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Todo mundo falando da volta do Oasis tocando músicas velhas, mas a principal banda do britpop segue em atividade e começou a mostrar músicas novas nos shows mais recentes. Na semana passada, ao tocar em um festival em Helsinque, na Finlândia, o Pulp pela primeira vez ao vivo mostrou uma música que compôs com o ex-integrante Richard Hawley em 2022, que inclusive subiu no palco com a banda para tocar “A Sunset”. Foi só a primeira das novidades. Depois de mais de 12 anos sem tocar na América do Norte, o grupo começou sua turnê no continente e aos poucos vem mostrando mais músicas novas: no domingo, em Chicago, nos EUA, mostrou uma música chamada “Spike Island” e na terça, em Toronto, no Canadá, apresentou mais outra inédita, esta “My Sex”. Assista às novas músicas abaixo: Continue

Foi bonito ver o grupo cearense Jonnata Doll e seus Garotos Solventes finalmente deixar a sombra do passado recente de lado para começar uma nova fase nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando apresentaram o espetáculo A Próxima Parada composto quase integralmente por canções inéditas. Como todos os artistas, o grupo demorou para sair do período pandêmico e ainda sentiu a perda do amigo Felipe Maia, baterista da banda que partiu há um ano, o que tornou ainda mais complicado retornar às atividades. Mas com Clayton Martin – o maior cearense da Mooca, único paulistano do grupo Cidadão Instigado – assumindo as baquetas, o grupo aos poucos começou a voltar a fazer shows, mas ainda não tinha mostrado nenhum material novo ao vivo, o que finalmente aconteceu nesta apresentação, que ainda contou com a participação da cantora Yma, que participou ao lado da banda cearense do primeiro volume do projeto Colab que o selo Risco criou para reunir dois artistas distintos numa residência em estúdio – e reza a lenda, que o projeto, no forno há anos, finalmente sai esse ano. Yma entrou completamente no clima da noite, mais pós-punk do que nunca. A química entre o novo baterista e o baixista Joaquim Loro Sujo é típica das bandas inglesas da virada dos anos 70 para os 80, quando ondas de grooves retos encontravam o pulso metronômico e minimalista de uma bateria quase eletrônica, temperada pelo esperto uso dos pratos que Clayton traz de sua bagagem de rock clássico. Escondido quase como uma arma secreta, Edson Van Gogh tornou-se o guitarrista que queria ser quando era adolescente: andrógino, sério e fazendo vocais discretos e observando tudo como se estivesse à parte, ele usa seu instrumento como uma batuta elétrica, regendo o grupo entre jorros de ruído, ecos hipnóticos, marcações grooveadas e uma aura hipnótica. À frente da banda, esta força da natureza chamada Jonnata Doll derruba quilos de cores e glitter na máquina pós-punk que são os Garotos Solventes, puxando sua banda como uma mistura de Mick Jagger com Marc Bolan e Jerry Lewis, professor aloprado do glam rock que brilha tanto quando usa seu corpo como instrumento musical em performances individualíssimas quanto como um Jonathan Richamn poseur, quase uma contradição, quando toca sua guitarra. A seu lado, Yma deixou seu brilho natural e espertamente preferiu ficar de coadjuvante, deixando o holofote brilhar mais em Doll, esse Iggy Pop cearense, mesmo ao dividir vocais e o protagonismo com ele – que certamente foram alguns dos melhores momentos do show, a ponto do próprio Jonnata reforçar, no fim do show, fora do palco, que quer compor ainda mais músicas com a cantora para seu próximo disco. Bota na sua cabeça que isso aí vai render…

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Quem sobe ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira é a banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes, que começa a mostrar o material que fará parte de seu próximo álbum, que ainda será gravada. O grupo ainda aproveitará para mostrar o material que gravaram para o projeto Colab do selo Risco em que foram produziram canções, ainda inéditas, ao lado da cantora Yma, que também participará do show. O espetáculo A Próxima Parada mostra os rumos futuros do grup num espetáculo inédito, que começa pontualmente às 20h e ainda tem ingressos à venda pela bilheteria ou pelo site do Centro da Terra.

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Essa dupla…

Depois corri pro Bona pra conseguir assistir à Sophia Chablau ao lado de seu novo chapa, o baiano Felipe Vaqueiro, vocalista dos Tangolo Mangos, em apresentação apenas com vozes e guitarras. Ela abriu a noite sozinha, cantando músicas próprias como “Hello” e “Baby Míssil”, além de músicas novas, como “Venha Comigo”, recém-gravada por Dora Morelenbaum, antes de chamar Vaqueiro para o palco, quando os dois dividiram algumas músicas, como “Quem Vai Apagar a Luz?” e “Grilos” de Erasmo Carlos. Depois foi a vez do guitarrista ficar sozinho no palco, quando visitou algumas músicas próprias, entre inéditas e algumas de sua sua banda, como “Hipóteses, Telhas, Pandas, Ovelhas”, e depois chamou Sophia de volta para repassarem mais músicas, entre elas a primeira composição dos dois, mostrando que a química entre os dois pode evoluir para além destas apresentações ao vivo. A noite terminou com os dois tocando músicas de seus respectivos grupos, começando por “Segredo” e terminando com a bela “Pocas”. Muito astral.

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De tirar o fôlego

Acompanhada apenas do violão erudito do músico Luca Frazão, a cantora e compositora Loreta Colucci tirou o fôlego do público na segunda noite da temporada do grupo Gole Seco está fazendo no Centro da Terra. Revendo as músicas de seu primeiro disco, Antes Que Eu Caia, em arranjos ao mesmo tempo simples, diretos e rebuscados, ela hipnotizou o público com sua voz magnética e seu inevitável carisma, passeando não apenas por suas próprias composições, mas também de outros autores, como “Mechita” de Manuel Raygada Ballesteros (via Sílvia Pérez Cruz) e “Gostoso Veneno”, imortalizada por Alcione. No meio da apresentação, suas companheiras de Gole Seco Niwa, Giu de Castro e Nathalie Alvim, subiram ao palco para primeiro cantar primeiro sozinhas “Pega Que é Teu” do disco que o grupo lançou ano passado e depois, acompanhadas de Luca, “Derramou”, de Alessandra Leão, em primoroso arrannjo vocal. Foi bem bonito.

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Não tinha visto essa: no dia 27 de julho de 2022, a Billie Eilish foi convidada para participar de um show tributo a Frank Sinatra e Peggy Lee que aconteceu no Hollywood Bowl e, acompanhada pela Count Basie Orthestra, ela cantou uma versão fodona para a clássica “Fever” emendando uma versão para “Is That All There Is” com ninguém menos que Debbie Harry. Sente o drama: Continue

Como de praxe, Bob Dylan vem mexendo no setlist de sua atual turnê ao seu bel prazer, mas está aproveitando para desenterrar músicas que não tocava faz tempo. Na primeira noite da última etapa da Outlaw Festival Tour, que aconteceu neste sábado, o maestro não só desenterrou a ancestral “Silvio”, gravada em 1988 e tocada ao vivo pela última vez vinte anos atrás, como ressuscitou um clássico da maioria de seus shows que não era tocado desde 2019, “It Ain’t Me Babe”. Assista às duas abaixo: Continue

A maior edição do Inferninho Trabalho Sujo, que aconteceu nesta quinta-feira, também foi uma experiência auditiva. Se nas outras edições privilegiávamos o calor humano de um espaço pequeno em que bandas poderiam aquecer ainda mais a noite com o volume de seu som, desta vez trazendo para o palco de pé direito alto da Casa Rockambole optamos por uma edição celestial em que a sensibilidade e a delicadeza estivessem em primeiro plano, sem que isso diminuísse a temperatura da noite. E o crescendo musical e energético que começou com voz e violão e acabou com uma banda de rock fez o público subir a expectativa cada vez a cada nova apresentação, devidamente saciada após cada um dos shows.

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A primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo de setembro é das grandes! Vamos reunir cinco shows na próxima quinta-feira, dia 5, na Casa Rockambole. Quem abre a noite é a novata paulistana Luiza Villa, mostrando suas primeiras composições solo, seguida do encontro das cantoras sergipana e mineira Tori e Júlia Guedes, misturando os próprios repertórios. Depois é a vez de Marina Nemesio mostrar as músicas que farão parte de seu primeiro disco solo. E ainda temos a banda baiana Tangolo Mangos encerrando uma extensa turnê que fizeram pelo Brasil no útlimo mês, antes da atração que fecha a noite, quando Sessa sobe ao palco para mostrar as músicas de seu disco mais recente, depois de fazer uma turnê pela Europa. Entre os shows, duas duplas discotecam: primeiro Lina Andreosi e Clara Bright e depois eu e a Francesca Ribeiro, deixando a noite ainda mais quente e fluida. A Casa Rockambole fica na Rua Belmiro Braga, 119, em Pinheiros, os shows começam a partir das 19h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Ao lançar um dos melhores discos de 2024 num espaço pequeno como o Auditório do Sesc Pinheiros, nesta quarta-feira, Thiago França sublinhou que seu novo disco (trinta e quantos?) é reservado para audições menores e mais intimistas, mas sem isso se confunda com mais leve ou mais delicado. Logicamente que há momentos de sutileza e sentimento, mas o forte da apresentação tinha peso, força e intensidade, especificamente por Thiago ter escolhido o formato de trio de jazz para conduzir o repertório da vez. E ao lado dos velhos comparsas Welington “Pimpa” Moreira e Marcelo Cabral, ele aproveitou para explorar todos o espectro possível daquela formação em cima dos temas registrados no novo disco. Uns deles (como “Luango” ou a faixa-título do disco, “Canhoto de Pé”) são velhos conhecidos de quem acompanha o trabalho do saxofonista e pontos de partidas para verdadeiras tours-de-force instrumentais, seja coletivamente ou em hipnóticos momentos solo. Mas no terço final do show, Thiago expandiu ainda mais sua paleta sonora, ao começar pelo “Bolero do Desterro”, faixa do segundo disco de seu projeto Sambanzo, que transformou-se num momento solo em que Pimpa e Cabral o deixaram só no palco, quando mostrou o motocontínuo de sua respiração circular, antes de receber Juçara Marçal para a versão dilaceradora que os dois registraram no novo disco de Thiago, quando visitaram, sax e voz, a preciosa “Dor Elegante”, de Itamar Assumpção. Aproveitando a presença de Juçara, encerrou o show com uma mistura (ou “um remix analógico e orgânico”, como ele mesmo brincou) de “Fear of the Bate Bola” do disco da vez com “Bará” que Juçara compôs quando o grupo Metá Metá foi convidado para fazer a trilha sonora de um espetáculo do grupo Corpo. O público pediu bis e Thiago encerrou a noite com a imortal “Cabecinha no Ombro”, de Paulo Borges, tocando sozinho e pedindo pro público cantar o eterno acalanto junto com seu sax. Que noite!

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