Mallu encerrou a turnê de lançamento de seu primeiro disco neste fim de semana, em São Paulo, e o Terron filmou duas músicas novas – uma tá aí em cima e a outra você vê no post original dele.
Aconteceu ontem, no Porão do Rock, em Brasília. Clique por sua própria conta e risco:
De repente, a volta dos Mutantes não parece ser o fundo do poço.
O título desse post é dessa fotomontagem acima, que a Letty mandou, mas é só pra deixar registrado que a volta do Pavement não é apenas oficial, como já tem data(s) marcada(s) – isso, no plural. A princípio aconteceria na noite do dia 21 de setembro de 2010 no Central Park, em Nova York, mas os ingressos acabaram tão rápido que a banda concordou em fazer outros três shows, na seqüência. Assim, a volta do Pavement coincide com o outono americano do ano que vem, nos dias 21, 22, 23 e 24 de setembro. E se você não conseguiu comprar ingresso (porque não viu a notícia em tempo ou porque não consegue se planejar com tanta antecedência pra uma viagem dessas, por exemplo), vale a dica do Dodô – como muita gente também deve ter comprado ingresso na correria de perder o show sem mesmo saber se vai poder ir, é bem provável que muita gente perca – por isso, não perca suas esperanças. Ou comece a torcer pra alguém trazer os caras para o Brasil…
Esse é ou não é o pior cover de Beatles que existe?
Levantado pelo Lombardi, via Twitter.
A apresentadora de TV Oprah Winfrey deu início à nova temporada de seu programa nesta terça, quando chamou os Black Eyed Peas para apresentar seu novo single, “I Gotta Feeling”, numa apresentação ao vivo em Chicago. O detalhe é que a produção do seu programa aproveitou para fazer uma experiência de sincronização coletiva em massa e propôs um flash mob (é o revival dos anos 00? Mas já?) ao criar uma coreografia que pudesse ser aprendida durante a execução da canção. A faixa é OK, tem gente enchendo a bola dela como se fosse uma nova “Crazy” misturada com “Hey Ya”, mas é aquele mais do mesmo do BEP que sempre garantiu a presença dos caras nas paradas de sucesso – parece um monte de outras coisas que você já ouviu antes, mas não tem nenhuma personalidade. Mas a experiência foi bem sucedida, depois que 800 dançarinos voluntários foram colocados no meio da platéia para que esta pudesse aprender, quase por osmose, a dançar uma macarena menos ridícula que a original. No final do vídeo acima eles mostram como foi a preparação.
É claro que a ação não vem de graça: faz parte da exibição que a cidade de Chicago tem feito para chamar atenção do Comitê Olímpico Internacional para que esta seja a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 – a mesma que fez o Obama posar de Jedi.
Memory Cassette – “Asleep at a Party”
The Glass – “Wanna Be Dancin’ (Eli Escobar Remix)”
Mayer Hawthorne – “I Wish It Would Rain”
Moxine – “You Take My Breath Away”
Gang Gang Dance – “Mike Killer”
…o Yo La Tengo toca no topo de um prédio de Nova York.
Perguntaram pra eles, via Twitter, se o show era uma resposta ao U2 (o grupo de Bono Vox abria seu disco Rattle & Hum com “Helter Skelter”, dos Beatles, anunciando que “Charles Mason roubou esta música dos Beatles… Nós estamos roubando de volta”, além de ter recriado, na mesma época, o clássico último show dos Beatles no topo da Apple, em 69). Eles responderam que é mais uma coisa “u2 stole this from Jenny Holzer and we’re taking it back.”
Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, em pleno show da Tribo de Jah, na Chapada.
O DJ curitibano morreu há um ano e o MC da vez lembra da sua importância.
A temporada de shows internacionais no Brasil sempre esquenta no segundo semestre, mas, para muita gente, o melhor show de 2009 já aconteceu quando o Radiohead fez duas apresentações, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em março passado. Entre as milhares de pessoas que assistiram aos shows, centenas levaram câmeras e celulares que filmam, registrando, de diferentes ângulos, praticamente a íntegra das duas apresentações.
O paulistano Andrews Ferreira Guedis, no entanto, não levou câmera – mas ao chegar em casa após o show passou a procurar, no YouTube, os vídeos da apresentação. “Quis aproveitar a empolgação pós-show juntando vídeos que apareceram na internet para uma edição multicâmera da música ‘Paranoid Android’”, explica. “Depois disso fui bombardeado com perguntas sobre a edição de outras músicas. Nunca tinha pensando em fazer um projeto desses, apenas editava vídeos de shows da minha própria banda – a Refink”.
Pilotando dois programas (o Adobe Premiere e o TMPGEnc 4.0 Xpress), ele começou a organizar uma tarefa ainda mais ousada: editar todo o show de São Paulo usando apenas o conteúdo capturado pelas câmeras dos fãs. O áudio saiu da própria mesa de som do show – arquivo que foi parar na internet menos de um mês depois da apresentação. E agora Andrews disponibiliza seu árduo trabalho para download no site que abriu para o projeto, chamado Rain Down (www.raindown.com.br).
O nome do projeto veio do momento mais emocionante do show em São Paulo, após a banda ter tocado a primeira música que Andrews editou. “‘Paranoid Android’ foi o grande momento do show. Em ‘Karma Police’, o público tentou chamar a atenção de Thom Yorke cantando o trecho ‘For a minute there, I lost myself’, mas isso mesmo só se concretizou ao final de ‘Paranoid Android’, em que o próprio Thom não resistiu à cantoria e começou a acompanhar os fãs com o trecho ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’”. Já seu vídeo favorito, depois de editado, foi o de “Idioteque” – “ela conversa com a música, tem várias câmeras e mostra a agitação de Thom Yorke no vocal e todo o público vibrando”.
O processo de edição não foi simples e Andrews ressalta que o mais complicado foi sincronizar áudio e vídeo. “É difícil fazer um projeto desses com um equipamento amador como o meu”, explica. “O meu computador levava dias para deixar todos os vídeos convertidos para o formato ideal. Já passei horas sincronizando os vídeos, principalmente aqueles que tinham muitas câmeras, tinha que lidar com o travamento do PC constantemente”.
Da mesma forma que o grupo inglês disponibilizou seu último álbum, In Rainbows, gratuitamente na internet, Andrews também não irá cobrar por seu trabalho. Até porque os direitos autorais das músicas são do grupo.
“Essa questão começou a ser discutida e causou um grande mal estar, que me fez pensar em desistir”, conta. “Não filmei nenhum trecho do show e obtive autorização da maioria dos colaboradores do projeto para utilizar os vídeos. Meu trabalho foi juntar esses vídeos. Não ganhei um centavo, nem pretendo. Foi feito de fãs para fãs, com câmeras e celulares. Acredito que essa questão deve ser repensada, principalmente porque a internet revolucionou o jeito de se comunicar e criar”.
Depois do lançamento, o próximo passo é fazer que a banda assista ao show. Andrews diz que está se mexendo para fazer que seu trabalho chegue à banda. “A banda ficou impressionada com o público e deve rever isso do ponto de vista dos fãs brasileiros. Acredito que o Radiohead apoia o meu projeto, por isso que vou até o fim”.


