Que beleza… Dica do Mumu.
Cê deve conhecer essa música…
…mas conhece o original?
Martinho da Vila = gênio do nível do Paulinho da Viola, mal aê galera da emepebê.
Esse La Maroquinerie que eu linkei no post sobre a Céu e o Martinho da Vila é uma casa noturna exemplar em Paris, onde assisti ao show do Bloody Red Shoes (vídeo acima) que eu falei na terça. Fica num minicomplexo todo bonitinho (ah, Paris…) escondido numa rua que parece uma Teodoro Sampaio que fica bem vazia de noite. Num corredorzinho de nada, você entra numa espécie de vilinha que tem uma área de convívio a céu aberto e um lugar em que dá pra comer um lanche rápido, tomar um café ou comer um prato pequeno. Os shows começam cedo (às oito) e às dez e meia o lugar já está vazio. O palco fica em uma portinha pequena que leva a um enorme porão, que tem sua base inclinada – de forma que os artistas ficam no centro de uma espécie de teatro grego (imagine a metade do teatro do Sesc Pompéia só que com a metade da lotação). Todas as luzes ficam no palco – os artistas estão quase em cima do público. É um lugar feito para artistas de pequeno e médio porte, perfeito para os novos tempos. Achei uns showzinhos filmados na casa pra dar uma idéia do clima… Gente do tamanho do Datarock, Battles, General Elektrics, Bon Iver, Janelle Monàe, Why?, Radio 4, Joakim, J-Rocc, Little Joy, e até artistas que depois cresceram, como o Peter Doherty e a Katy Perry. Saca só:
Isso tudo pra falar três coisas: 1) São artistas deste porte que irão movimentar o mercado de música do futuro, quem crescer muito mais do que isso vai ter que lidar com publicidade, marketing e contas que vão além da música – de vez. 2) Por que São Paulo não tem mais espaços deste tipo? e 3) Quando for a Paris, dê um pulo no Maroquinerie. Depois conta.
Isso foi em 1998, parece que foi outro dia…
Emocionante esse vídeo feito pelo Eduardo Escorel dois dias antes da morte de Paulo Moura, em que ele toca “Doce de Coco” de Jacob do Bandolim em público pela última vez, acompanhado de Wagner Tiso. Vi lá no Bruno.
E por falar na Stones Throw, olha o Aloe Blacc aí…
Eis Zeca Branco na Casa Branca tocando uma música do Álbum Branco – desculpa, não resisti. Jack foi um dos convidados da cerimônia de premiação usada como desculpa pro Obama ter tempo pra ver um showzinho em casa. E que showzinho: Paul McCartney: The Library of Congress Gershwin Prize for Popular Song In Performance at the White House é um documentário feito pelo canal público americano PBS e que será exibido pela primeira vez depois de amanhã (e, provavelmente, nas redes de torrent do mundo a partir de quinta-feira). No programa, como entregue no título, assistirá-se ao show feito pelo velho Beatle na Casa Branca no último dia 2 de junho, quando o presidente americano lhe conferiu o prêmio Gershwin pela Canção Popular. Além do show particular do Macca (eis uma das vantagens de ser presidente dos EUA), Obama ainda assistiu a apresentações de Stevie Wonder, Elvis Costello, Herbie Hancock, Dave Grohl, Emmylou Harris e outros menos cotados, além do Jack White aí de cima, dando uma vibe American gothic à árcade “Mother’s Nature Son” ao misturá-la com “That Would Be Something“, do primeiro disco solo do Paul. Ficou djóia.
Composta no piano de sua casa quando ele tinha apenas 14 anos, “Suicide” nunca foi lançada oficialmente, embora aparecesse em menos de dez segundos no final de “Glasses” e tenha sido oferecida a ninguém menos que Frank Sinatra (que respondeu na lata: “Esse cara tá me tirando?”). É uma das canções em que o beatle mais exercita seu flerte com a música norte-americana e os musicais da Broadway (a lista é enorme: “Maxwell’s Silver Hammer”, “Honey Pie”, “Your Mother Should Know”, “When I’m 64″…) e dá para ver como ele se diverte fazendo o sotaque americano. Embora não tenha lançado-a, Paul já registrou “Suicide” algumas vezes: no vídeo acima ela foi gravada em 1969, ainda nos Beatles; no de baixo, temos seu registro em 1975 para o documentário sobre os Wings que nunca foi lançado, chamado One Hand Clapping, e no vídeo do final, ele a apresenta no programa Michael Parkinson Show,em 2001.
C Em
Girls it’s been my pleasure
G Dm7 C
To know quite a lot of you
Dm7
And in the main
C
You’re pretty sane, it’s true
Dm7
But there are a few who do
C
The duty to do too beautiful a job
Dm7 C
It isn’t quite what they planned
Dm7 C
The man gets the upper hand
Dm7 C
He’s takin’ her for a ride
Dm7 C
I call it… S uicide
C Dm7 Em
If when she tries to run away
G C
And he calls her back, she comes
C Dm7 Em
If there’s a next time, he’s ok
G C
Cause she’s under both his thumbs
Em Dm7
She limps along to his side
G
Singing a song of ruined life
C Dm7
Daddy says nothin’ doin’
Dm7 C
Ah—
G C
I call it… S uicide
C Dm7 Em
She loves to ride in big parades
G C
But he wouldn’t so she won’t
C Dm7 Em
She needs at least a dozen lays
G C
But if he says no she don’t
Em Dm7
He wishes she knew his sign
G
Soon there’ll be trouble brewin’ ah—
C Dm7
Daddy says nothin’ doin’
Dm7 C
Ah—
G C
I call it… S uicide
C Em Dm7 G
Sui cide, she’s com mitin’ it
C Em Dm7 G
Sui cide, he’s not gettin’ it
C Em Dm7 G C
Sui cide, it’s a quittin’ a day
Em Dm7
She limps along to his side
G
Singing a song of ruined life
“Junk” de novo, agora só instrumental:
“This was take 1 for the vocal version which was take 2 and a shorter version. Guitars and piano and bass were put on at home and the rest added at Morgan Studios. The strings are Mellotron and they were done at the same time as the electric guitar, bass drum and sizzle cymbal.” -McCartney 1970
A música também reapareceu no Acústico da MTV:
Que música. Às vezes acho que é a melhor música do Paul e eu tenho certeza de que é uma das músicas mais bonitas do mundo:
“Written in London at the piano with the second verse added slightly later, as if you cared. Recorded at EMI, in No.2 Studio
1 piano
2 vocal
3 drums
4 bass
5 and vocal backing
6 and vocal backing
7 solo guitar
8 backing guitars
Linda and I are the vocal backing group. Mixed at EMI. A movie was made using Linda’s slides and edited to this track.” -McCartney 1970
De novo? Vamos ao vivo, em 1973:
A mesma música, em 74, no estúdio:
Agora em 76, em Seattle:
Ah, eu poderia ficar assim pra sempre…