
Clara Castro e Nathan Itaborahy fizeram bonito ao misturar suas carreiras solo num mesmo espetáculo nesta terça-feira no Centro da Terra, quando, acompanhados pelos músicos Lucas Gonçalves e Douglas Poerner visitaram diferentes fases de suas respectivas carreiras, além de apontar as novas composições que devem se materializar nos novos discos de cada um ainda no próximo semestre. Apenas o baixista Douglas Poerner manteve-se em seu instrumento e os outros músicos revezaram-se pelo palco a cada nova fase do show: os dois começaram mostrando músicas de Nathan, com este na guitarra, Clara ao violão e Lucas na bateria. Clara ainda passou pela flauta e pela bateria (sempre fazendo vocais) até assumir suas canções, quando Lucas foi para a guitarra e Nathan para a bateria. Entre o rock, o funk e a MPB, com algumas doses de jazz, música caipira e blues, os dois esbanjaram carisma em canções por vezes melancólicas mas em sua maioria ensolaradas – e ainda contaram com a participação da poeta e MC Laura Conceição em uma das faixas. Agora é colocar os dois shows – e discos! – na rua!
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E encerrando a safra de apresentações musicais deste junho no Centro da Terra, temos uma atração dupla nesta última terça-feira do mês, quando o casal de Juiz de Fora Clara Castro e Nathan Itaborahy juntam-se para realizar um mesmo espetáculo, contemplando as carreiras individuais de cada um. Ela começa a mostrar seu álbum Perambule (com produção do próprio Nathan) e previsto para ser lançado no próximo mês de agosto enquanto ele mostra o groove de sua sonoridade solo, também aos poucos mostrando o início de um novo trabalho. A dupla mineira é acompanhada pelos músicos Lucas Gonçalves (guitarra, bateria e voz) e Douglas Poerner (baixo e cavaquinho) e a apresentação ainda contará com a presença de Laura Conceição, MC e poeta da cidade dos dois. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.
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Desfrute este momento: domingo passado Alanis Morissette convidou sua filha Onyx para o palco da Bridgestone Arena, na cidade norte-americana de Nashville, por onde passava a turnê que está fazendo em conjunto com a Joan Jett, e depois de fazer o público cantar parabéns para a menina (era seu aniversário), colocou-a no centro das atenções para cantar seu grande hit “Ironic”. Vê-la cantando com tanta força não só nos dá mais esperança sobre as novas gerações, como derreteu o coração da cantora canadense em público, para delírio de todos. Depois ela publcaria em seu Instagram: “O momento raivoso da garota do aniversário 💫✨ cantando ‘Ironic’ juntas 😭😭😭😭😭😭😭😭🎂🥹🥹🥹🥹 Te amo tanto Onyx, você é minha filha dos sonhos”. Haja amor.
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Para encerrar sua autoproclamada Temporada do Medo no Centro da Terra, a dupla Test praticamente não esteve no palco na última segunda-feira do mês, quando em vez de encarar mais uma vez o público em outra versão deformada de seu Disco Normal, preferiu chamar dois trios formmados de baixo, vocal e bateria para encarnarem o Test Fantasma. A única aparição física do guitarrista João foi no início da apresentação, quando subiu pelo alçapão do teatro para o palco, ainda com as luzes acesas, para logo em seguida assumir a iluminação da noite, enquanto seus convidados iam chegando pouco a pouco, começando por Sarine, que pilotava uma das baterias, seguido por Berna, que assumiu o baixo elétrico um pouco antes de Flavio Lazzarini assumir a segunda bateria e Alex Dias erguer seu contrabaixo acústico, tocando as mesmíssimas músicas que o Test tocou nas três noites anteriores, só que com novos arranjos, igualmente extremos. Logo depois os dois vocalistas da noite – Tomás Moreira e Chris Justino – começaram a urrar as letras das canções, fazendo a apresentação ganhar camadas de improviso e ruído que ficaram em algum lugar entre a formação da apresentação anterior – que já teve muita interferência eletrônica, desta vez capitaneada por Berna, Sarine e Flavio – e o épico formato Test Big Band, em que o grupo ultrapassa a dezena de cabeças no palco. O baterista Barata, por sua vez, assistiu à toda apresentação em uma das poltronas do teatro e só subiu ao palco depois que a noite terminou, quando foi cumprimentar os músicos convidados, provando que a banda pode existir sem mesmo ter a presença de seus dois integrantes. Um fecho brilhante para uma temporada intensa.
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E ele vem mesmo! Depois de muito fazer charme anunciando datas na América do Sul, no México e na Europa como parte da versão 2024 de sua Got Back Tour, Paul McCartney finalmente anuncia os shows deste ano no Brasil, em outubro: no dia 15 toca em São Paulo (como parte das comemorações de 10 anos do novo patrocinador do estádio do Palmeiras, que o recebeu pela primeira vez há dez anos) e no dia 19 toca pela primeira vez em Florianópolis, no Estádio da Ressacada – e os ingressos começam a ser vendidos nesta terça-feira mesmo. “Terminar 2023 no Brasil foi uma experiência incrível”, disse o eterno beatle ao anunciar as novas datas. “O calor e amor que vocês nos mostraram foi inacreditável, sabíamos que tínhamos que voltar e vê-los de novo. Vocês sabem como fazer uma festa e se acabar e estamos muito animados de voltar esse ano: ‘o pai tá on!'” e a infame última frase foi escrita em português. E não duvide nada se ele anunciar ainda mais datas no Brasil nos próximos dias…

Sexta passada, Bob Dylan deu início ao festival em movimento pelos EUA Outlaw Music, turnê que também traz shows de Willie Nelson (que, por motivos de saúde, não pode comparecer aos shows de abertura) e do ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant – ressuscitando sua parceria com a cantora Alisson Krauss -, além de nomes mais novos (como John Mellencamp e as cantoras Brittney Spencer e Celisse, que tocam em diferentes datas da turnê de trinta datas). As primeiras apresentações ocorreram na cidade de Alpharetta, no estado da Georgia, e Dylan surpreendeu todos ao mudar radicalmente seu repertório: não houve nenhuma música de seu disco mais recente, Rough And Rowdy Ways, e em vez disso preferiu tocar músicas da década de 50 que o inspiraram, fazendo versões para músicas Willie Dixon (“My Babe”), Chuck Berry (“Little Queenie”), dos Fleetwoods (“Mr. Blue”), Hank Williams (“Cold, Cold Heart”) e Sanford Clark (“The Fool”), que nunca havia tocado ao vivo em sua vida. Da própria lavra, preferiu priorizar seu disco de 2012, Tempest, ao tocar “Early Roman Kings”, “Long and Wasted Years”, “Pay in Blood” e “Scarlet Town” (e colocando camisetas da turnê deste disco à venda no dia do show) e ainda puxou “Beyond Here Lies Nothin'”, faixa de abertura de seu disco de 2009, Together Through Life. As únicas faixas próprias do século passado foram “Simple Twist Of Fate” (de 1975), “Under The Red Sky” (de 1990) e “Things Have Changed”, gravada para a trilha sonora do filme Garotos Incríveis, de Curtis Hanson, lançado no ano 2000. Como na turnê que vinha fazendo do disco anterior, Dylan tocou mais piano e gaita do que guitarra e ao ser realizado no formato festival, permitiu que fãs registrassem em vídeo as apresentações (praticamente impossível anteriormente, menos por restrições ao público e mais por tocar na penumbra). Ele também trouxe mudanças na formação da banda, ao chamar o guitarrista Donnie Herron, que não tocava em sua banda há quase 20 anos, e o baterista Jim Keltner, que o acompanhou em sua fase gospel, no século passado. Mesmo octagenário, o velho não para de mudar – e fica aquele fiapo de esperança que ele possa vir ao Brasil em um futuro próximo.
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E a Luiza Lian que acaba de anunciar a primeira turnê pela Europa que começa na semana que vem? São sete datas em cinco países, sendo que em duas delas faz participação no show do Bixiga 70 em Paris. Ela começa por Nantes, na França (dia 27), depois passa por Londres (30), tem as duas datas em Paris com o Bixiga (8 e 9 de julho), depois em Barcelona (10) e Madri (11) para depois voltar em agosto, quando passa por Berlim (18) e finalmente Lisboa (31). E não duvide se outras datas pintarem…

Kendrick Lamar abalou as estruturas do hip hop nesta quarta-feira, ao apresentar o show The Pop Out: Ken and Friends no The Forum, em Los Angeles. A apresentação foi uma celebração à Califórnia, mais especificamente ao rap de Los Angeles, quando contou com a participação de ícones da história do gênero misturando-se com sua própria biografia, visitando quase todos seus discos e com aparições surpresas de nomes como seu supergrupo Black Hippy (chamando os integrantes originais Ab-Soul, Jay Rock e ScHoolboy Q para o palco) e ninguém menos que Dr. Dre, que trouxe dois de seus clássicos, “Still D.R.E.” e “California Love”. Ele reuniu todos os compadres – inclusive os líderes das gangues historicamente rivais da área, Bloods e Crips – para uma foto histórica: “Isso tudo tá me deixando emotivo, estamso na merda desde que Nipsey (Hussle, rapper morto em 2019) morreu, desde que Kobe (Bryant, jogador de basquete, morto em 2020) morreu”, bradou o rapper, “isso é o melhor moemnto dessa unidade, perdemos muitos manos nessa vida de música, nessa vida de rua, por isso para todos que estão no palco, isso tudo é especial.” E como a celebração da união angelena não fosse o suficiente, Kendrick aproveitou a oportunidade para firmar os pregos que faltavam no caixão de Drake, ao cantar as músicas que fez destruindo o rapper e encerrar com a última delas, “Not Like Us”, cantada cinco vezes seguidas no final da apresentação, com o público assumindo o vocal aos berros. O show inteiro ainda tá no YouTube, corre pra ver antes que tirem!
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Tá de parabéns nosso compadre Fábio Massari! Ele não só completa este anos seis décadas dedicadas aos bons sons, como faz isso em grande estilo, celebrando seu aniversário de 60 anos com o primeiro Massarifest – festival de um dia, com apenas três bandas (pra que mais?), reunindo nada mais nada menos que os reis do noise japonês Acid Mothers Temple, os pais do math rock Patife Band e a banda pioneira do punk rock no nordeste Devotos em uma apresentação que já nasce histórica. Os três shows acontecem na sexta-feira, dia 20 de setembro (o exato dia do aniversário do reverendo), no Fabrique e os ingressos já estão à venda! Vai ser pesado! E tomara que não seja o único – imagina um desses por ano? Afinal, jornalismo musical também se faz como curadoria, bem sabemos.

Bem bonita a apresentação que Paulo Ohana fez nesta terça-feira no Centro da Terra, antecipando o disco Língua na Orelha, que será lançado no fim deste mês ao tocar pela primeira vez com a banda com a qual gravou o disco: Bianca Godoi (bateria), Ivan “Boi” Gomes (baixo) e Ivan Santarém (guitarra), infelizmente desfalcada do saxofonista e flautista Fernando Sagawa, que não pode comparecer. Além de músicas do seu disco anterior – O Que Aprendi com os Homens -, ele mostrou a íntegra do disco ainda inédito e contou com a participação do cantor e compósitor Gabriel Milliet, que participou da apresentação pilotando um sintetizador e, primeiro só os dois e depois com a banda, passaram por “Grande Hotel São João”, do próprio Milliet, e pela bela “Ojos de Video Tape”, do excelente Clics Modernos do argentino Charly Garcia.
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