Um tanto de Mutantes.
Mas é falsiê.
“O Gosto Amargo do Perfume” no La Boteteque, genial.
O Fourfest, que traz o Pains e o Ariel Pink para São Paulo na próxima quinta, me descolou um par de ingressos para sortear entre os leitores da casa. Quem quiser correr o risco de ver as duas bandas ao vivo basta explicar na área de comentários qual dos shows mais quer assistir e porquê – e não esqueça de deixar seu email no comentário.
Demais.
Enquanto a manhã da terça-feira que assistiu ao atentado terrorista da história (que completa dez anos domingo que vem) terminava em Nova York, em Berlim, na Alemanha, a noite começava com um show do Radiohead, em plena turnê do disco Kid A. O texto abaixo saiu de um post do site de fãs da banda, o At Ease Web, e foi escrito na época:
“I’ve just returned from Radiohead’s show in Berlin. The band did play after the airplanes hit the World Trade Center. At first, Thom didn’t mention what was going on, except for: “What can you say after a day like today. I guess, there is nothing to say”. A couple of songs later Thom said that he was trying not to say anything and apologized for being mute. He then realized that the crowd was probably not aware of what went on in the USA, so Thom & Ed tried to explain the situation. But, I guess that for the people who didn’t know (and I think that a lot of people didn’t have a clue), really couldn’t comprehend those facts. Before ‘You and whose army’ Thom said: “I guess this one is for the Bush administration”. The band ended the show with Street Spirit with the words: “I hope President Bush won’t start World War III”.
Eis o setlist daquele show:
“National Anthem”
“Hunting Bears”
“Morning Bell”
“My Iron Lung”
“Karma Police”
“Permanent Daylight”
“Climbing Up The Walls”
“No Surprises”
“Dollars and Cents”
“Airbag”
“Packt like sardines in a chrusd tin box”
“Fake plastic trees”
“I might be wrong”
“Pyramid song”
“Paranoid Android”
“Idioteque”
“Everything in it’s right place”
“Like spinning plates”
“Lucky”
“You and whose army”
“How to disappear completely”
“Talk show host”
“Street Spirit”
E o líder da banda. Jeff Tweedy, segue suas gracinhas em público.
Vocês lembram que ele já tinha tocado “Single Ladies”…
Não que tenha ficado genial, mas ficou beeeeem melhor que aquela pataquada do Jay-Z com o Kanye West, hein…
E os irmãos Coen seguem contando a história do século 20. O novo período abordado pelos principais realizadores de cinema vivos é o início dos anos 60, quando contam a história da cena folk nova-iorquina, berço político e intelectual que influenciou os beats, a bossa nova e os Beatles – o berço de Dylan, pra ser mais exato. Os dois se afundam nos dias de violão e papo-cabeça à companhia do fictício Llewyn Davis, inspirado em Dave Van Ronk, um dos grandes nomes daquela cena. Olha o cabra aê:
Inside Llewyn Davis, no entanto, ainda está nos primeiros estágios de produção. Vi lá no Estadão.

(Chamamos de “picanha de peixe”, mas essa peça acima é filé de filhote – o melhor peixe amazônico, acreditem – no espeto, com bacon e purê de batatas com jambu. Inacredifuckingbelieviable.)
Ainda tou rascunhando um comentário mais longo sobre a curta e intensa passagem por Belém, no fim de semana passado. Além de rever grandes e velhos queridos e conhecer pessoalmente compadres e comadres que só habitavam a esfera digital, ainda rolou a tradicional trip gastronômica (ah, os sabores de Belém…) e doses cavalares de novidades em diferentes níveis. Mas nada superou a descoberta da Gang do Eletro, que já havia roubado a cena na segunda edição do espetáculo Terruá Pará e parece ser, finalmente, a primeira cria do tecnobrega a sair da fase beta. Coisa fina.
Não pude ir no Terruá Pará desse ano pois coincidiu bem com a minha viagem pra gringa. Mas cobri a primeira edição do evento pra revista Simples: dá pra ler tudo aqui.
O Google liberou esse show por conta do aniversário de Freddie Mercury, que se estivesse vivo nessa segunda, completaria 65 anos.



