
Não brinca com a gente, Jarvis Cocker! O Pulp acaba de anunciar quatro datas na América Latina — dia 2 de junho na Cidade do México, dia 6 em Bogotá, dia 8 em Santiago e dia 12 em Buenos Aires —, mas nada do Brasil ainda. Não custa lembrar que a melhor banda do britpop já passou pelo nosso continente sem pisar por aqui em outra ocasião. Tomara que em breve eles anunciem um “VOCÊ MERECE MAIS” em português. Vem Pulp!

Enquanto acendemos aquela vela para ver se o My Bloody Valentine finalmente vem ao Brasil em 2026, dá pra assistir três dos quatro shows que o grupo fez em sua passagem pelo Japão este mês, todos filmados por fãs (alguns com mais de um vídeo!) e já na íntegra no YouTube.
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A aparição de Bad Bunny na final do campeonato de futebol americano aconteceu no meio de sua turnê pela América do Sul, em que está repetindo a tática da Dua Lipa de puxar a brasa para os países em que passa ao cantar versões de músicos locais ou convidá-los para o palco. No Chile, ele cantou Victor Jara e Violeta Parra, na Colômbia convidou Karol G e nesta primeira apresentação que fez em Buenos Aires em 2026, ele pôs o grupo que o acompanha, o Los Pleneros de la Cresta, para saudar os locais com a clássica “De Música Ligera”, hit imortal do Soda Stereo, maior grupo de rock argentino.
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A apresentação fechada que a francesa Oklou – dona de um dos melhores discos do ano passado – no Copenhagen Fashion Week, quando ela cantou no desfile da nova coleção da designer canadense Paolina Russo, aconteceu em janeiro, na capital da Dinamarca, mas só agora consegui encontrar online a íntegra da apresentação. Coisa fina: Continue

Disposto a transformar o lançamento de seu disco e de sua turnê mundial no grande evento pop de 2026, o grupo coreano BTS dá mais um passo importante para aumentar ainda mais sua audiência. Além do show que transmitirão ao vivo pela Netflix no dia seguinte ao lançamento de seu próximo álbum (Arirang será lançado no dia 20 e o programa vai ao ar no dia 21), também transmitirão seus shows ao vivo para salas de cinema nas duas primeiras datas de sua turnê em abril, nos dias 11 (em Goyang, na Coreia) e 18 (em Tóquio, no Japão). As exibições ao vivo em salas de cinema nas duas primeiras datas das aparições do grupo nestas cidades parece não serem as únicas e o grupo abriu um site para quem quiser cadastrar seu email ficar sabendo das próximas sessões. Além dos dias 11 e 18, o grupo também se apresenta nas mesmas cidades nos respectivos dias seguintes (12 e 19), mas ainda não há informações sobre as transmissões destes shows, bem como de todos os shows seguintes – eles ficam entre a América do Norte e a Europa entre abril e setembro para em outubro vir para a América do Sul, quando farão três shows no Brasil. É bem possível que o grupo transponha essa barreira ao ampliar sua audiência ao vivo em salas de cinema nos países que irá fazer show, aumentando também seu impacto nestas praças. O novo momento do grupo, que se reencontrou após quatro anos depois que seus integrantes serviram o exército coreano, também coincide com a discussão sobre a temática do álbum, que pode ser influenciado pelo período militar que passaram: seu título é o nome de uma canção de amor à Coreia considerada uma espécie de segundo hino nacional do país e a frase que o grupo soltou para atiçar a imaginação dos fãs (a pergunta “Qual é a sua canção de amor?”) talvez possa estar ligada a patriotismo… Hmmmm, vamos ver o que vem por aí…

A prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que a atração gratuita da praia de Copacabana desse ano é Shakira. Além de pegar carona na onda latina que vem crescendo cada vez mais em 2026, a colombiana pode surpreender o público brasileiro (é muito hit e acho que as pessoas não têm essa noção) e fazer um show tão épico quanto Madonna e Lady Gaga fizeram nos anteriores. A festa acontece no dia 2 de maio.

Quando Paola Lappicy disse estar envolvendo suas canções com música eletrônica ao fazer seu próximo álbum com o produtor Vortex Beat, imaginei que ela pudesse levar suas baladas quase sempre compostas ao piano para um universo menos melódico e mais rítmico, mas qual surpresa ao ver que não só seu produtor também toca teclado – e em algumas canções nesta terça-feira dividiu o piano com ela -, como ela puxou os timbres sintéticos para seu rio de lágrimas, levando suas baladas para o território do trip hop e, em alguns momentos, até para o piseiro eletrônico, mas sem perder a melancolia que caracteriza suas composições. No espetáculo Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, que também batiza o disco que ela lança no mês que vem, ela dividiu-se entre o piano e os sintetizadores, quase sempre acompanhada por Vortex, que ia dos synths para os beats e efeitos até um acordeão (!), e por Nyron Higor, que além de percussões também tocou baixo. Na metade da noite, no entanto, ficou sozinha ao piano e além de puxar a clássica “Espumas ao Vento” (pedindo para o público cantar o refrão), passeou por músicas de seu primeiro álbum, Choro Fácil. Sem ter preparado nada específico para o bis, voltou à única música do novo disco já lançada, “Me Leve para Outro Lugar”, que contou com a presença da outra de suas autoras, Mirella Façanha, além do trompete de Felipe Aires – e improvisou sua homenagem ao badalado Bad Bunny ao puxar sua “DtMF” num clima introspectivo. Bem bonito.
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A cantora e compositora Paola Lappicy volta ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira para antecipar mais um álbum, com atmosfera radicalmente diferente do anterior, Choro Fácil, de 2023. Em Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, ela abraça a eletrônica para falar sobre diferentes fins – o fim de mundo e o fim de um relacionamento -, acompanhada do coprodutor Vortex Beat, que atravessou essa fronteira entre a canção e a música eletrônica entre pianos, sintetizadores e programações. A apresentação ainda conta com luz da Olívia Munhoz. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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Eis o Geese no Tiny Desk, pinçando as músicas mais sossegadas de seu Get Killed e chamando um tecladista convidado para acompanhá-los no programa da NPR. Mais um degrau na escalada do grupo indie sensação do ano passado.
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A semana começou bem com Juliano Gauche mostrando pela primeira vez no palco do Centro da Terra as canções que se tornarão seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz. Descendente direto da estética incisiva e direta de sua última incursão puramente elétrica (no disco Afastamento, de 2018), o novo trabalho busca um minimalismo rock que conversa tanto com a introspecção de seus discos anteriores, mas de forma expansiva. Pilotando a guitarra à frente dos velhos comparsas Klaus Sena, o baixista que também é coprodutor do próximo álbum e tocou xilofone quando apresentaram a faixa-título, e o baterista Victor Bluhm, Gauche também antecipou algumas participações que estarão no disco, como Fernando Catatau e Julia Valiengo, e encerrou o show com versões de velhas canções, como as impositivas “Alegre-se” e “Cuspa, Maltrate, Ofenda”, além de repetir a faixa de trabalho do próximo disco, “a única com refrão”, como mencionou, “Jesus Cristo Açoitando Belzebu”. Que venha o disco!
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