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Não contem com Max e Iggor Cavalera na despedida do Sepultura

Os irmãos fundadores do maior fenômeno brasileiro da música pesada não irão participar da cerimônia de adeus que o Sepultura vem conduzindo desde 2024. Iggor e Max Cavalera já tinham dito não desde que começaram a ventilar a possibilidade do grupo realizar um último grande ato antes de encerrar suas atividades. A despedida do clássico grupo de metal coincidiu com o período que a banda dos irmãos que fundaram a banda – o Cavalera Conspiracy – começou a revisitar os discos que gravaram quando ainda estavam na banda (os álbuns que a tornaram um fenômeno que mudou a história do metal), seja em discos regravados ou turnês comemorativas e numa entrevista à revista Metal Injection, em 2024, Max atestou que “não vejo razões para voltar ao Sepultura, porque sei que seria mais estresse e coisas que prefiro não ter mais na minha vida, além de acho que nós tocando ao vivo, com o Travis e Igor Amadeus (outros integrantes do Conspiracy, o último filho do Max) é muito foda porque nos conecta com uma geração mais nova”, explicou o ex-guitarrista e vocalista da banda. “Eu não vejo motivos pra uma reunião, ainda mais agora que eles vão parar. A banda acabou e eu e Iggor vamos fazer o que quisermos com o Cavalera Conspiracy, que é o Sepultura de verdade.” Mas como a turnê de despedida do grupo está chegando ao fim, a boataria sobre os irmãos voltou a aparecer, até ser negada há pouco, em entrevista ao site Metal Hammer, pelo próprio guitarrista Andreas Kisser. “Nós convidamos os irmaos Cavalera, eu falei pessoalmente com Iggor numa ligação há alguns meses e começamos alguma comunicação. Até os nossos agentes começaram a conversar inclusive, mas eles não querem fazer parte disso. E tudo bem. É uma escolha.”

O Chaos dos Cavalera

Muito bom reencontrar os irmãos Cavalera canalizando a energia que, triinta anos atrás, mudou a história da música pesada antes do show do Massive Attack na quinta passada. Muitos questionaram o fato do próprio grupo inglês ter escolhido Max e Iggor Cavalera para abrir sua única apresentação em São Paulo, mas como viu-se no show do Massive Attack logo em seguida, o impacto do volume alto – cossanguíneo do metal dos irmãos mineiros – foi uma das tônicas da noite. Acompanhados de Igor Amadeus (o filho de Max cujo batimento cardíaco ainda no útero abre o disco homenageado no show, o fundamental Chaos A.D., de 1993) no baixo e Travis Stone na guitarra solo, os Cavalera mostraram porque são uma instituição do metal mundial – e, como disse ao início, é bom revê-los juntos fazendo o que sabem melhor: Iggor descendo o braço metronomicamente como um dos maiores bateristas do gênero e Max transbordando carisma gritado, incendiando o público com um vocal absurdamente intacto, em seus clássicos “Refuse/Resist”, “Slave New World”, “Biotech is Godzilla”, “Propaganda”, “Territory” e “Manifest”. Infelizmente o show foi encurtado devido a um atraso da produção, o que nos privou de ouvir a versão do grupo pra “Sympton of the Universe” do Black Sabbath, que eles vêm tocando nesse show, mas ao menos pudemos ouvir “Roots Bloody Roots”, do disco seguinte do grupo, de 1996, pra fechar o repertório no talo.

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Os indicados a melhores do ano na APCA em 2020

A comissão de música da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual faço parte, revelou nesta semana, os indicados às principais categorias da premiação neste ano. Devido ao ano estranho que atravessamos, reduzimos a quantidade de premiados, focando nas categorias Artista do Ano, Revelação, Melhor Live e Disco do Ano. Além de mim, também fazem parte da comissão Adriana de Barros (editora do site da TV Cultura e colunista do Terra), José Norberto Flesch (do canal JoseNorbertoFlesch), Marcelo Costa (Scream & Yell), Pedro Antunes (colunista do UOL e Tem um Gato na Minha Vitrola) e Roberta Martinelli (Radio Eldorado e TV Cultura). A escolha dos vencedores deve acontecer de forma virtual no dia 18 de janeiro. Eis os indicados às quatro principais categorias:

Os 5 artistas do ano
Caetano Veloso
Emicida
Luedji Luna
Mateus Aleluia
Teresa Cristina

Os 5 artistas revelação
Flora – A Emocionante Fraqueza dos Fortes
Gilsons – Várias Queixas
Guilherme Held – Corpo Nós
Jadsa e João Milet Meirelles – Taxidermia vol 1
Jup do Bairro – Corpo sem Juízo

As 5 melhores lives
Arnaldo Antunes e Vitor Araujo (03/10)
Caetano Veloso (07/08)
Emicida (10/05)
Festival Coala – Coala.VRTL 2020 (12 e 13/09)
Teresa Cristina (Todas as Noites)

Os 50 melhores discos
Àiyé – Gratitrevas
André Abujamra – Emidoinã – a Alma de Fogo
André Abujamra e John Ulhoa – ABCYÇWÖK
Arnaldo Antunes – O Real Resiste
Baco Exu do Blues – Não Tem Bacanal na Quarentena
Beto Só – Pra Toda Superquadra Ouvir
BK – O Líder Em Movimento
Bruno Capinam – Leão Alado Sem Juba
Bruno Schiavo – A vida Só Começou
Cadu Tenório – Monument for Nothing
Carabobina – Carabobina
Cícero – Cosmo
Daniela Mercury – Perfume
Deafkids – Ritos do Colapso 1 & 2
Djonga – Histórias da Minha Área
Fabiana Cozza – Dos Santos
Fernanda Takai – Será Que Você Vai Acreditar?
Fran e Chico Chico – Onde?
Giovani Cidreira e Mahau Pita – Manomago
Guilherme Held – Corpo Nós
Hiran – Galinheiro
Hot e Oreia – Crianças Selvagens
Ira! – Ira
Joana Queiroz – Tempo Sem Tempo
Jonathan Tadeu – Intermitências
Josyara e Giovani Cidreira – Estreite
Julico – Ikê Maré
Jup do Bairro – Corpo sem Juízo
Kiko Dinucci – Rastilho
Letrux – Letrux aos Prantos
Luedji Luna – Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água
Mahmundi – Mundo Novo
Marcelo Cabral – Naunyn
Marcelo D2 – Assim Tocam Meus Tambores
Marcelo Perdido – Não Tô Aqui Pra Te Influenciar
Mateus Aleluia – Olorum
Negro Leo – Desejo de Lacrar
Orquestra Frevo do Mundo – Orquestra Frevo do Mundo
Pedro Pastoriz – Pingue-Pongue com o Abismo
Rico Dalasam – Dolores Dala Guardião do Alívio
Sepultura – Quadra
Seu Jorge & Rogê – Seu Jorge & Rogê
Silvia Machete – Rhonda
Tagua Tagua – Inteiro Metade
Tantão e os Fita – Piorou
Tatá Aeroplano – Delírios Líricos
Thiago França – KD VCS
Wado – A Beleza que Deriva do Mundo, mas a Ele Escapa
Zé Manoel – Do Meu Coração Nu

Beneath the Remains em vinil duplo laranja

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Em outra reedição caprichada da Rhino, o disco que consolidou a importância do Sepultura na cena mundial, Beneath the Remains, ganha uma nova versão em vinil com direito ao disco de 1989 remasterizado a partir das fitas originais, além de um segundo disco com faixas gravadas no Rio de Janeiro, algumas em versão instrumental, antes do grupo registrar as versões definitivas na Flórida, e músicas tiradas do show que o grupo mineiro fez no clube Zeppelinhalle, na cidade alemã de Kaufbeuren, no dia 22 de setembro do ano de lançamento do disco, com direito a versões para “Symptom Of the Universe” do Black Sabbath e “Holiday In Cambodia” dos Dead Kennedys:

São apenas 1500 cópias do disco, que já está à venda.

Máquina do Tempo: 19 de outubro

sepultura

O Sepultura lança o clássico Chaos A.D., os Beatles gravam “Hello Goodbye” e um festival de blues mexe com a Inglaterra – é o passeio da Máquina do Tempo do site Reverb pelo dia 19 de outubro, acompanha lá.

Vida Fodona #355: 30 graus logo de manhã

Aquela calma…

Sirkane – “Jeeper Creeper”
Tame Impala – “Elephant (Canyons Wooly Mammoth Extension)”
Supercordas – “O Céu Sobre as Cabeças”
Gorky’s Zygotic Mynci – “Merched Yn Neud Gwallt Eu Gilydd”
Sepultura – “Kayowas”
Pinback – “Proceed To Memory”
Silva – “Moleton”
Memory Tapes – “Sheila”
The Internet – “Fastlane”
Grizzly Bear – “Yet Again”
Star Slinger – “Mornin'”
Flying Lotus – “Putty Boy Strut”
China – “Longe Daqui”
Poolside – “Just Fall in Love”
Divine Fits – “Would That Not Be Nice”

Chegaê.