O grupo norte-americano The National estava preparando o lançamento da edição de aniversário de dez anos de seu disco de 2010 High Violet e pretendia começar a aquecer a expectativa do público lançando online o registro que os documentaristas D.A. Pennebaker e Chris Hegedus fizeram do show que o grupo fez para lançar o disco na suntuosa Brooklyn Academy of Music, em Nova York, quando a pandemia obrigou todo mundo a mudar seus planos uma vez que apresentações ao vivo tinham sido riscadas da programação do planeta. Aproveitando o material que tinha na agulha, o grupo lançou o show de 2010 na última segunda de março e estabeleceu o dia da semana como o dia do lançamento das íntegras de seus shows em seu canal no YouTube.
A sacada do grupo foi participar da primeira transmissão, fazendo os fãs do grupo assistirem ao show na hora em que ele é lançado, pois seus integrantes estariam online em suas casas comentando o show em tempo real. Batizaram o evento de An Exciting Communal Event e toda segunda, às 18h, eles comentam apresentações ao vivo de outras fases da banda. Baita ideia – simples e eficaz.
Como se não bastasse isso, o grupo ainda anunciou que reverteria todo o lucro de sua loja online para os doze integrantes de sua equipe ao vivo. “Nossa equipe é a alma das nossas turnês e se tornou uma família ao longo dos muitos anos em que trabalhamos juntos”, explicou o grupo em um anúncio. Belo gesto, ainda mais que a própria edição de dez anos do High Violet (que já está em pré-venda) também entra nesta conta. Muito bem.
O Festival Fico em Casa BR repete mais uma edição depois de uma bem sucedida jornada que reuniu artistas de todo o Brasil em dez horas de programação ao vivo em quatro dias. A segunda edição do festival online começa nesta terça-feira e vai até a próxima sexta, reunindo nomes como Otto, Tiê, Ava Rocha, Mombojó, Mariana Aydar, Glue Trip, MC Carol, Rashid, Margareth Menezes, Dingo Bells, Selvagens a Procura da Lei, Jair Oliveira, Papisa, Digital Dubs, Brisa Flow, Filipe Catto, Odair José, Cashu, Yma, Paula Lima, Wry, Omulu, entre outros. Volto a participar como apresentador durante a edição, que, como na primeira, conta com um time de apresentadores de peso. A transmissão vai ser feita na página do Facebook e no canal do YouTube do site. Confira a programação abaixo:
Terça-feira (31)
13h30 Anielle Franco – @aniellefranco
14h00 Tiê (SP) – @tiemusica
14h30 Bruno Rejan (GO) – @brunorejan
15h00 Bemti (MG) – @bemtii
15h30 Dingo Bells (RS) – @dingobells
16h00 Otto (PE) – @ottomatopeia
16h30 Rashid (SP) – @mcrashid
17h00 Marcio Marinho (DF) – @marciomarinhooficial
17h30 Brisa Flow (SP) – @brisaflow
18h00 Thaíde e Ana Preta (SP) – @thaideoficial @euanapreta
18h30 Mayra Itaborahy (MG) – @mayraitaborahymusic
19h00 Ava Rocha (RJ) – @avarocha
19h30 Mari Martinez (RS) – @marifmartinez
20h00 Thiago Delegado (MG) – @thiagodelegado
20h30 Roots Rock Revolution (México) – @mexicano
21h00 Juli (BA) – @oficialjulli
21h30 MC Carol (RJ) – @mccaroldeniteroioficial
22h00 Nath Rodrigues (MG) – @a_nathrodrigues
22h30 Filipe Catto (RS) – @filipecatto
2300 Ubunto (BA) – @ubunto3mundo
Quarta-feira (1)
13h30 Thiago e Sulivã (Rédia Curta)
14h00 Maikão (SP) – @maikaosoueu
14h30 Jonathan Ferr (RJ) – jonathanferr_oficial
15h00 Odair José (GO) – @odairjoseoficial
15h30 Orquestra Manouche (RJ) – @aorquestramanouche
16h00 Glue Trip (PB) – @gluetrip
16h30 Guitarrada das Manas (PA) – @guitarradadasmanas
17h00 Niela (GO) – @nielamoura
17h30 Mulamba (PR) – @mulambaoficial
18h00 Toca de Tatu (MG) – @tocadetatu
18h30 Mocambo Banda (PR) – @mocambobanda
19h00 Mombojó (PE) – @mombojo
19h30 Alice Krenen (RS) – @alicekranenoficial
20h00 Mariana Aydar (SP) – @marianaaydar
20h30 Cynthia Luz (MG) – @cyssluz
21h00 Casa Pronta (BA) – @casaprontafolk
21h30 Rieg (PB) – @riegband
22h00 Flávio Renegado (MG) – @flaviorenegado
22h30 Raíssa Fayet (PR) – @raissafayet
23h00 Cashu (SP) – @cashuuuu_
Quinta-feira (2)
13h30 Rodrigo França – @rodrigofranca
14h00 Mazuli (PE) – @mazuli.mazuli
14h30 YMA (SP) – @ymamusic
15h00 Chama o Sindico (MG) – @blocochamaosindico
15h30 Fuga Operária (SP) – @fugaoperariaoficia
16h00 Paula Lima (SP) – @paulalima
16h30 Dora Toiá (RJ) – @doratoiaoficial
17h00 Joe Silhueta (DF) – @joesilhueta
17h30 Arthur Xará (MG) – @arthurxara
18h00 São Yantó (SP) – @saoyanto
18h30 Di Ferrero (MS) – @diferrero
19h00 Aimuray (Bolivia) –
19h30 Aíla (SP) – @ailamusic
20h00 Bruna Mendez (GO) – @brunamendez
20h30 Rosa Neon (MG) – @neonrosaneon
21h00 Wry (SP) – @wrymusic
21h30 Trio Frito (RJ) – @trio.frito
22h00 Victor Angeleas (DF) – @victorangeleas
23h00 Omulu (RJ) – @omulu
Sexta-feira (3)
13h30 Biella
14h00 Jair Oliveira (SP) – @jairoliveira
14h30 Papisa (SP) – @papisabrisa
15h00 Nãnan (DF) – @nanan_br
15h30 s Caras e Carol (RJ) – @oscarasecarol
16h00 Não Divulgado
16h30 Larissa Umayta (DF) – @umayta
17h00 Margareth Menezes (BA) – @margarethmenezes
17h30 Manaié (GO) – @_manaie
18h00 Selvagens a Procura da Lei (CE) – @selvagensaprocuradelei
18h30 Carolina Serdeira (MG) – @carolinaserdeira
19h00 Drenna (RJ) – @bandadrenna
19h30 Edh Lorran (SP) – @edhlorran
20h00 Jota.pê (SP) – @jota.peoficial
20h30 Não divulgado
21h00 Celeste (RS) – @celestepoa
21h30 Bel Martine (AM) – @belmartinee
22h00 Phil Machado (Detonautas) (RJ) – @phildetonautas
22h30 Não Divulgado
23h00 Digital Dubs (RJ) – @digitaldubs
Engrossando o coro para manter todo mundo em casa, o grupo nova-iorquino Sonic Youth começou a abrir seu baú de shows ao vivo e vem desovando discos piratas de apresentações de toda a história da banda em seu Bandcamp, em todos os lugares do mundo: do CBGB’s em Nova York a Moscou, passando por Paris, Berlim, Glasgow e Moscou. O grupo já liberou 15 shows de todas as fases da banda – o mais antigo até agora é de 1983 e o mais novo de 2009. Clássico!
A epidemia é série e não dá pra brincar com isso, por isso adiamos todas as apresentações ao vivo que faríamos nos lugares onde trabalho como curador: isso quer dizer que suspendemos as temporadas do Kastrup e da Juçara no Centro da Terra, não teremos Sexta Trabalho Sujo no Estúdio Bixiga que teria Atônito e Thiago França (como acabou não acontecendo na sexta passada, que teria o Antiprisma) nem vamos ter a volta do Trabalho Sujo Apresenta na Unibes Cultural, com Chico Bernardes e Luiza Brina. Outro show suspenso foi a estreia do projeto Trilha Sonora Original do Filme Deságua, do Mombojó, com quem estou trabalhando como diretor artístico, que aconteceria na próxima sexta. As atividades todas foram suspensas e retornarão quando a situação voltar a se normalizar, possivelmente retomando a partir de onde havia parado. É cortar na carne, mas é preciso fazer isso.
O lance é saber o que vamos ver o que fazer agora.
Neste sexta-feira 13 de março, a atração da Sexta Trabalho Sujo é a dupla paulista folk psicodélica Antiprisma, formada por Elisa Moreira (guitarra e vocais) e Victor José (guitarra, viola caipira e vocais), que dá início aos seus shows em 2020 em uma apresentação no Estúdio Bixiga, quando mostra seu disco mais recente, Hemisférios (mais informações aqui). Predominantemente acústico desde o início, o grupo vem passando por uma metamorfose nos palcos e experimenta novos arranjos com uma abordagem elétrica para canções dos trabalhos anteriores, numa formação de quarteto, com a presença de Ana Zumpano (Cinnamon Tapes, Lava Divers) e Rafa Bulleto (Neptunea, Bike) na bateria e no baixo, respectivamente.
Conversei com o Femi Kuti, uma das atrações do Nublu Jazz Festival deste ano, que toca neste fim de semana em São Paulo. O papo com o filho mais conhecido de Fela Kuti está na revista Trip – confere lá.
Que honra poder receber durante quatro terças-feiras uma versão nova para um clássico moderno da música brasileira vinda de sua própria autora. A querida e implacável Juçara Marçal volta ao palco do Centro da Terra para mais uma temporada, quando relê seu Encarnado com os mesmos músicos com quem o gravou mas de uma forma completamente nova: sem eletricidade. Encarnado Acústico ocupa as terças de março no Centro da Terra a partir deste dia 10 (mais informações aqui).
“Foi ideia do Thomas (Rohrer). que estava programando um festival na Leviatã, um espaço cultural no centro da cidade, focado nos sons mais experimentais, improvisos livres, performances, e sugeriu de a gente fazer essa versão sem amplificação, até porque o espaço não comportaria o show de outra forma”, a própria Juçara me explica, lembrando desta única apresentação no fim do ano passado. Além de Thomas, tocando viola, Kiko Dinucci e Rodrigo Campos também participam dos shows.
“Fizemos apenas algumas músicas e o resultado foi surpreendente”, lembra a cantora. “Os arranjos mudam sensivelmente porque o Kiko está usando uma viola dinâmica e ele acaba tendo que pensar nas frases que faz de um jeito diferente. No todo, o som acaba mudando também. O fato do Rodrigo usar violão de aço e não guitarra também muda bastante o som.” O formato obviamente também impacta em seu canto: “Não ter que me preocupar com dois microfones e pedais dá uma bela diferença, fico mais livre e a voz também, inevitavelmente.”
Serão quatro shows idênticos, ao contrário das temporadas de segundas-feira, que cogitam diferentes possibilidades a cada apresentação. “Em princípio, sim”, ela continua. “Vamos vendo o que funciona, tanto do ponto de vista do repertório, como nossa posição no palco”. Quando pergunto se há músicas de outros trabalhos que podem surgir no repertório, Ju é categórica: “Em princípio, não.”
Ela reforça a importância do teatro neste novo show. “A conexão palco-plateia é diferente, a atenção é outra, a dispersão diminui”, enumera. “As pessoas têm uma possibilidade maior de embarcar na história que de certa forma contamos num show.”
Nada de disco novo? “O próximo disco não tem muito a ver com o Encarnado não. #aguardeeconfie”, ela ri fazendo a hashtag.
Imensa satisfação receber na sessão Segundamente de março o percussionista e produtor carioca Guilherme Kastrup, que apresenta a temporada Feminino Fatorial, nestas segundas de março a partir do dia 9, no Centro da Terra, às 20h (mais informações aqui). Durante sua estada, ele compõe uma obra contínua e progressiva ao lado das artistas Edith Derdyk (artista visual), Carol Shimeji (videomapping), Beth Belli (percussão), Jackie Cunha (percussão) e Morena Nascimento (dança) no espaço de quatro segundas-feiras e eu conversei com ele sobre a expectativa destes encontros.
O cantor e compositor paulistano Chico Bernardes é a primeira atração da sessão Trabalho Sujo Apresenta de 2020, retomando as atividades agora sempre num domingo por mês, às 18h. Chico apresenta-se no dia 22 de março, e mostra músicas de seu primeiro disco, lançado no início de 2019, além de receber a presença da cantora e compositora mineira Luiza Brina, que participará do show (os ingressos podem ser comprados aqui).
Trabalho Sujo Apresenta: Chico Bernardes convida Luiza Brina
Unibes Cultural
Domingo, 22 de março de 2020
Rua Oscar Freire 2500 (ao lado do metrô Sumaré)
R$ 30
A banda paulista Stratus Luna, conhecida por caminhar na fronteira do rock progressivo com o jazz fusion, abre o mês de março da Sexta Trabalho Sujo no Estúdio Bixiga, dia 6, fazendo sua primeira apresentação de 2020. Formado por Gabriel Golfetti (baixo e teclado), Giovanni Santhiago Lenti (bateria) e os irmãos Gustavo Santhiago (teclados e flauta) e Ricardo Santhiago (guitarra e lap steel), o quarteto começou o ano envolvido na criação de seu segundo álbum, depois do disco de estreia, batizado apenas com o nome da banda, que foi recebido pela crítica internacional. Por isso, além de faixas do primeiro álbum, eles também prometem algumas surpresas… (mais informações aqui)









