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O Picles ficou pequeno nesta sexta-feira quando reuni duas bandas intensas e novíssimas em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo. Shows distintos de duas bandas que estão em momentos parecidos de suas carreiras, mas em vidas paralelas ao vivo. Enquanto o Nigéria Futebol Clube está vindo num crescendo de shows épicos, a Tubo de Ensaio fez o primeiro show em meses, hiato em que eles têm se dedicado a pensar no próximo álbum, o sucessor de Endofloema que lançaram no ano passado. Assim, trouxeram vários fãs para reencontrá-los ao vivo com toda a psicodelia prog que está em seu DNA. Além da energia contagiante do grupo, dos tempos quebrados e jogos de vocais e da forte influência do jazz, a Tubo ainda se dá ao luxo de meter eletrônica com synths caseiros que eles mesmos fazem – e que poderiam ter mais presença! O show ainda trouxe música inédita e no bis chamaram Bernardo Puyol para cantar a canção que ele compôs com a banda, “Taioba”. Bom demais!

Depois foi a vez do Nigéria Futebol Clube seguir sua escalada de shows fodas na primeira apresentação que fizeram no Picles. E, como têm feito, eles pegaram todo mundo de surpresa. Além de ter colocado a banda Vinco para dividir o palco com eles, foram montando o show músico a músico, fazendo com que cada um dos nove participantes da noite entrassem no palco à medida em que iam construindo um groove só – mecânico e hipnótico – com duas guitarras, duas baterias, baixo, teclado, flautas e vocais. Um atordoo sonoro que deixou a casa abarrotada de gente em êxtase, clamando pelo grupo aos gritos. Dois shows fodaços que marcaram a sexta, que terminou com eu e a Fran fazendo todo mundo dançar até alta madrugada.

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O programa Metrópolis da TV Cultura pegou o gancho do ótimo Mapa da Música Autoral de São Paulo feito por Alexandre Bazzan e Isabella Pontes, da banda Schlop, para fazer uma matéria sobre a nova cena independente de São Paulo – e além de conversar com Isabella e com algumas bandas também falou comigo e com o Arthur sobre o nosso festival Chama. Assista abaixo (a matéria começa no meio do terceiro minuto do programa): Continue

Passou o Carnaval e agora não tem desculpa: 2026 começou de vez. E para deixar isso bem claro, eis a programação de música do Centro da Terra de março, que começa com a primeira temporada do ano, quando Sophia Chablau se apossa de todas as cinco segundas do mês para mostrar músicas com diferentes parceiros em uma temporada que batizou de Guerra. Na primeira segunda, dia 2, ela reúne seu grupo Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo para mostrar músicas que estarão no terceiro álbum da banda. A partir da semana seguinte, ela reúne duplas de feras sempre acompanhadas por ela na guitarra, Marcelo Cabral no baixo e Theo Ceccato na bateria. No dia 9 ela recebe Kiko Dinucci e Jonnata Doll, no dia 16 vem com Juçara Marçal e Dora Morelenbaum, dia 23 traz o casal Ava Rocha e Negro Leo e encerra esta Guerra ao lado de Vítor Araújo e Zé Ibarra. Na primeira terça do mês Paulo Padilho e seu filho Kim Cortada apresentam o espetáculo inédito Filho de Peixe, quando dividem o palco apenas com vozes, violão e percussão. Na terça seguinte, dia 10, Juliano Abramovay volta mais uma vez ao teatro, tocando seu violão de 7 cordas e alaúde ao lado da violoncelista holandesa Chieko e da cantora palestina Oula Al Saghir em uma noite batizada de Cartografias da Escuta. Depois, dia 17, é a vez do trio paulistano Saravá mostrar as músicas de seu disco de estreia no espetáculo Última Parada, quando receberão vários convidados. Dia 24 é a vez do produtor e multiinstrumentista L_cio mostrar a apresentação Vértice: Ato Único ao lado do percussionista e trombonista Bica e da cantora Nayra Costa. A programação encerra-se no último dia do mês, 31, quando o produtor e instrumentista Victor Kroner mostra pela primeira vez suas próprias canções no espetáculo Entrepulso. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Uma segunda de Carnaval tão improvável quanto insana – assim foi o Inferninho Trabalho Sujo na Porta Maldita, quando reunimos duas amostras da melhor nova fritação musical paulistana atualmente. A noite começou com o prog jazz do Besta Fera, que reúne dois integrantes da Mee – o guitarrista Arthur Sardinha e o baterista João Pedro Dentello – ao tecladista André Damião e ao baixista absurdo Tom dos Reis, encontrando uma incerta encruzilhada instrumental entre o jazz funk, o prog metal e o fusion, com tempos quebrados e timbres pesados. E pensar que era só o começo da noite…

Depois veio o sexteto Pé de Vento, segundo show do baixista Tom dos Reis na noite, quando ele tocou ao lado do baterista Tommy Coelho, desta vez tocando guitarra, do impressionante Antonio Ito na batera, do ás das teclas Pedro Abujamra, o violão preciso de Arthur Scarpini e os sopros – e o carisma irrefreável – de Leonardo Ryo. Jazz brasileiro com “a” aberto e “j” maiúsculo, o grupo passeia por composições instrumentais próprias que abrem solos maravilhosos para todos seus integrantes, que comportam-se ainda mais afiados quando atacam ao mesmo tempo. Além dos próprios temas, o grupo ainda passeou por suas já conhecidas versões para Arthur Verocai (“Dedicada a Ela”) e Milton Nascimento (“Vera Cruz”), além de voltar com “Cissy Strut”, dos Meters, no bis. Absurdo!

#inferninhotrabalhosujo #bestafera #pedevento #aportamaldita #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2026shows 024 e 025

Não brinca com a gente, Jarvis Cocker! O Pulp acaba de anunciar quatro datas na América Latina — dia 2 de junho na Cidade do México, dia 6 em Bogotá, dia 8 em Santiago e dia 12 em Buenos Aires —, mas nada do Brasil ainda. Não custa lembrar que a melhor banda do britpop já passou pelo nosso continente sem pisar por aqui em outra ocasião. Tomara que em breve eles anunciem um “VOCÊ MERECE MAIS” em português. Vem Pulp!

Enquanto acendemos aquela vela para ver se o My Bloody Valentine finalmente vem ao Brasil em 2026, dá pra assistir três dos quatro shows que o grupo fez em sua passagem pelo Japão este mês, todos filmados por fãs (alguns com mais de um vídeo!) e já na íntegra no YouTube.

Segura! Continue

A aparição de Bad Bunny na final do campeonato de futebol americano aconteceu no meio de sua turnê pela América do Sul, em que está repetindo a tática da Dua Lipa de puxar a brasa para os países em que passa ao cantar versões de músicos locais ou convidá-los para o palco. No Chile, ele cantou Victor Jara e Violeta Parra, na Colômbia convidou Karol G e nesta primeira apresentação que fez em Buenos Aires em 2026, ele pôs o grupo que o acompanha, o Los Pleneros de la Cresta, para saudar os locais com a clássica “De Música Ligera”, hit imortal do Soda Stereo, maior grupo de rock argentino.

Assista abaixo: Continue

A apresentação fechada que a francesa Oklou – dona de um dos melhores discos do ano passado – no Copenhagen Fashion Week, quando ela cantou no desfile da nova coleção da designer canadense Paolina Russo, aconteceu em janeiro, na capital da Dinamarca, mas só agora consegui encontrar online a íntegra da apresentação. Coisa fina: Continue

Disposto a transformar o lançamento de seu disco e de sua turnê mundial no grande evento pop de 2026, o grupo coreano BTS dá mais um passo importante para aumentar ainda mais sua audiência. Além do show que transmitirão ao vivo pela Netflix no dia seguinte ao lançamento de seu próximo álbum (Arirang será lançado no dia 20 e o programa vai ao ar no dia 21), também transmitirão seus shows ao vivo para salas de cinema nas duas primeiras datas de sua turnê em abril, nos dias 11 (em Goyang, na Coreia) e 18 (em Tóquio, no Japão). As exibições ao vivo em salas de cinema nas duas primeiras datas das aparições do grupo nestas cidades parece não serem as únicas e o grupo abriu um site para quem quiser cadastrar seu email ficar sabendo das próximas sessões. Além dos dias 11 e 18, o grupo também se apresenta nas mesmas cidades nos respectivos dias seguintes (12 e 19), mas ainda não há informações sobre as transmissões destes shows, bem como de todos os shows seguintes – eles ficam entre a América do Norte e a Europa entre abril e setembro para em outubro vir para a América do Sul, quando farão três shows no Brasil. É bem possível que o grupo transponha essa barreira ao ampliar sua audiência ao vivo em salas de cinema nos países que irá fazer show, aumentando também seu impacto nestas praças. O novo momento do grupo, que se reencontrou após quatro anos depois que seus integrantes serviram o exército coreano, também coincide com a discussão sobre a temática do álbum, que pode ser influenciado pelo período militar que passaram: seu título é o nome de uma canção de amor à Coreia considerada uma espécie de segundo hino nacional do país e a frase que o grupo soltou para atiçar a imaginação dos fãs (a pergunta “Qual é a sua canção de amor?”) talvez possa estar ligada a patriotismo… Hmmmm, vamos ver o que vem por aí…

Que venha Shakira!

A prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que a atração gratuita da praia de Copacabana desse ano é Shakira. Além de pegar carona na onda latina que vem crescendo cada vez mais em 2026, a colombiana pode surpreender o público brasileiro (é muito hit e acho que as pessoas não têm essa noção) e fazer um show tão épico quanto Madonna e Lady Gaga fizeram nos anteriores. A festa acontece no dia 2 de maio.