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Corri dali pro Porta Maldita, mas não consegui assistir ao show das catarinenses Dirty Grills, mas pelo menos cheguei a tempo de ver o Orange Disaster, a banda do Carlão Freitas – que também toca comigo no Como Assim? – mais difícil de fazer shows pois seu baterista, Davi Rodriguez, não está morando no Brasil. Foi o primeiro show do grupo que vi, com Carlão fazendo as vezes de guitarra e baixo mesmo tocando só guitarra, enquanto o outro guitarrista, Vini F., se joga no noise, mas sem nunca perder a base musical do quarteto, enfiando um blues elétrico na sua cara a poucos centímetros de cair no caos sonoro dos Stooges, matendo a tensão necessária pra manter a paisagem sonora ideal para o vocalista J.C. Magalhães agir como um pregador apocalíptico, de chapéu, óculos e dedo em riste, hipnotizando o pequeno público que encheu o Porta Maldita.
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O cearense Mateus Fazeno Rock sentiu o peso da responsabilidade na apresentação que fez nesta quinta-feira na Casa Natura Musical. Reunindo um time de peso para mostrar seu Jesus Ñ Voltará, um dos grandes discos do ano passado, em grande estilo, ele quase escorregou na saída e bambeou quando um problema técnico o fez parar a apresentação para recomeçar do zero. Podia ter atropelado o erro e seguido em frente, mas sabendo da importância da apresentação, preferiu fechar as cortinas e voltar com tudo – invertendo inclusive o repertório para não simplesmente repetir a abertura original. E nestes momentos que você percebe a grandeza de um artista. Visivelmente nervoso na abertura que deu errado, ele voltou com sangue nos olhos e crescia a cada nova música – e a cada novo convidado. E que time: Fernando Catatau, Don L, Jup do Bairro, Brisa Flow e Mumutante, todos eles entrando no universo dramático do autor da noite, mesmo quando cantavam músicas próprias. A vocalista Mumutante era mais que participação especial e esteve durante todo o show com o grupo de Mateus (que ainda conta com os excelentes dançarinos Larissa Ribeiro e Raffa Tomaz e o DJ Viúva Negra), funcionando como segunda voz e calçando perfeitamente com o domínio que Mateus ia tendo do palco, seja só rimando ou tocando guitarra ou violão. E ele segue vindo…
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Você sabia que o Centro da Terra agora tem uma curadoria de cinema? Pois fui assistir a um dos filmes pautados pela Chica Mendonça, a curadora das quartas-feiras, pois teria uma surpresa musical ao final. O documentário A Música Natureza de Léa Freire, de Lucas Weglinski, está entrando em circuito comercial e teve sua pré-estreia no nosso teatro num dia que muita gente ficou pra fora, pois a protagonista do documentário, compositora, arranjadora e musicista histórica que felizmente está tendo sua importância resgatada recentemente, estava presente na sessão. E não apenas na plateia, ao final da exibição, Lea Freire subiu ao palco do teatro primeiro tocando piano ao lado do baixista Fernando Brandt, mas logo passou para seu instrumento do coração, a flauta transversal, quando convidou o mestre Filó Machado para dividir o palco com os dois. O violonista foi um dos primeiros parceiros de Lea, que transita entre a música erudita, a bossa nova e o choro e transpõe barreiras entre gêneros musicais com uma leveza e graça impressionantes – e vê-la ao lado de Filó, que comemorou os 50 anos da parceria, logo após assistir a um filme que, entre outras coisas, celebrava aquele encontro foi emocionante. Então já anota aí na agenda que toda quarta-feira tem filme lá no Centro da Terra – e algumas vezes podem vir boas surpresas como a desta quarta à noite…
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Agora já pode contar: vamos comemorar um ano de Inferninho Trabalho Sujo em grande estilo na semana que vem, trazendo ninguém menos que os grandes Boogarins, que armam mais um ritual de cura e libertação na próxima quinta, dia 25, no palco da noite que incinera corações e quadris com a fina flor da melhor música produzida no Brasil hoje, epicentro do caos em Pinheiros que também está fazendo aniversário — seis anos de Picles! E depois dos goianos, eu e Fran assumimos mais uma vez a madrugada, desfilando hits e fazendo todo mundo dançar. Os ingressos já estão à venda! Viva o Inferninho Trabalho Sujo e viva o Picles — e essa é só a primeira novidade deste primeiro aniversário. Outras virão! Queima!

Outro golaço da Balaclava! Depois de trazer o Tortoise pra tocar no Cine Joia, a gravadora indie paulistana subiu ainda mais o sarrafo ao anunciar duas datas dos Smashing Pumpkins no Brasil em novembro! O grupo liderado por Billy Corgan vem passando por uma fase de reabilitação, já tinha avisado que viria a Buenos Aires e a turnê The World is a Vampire joga luz em parte do repertório clássico da banda, com os sucessos dos anos 90, além de fazer com dois integrantes da formação original, o guitarrista James Iha e o baterista Jimmy Chamberlin. Os shows acontecem em Brasília (dia 1° de novembro, no Nilson Nelson) e em São Paulo (dia 3, no Espaço das Américas) e os ingressos começam a ser vendidos em breve – os de São Paulo começam a ser vendidos ainda esta semana, no dia 19, e os de Brasília ainda terão sua data anunciada. Resta saber se são os dois únicos shows da banda no Brasil e se haverá alguma atração de abertura nos dois shows… Quem você sugeriria para abrir para os Pumpkins? Continue

Bem bonito o espetáculo Des Chimères que Grisa e João Viegas apresentaram nesta terça-feira, no Centro da Terra. Os dois começaram os shows sozinhos, mostrando algumas músicas que compuseram juntos e outras composições de suas carreiras solo – ambos tocando teclados e guitarras (em algumas músicas), enquanto ela também tocava theremin e ele tocava o piano da casa. O clima etéreo expandiu aquela calma tensa que ia para além da canção francesa, uma das inspirações da parceria, invadindo a eletrônica e o trip hop, deixando o clima ainda mais jazzy ao contar com as presenças de Bruno Mamede no contrabaixo acústico (e também no sax) e Brandon Farmer na bateria, num show que, mesmo com clima experimental, está prontinho para navegar por outros palcos por aí…
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Maior satisfação receber o encontro inédito entre Grisa e João Viegas, dois artistas em ascensão cujos diferentes trabalhos encontraram-se na paixão dos dois pela música brasileira, pelo jazz e pela canção francesa. A multiinstrumentista Grisa, que já trabalhou na Philharmonie de Paris e no Acoustic and Audio Group of The University of Edinburgh, está prestes a lançar seu primeiro disco solo, chmaado Espelho ou Geografia de Lugar Nenhum, enquanto João Viegas, que toca nas bandas indie Ombu e Raça, começou seu trabalho solo tocando beats eletrônicos – começaram a trabalhar juntos e estão lançando um primeiro single, que batiza o encontro que fazem ao vivo nesta terça-feira no Centro da Terra. misturando timbres acústicos e eletrônicos enquanto descrevem cenários sonoros surrealistas a partir de canções de seus trabalhos solo e criadas a partir desta parceria. O espetáculo Des Chimères começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.
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A primeira noite da temporada BNegron Convida, que o rapper BNegão está fazendo às segundas-feiras de julho no Centro da Terra nos apresentou ao trio carioca Dissantes, em sua primeira aparição em São Paulo. Formado pelos MCs Gilber T e Homobono (este último velho conhecido do anfitrião desde os tempos em que liderava os antigos Kamundjangos, que depois tornaram-se Los Djangos) e pelo produtor Feres disparando bases e tocando synths, o grupo surgiu durante a pandemia como uma resposta ao clima apocalíptico que vivíamos – e de alguma forma ainda vivemos – naquele período. Vestidos de trajes de segurança hospitalar e rimando letras sobre o presente pesadelo que nos assombra, o trio ainda contou com a participação de Bernardo no single latino que lançaram juntos, “Sangre de Barrio”, além de assumir as guitarras no último número da noite, com uma mistura de gêneros que deu a tônica das atrações que virão durante a temporada.
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Quem toma conta das segundas de julho no Centro da Terra é o mestre e compadre BNegão que aproveitou a deixa para convidar três artistas que ele vem acompanhando há um tempo na temporada BNegron Convida. Na primeira segunda-feira, dia 15, ele recebe o trio carioca Disstantes, fazendo sua primeira apresentação em São Paulo. Misturando linhas eletrônicas e sintetizadores como bases para o canto falado, o trio formado por Gilber T, Homobono e Feres lançou um single com a participação do anfitrião e se autodenomia um grupo de kraut-rap! No dia 22, Bernardo recebe o baiano Freelion, pseudônimo atual do produtor e multiinstrumentista Sandro Mascarenhas, que já tocou com artistas como Afrocidade, Majur e Léo Santana, e agora mistura pagodão baiano, música latina e reggae neste projeto que existe desde 2018. A temporada termina dia 29 com a presença de Dabliueme, produtor e poeta que mescla jazz, rap e raggamuffin com samples de músicas brasileiras de todas as épocas. BNegão estará em todos os espetáculos, que começam pontualmente às 20h e cujos ingressos podem ser comprados na bilheteria ou no site do Centro da Terra.
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