
Tava com saudade do Franz Ferdinand? Pois o Lucio tá trazendo os escoceses de volta ao Brasil para uma única apresentação em seu Popload Gig que acontece no dia 14 de novembro, no Tokio Marine Hall em São Paulo. Faz seis anos que a banda de Alex Kapranos não toca no país e a apresentação paulistana será no meio da turnê que o grupo faz na América do Sul, que ainda terá datas em Lima (dia 7), Santiago (9), Buenos Aires (11), Bogotá (16) e Medellin (17). Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta-feira, ao meio-dia, pelo site da Ticketsforfun (com taxa) ou direto no Teatro Renault (sem taxa). Vamos?

Milton Nascimento aposentou-se dos palcos – mas felizmente só dos palcos! E não bastasse ter lançado músicas com Esperanza Spalding (que antecipam um álbum em dupla que contará com Lianne La Havas, Maria Gadú, Tim Bernardes e Lula Galvão), ele acaba de estrelar um Tiny Desk, a apresentação ao vivo intimista em estúdio produzida pela emissora norte-americana NPR, ao lado da contrabaixista e cantora norte-americana para divulgar seu disco novo que será lançado nessa sexta-feira, fazendo uma apresentação deslumbrante com um repertório que inclui clássicos como “Cais”, “Outubro”, “Saci (de Guinga e Paulo César Pinheiro)” e “When You Dream” (de Wayne Shorter e Edgy Lee) e ainda contou com participações especiais da própria Gadú e do violonista Guinga, . Ninguém segura esse Milton!
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De volta aos palcos em grande estilo, Soledad apresentou o espetáculo Desterros nesta terça-feira no Centro da Terra quando passeou por um repertório cearense que contemplava tanto a praia quanto o sertão, tanto clássicos quanto a contemporaneidade, acompanhada de uma banda afiadíssima, quase toda sua conterrânea, mesmo que por convivência: o baterista Xavier e o guitarrista e baixista Davi Serrano são do Ceará, enquanto a tecladista brasiliense Paola Lappicy tem raízes paraibanas, o guitarrista e baixista Allen Alencar é do Sergipe e o percussionista Clayton Martin vem da Moóca, mas como único não-cearense do grupo Cidadão Instigado, já tem dupla cidadania. Além destes subiram ao palco o guitarrista Fernando Catatau – que tocou uma música ao violão e as outras numa curiosíssima guitarra tenor canadense verde-limão – e a cantora Paula Tesser, também conterrâneos de Sol, que pinçou um repertório mágico para uma noite intensa, que passou por Mona Gadelha (“Cor de Sonho”), Clodo, Climério e Clésio (“Tiro Certeiro”), Amelinha (“Santo e Demônio”), Belchior (“Meu Cordial Brasileiro”), Fagner (“Postal do Amor”), Rodger Rogério (“Ponta do Lápis” e “Quando Você Me Pergunta”), Chico Anysio (“Dendalei”, do projeto Baiano e Os Novos Caetanos), Ednardo (“Beira Mar”, do clássico Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto Na Viagem), além de duas de Vitor Colares, seu cantor favorito, que encerraram a noite: “Vermelho Azulzim” numa versão emotiva e a canção “Jardim Suspenso”, que reuniu todos no palco. Foi lindo.
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Maior satisfação em receber mais uma vez no palco do Centro da Terra a querida Soledad, que volta a fazer shows depois de um tempo distante, debruçando-se na história e glória da música cearense das últimas décadas. Desterros, o espetáculo que ela apresenta nesta terça-feira no Centro da Terra espalha-se por gerações de músicos, intérpretes e compositores conterrâneos que remontam desde Patativa do Assaré, Belchior, Ednardo, Fausto Nilo e Amelinha a seus contemporâneos, muitos destes convidados desta apresentação. Além da banda que conta com Allen Alencar (guitarra e violão), Davi Serrano (guitarra e violão), Clayton Martin (percussão), Paola Lapiccy (teclados e piano), Xavier (bateria) e Klaus Sena, como técnico de som, a noite ainda terá a presença de Fernando Catatau, Julia Valiengo e Paula Tesser. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.
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O coletivo paulistano Gop Tun traz mais uma vez o produtor Jamie Xx para o Brasil – e agora mostra seu novo trabalho, In Waves, que está prestes a ser lançado. O coração eletrônico do grupo Xx já veio discotecar na Gop Tun no ano passado, só que desta vez vem para o país como parte da divulgação do novo disco, em uma turnê que também passará por Buenos Aires (dia 22 de outubro) e em Santiago (dia 23). As datas brasileiras vêm em seguida, quando o produtor primeiro apresenta-se no Ópera de Arame, em Curitiba (no dia 25 de outubro) e na Praça das Artes, em São Paulo (no dia 26). Os ingressos começarão a ser vendidos nesta quarta-feira, a partir do meio-dia, e a Gop Tun vai anunciar o link em suas redes sociasi. Fique de olho…

A temporada Eu Nem Tinha Nascido que o Gabriel Thomaz começou nesta segunda-feira no Centro da Terra veio com o gás todo – e ele trouxe os Autoramas para começar tudo com o pé na porta. A nova encarnação do grupo, que conta com o baterista Igor Sciallis, o baixista Jairo Fajer e a tecladista – que também toca castanholas – Luma Lumee fez essa temporada começar com o dedo na tomada, quando o grupo revisitou seu repertório clássico, incluindo músicas de seu disco de estreia que comemora aniversário de 25 anos neste 2024, como “Autodestruição”, “Ex-Amigo” e a irresistível “Catchy Chorus”. Esta última fechou a noite com o grupo chamando todo mundo pro palco, transformando tudo numa grande zona, mas – como o show todo – sem precisar sair de sua área-base, o rock para dançar! E antes de terminar o show, Gabriel anunciou a programação das próximas segundas-feiras, avisando que, na próxima, quando toca com seu projeto solo Multi-Homem, contará com as presenças de Tatá Aeroplano e BNegão! Como o próprio Gabriel sempre diz: rrrrrock!
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Volto de mais uma temporada candanga justamente para iniciar a celebração de um dos grandes heróis do cerrado no palco do Centro da Terra, quando o mestre Gabriel Thomaz assume sua temporada nas segundas-feiras de agosto fazendo uma verdadeira jornada em sua própria história. São quatro noites dedicadas a momentos diferentes de sua carreira. Na primeira segunda, dia 5, ele mostra a nova encarnação de seu grupo mais conhecido, o grupo Autoramas, que repassa seus grandes sucessos, inclusive festejando o aniversário de um quarto de século de seu primeiro disco, Stress, Depressão e Síndrome de Pânico. Na segunda noite, dia 12, ele mostra seu trabalho solo que assina como Multi-Homem para, na outra semana, dia 19, visitar o grupo que lhe colocou no mapa da música brasileira, quando repassa o repertório do mitológico Little Quail & The Mad Birds no ano em que o primeiro disco do trio comemora três décadas de existência. E como nem tudo é passado, Gabriel encerra a temporada no dia 26, quando mostra sua novidade deste ano, ao apresentar a versão infantil de sua banda principal, que batizou de Autoraminhas. Vai ser quente! E não custa lembrar que os espetáculos do Centro da Terra começam sempre pontualmente às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria e no site do teatro.
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E a Balaclava não tá pra brincadeira. Não bastasse ter trazido o King Krule e o Tortoise para o Brasil este ano e ter anunciado a vinda do grupo inglês Bar Italia e dos americanos Smashing Pumpkins agora no segundo semestre, o selo paulistano acaba de anunciar a edição 2024 de seu Balaclava Fest, que reúne Dinosaur Jr., Badbadnotgood, os ótimos Water from Your Eyes pela primeira vez no Brasil, Ana Frango Elétrico, a inglesa Nabihah Iqbal, o grupo paulistano Raça e a dupla mineira Paira, estas últimas do elenco da gravadora. É uma das melhores escalações das 14 edições do festival e acontece mais uma vez no Tokio Marine Hall no dia 10 de novembro – e os ingressos já estão à venda.

E entre rever parentes e compadres e ter alguns dias de descanso em Brasília, ainda calhou de estar na minha cidade ao mesmo tempo em que a querida Tulipa Ruiz – quando finalmente pude assistir a um show de seu Habilidades Extraordinárias, menos de um mês após a passagem do mestre Luiz Chagas, pai dela e de seu guitarrista quase univitelino Gustavo Ruiz. Pudemos conversar bastante sobre a ida do mestre, mentor, jornalista e guitarrista num papo em que ela comentou sobre as cartas do velho Chagas que revisitou nestes últimos dias e a lembrança sobre sua importância também como tradutor – algo que nunca pude conversar com o velho guru: são deles as traduções clássicas para Misto Quente do Bukowski, Lady Sings the Blues (a biografia de Billie Holiday), 13 de Pete Townsend e da primeira edição de Flashbacks, do Timothy Leary, só pra ficar nos livros lançados pela Brasiliense. O show em Brasília, que fez parte do encerramento do primeiro dia do Festival Coma, que ainda atravessa o próximo fim de semana, foi o segundo que os dois fizeram depois da ida do pai e ambos me falaram como o show anterior, em São Luís no Maranhão, os reenergizou positivamente, algo que Tulipa deixou claro ao revisitar o número mais clássico de seu pai, a gigantesca “Às Vezes”. Salve, meu!
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Tirei uns dias de descanso na minha cidade-natal, mas assistir a shows é trabalho e diversão ao mesmo tempo – além de ser motivo para finalmente visitar o novo Sesi Lab, unidade do Sesi que tomou o lugar do antigo Touring, em frente ao mitológico Conic, que recebe uma vez por mês artistas escolhidos pela curadoria da comadre Roberta Martinelli. Só o Sesi Lab – com sua exposição permanente de experimentos científicos que encanta adultos e crianças – já vale a visita, mas o show mensal também reúne um bom recorte da noite brasiliense e calhei de assistir a mais um show dos manos do Mombojó, segunda apresentação que vejo deles nesse ano, tocando o disco Carne de Caju, em que veneram o mestre Alceu Valença entre seus próprios hits. E o show em Brasília teve um gostinho pernambucandango a mais quando Felipe S. convidou Fabinho Trummer, o líder da clássica banda Eddie, que agora está morando em Brasília, para dividir os vocais na clássica “Coração Bobo”. Showzão.
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