Vida Fodona #811: Um Vida Fodona dedicado à Fernanda Azevedo

Um beijo, mulher.

Ouça abaixo:  

Os 50 melhores discos de 2023 segundo o júri de música popular da APCA

Estes são os 50 discos mais importantes lançados em 2023 segundo o júri da comissão de música popular da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual faço parte ao lado de Adriana de Barros (editora do site da TV Cultura e apresentadora do Mistura Cultural), José Norberto Flesch (Canal do Flesch), Marcelo Costa (Scream & Yell) e Pedro Antunes (Tem um Gato na Minha Vitrola, Popload e Primavera Sound). A amplitude de gêneros, estilos musicais, faixas etárias e localidades destas coleções de canções é uma bela amostra de como a música brasileira conseguiu se reerguer após o período pandêmico com o lançamento de álbuns emblemáticos tanto na carreiras de seus autores quanto no impacto junto ao público. Além dos discos contemporâneos, fizemos menções honrosas para dois álbuns maravilhosos que pertencem a outras décadas, mas que só conseguiram ver a luz do dia neste ano passado, um de João Gilberto e outro dos Tincoãs. Na semana que vem divulgaremos os indicados nas categorias Artista do Ano, Show e Artista Revelação, para, no final de janeiro, finalmente escolhermos os vencedores de cada categoria. Veja os 50 (e dois) discos escolhidos abaixo:  

Vida Fodona #794: O ritmo vai ser outro

Conscientemente manipulando o tempo.

Ouça aqui:  

Tudo Tanto #148: Sara Não Tem Nome

Estava devendo essa conversa com a Sara Não Tem Nome há um tempo, desde antes de seu disco mais recente, A Situação, ter sido lançado. Sempre conversei com ela sobre seu processo criativo depois do ótimo Ômega 3 e tentamos algumas vezes gravar esse papo para o meu programa sobre música brasileira Tudo Tanto. Só conseguimos nos acertar depois do disco ter sido lançado – e ela fala sobre a conclusão deste processo e como isso se deu durante o período pandêmico e num governo de extrema-direita. Ela também aproveita para falar sobre seu mestrado, sobre mulheres multiartistas, e como isso influenciou este seu trabalho.

Assista aqui.  

Vida Fodona #749: Feliz 2022!

Encerrando 2021 com muita música brasileira e muita reflexão sobre esses dias.

Ouça aqui.  

Vida Fodona #745: Semana puxada adiante

Vai ser bom demais.

Ouça aqui.  

As 75 melhores músicas de 2020: 75) Sara Não Tem Nome – “Agora”

“Ninguém segura na mão de ninguém”

“Ninguém segura a mão de ninguém”

Foto: Leo Longo (Divulgação)

Foto: Leo Longo (Divulgação)

“Acredito que essa pandemia trouxe um agravamento de várias questões que já enfrentávamos”, me explica por email a artista mineira Sara Não Tem Nome, que resolveu oficializar a versão caseira da composição “Agora”, que lançou no início do período da quarentena autoimposta. “Vários valores da humanidade estão sendo colocados em xeque e estamos nos deparando com mudanças estruturais na sociedade. As notícias têm sido muito imediatas, novas informações e acontecimentos são divulgados a todo instante. Fiz essa música refletindo também essa angústia de tentar entender o que está acontecendo e como lidar com tudo isso.” Ela lança a versão oficial da faixa, que terá clipe no mês que vem, aqui no Trabalho Sujo.

Pergunto sobre a relação da faixa com “Cidadão de Bens“, que ela lançou há menos de dois anos e que, como “Agora”, conversava com a situação política da época em que foi lançada. “‘Cidadão de bens’ é uma música que faz parte do álbum A Situação, que estava programado para ser lançado este ano. Com todos esses acontecimentos, não sei se ele sairá esse ano. ‘Agora’ será lançado apenas como single, mesmo tendo uma pegada bem próxima das composições que fazem parte do álbum novo.”

Ela fala mais sobre a transformação da música de demo na versão finalizada acima. “O processo de gravação foi todo caseiro. Gravei voz, guitarra, teclado e bateria em casa, no meu homestudio Quintal intergaláctico. Enviei o material para o Victor Galvão, que contribui em diversos projetos meus, e faz parte da banda Tarda, que também faço parte. Ele fez a mixagem, a arte da capa e os desenhos que fazem parte do lyric video. A masterização é da Lina Kruze. O lançamento é a minha primeira parceria com a Loop Discos. A sugestão de fazer um lyric video veio deles. Pensamos que ter a letra da música com fácil visibilidade, ajudaria a mensagem a ser recebida e propagada. O clipe surgiu de conversas com Pedro Veneroso, meu parceiro de vida e que já trabalha comigo há muitos anos. Será uma animação em 3D, com situações baseadas em notícias, memes e criações nossas pensando na situação atual do mundo.”

Aproveito para perguntar como anda a situação na quarentena: “Na parte prática, estou conseguindo ficar no isolamento sem muitos problemas. Já trabalhava grande parte do tempo em casa, então isso não mudou muito. Na parte emocional, me sinto bem flutuante, têm dias que estou mais disposta, mas em outros, tenho dificuldade em levantar da cama e trabalhar. Acho que é normal não se sentir bem numa situação dessas que estamos vivendo. Fico buscando formas de cuidar do corpo e da mente para não me deprimir e adoecer. Acho que tentar manter uma rotina tem me ajudado.” Ela conta também que está gravando mais músicas em casa e, além do clipe de “Agora”, também lançará outro clipe, da banda Tarda, chamado “Breath”.

Vida Fodona #630: Calminho

vf630

Ma non troppo.

Sara Não Tem Nome – “Agora”
Damien Rice – “Chandelier”
Bob Dylan – “Murder Most Foul”
Tatá Aeroplano – “Alucinações”
Thiago França – “Dentro da Pedra”
Mauricio Takara e Carla Boregas – “Traçado Entre Duas Linhas”
Atønito – “Veloce”
Dlina Volny – “Do It”
Dua Lipa – “Love Again”
Baco Exu do Blues + Lelle – “Preso Em Casa Cheio de Tesão”
Bivolt – “110v”
Childish Gambino + Ariana Grande – “Time”
Flume + Toro y Moi – “The Difference”
Breakbot + Delafleur – “Be Mine Tonight”

Sara Não Tem Nome vê a pandemia

saranaotemnome2020

Em plena quarentena, a mineira Sara Não Tem Nome manda mais uma de suas canções de protesto, batizada apenas de “Agora”: “Aqui isolada no meu mundo, deu aquela saudades da sara punk emo de 15 anos que tocava violão na praça”, ele descreve o vídeo que postou mais cedo. “Em meio ao caos de acontecimentos e notícias da ruína construção do hoje amanhã, surgiu essa música-monólogo-fôlego para enfrentar o furacão.”

Algo me diz que vamos ver muita música deste tipo nos próximos meses…