o partido curatorial que queremos explorar em 2025 – a voz -, por isso, os palcos serão montados em novos locais, tendo em conta as obras e a natureza dos arredores, bem como os percursos feitos pelas pessoas visitantes até as atrações musicais.” O Palco Desert Park fica localizado próximo à obra Desert Park, de Dominique Gonzalez-Foerster, em meio à vegetação do parque e próximo à Galeria Adriana Varejão, Galeria Galpão e ao Vandário. O outro palco, Piscina, ficará perto da obra de mesmo nome, feita de Jorge Macchi. “Redesenhar uma experiência imersiva nova a cada edição que conecte arte, natureza e música é, provavelmente, nosso maior desafio curatorial, mas também o que mais nos estimula a seguir com o Jardim Sonoro”, conclui. O festival é gratuito para quem visitar o parque nos dias do evento.