Linda
Te sinto mais bela
E fico na espera
Me sinto tão só
Mas o tempo que passa
Em dor maior
Bem maior
Linda
No que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia
Corra e olhe o céu
Que o sol vem trazer
Bom dia
É isso aí: os dois Beatles remanescentes vão subir no mesmo palco em abril, em Nova York. O Terron dá mais detalhes, mas adianto: é tanta coincidência (até o Lynch tá metido na história…) que eu até tou cogitando. Tem outros convidados, mas, perto dos dois, são todos zeros à esquerda.
Dei mole e esqueci geral do show do Butchers’ no fim de semana passado. Pra quem não viu, alguns aperitivos:
Thee Butchers Orchestra – “Everybody’s Got The Devil Inside”
Thee Butchers Orchestra – “Ninety Nine”
Ainda nessa praia, olha essa ação publicitária feita no show do Little Joy no Recife, para divulgar o show de Marcelo Camelo no Abril Pro Rock desse ano.
O próprio Lariú pinçou umas pérolas da banda ao vivo no auge, sente o drama:
Fellini – Zum Zum Zum Zazoeira (em Porto Alegre, 1990)
Fellini – “Rio-Bahia” (São Paulo, 1987)
Fellini – “Milho” (São Paulo, 1985)
Fellini – “LSD” (Porto Alegre, 1990)
Fellini – “Mosca” (São Paulo, 1985)
Tem muito mais vídeos no canal do YouTube do Thomas.
No tal bar Secreto. “Só” 200 pila o ingresso. Vai encarar?
Little Joy – “Eat at Home”
Zombie Zombie – “Driving”
Fleet Foxes – “Mykonos”
Beck – “Bad Cartridge”
Fujiya & Miyagi – “Sore Thumb”
Sempre que se fala na carreira solo de Arnaldo Baptista, pula-se do visceral Lóki para o Singin’ Alone, o disco que inaugurou a Baratos Afins – é uma lacuna de mais de meia década que poucos comentam o que o velho mutante estava fazendo. Isso porque ninguém mais se interessou pela Patrulha do Espaço, com quem Arnaldo tocou no final dos anos 70 e gravou dois discos, o primeiro, de 77, coincidentemente batizado de O Elo Perdido e o ao vivo Faremos Uma Noitada Excelente, de 78. No documentário Lóki, o próprio Arnaldo, em imagens da época, comenta que a diferença entre os Mutantes e seu trabalho com a Patrulha é a pegada mais funky, groovy – o que, traduzindo, quer dizer que ele estava farto do rock progressivo e queria voltar à pegada crua e suja do rock dos anos 70, de bandas como Rolling Stones, Kiss e, por que não?, Tutti-Frutti.
Nos dois discos, o repertório é basicamente o mesmo que voltaria a aparecer em Singin’ Alone, com a diferença crucial que as letras, aqui, são em português, enquanto no disco de 82, passaram pro inglês. Além disso, nos discos com a Patrulha a base é bem mais pesada que a do disco solo (embora o arranjo de algumas músicas sejam idênticos nas duas épocas) e que Arnaldo, nos anos 80, já não tinha a voz que tinha antes e passa a cantar com o timbre mais grave, dando a seu segundo disco solo um ar de introspecção inexistente nas gravações com a Patrulha do Espaço.
O primeiro disco, em estúdio, começa com uma versão power de “Sunshine”, que em Singing Alone se tornaria a balada “Hoje de Manhã Eu Acordei” e é seguido por versões bem parecidas para “Emergindo da Ciência” (que viraria “Coming Through the Waves of Science”), “Corta Jaca”, “Raio de Sol” (“Sitting on the Road Side”), “Fique Aqui Comigo” (“O Sol”) e “Trem” (“Train”), além de faixas que definem o termo rock setentão, como a sensacional “Sexy Sua” e o power blues “Um Pouco Assustador”. O disco ao vivo ainda conta com uma sessão de Arnaldo ao piano (“Arnaldo Solista”), a triste “I Fell in Love One Day” e “Cowboy” (as duas últimas apareceram em Singin’ Alone, sendo que a versão da segunda, quase instrumental no disco de Arnaldo, tem direito até a solo – ruim – de bateria no disco da Patrulha). O blog Flyinghard Land descolou os dois discos pra baixar: Elo Perdido está aqui e Faremos Uma Noitada Excelente aqui.
Bruno foi conferir a passagem do LJ pelo Circo Voador e fragou – nos 0:40 do vídeo acima – ninguém menos que Marcelo Camelo empolgado e cantando as músicas no show de seu companheiro de banda – que legal. E pouco depois do fim do show, Fabrizio Moretti acompanhou o público cantar “Último Romance”, do Los Hermanos, antes de ser erguido pelo próprio Amarante, que agradeceu felizaço.
Já no Recife, último show da atual turnê brasileira da bandinha, os caras não deixaram barato – e todo mundo subiu no palco pra cantar “Brand New Start”.
Que astral.
“Crying Lightning”, que eles mostraram no Big Day Out, mês passado na Austrália, tem um quê de Last Shadow Puppets, mas não foi ainda que Alex Turner achou o equilíbrio entre seu método de composição nas duas bandas – ele erra mais que acerta nos Monkeys e quase sempre manda bem nos Puppets. Essa música nova é um bom meio termo, mas precisa maturar – não sei se o método de composição ou a própria música em si. Dica do Tiago, valeu!


