A última faixa deste Yoshimi Hip Hop, no entanto, não usa rappers como vocalista – e sim o comediante Bill Hicks. Uma pequena aulinha de vidafodona, olha só:
“The world is like a ride at an amusement park. And when you choose to go on it, you think that it’s real because that’s how powerful our minds are. And the ride goes up and down and round and round. It has thrills and chills, and it’s very brightly coloured, and it’s very loud and it’s fun, for a while. Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question – is this real, or is this just a ride? And other people have remembered, and they come back to us. They say ‘Hey! Don’t worry, don’t be afraid, ever, because, this is just a ride.’ And we…kill those people. Ha ha ha. ‘Shut him up! We have a lot invested in this ride. SHUT HIM UP! Look at my furrows of worry. Look at my big bank account and family. This just has to be real.’ It’s just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that, you ever notice that? And let the demons run amok. But it doesn’t matter because: it’s just a ride. And we can change it anytime we want. It’s only a choice. No effort, no work, no job, no savings, and money. A choice, right now, between fear and love. The eyes of fear want you to put bigger locks on your doors, buy guns, close yourselves off. The eyes of love, instead, see all of us as one. Here’s what you can do to change the world, right now, to a better ride. Take all that money that we spend on weapons and defence each year, and instead spend it feeding, clothing and educating the poor of the world, which it would many times over, not one human being excluded, and we could explore space, together, both inner and outer, for ever, in peace.”
Se alguém se dispuser a traduzir, por favor, o faça – que eu publico aqui.
O João traduziu, se liga:
“O mundo é como um passeio em um parque de diversões. E quando você escolhe entrar nele, você pensa que ele é real porque nossa mente é poderosa. E no passeio você vai para cima e para baixo e dá voltas. Ele tem emoções e calmarias, e é muito brilhante e colorido, e é muito barulhento e é divertido, por um tempo. Algumas pessoas estão no passeio por muito tempo, e elas começam a questionar – isso é real ou é só um passeio? E outras pessoas lembram, e elas voltam para a gente. Elas dizem “Ei! Não se preocupe, não fique com medo, nunca, porque é só um passeio”. E a gente… mata essas pessoas. Ha ha ha. “Calem a boca dele! Nós temos muito investido nesse passeio. CALEM A BOCA DELE! Olhe para minhas rugas de preocupação. Olhe para minha rica conta bancária e minha família. Isso tem que ser real.” É só um passeio. Mas nós sempre matamos esses caras bons que tentam e nos dizem isso, você já percebeu isso? E deixamos os demonios enlouquecer. Mas isso
não importa porque é só um passeio. E podemos mudar a hora que quisermos. É só uma escolha. Nenhum esforço, nenhum trabalho, nenhum emprego, nenhuma economia, e dinheiro. Uma escolha, agora, entre medo e amor. Os olhos do medo querem que você coloque fechaduras maiores nas suas portas, compre armas, se tranque. Os olhos do amor, por outro lado, veêm todos nós como um. Eis o que vocês podem fazer para mudar o mundo, agora, para um passeio melhor. Pegue todo o dinheiro que gastamos em armas e defesa todo ano e ao invés disso invista em alimentação, roupas e educação para os pobres em todo o mundo de forma que nenhum ser humano seja excluido e nós poderemos explorar o espaço, juntos, tanto por dentro quanto por fora, para sempre, em paz.”
Valeu, bicho!
The Kleptones – “Last Words (A Tribute)“
E que música foda essa, hein… O Richard Hawley era o braço direito do Jarvis no Pulp, pra quem não ligou o nome à pessoa.
Essa é pras meninas…
Pra quem acha que Rowan Atkinson é só Mr. Bean…
É sério.
E, putz, como eu curto banda…
Bicho, eu poderia explicar, mas prefiro usar palavras alheias (também porque eu tou no meio do fechamento do jornal, então é mais fácil). Primeiro, as sábias palavras da Desciclopedia, pra situar quem não tem idéia do que seja isso:
QUEIMA, JESUS!!!
Pedir MaScedo sobre Gangrena Gasosa
Saravá!
Gangrena Gasosa sobre um exu virado querendo comer a macumba deles.Gangrena Gasosa é uma banda de Lixo Metal/Mistureba/Cu Triturado, mas eles preferem se denominar Saravá Metal, pra conseguir se livrar da perseguição feita por membros da Igreja Pitucostal do Reino do Demônio. Assim, com um “SARAVÁ!” tudo que é mal se arreda!
História
Um ex-membro da Dorsal Atlântica (de onde?) se converteu ao umbandismo. Ai ele teve uma idéia ao ver bandas de white metal (metal de crente) e grey metal (metal meio-termo). Se elas existiam, tinha que ter uma pra divulgar a religião afro-brazuca. Assim, surgiu a Gangrena Gasosa, uma banda que divulgasse especialmente o poder da macumba e converter os infiés católicos e da Universal do Reino do Dinheiro para as raízes macumbeiras do mundo.
Membros da banda
Exu – Vocal
Ogum – Guitarra-Base
Oxum – Guitarra Solo
Xangô – Baixo
Oxalá – Bateria
Iemanjá – Percussão
Iansã – Back-Vocais
Toninho do Diabo – Empresário
Satanás – Presidente-Ditador do Fã-Clube Oficial
Edir Macedo – Dono da comunidade no Orkut “Eu Odeio o Gangrena Gasosa”, com apenas 2 membros.Discografia
Demo, 1991
Bem-vindo ao Terreiro, 1993
Cambonos From Hell, 1996
Smells Like a Tenda Spiríta, 2000
6/6/6, 2006
12/12/12 (Versão dobrada do de cima, que coisa idiota), 2007
Eu bem que tentei fazer umas piadas sobre os nomes dos discos, mas os nomes já são uma piada pronta, então deixa assim mesmo…Última advertência!
SE CONVERTAM OU VÃO TODOS PRO QUINTO DOS INFERNO!!!
Esses crentes malas são idiotas demais… até escrevem merda aqui na Desciclopédia…
Administrador malvado sobre comentário acima.
Depois, as do Adelvan, que entrevistou os caras em 95:
Fale-nos um pouco sobre o início da banda – seria o Gangrena um bando de punks tirando onda com o metal ou vocês realmente gostam deste estilo?
Quando começamos eu ainda era punk, e realmente tinha muito esse lance de tirar onda com metaleiro, porque naquela época tinha a moda do thrash, ta ligado? Era um puta estereótipo de se vestir com camisa preta, tênis Reebock importado e calça de moletom. Aí a gente era feio pra caralho, duro, e tocava mal a beça, tudo o que a gente queria era ser anti tudo. Com o tempo a gente aprendeu a tocar e fomos colocando mais macumba no som e nas letras. Ainda assim eu acho que o pessoal mais mauricinho não curte muito a gente pessoalmente, por a gente ser meio grosso na parada.
Aproveitando a pergunta anterior, o que vocês ouvem e o que influencia o som de vocês?
A Gangrena é uma banda que tinha tudo para dar errado, porque tudo mundo curtia uns lances bem desiguais tipo rockabilly, death, industrial, eletrônico… Cada um, um troço. Mas aí veio essa onda ridícula de voltar ao tempo dos dinossauros, da musica perder peso e velocidade. Então agora todos estamos ouvindo violência direto, para o som ficar o contrario dessa viadagem toda de musica com influência de coisas setentistas. O TOP 10 entre a gente atualmente é BRUTAL TRUTH, FEAR FACTORY, BRUJERIA, MYSTIFIER, SEPULTURA, RATOS DE PORÃO, NAILBOMB, SOD, HELMET e SLAYER (“Reing in Blood”). Só bandas sem educação mesmo, espero que isso se reflita no nosso som.
Vi em algumas revistas que vocês às vezes levam frangos pegos em despachos para os shows e a galera saboreia legal… É verdade? E que onda é essa de vocês ficarem masturbando uns aos outros em público? Vocês são gays (nada contra, claro, só pra esclarecer)?
A gente toca vestido de entidade, cada um tem a sua: Marcos (guitarra) é a Pomba Gira, o Paulão (voz) é o Exu Caveira, o Vladimir (guitarra) é o Cabloco Sete Frexa, o Cid (bateria) é o Exu Tranca Rua, o Jorge Doente (baixo) é o Zé Pilintra e eu (vocal) sou o Omulu na parada. No palco arriamos um despacho com velas, fubá, farofa, cebolas, cachaça, pipoca, e uma galinha assada que a gente compra limpinha num restaurante pro pessoal comer na hora de “Despacho from Hell”. É todo mundo gay na banda, mas nós somos HOMO CORE, não esses gays afeminados e desmunhequentos. Como vocês foram saber da viadagem aí em Aracaju ???!!
E a entrevista continua no Escarro Napalm.