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Hoje no Prata da Casa: Circo Motel

Hoje tem o Circo Motel, da ótima “Sunshine” acima, no Prata da Casa do Sesc Pompéia. O show começa às 21h e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Abaixo, o texto que escrevi para o projeto.

O Circo Motel, de São Paulo, é dessas bandas que sofrem com definições musicais. A audição descuidada pode rotulá-los como sendo representante do insosso gênero chamado “pop rock”. Mas basta dar atenção às músicas de seu primeiro disco, Sobre Coiotes e Pássaros, lançado no ano passado, para perceber que eles vão além da música pop grudenta ou do rock domesticado. Entre os acordes e as letras é possível perceber referências de música latina, dance music, psicodelia, blues, samba, soul e MPB – não é à toa que listam os Mutantes, os Rolling Stones, Jorge Ben e Tim Maia como seus faróis musicais. E são mais um dos nomes em ascensão da atual cena paulistana, que abriga tanto rockers de jaquetas de couro a emepebistas de brechó, experimentalistas cabeçudos e ratos de sebos de disco. E é nesta encruzilhada, quando a Augusta encontra o Bixiga, que o Circo Motel acende umas velas para dar sorte, iluminar o caminho, se aquecer e criar um clima.

Noites Trabalho Sujo apresenta Luiz Pattoli x Tiago Ramone

Mais uma Noite Trabalho Sujo que não vou, mas que fica sob a supervisão rigorosa do mestre da diversão Luiz Pattoli, o dono do Churrasco Grego, que recebe o grande (literalmente) Tiago Ramone para derreter a pistinha do Alberta com muitos hits, de todas as épocas e gêneros musicais. O caminho das pedras está no site do Alberta e na página do evento no Facebook e dá para mandar nomes para a lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com até o fim da tarde dessa sexta. Festa no feriado é melhor ainda!

Quem quer ver os Supercordas ao vivo?

O grande grupo psicodélico carioca lança seu A Mágica Deriva dos Elefantes no Studio SP nessa quinta e no Studio RJ na sexta – e eu descolei dois pares de ingressos para quem quiser ver os Cordas ao vivo. Para concorrer, basta dizer qual é a sua música preferida do novo disco da banda e porquê nos comentários deste post (e não esqueça de deixar seu email!). O resultado da promoção sai nessa quinta à tarde.

Você não ouviu o disco ainda? Tá perdendo: é dos melhores discos nacionais de 2012. Baixa lá!

Hoje no Prata da Casa: Mão de Oito

O setembro do Prata da Casa começa com o primeiro lançamento do selo de Emicida, chamado Laboratório Fantasma, que é a banda Mão de Oito – que teve seu disco de estréia produzido pelo Ganjaman. O show começa às 21h e os ingressos – gratuitos – começam a ser distribuídos uma hora antes, no Sesc Pompéia. Abaixo, o texto que escrevi para o projeto.

Como quase todas as bandas, o Mão de Oito começou tocando músicas alheias e escolheu beber na fonte da música brasileira para dançar, caçando a essência de artistas tão diferentes quanto Roberto Carlos, Luiz Melodia e Chico Science. Mas aos poucos foram descobrindo seu próprio som e afinando suas influências em composições próprias que aos poucos os colocam no mesmo cânone dos artistas que eram inspirações iniciais. Os paulistanos foram curando seu próprio somo autoral e, misturando grooves mansos, letras apaixonadas e suingue maneiro, e aos poucos incluíam influências estrangeiras, que vão desde a black music que inspirou seus primeiros ícones até o bom e velho rock clássico, passando por outras referências de balanço, de Fela Kuti a Bob Marley. As coisas ficaram sérias mesmo quando foram escolhidos pelo rapper Emicida para ser o primeiro lançamento de seu próprio selo, o Laboratório Fantasma. Vim, o primeiro EP, já está disponível para download através da página da banda no Facebook e foi teve a produção regida pelo maestro Daniel Ganjaman, do Instituto, um dos nomes mais respeitados da nova música brasileira.

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo Cabral x Mayra Maldjian

Outra Noite Trabalho Sujo sem a minha presença, outro embate épico das forças do bem da pista de dança. De um lado, o compadre Danilo Cabral, com uma discotecagem que pinça classic rock, dance music e indie rock. Do outro, a bela Mayra Maldjian, ativando os controles do coração do groove. Em comum: o gosto pelos hits e pela pista cheia, aquele clima que você conhece… Fora que ainda há a possibilidade de uma aparição surpresa relâmpago! Para chegar lá, basta pegar o mapa da mina no site do Alberta quanto na página do evento no Facebook. Nomes na lista podem ser enviados para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até o fim da tarde dessa sexta. Mais uma noite promissora, mais uma sexta-feira inesquecível.

Hoje no Prata da Casa: Gang do Eletro

A Gang é a coisa mais legal que saiu de Belém desde que a capital paraense vive seus dias de “a nova Recife” (e isso já tem uns cinco, seis anos…). E o esquema do Prata você sabe qual é – o show é de graça, às 21h, no Sesc Pompéia e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Esse é imperdível! Abaixo o texto que escrevi sobre a apresentação:

O hype ao redor da cena paraense aconteceu antes mesmo de ela estar pronta, por isso foi possível observar sua evolução numa espécie de reality show visto à distância. O tecnobrega vem sendo festejado desde o início da década passada, mas só há pouco tempo começou a produzir artistas que conseguem sair das fronteiras do estado. E se Gaby Amarantos hoje é autora de música de abertura de novela da Globo, o principal nome para se ficar de olho é a Gang do Eletro, um projeto que começou com dois dos principais nomes da cena do tecnobrega – o MC Marcos Madeirito e o DJ Waldo Squash. Juntos, redesenharam o velho tecno como um novo eletro – que tem menos a ver com o techno de Detroit ou o electro filho instrumental do hip hop e mais com designações típicas locais. O “eletro” do grupo remete mais ao sufixo de “eletrodoméstico” do que a um gênero musical, e juntos com os MCs Keyla Gentil e William, eles apontam para a música paraense do futuro, mesmo que com bases simples e letras diretas. “Treme!”, gritam ao comandar a massa.

ANALÓGICODIGITAL apresenta CINCO ANOS DE VENENO

Você sabe como são essas festas do VENENO com o TRABALHO SUJO na TRACKERS: quando você menos espera, pinta um sábado memorável do nada! E a festa de agosto promete ser épica como sempre – pra começar, o trio VENENO SOUNDYSTEM aproveita a oportunidade para festejar seus cinco anos de grooves analógicos sem fronteiras – sejam geográficas, históricas ou galáticas. E o convidado do PEBA TROPIKAL, RONALDO EVANGELISTA e MAURICIO FLEURY é o mestre DJ PAULÃO, com sua coleção impecável de pérolas negras em forma de LP. Na pista digital, o incansável ALEXANDRE MATIAS não comparece pessoalmente pois encontra-se em recuperação – mas suas vibrações se materializam em uma pista que começa com a dupla TAÍS TOTI e ANDRÉ PALUGAN desfilando hits modernos e clássicos dos anos 90, passa pela incendiária volta das AWE MARIAH (HELÔ LUPINACCI + MARI GOUVEIA + LOU FEDERMAN tocam sem a presença de SANTAROSA BARRETO, em temporada nova-iorquina) comandando uma micareta sexy iemanjá e termina com a dupla RAFA SPOLADORE + DANILO CABRAL, entre riffs de guitarra e baixos da pesada. Alguma dúvida de que vá ser histórico? Nenhuma!

VENENO 5 anos + TRABALHO SUJO
No som os DJs: Maurício Fleury, Ronaldo Evangelista, Peba Tropikal, Paulão, Helô Lupinacci, Mari Gouveia, Lou Federman, Rafa Spoladore, Danilo Cabral, Taís Toti e André Palugan. projeções: Várzea Ilustrada.

Trackertower
Rua Dom José de Barros 337, esquina com av. São João
$25 (só entra com nome na lista! baile@venenosoundsystem.com)

Hoje no Prata da Casa: Afroeletro

E hoje no Prata da Casa tem o Afroeletro, que, apesar do nome, bebe mais na música nordestina do que no eletro em si – como descrevo no texto que escrevi sobre a banda para o projeto do Sesc. Para ir no show, às 21h, basta chegar no Sesc Pompéia com até uma hora de antecendência para retirar o ingresso (o show é de graça). Vamo aê?

O quinteto paulistano é mais um dos representantes da redescoberta da música africana que vem acontecendo no início desta nova década – e pode enganar a começar pelo próprio nome, já que o sufixo “electro” remete ao batidão pós-hip hop dos anos 80 que serviu de combustível para uma cena dance music – quase sempre com vocalistas geladas – na década passada. Mas em vez de uma incursão pelas sonoridades eletrônicas modernas, a viagem proposta pelo grupo liga o continente africano ao nordeste brasileiro, quando o groove de guitarras secas, baixo no contratempo e percussão polirrítmica se encontram com o tambor de crioula do Maranhão, pontos de candomblé, cantos de capoeira, versos de cavalo-marinho do Pernambuco e até rimas de rap tipicamente paulistano. Seu primeiro disco foi lançado no início do ano e reúne integrantes do Bixiga 70, a guitarra afromacarrônica do paulistano Kiko Dinucci e a presença do pernambucano Siba, num caldeirão de ritmos e melodias que ampliam ainda mais a presença da música africana no Brasil do século 21.

Noites Trabalho Sujo apresenta Manu Barem

Sexta histórica à vista! O primeiro motivo para você não perder a festa de hoje é que minha convidada é uma das revelações de 2012, a sagaz Manu Barem, que desfila hits de primeiríssima linha e bagaceiras de baixíssimo calão como se as duas categorias fossem a mesma. O outro motivo é que eu vou ficar pelo menos um mês e meio sem poder frequentar minha própria feshteenha – vou tirar uma licença e deixo compadres e queridas tomando conta da melhor sexta-feira de São Paulo, mas eu mesmo só devo reaparecer na cabine lá pelo início de outubro, se tudo der certo. Por isso, não perca a festa de hoje, hein! Se você ainda não sabe o caminho das pedras, dá uma sacada no site do Alberta ou na página do evento no Facebook que tá tudo lá. E se quiser mandar nomes para lista de desconto, basta escrever para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às oito de hoje. Vamo que vamo!