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Com inscrições até a próxima sexta-feira, dia 24 de março, o Dia da Música chega à sua terceira edição com mais de uma centena de palcos parceiros em todo o Brasil. Conversei com a Katia Abreu, diretora artística do evento, que falou sobre a edição deste ano e do projeto como um todo.

Qual é a grande novidade da edição de 2017?
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Como funciona o conselho curador do Dia da Música?
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Como é a relação entre os curadores e os artistas? Há uma autogestão de palcos?
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Como foram os números de 2016 e qual a expectativa para 2017?
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Como é a continuidade de um projeto que acontece apenas uma vez por ano?
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O que um artista que está se inscrevendo no Dia da Música tem de ter em mente?
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As inscrições vão até esta sexta e podem ser feitas no site do Dia da Música.

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Quatro músicas perfeitas e uma apresentação com gosto de quero mais.

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Edição 2017 do já tradicional Nublu Jazz Festival se supera e reúne pesos pesados como o grupo inglês de funk Cymande, os Cookers (que reúne velhos mestres como Cecil McBee, Eddie Henderson e Billy Hart), o rapper e poeta Saul Williams e o saxofonista Kamasi Washington, que além de uma obra pessoal de peso também circula entre bambas como Kendrick Lamar, Flying Lotus e Thundercat. Do lado brasileiro, os Sambas do Absurdo de Gui Amabis, Rodrigo Campos e Juçara Marçal e o projeto Plim, do baterista Sergio Machado (que toca com Metá Metá e Tulipa Ruiz). Os shows acontecem no Sesc Pompeia em São Paulo e no Sesc de São José dos Campos entre os dias 6 e 8 de abril com a seguinte calendário: no Pompeia dia 6 tem Cymande e Sambas do Absurdo, dia 7 tem Cookers e Plim e dia 8 tem Kamasi Washington e Saul Williams; em São José dos Campos dia 6 tem Kamasi Washington e Saul Williams, dia 7 tem Cymande e Sambas do Absurdo e dia 8 tem Cookers e Plim. Kamasi Washington encerra o evento com um show solo dia 9. Os ingressos começarão a ser vendidos no final de março e custarão entre R$15 a R$50.

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Lana Del Rey mostrou sua “Love” pela primeira vez ao vivo nesta sexta-feira, em um show durante a edição deste ano do SXSW – o que, como disse o Stereogum, era inevitável que todos os presentes sacassem seus celulares para registrar este momento.

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O Spoon mostrou mais duas músicas de seu disco novo, Hot Thoughts, que será lançado esta semana. O grupo de Austin oficializou o lançamento de “I Ain’t the One” ao apresentá-la ao vivo no programa The Late Late Show with James Corden, quinta passada.

Mas no início da semana a banda já tinha mostrado a mesma faixa ao vivo, em um show em Santa Ana, na Califórnia.

A música, no entanto, já era conhecida dos fãs, pois o grupo a emprestou para o episódio “Happily Ever After” do seriado Shameless, exibido em dezembro do ano passado:

No mesmo show em Santa Ana o Spoon mostrou mais uma música inédita, “Do I Have To Talk You Into It”:

Interessante notar que as faixas mostradas até aqui – essas duas, a faixa-título e “Can I Sit Next to You?” – são as mais próximas ao Spoon tradicional do novo disco. Os toques eletrônicos de “WhisperI’lllistentohearit”, “Shotgun” e “First Caress”, o andamento sombrio de “Pink Up”, a psicodelia solar de “Tear it Down” e a fronteira jazz de “Us” – momentos que aproximam o grupo inesperadamente ao Radiohead – ainda não foram revelados ao ouvido público. Preparem-se.

Hurtmold no CCSP

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A principal atração musical deste fim de semana no Centro Cultural São Paulo é a apresentação do Hurtmold, tradicional banda paulistana de rock instrumental, que divide o palco com o novo projeto do Farofa, ex-vocalista do Garage Fuzz, o Acruz Sesper Trio, que lançou o clipe para a música “Modern Affair” esta semana. O show começa pontualmente às sete e você encontra mais informações sobre a noite aqui.

Bem legal.

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O BaianaSystem passou por São Paulo no fim de semana anterior ao carnaval e sua apresentação foi gravada na íntegra. Pedrada!

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Mais uma novidade da minha curadoria de música no Centro Cultural São Paulo: o minifestival Invasão Brasileira SXSW 2017, que acontece neste fim de semana e conta com shows dos Autoramas, Max de Castro, FingerFingerrr, Capela, Lista de Lily, Maglore e Liniker e os Caramelows, as sete bandas que irão representar o Brasil na edição deste ano do SXSW. Além dos shows, haverá duas atrações gratuitas: um debate sobre a importância do festival para bandas brasileiras no sábado (com o Ricardo Rodrigues, que cuida da carreira da Liniker; a Amanda Souza, que trabalha com o Maglore e o Leandro Ribeiro da Silva, da BM&A) e um papo com o Gabriel Thomaz, dos Autoramas, sobre mitos e verdades sobre tocar fora do Brasil, em que faço a mediação, no domingo. Os dois debates acontecem a partir das 14h – mais informações sobre o evento aqui.

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O bardo popular Odair José apresenta seu disco mais recente – o pesado Gatos e Ratos – no Cine Joia nesta sexta-feira, com abertura do Pélico, e me ofereceram cinco pares de ingressos para quem quiser assistir ao show. Para concorrer, basta dizer qual sua música favorita do Odair José que até às 19h eu aviso como retirar os ingressos para o show (mais informações sobre o show aqui).

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Não é nenhuma novidade o cunho político das músicas e das apresentações do BaianaSystem – na verdade, a fusão entre festa e protesto está na gênese do grupo baiano e toda sua obra reflete essa dicotomia. Por isso era mais que natural que seu trio Navio Pirata cutucasse velhas feridas abertas recentemente a partir do tenso clima político no Brasil principalmente por ser um pleno carnaval. Russo Passapusso começou o protesto no meio da instrumental “Forasteiro”, enfileirando “golpistas, machistas e fascistas” para ouvir um “não passarão” em uníssono do público. E nem precisou mencionar o nome do presidente postiço para que a multidão emendasse o grito de guerra “fora Temer”. Veja só:

A manifestação pode ter valido a ausência da banda do próximo carnaval, segundo o Conselho Municipal do Carnaval de Salvador, cujo presidente disse que “o código de ética é claro, é terminantemente proibido que o artista use o carnaval para denegrir alguém, como foi feito pelo BaianaSystem. Há um risco concreto de punição grave, que seria a exclusão deles”, explicou ao Correio da Bahia (de onde também saiu a foto que ilustra este post).

Mas tem que ver pra quem essa regra vai valer, porque manifestação a favor também é manifestação política? Sem contar que Caetano Veloso puxou um “fora Temer” no Pelourinho e o prefeito ACM Neto foi vaiado em plena concentração do Ylê Ayê:

E isso que é só domingo de carnaval… Abaixo, mais Baiana em Salvador em 2017. Que delírio: