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Show

Satisfação receber mais uma vez o mestre Kamau no palco do Centro da Terra, mais uma vez experimentando entre atos de sua carreira e transformando nosso palco em seu laboratório particular. Desta vez ele traz a apresentação T.E.R. (Tempo em Registro), em que mistura clássicos e novidades acompanhado pelos compadres DJ Erick Jay e o rapper e cantor DCazz. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda no site e na bilheteria do Centro da Terra.

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Já garantiu seu ingresso pro show de 25 anos do TNT que o Tortoise irá fazer nesta quinta-feira no Cine Joia? Se não, deu mole: os ingressos estão esgotados! Resta saber se o grupo de Chicago convidará para a apresentação o velho mestre com quem dividiu palcos há um quarto de século, quando apresentou-se, primeiro nos EUA e depois no Brasil ao lado de Tom Zé. O velho tropicalista vivia o ápice de sua popularidade após ser redescoberto por David Byrne no início dos anos 90 quando foi apresentado ao Tortoise por um amigo do grupo, o professor Christopher Dunn, da Universidade de Louisiana, nos EUA, que na época escrevia um livro sobre música brasileira. Levou o baiano, que na época estava lançando o disco Com Defeito de Fabricação, para os EUA e uma das apresentações está na íntegra no canal do YouTube do próprio Dunn (assista abaixo). Depois da passagem pelos EUA, o grupo de Chicago veio para a América Latina e além de shows por Buenos Aires e Santiago, também passou por Belo Horizonte e São Paulo, quando dividiu o palco com Tom Zé. Pude assistir às duas apresentações realizadas em dezembro de 1999 no teatro do Sesc Pompéia e foram momentos únicos para quem gosta de música, independente de rótulos, uma vez que o grupo de jazz rock experimental norte-americano entrosou-se bem com o mestre de Irará, que tocou um esmeril usando capacete e óculos de seguraça enquanto as faíscas espalhavam-se pelo palco. Bem que o Tom Zé podia subir no palco do Cine Joia por apenas uma música, celebrando aquele primeiro encontro.

Assista à íntegra do show em Chicago abaixo: Continue

O trompetista Romulo Alexis começou sua temporada Cosmofonias nesta segunda-feira no Centro da Terra invocando a performance Fenda, que fez à frente de seu Rádio Diáspora, duo que mantém ao lado do baterista Wagner Ramos, fez ao lado das bailarinas Belle Delmondes e Ester Lopes. Enquanto a dupla instrumental explorava as fronteiras do free jazz, as duas performers se entregavam de voz e corpo à liberdade expandida musicalmente, colocando movimentos, gestos, cantos e gritos ao dispor da apresentação, que por vezes explodia em catarse, noutras recolhia-se à espreita, buscando direções e encontrando outras entre estes dois extremos.

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Imensa satisfação em receber o trompetista e arquiteto sonoro Romulo Alexis como o dono das segundas-feiras de maio no Centro da Terra, quando ele apresenta a temporada Cosmofonias, dedicada ao improviso coletivo a partir de quatro recortes diferentes. A temporada começa nesta segunda-feira 6, quando Romulo recebe, como Rádio Diáspora, ao lado de seu chapa Wagner Ramos, as performers Ester Lopes e Belle Delmondes numa noite chamada Fenda, em que trabalham música e corpo investigando as fronteiras do legado afrodiaspórico. Na outra terça, dia 13, ele chama a Nigra Experimenta Arkestra ao reunir To Bernado (trombone), Gui Braz (cordas e flauta), Salloma (kalimba, voz e flauta), Karine Viana (vilolino e voz), Laura Santos (clarinete e voz), Manoel Trindade e Lerito Rocha (percussões), Lua Bernardo (contrabaixo acústico, voz e flauta), Du Kiddy (guitarra), Henrique Kehde (bateria), Stefani Souza (saxofone), além do próprio Romulo. Depois, ele reúne-se à produtora Leviatã (Amanda Obara, Iago Mati e Natasha Xavier) para convidar o artista sonoro Edbras Brasil, a vocalista Inès Terra, a cellista (que também toca didjiridou) Thayná Oliveira, o percussionista Sarine e o flautista Douglas Leal. E na última segunda-feira, dia 27, ele cria, mais uma vez ao lado de Wagner Ramos, o Rádio Diáspora Ensemble Cachaça 2024, quando reúne-se ao trombonista Allan Abbadia, à contrabaixista Clara Bastos, à vocalista e percussionista Paola Ribeiro e ao sax de Steafani Souza para uma noite de criação coletiva espontânea. As apresentações começam sempre às 20h e os ingressos podem ser comprados no site e na bilheteria do Centro da Terra.

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A Enorme na Europa

E essa turnê europeia que a Sophia Chablau e Uma Enrome Perda de Tempo anunciou nesta segunda-feira? São doze apresentações em cinco países (França, Portugal, Espanha, Holanda e Alemanha) entre os meses de junho e julho. Nada mal, hein? Ah moleque!

Duas produtoras líderes de bandas que estão começando experimentaram pela primeira vez o palco do Picles neste fim de semana, quando Tiny Bear e Grisa apresentaram seus trabalhos no Inferninho Trabalho Sujo. Com muita emoção à flor da pele, as bandas passeiam por camadas sonoras tensas e hipnóticas para cantar músicas com sensibilidade à flor da pele. Liderado por Bia Brasil, o grupo Tiny Bear derramou seu drama posicionando-se em algum lugar entre as baladas de anime, o trip hop e o indie rock e mesmo com um integrante a menos não fez feio, com sua cabeça e vocalista entregando-se às canções.

O clima já estava quente e quando chegou a vez da Grisa de Giovana Ribeiro Santos, de Juiz de Fora, a temperatura manteve-se firme, abrindo outras possibilidades dramáticas. Calcadas num soul pesado, no rock psicodélico e no shoegaze, o grupo fez seu primeiro show em São Paulo, mostrando músicas já lançadas e algumas de seu primeiro álbum, Geografia de Lugar Nenhum, prometido ainda para esse ano. Entre a guitarra e o theremin, Giovana mostrou a que veio – e deixou tudo no jeito pra que eu e a Bamboloki, que discotecou comigo dessa vez, levássemos a pista do Picles para um universo de rock, dance music e esquisitices desenfreada. Discotecar na sexta-feira é outro nível, né…

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Um belo reencontro

Fim de semana começou com o reencontro da banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo com seu farol artístico, Ana Frango Elétrico, que originalmente aconteceria no início de março mas que, por questões pessoais (Theo Ceccato, o baterista, havia quebrado o pé!), só aconteceu dois meses depois, no mesmo Sesc Bom Retiro em que o primeiro show aconteceria. Era também o primeiro show da Enorme em uma unidade do Sesc após o lançamento de seu segundo álbum e acontecer no Bom Retiro ainda lhes garantiu um ótimo som para mostrar seu Música de Esquecimento na primeira parte do show – que ainda teve o próprio baterista vindo para frente cantar sua ótima balada “O Último Sexo” quase às lágrimas. Mas depois que Ana subiu ao palco, a banda voltou no tempo e Sophia puxou o flashback pra julho de 2019, quando eu havia juntado aquelas duas jovens forças no palco do Centro Cultural São Paulo, fazendo-os voltar ao primeiro disco de Ana, Mormaço Queima, que a vocalista não mediu elogios ao comparar com a lenda urbana do primeiro disco do Velvet Underground, que não vendeu muito, mas todo mundo que o comprou montou uma banda. E assim voltaram ao passado para tocar juntos músicas de seus primeiros discos como “Debaixo do Pano”, “Picles”, “Loteria” e “Delícia Luxúria”, mas também puxaram duas de seus discos recentes, como “Segredo” e “Quem Vai Apagar A Luz?”, em que Ana assumiu a voz do coautor da música, Negro Leo, e o momento mais bonito da noite, a versão que fizeram juntos para “Insista em Mim”. “Não vai embora nunca”, disse Sophia, antes de emendar, quase chorando que, “você é meu melhor amigo, cara”. Foi demais.

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De novo às sextas, abrimos o mês de maio no Inferninho Trabalho Sujo com duas bandas conduzidas por produtoras – Tiny Bear e Grisa – que encontram um ponto de conexão musical nessa primeira sexta do mês no palco do Picles. Depois quem me acompanha madrugada adentro desta vez é a arquiteta do caos Bamboloki, que me ajuda a atravessar da sexta pro sábado entre o êxtase e a esquisitice. Vamo que a noite promete!

Assisti à última apresentação da turnê Baleia de Lupe que reuniu dois integrantes da banda Baleia (Gabriel Vaz e Felipe Pacheco Ventura) e dois da Lupe de Lupe (Vitor Brauer e Jonathan Tadeu) para percorrer uma maratona de quase 30 shows por dezenas de cidades pelo Brasil tocando o repertório das duas bandas. Era inevitável que depois de tanto tempo convivendo e tocando juntos os quatros soldassem uma liga pessoal e musical que os transformou numa banda completamente nova, que além de dar uma energia intensa às canções do Baleia ainda corre o risco de fazer a banda carioca, parada desde 2019, voltar à ativa. A apresentação no Bar Alto foi filmada, o que deu tempo para o grupo respirar entre a enxurrada de canções e até fazer mais gracinhas que o normal, como quando ameaçaram – e começaram a tocar – “Sultans of Swing” dos Dire Straits entre “Frágua” (da Lupe) e “Tudo Falta, Você Sobra” (do Baleia), um dos grandes momentos do show.

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Chegou maio e essas são as atrações da curadoria de música do Centro da Terra no próximo mês. A temporada de segundas-feiras fica nas mãos do trumpetista Rômulo Alexis, que apresenta suas Cosmofonias, todo início de semana explorando fronteiras estéticas, performáticas e sonoras com dezenas de músicos convidados. A primeira delas, dia 6, chama-se Fenda e reúne seu duo Rádio Diáspora às performances de Ester Lopes e Belle Delmondes. Depois, no dia 13, ele reúne um encontro entre o trombone de To Bernado, as cordas e flauta de Gui Braz, a kalimba, voz e flauta de Salloma, o violino e voz de Izandra Machado, o clarinete e voz de Laura Santo, as percussões de Manoel Trindade e Lerito Rocha, o baixo acústico, voz e flauta de Lua Bernardo, a guitarra de Du Kiddy, a bateria de Henrique e o sax de Stefani Souza, além de sua própria participação numa noite batizada de Niogra Experimenta Arkestra. No dia 20, ele convida integrantes da produtora Leviatã para a curadoria de uma noite que contará com as participações de Edbras Brasil, Inès Terra, Thayná Oliveira, Sarine e Douglas Leal. A temporada encerra-se no dia 27, quando a Rádio Diáspora mais uma vez recebe convidados, desta vez o Ensemble Cachaça, formado por Allan Abbadia (trombone), Clara Bastos (baixo acústico), Paola Ribeiro (voz e berimbau) e Steafani Souza (sax). Pesado! A programação das terças começa com a volta de Kamau ao palco do Centro da Terra com a antologia T.E.R. (Tempo em Registro), quando virá acompanhado do cantor DCazz e do DJ Erick Jay, no dia 7. Dia 14 é a estreia do trabalho autoral da cantora e compositora sulmatogrosensse Nina Camillo, que vem acompanhada de Noa Stroeter (baixo), Vitor Arantes (piano) e Gabriel Bruce (bateria) e terá participação especial de Sophia Ardessore. No dia 21, os atores Sofia Botelho e Ernani Sanchez mostram seu lado no musical no espetáculo Eu, Marina, que celebra a obra de Marina Lima. E o mês se encerra no dia 28, quando o duo (i)miscível – Guilherme Marques (bateria/percussão) e Amilcar Rodrigues (trompete) – mostram Música para um Futuro Presente, que contará com um convidado especial que só será anunciado na semana do espetáculo. As apresentações começam sempre às 20h e os ingressos já estão à venda na bilheteria e pelo site do teatro.

#centrodaterra