Que momento! No início do século estávamos aprendendo a receber artistas internacionais de pequeno e médio porte no Brasil ao mesmo tempo em que aprenndíamos como funcionavam as cenas independentes fora do país exatamente no momento em que a internet tornava-se uma chave importante para quem trabalha com música por aqui. Neste sentido, os shows que o Yo La Tengo fez no Sesc Pompeia em 2001 (bem como vários outros realizados pela lendária produtora mineira Motor Music), foi um dos marcos mais importantes para quem frequentava São Paulo. O grupo estava lançando seu hoje clássico And Then Nothing Turned Itself Inside-Out e emendou versões de músicas dos Seeds, do Velvet Underground, do Jackson Browne e seu costumeiro rosário de hits. Eu estava começando a cogitar a possibilidade de me mudar para cá e este show (que o blog Pequenos Clássicos Perdidos disponibilizou na íntegra no início do ano) foi um dos momentos cruciais deste período. Que noite!
“Green Arrow”
“Everyday”
“Sugarcube”
“Drug Test”
“Tears Are in Your Eyes”
“From Black to Blue”
“Shaker”
“Cherry Chapstick”
“Saturday”
“You Can Have It All”
“Sudden Organ”
“Deeper Into Movies”
“Tom Courtenay”
“Back in Context”
“Can’t Seem to Make You Mine”
“I Found a Reason”
“Double Dare”
“Somebody’s Baby”
“The Summer”
“Our Way to Fall”
Duas atrações do coletivo A Onda Errada apresentam-se neste domingo, às 18h, o trio formado por Juliana R., Carla Boregas e Maurício Takara e o grupo carioca Tintapreta (mais informações aqui).
As bandas Pin Ups, Wry, Sky Down e Twinpine(s) fazem shows de graça a partir das 18h na sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui), logo após a sessão do documentário sobre a cena indie brasileira Guitar Days, como parte da programação do festival de documentários de música In Edit, que também será exibido no CCSP (mais informações aqui).
Conheci o Leandro Lehart no início do ano passado, quando ele levou o show em que visita o grupo Fundo de Quintal apenas como voz e violão ao Centro Cultural São Paulo, mas já acompanhava sua carreira à distância, ciente que mais que líder de um grupo de pagode dos anos 90, ele também era um dos grandes conhecedores da história do samba. Esta aproximação tornou-se amizade e pude conhecê-lo de perto: workaholic mas sempre de alto astral, exigente mas sempre preocupado com os outros, paciente e cheio de histórias para contar, um poço de conhecimento musical, uma generosidade rara para um artista de sua magnitude comercial e um monte de ideias na cabeça. Uma delas transformava o Art Popular em uma banda de samba dos anos 60, Os Bambas, que contaria a história do samba em um filme que havia escrito. Ele tinha tudo pronto, uma febre criativa que bateu nele no fim do ano passado e o fez surgir com roteiro, premissa, figurino, nomes dos personagens, repertório, tudo. Os Bambas era uma comédia musical que estrearia nos cinemas no final deste ano. Mas percebi que ele poderia queimar uma etapa importante: transformar aquele material num espetáculo. Assumir que Os Bambas eram uma banda de verdade que faria shows pelo Brasil e que o Art Popular poderia se tornar algo ainda maior com essa transformação. E assim ele me convidou para fazer a direção artística deste show, que estreia nestas quinta, sexta e sábado em apresentações gratuitas no Itaú Cultural (mais informações aqui). É só o começo da viagem! Obrigado Leandro por permitir fazer parte disso.
O grupo Samuca e a Selva mostra o repertório de seus discos Tudo que move é Sagrado, este em homenagem ao letrista do Clube da Esquina, Ronaldo Bastos, e Madurar nesta quinta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
Muito feliz em receber a pauta experimental da produtora Bella, que assume o Centro da Terra por duas terças-feiras de junho de 2019 em sua minitemporada Re-Verso, que discute “a ideia de que quando eu olho através do espelho e vejo outra pessoa, essa pessoa também está me vendo”, ela me explicou na entrevista abaixo, “a gente tá lidando com o caminho da luz, quando a gente se vê refletido através dela, nosso reflexo também é visto, ao mesmo tempo”. Ela convida quatro artistas para cada apresentação, primeiro com May HD, Carol Costa, Natalia Francischini e Philip Somervell na primeira terça-feira, dia 18, e depois Carol Costa, Chris Mack, Ines Terra e Thomas Rohrer na segunda, dia 25 (mais informações aqui). Ela explica melhor estas duas apresentações, além de quem são seus convidados.
Alice Caymmi começa a mostrar seu novo álbum, Electra, um estudo de piano e voz pela canção brasileira pela primeira vez em duas apresentações nesta terça e quarta no Centro Cultural São Paulo, a partir das 21h (mais informações aqui).
A cantora e compositora Bárbara Eugenia mostra seu novo álbum Tuda neste domingo, às 18h – e promete uma participação bem especial (mais informações aqui).
Neste sábado, dois dos principais nomes da Soundfood Gang, um dos coletivos de rap mais legais atualmente, apresentam-se no Centro Cultural São Paulo: Nill e Yung Buda são dois nomes em ascensão do novo hip hop que merecem sua atenção – e apresentam-se a partir das 19h (mais informações aqui).
Duas bandas instrumentais se encontram nesta quinta-feira, a partir das 21h, no Centro Cultural São Paulo: a espanhola Doctor Explosion e a brasileira Gabriel Thomaz Trio, esta última liderada pelo mitológico líder do Autoramas e prestes a lançar seu disco de estreia (mais informações aqui).









