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Queremos Novas Freqüências em São Paulo

Desde que Bruno e a rapeize do Queremos começou a mudar a cara da programação cultural do Rio de Janeiro que eu pego no pé dele: “Quero ver em São Paulo…”, sempre espezinhava, esperando que a vinda do projeto para cá pudesse também pudesse ajudar a mexer com a metrópole da ponta de cá da Dutra (principalmente no que diz respeito ao preço das atrações). Começaram a se espalhar pelo resto do Brasil (primeiro um Cícero em Porto Alegre, depois um Silva em BH) até que ele avisou que havia chegado a hora – Queremos chegaria em Sâo Paulo trazendo três atrações da segunda edição do festival do Chico Dub, o Novas Freqüências, para a cidade: Actress, Pole e Hype Williams (o próprio Chico comenta a importância de cada um deles em seu blog). Achei o passo um tanto ousado, mas se formos pensar em Brasil, São Paulo talvez seja a única cidade que poderia ter um esquema de refinanciamento de shows para artistas literalmente desconhecidos do grande público – pois fazem parte da vanguarda da música do século 21.

Eis que chegamos ao último dia para fechar as cotas de financiamento nessa terça-feira – e ainda tem cota sobrando pra confirmar o evento. Decidimos, eu e o Bruno, segurarmos nós mesmos algumas dessas cotas pra ver se a galera se empolga em colaborar com o projeto. E aí, anima? Se animar, clica no site do Queremos que o passo a passo tá todo lá. É só pagar agora que, vendidas todas as cotas, você recebe a grana depois e vê o show de graça!

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo Cabral x Mariana Tramontina

E para esquentar esse feriado, o papa do rock clássico Danilo Cabral recebe a musa indie Mariana Tramontina e juntos os dois promoverão uma viagem por diferentes hits e fases da história da música pop recente, mantendo sempre aquele clima alto astral típico da melhor sexta-feira de São Paulo. Para quem ainda não conhece o esquema, as coordenadas estão no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E para mandar nomes para a lista de desconto, basta enviá-los para o email noitestrabalhosujo@gmail.com. Quem se atreve?

Pulp em São Paulo: 28 de novembro, Via Funchal

Lucio confirmou.

Seríssimo candidato a show do ano, hein. Vi ano passado no Hyde Park, em Londres, e, mesmo naquela situação (ao ar livre, festival, muvuca, depois de mil bandas), foi fantástico. Imagina sob condições ideais de temperatura e pressão, repertório completo… Saca uns vídeos que fiz aí embaixo:

 

Hoje no Prata da Casa: Onagra Claudique

A dupla de indie folk paulistana Onagra Claudique é a atração de hoje no Prata da Casa do Sesc Pompéia. O esquema é aquele de sempre: chega uma hora antes do show (que começa às 21h) e retira seu ingresso de graça na bilheteria. Abaixo, o texto que escrevi para o projeto sobre a banda:

Duas novas tradições correm em paralelo na músicaclaramente acústica brasileira e pouquíssimas vezes se cruzam. De um lado, há uma MPB influenciada pelos violões e clima pastoril de uma música mineira que começa no Clube da Esquina e que, vez por outra, flerta com certo indie rock mais introspectivo e tímido. Do mesmo jeito, há uma safra de bandas indies brasileiras que, como parte de um movimento global, redescobre os prazeres da música acústica através da música folk norte-americana ou britânica. Entre as poucas intersecções, os paulistanos do Onagra Claudique destacam-se por explorar por completo este horizonte de acordes maiores e texturas claras, com pouco sotaque urbano. Formado por Roger Valença e Diego Scalada, o grupo lançou seu primeiro EP – A Hora e a Vez de Onagra Claudique – este ano, após gravá-lo em São Paulo, sob a produção de Mauro Motoki, do Ludov, e masterizá-lo no Sterling Sound, em Nova York. O resultado soa tão Fleet Foxes quanto Lô Borges, tão Bon Iver quanto Rosie & Me, mesmo que cantando sempre em português.

Noites Trabalho Sujo apresenta Luiz Pattoli x Marcio K (apresentando Cudo)

Hoje tem dose tripla na Noite Trabalho Sujo – o mestre Luiz Pattoli recebe as ilustres presenças do gaúcho-carioca Marcio K., que esmerilha beats e hits de todas as épocas e do catarinense Cudo, que vai da MPB ao indie rock, com uma passada pelo folk e pela dance music. E não duvide se eu aparecer na festa de hoje – ainda sem tocar, pois estou de tipóia, mas só pra ver como anda a melhor sexta de São Paulo. E pra você que ainda não aprendeu, o caminho das pedras está no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E se você quiser incluir seu nome e dos seus amigos na lista de desconto, é só mandar para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até o fim da tarde dessa sexta. A noite promete!

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo Cabral x DJ Mulher

Se eu não estivesse em Brasília, juro que daria um pulinho na Noite Trabalho Sujo de hoje – quando o Danilo convoca a querida Ana Laura – também conhecida como DJ Mulher – pra chacoalhar esqueletos e abrir sorrisos ao som de muita música pop de alto e baixo nível, enquanto o Danilo segura a onda com doses já conhecidas de rock clássico, grooves certeiros e indie rock. Pra não perder o rumo, basta ver as coordenadas no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E os nomes pra lista devem ir pro email noitestrabalhosujo@gmail.com até o fim da tarde de hoje. Vai perder?

Hoje no Prata da Casa: Café Preto

Não vou no Prata da Casa de hoje porque vou ao Rio acompanhar o Prêmio Multishow – mas com muita pena de não poder assistir ao show do Café Preto, projeto dub do grande Bruno Pedrosa e do Canibal dos Devotos do Ódio. Você já sabe o esquema do Prata, no Sesc Pompéia, né? A partir das 20h os ingressos, gratuitos, começam a ser distribuídos e o show começa pontualmente às 21h. Abaixo, o texto que escrevi sobre o Café Preto para o programa.

O que acontece quando um dos DJs mais promissores de Recife encontra-se com uma lenda do hardcore pernambucano? A banda Café Preto é fruto dos primeiros experimentos que o DJ e produtor Bruno Pedrosa começou a realizar no meio da década passada, quando se dedicou a levar a música de nomes da nova cena pop do Recife para o mundos dos remixes. Em 2006, lançou Transformer, disco que retrabalhava a obra de nomes familiares dos amantes da nova música pernambucana (Silvério Pessoa, Bonsucesso Samba Club, Eddie, Mombojó, Mundo Livre S/A, DJ Dolores, Erasto Vasconcellos). Foi quando encontrou Cannibal, vocalista e fundador do Devotos do Ódio, a principal banda de hardcore do estado e um dos principais nomes da cena punk brasileira desde os anos 90. Ele já vinha pensando em expandir seus horizontes para o lado da música jamaicana e em conversas com Bruno criou o Café Preto, dedicado inteiramente à vertente mais psicodélica da ilha de Bob Marley, o dub. O grupo ainda conta com a presença do produtor e músico Pi-R, que fazia parte da banda experimental eletrônica Chambaril, entre outros instrumentistas, e teve o primeiro disco mixado por Victor Rice, talvez o principal produtor do gênero no Brasil. O primeiro disco, já disponível para download no site da banda, conta com participações especiais e a capa assinada por Jorge du Peixe, da Nação Zumbi, e H.D. Mabuse, o “ministro da tecnologia do mangue beat”.

Noites Trabalho Sujo apresenta Babee x Klaus K.

Eu já estou com síndrome de abstinência de Noites Trabalho Sujo! A boa nova é que, finalmente essa semana, consegui dar alguns passinhos no ritmo já que o abalo cirúrgico que me botou nesse sabático-naquelas me deixou meio manco. Quem sabe na próxima eu dou o ar da minha graça? Enquanto não reapareço, quem comanda a noite mais uma vez é a dupla Babee e Klaus, novamente chacoalhando quadris e abrindo sorrisos com hits de todas as camadas atmosféricas. Pra chegar lá, você já sabe: vai no site do Alberta ou na página do evento no Facebook que tão todas as coordenadas lá. Pra mandar nomes para a lista, basta enviar pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com até o fim da tarde dessa sexta. Simbora!