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Show

O Primavera Sound São Paulo também divulgou os horários de suas apresentações, além de ter mexido no elenco por conta de problemas pessoais ou de saúde envolvendo algumas atrações confirmadas. saem Grimes, Puerto Candelaria e Twilight Sad para a entrada de Kelela, os queridos Filipe Catto e Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. Juntando isso aos escalados da tenda eletrônica (DJ Gabriel do Borel e Rebecca, Toccororo, Etcetera, DJ Playero, Vhoor, Carola, Hudson Mohawke, MC Carol, Mu540 e Urias, L_cio, Cherolainne, Hi Tech e DJ Mau Mau), a edição deste ano do Primavera a edição deste ano do Primavera subiu um degrauzinho…

Os horários seguem abaixo: Continue

E neste fim de semana teremos mais uma edição do festival indie promovido pela Balaclava Records. O selo paulistano reuniu mais artistas gringos que brasileiros desta vez, com elenco que conta com Whitney, American Football e Unknown Mortal Orchestra, entre outros. O evento acontece neste domingo a partir das 15h, no Tokio Marine Hall (ainda há ingressos à venda), e esses são os horários de suas apresentações. abaixo: Continue

Abrindo a Boca

Um imprevisto me fez perder o primeiro show do Inferninho Trabalho Sujo desta quinta-feira (désolé Laure), mas cheguei a tempo de ver a forte presença da novíssima banda Boca de Leoa, que conheci no meio do ano. O entrosamento entre as três instrumentistas – Nina na guitarra, Duda no baixo e Bee na bateria – faz a base perfeita para que a outra Duda, a vocalista, dominass o público com seu carisma , que lotou o Picles, para cantar juntos músicas que ainda nem foram gravadas. Uma apresentação forte de uma banda promissora, que deixa de engatinhar para dar seus primeiros passos – e já avisaram que o primeiro disco está vindo. Depois, eu e a Fran seguramos a pista até o final da noite, quente como nunca!

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Tá achando que tá quente? Nesta quinta-feira as coisas ficam ainda mais calorosas com a segunda edição do Inferninho Trabalho Sujo no mês de aniversário do Trabalho Sujo, quando recebemos duas atrações de peso no Picles: a noite começa com a francesa Laure Briard, que está em turnê pelo Brasil e desembarca nesta quinta em São Paulo, e segue com a banda de MPB-indie (ou seria indie-MPB) das minas do Boca de Leoa. A noite começa ás oito e até às nove ninguém paga pra entrar – e depois dos shows, eu e a Fran atiçamos o público enfileirando hits de diferentes épocas e gêneros com a única premissa: botar todo mundo pra dançar. O Picles fica no coração daquele canteiro de obras chamado Pinheiros, no número 1838 da Rua Cardeal Arcoverde. Vamos?

Não é a primeira vez que o Kevin Shields encontra-se com J Mascis no palco – suas respectivas bandas excursionaram juntas no auge de suas carreiras e o Shields já apresentou-se algumas vezes com a banda de Mascis –, mas a aparição do líder do My Bloody Valentine no terceiro dia da residência que o Dinosaur Jr. está fazendo na casa noturna Garage em Londres tem um quê de histórico. Mesmo porque ao subir no palco com seus velhos amigos, Shields não apenas tocou uma música de sua banda (“Thorn”) e outra da banda norte-americana (“Tarpit”), como se uniram para tocar uma versão de uma banda que talvez seja o vórtice original que enviesou as duas bandas do barulho rumo à doçura, o Cure. E escolheram justo aquela “Just Like Heaven” imortalizada pelo Dino Jr. nos anos 80, uma canção tão barulhenta quanto pop, marcando a primeira vez que os dois guitar heroes tocam juntos essa música, sente só aí embaixo: Continue

Transcendental o Anganga que Cadu Tenório e Juçara Marçal fizeram nesta terça-feira no Centro da Terra. Trazendo cânticos de trabalhadores escravizados que foram recuperados no início do século passado, os dois atualizaram melodias e versos seculares para a cacofonia do século 21, com Cadu disparando bases industriais para Juçara soltar sua voz de forma lírica e abstrata, conversando com a luz detalhista, por vezes quase impressionista e outras quase na penumbra, desenhada por Cristina Souto. Fisgando o público na veia, era possível ouvir um silêncio quase milenar, que parecia pairar sobre aquele ritual.

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Enorme satisfação de receber pela primeira vez a dupla formada por Juçara Marçal e Cadu Tenório, que apresentam sua obra Anganga nesta terça-feira no Centro da Terra. O espetáculo foi inspirado nos vissungos (cantos de trabalho) resgatados pelo linguista Aires da Mata Machado Filho nos anos 1920 em São João da Chapada, município de Diamantina em Minas Gerais, em 65 partituras publicadas no livro O Negro e o Garimpo em Minas Gerais. Essas partituras transformaram-se num disco chamado O Canto dos Escravos, gravado em 1982 por Clementina de Jesus, Geraldo Filme e tia Doca da Portela. São esses cantos que Juçara e Cadu revisitam desconstruindo-os eletronicamente em uma versão ainda mais pesada do que suas versões originais. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos disponíveis neste link.

Chan Marshall começou a colocar seu tributo a Bob Dylan em movimento. Depois de alguns teasers e muita expectativa, ela finalmente lançou o disco ao vivo Cat Power Sings Dylan. The 1966 Royal Albert Hall Concert na sexta passada, repassando o repertório que o mestre tocou num clássico show que tornou-se um de seus discos piratas mais famosos (mesmo não tendo sido gravado no Royal Albert Hall londrino que o batizava e sim no Free Trade Hall de Manchester). E agora começa a apresentar-se ao vivo, primeiro em programas de TV (com nessa participação que fez no programa de Jimmy Fallon tocando nada mais nada menos que “Like A Rolling Stone”) para depois, em fevereiro do ano que vem começar a rodar com o show nos palcos do mundo. Vou fazer duas apostas: ela vem com esse show para o Brasil e em algum momento de 2024 ela dividirá o palco com o próprio Dylan.

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Potência a três

Mais uma noite com Chicão no comando, desta vez pavimentando o caminho musical para dois velhos camaradas: Alzira E e Yantó, que além cantarem em dupla com o pianista dono das segundas-feiras de novembro no Centro da Terra, ainda entrelaçaram seus timbres e vocalises tão peculiares em alguns dos grandes momentos desta apresentação. Yantó, que foi produzido por Chicão em seus primeiros álbuns, chegou a dividir o piano com o mestre em algumas músicas, inclusive quando trouxe a cantora para um dueto em “Conversa Mole”, além de tocar “Offline” de Marcelo Segreto e “Chuva Acesa”, da própria Alzira, e mostrar-se um hábil e contido virtuose vocal. Ela por sua vez começou a noite com a novíssima “Filha da Mãe”, a maravilhosa “Tristeza Não” e a a imortal “Milágrimas”, além de refazer sua “Finalmente” com Chicão temperando a base com “I Want You (She’s So Heavy)” dos Beatles. Yantó e Alzira ainda dividiram “Itamar É” e “Voos Claros”, composta pelo irmão dela, Geraldo Espíndola, responsável por musicalizar a família. Foi lindo demais.

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E o Air acaba de anunciar que irá tocar seu clássico disco de estreia, Moon Safari, lançado há 25 anos, pela primeira vez ao vivo em uma série de shows pela Europa, passando por Gênova (dia 24 de fevereiro), Milão (25), Viena (27), Berlim (2 de março), Paris (7), Amsterdã (8) e Londres (24). A dupla formada por Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel também está para lançar uma versão remasterizada do disco em Dolby Atmos exclusiva para o serviço de streaming da Apple na próxima sexta-feira. Um dia antes, na quinta 16, começam as vendas de ingressos para os shows a partir do site da banda. A dupla também preparou uma playlist chamada Deck Safari, com músicas que influenciaram a criação de seu primeiro disco – incluindo Velvet Underground, Money Mark, Supergrass, Harry Nisson, Pharcyde, David Bowie, Beck, Minnie Ripperton, Jean-Jacques Perrey, Cure, Beastie Boys e muito mais – que dá pra ser ouvida abaixo: Continue