David Bowie – “Five Years”
Talking Heads – “Air”
Tom Zé – “A briga do Edifício Itália com o Hilton Hotel”
George Harrison – “Behind That Locked Door (Demo)”
Saulo Duarte – “Flor do Sonho”
Juliano Gauche – “Pedaço De Mim”
Zuttons – “Valerie”
Diagonais – “Novos Planos para o Verão”
MGMT – “Electric Feel (Aeroplane Remix)”
Estelle – “Superstition”
Marcos Valle – “Freio Aerodinâmico”
Bears – “Please Don’t”
Kamau – “Sabadão (Os Embalos de…)”
Beyoncé – “End of Time”
Legião Urbana – “Plantas Em Baixo Do Aquário”
Sambanzo – “Capadócia”
Xx – “VCR”
Gus Gus – “Polyesterday”
Beck – “Sexx Laws”
Courtney Barnett – “I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch”
Gang of Four – “Not Great Men”
Smack – “Onde Li”
Letrux – “Coisa Banho de Mar”
Garotas Suecas – “Pode Acontecer”
Arcade Fire – “Porno”
Daft Punk – “Fragments of Time”
Divine Fits – “Would That Not Be Nice”
Gilberto Gil – “Toda Menina Baiana (Tahira Edit)”
Poolside – “Harvest Moon”
Clash – “Guns of Brixton”
Strokes – “Welcome to Japan”
Jimi Hendrix Experience – “Still Raining, Still Dreaming”
Sambanzo – “Capadócia”
Talking Heads – “Cross-Eyed and Painless”
Prince – “When Doves Cry”
Acontece nessa sexta-feira mais uma colisão de projetos paralelos das bandas do Bicho de Quatro Cabeças – e o encontro dos projetos Atønito, de um dos saxofonistas do Bixiga 70, Cuca Ferreira, Sambanzo, do saxofonista do Metá Metá, Thiago França, promete ser épico – mesmo porque o Thiago reuniu vários percurssionistas do Bicho de Quatro Cabeças: Rômulo Nardes, Bruno Prado e Décio 7 (do Bixiga 70), Rogerio Maisum e M.Takara (do Hurtmold) e seus velhos comparsas Sam Samba, Sthefanie Araujo e Bruno Prado. Começa às 19h, é de graça e tem mais informações aqui.
O Mês da Cultura Independente realizado pela Secretaria Municipal de Cultura acontece no mês de agosto e o Centro Cultural São Paulo abre as portas para o encontro de quatro das principais bandas independentes da cidade. O evento Bicho de Quatro Cabeças reúne Rakta, Hurtmold, Bixiga 70 e Metá Metá durante o mês no CCSP, trazendo apresentações dos quatro grupos, de seus projetos paralelos e um grande evento que reunirá os quatro simultaneamente. Eu falei com a Roberta Martinelli sobre este experimento, cuja descrição e programação seguem abaixo e nas redes do Centro Cultural São Paulo.
Bicho de Quatro Cabeças
Quatro das principais bandas independentes de São Paulo, Rakta, Bixiga 70, Metá Metá e Hurtmold em atividade têm vários pontos em comum que tornam suas carreiras semelhantes, embora cada uma delas busque uma sonoridade completamente diversa umas das outras. Em comum, elas têm o fato de que, além de prezarem pela própria sonoridade em detrimento de qualquer aspiração comercial, também gerenciarem as próprias carreiras, terem projetos paralelos, transitarem entre diferentes públicos e artistas e serem autossusentáveis.
Bicho de Quatro Cabeças é o encontro entre estas quatro bandas e seus públicos no Centro Cultural São Paulo e acontece durante todo o Mês da Cultura Independente, em outubro de 2017. O evento começa com uma grande apresentação em quatro entradas em que integrantes das quatro bandas realizam uma sessão de improviso inédita, trocando de formações e cada hora indo para uma direção musical. Serão quatro entradas que permitem a troca de públicos durante estas entradas – e quem ficar de fora pode acompanhar as outras entradas através de um telão afixado na área externa da Sala Adoniran Barbosa.
O evento também conta com shows das bandas separadamente, além de apresentações que reúnem diferentes projetos paralelos dos quatro coletivos, permitindo inclusive novas colaborações entre integrantes dos diferentes projetos definidos durante o percurso. O evento terá também quatro pôsteres produzidos pelas próprias bandas, que também são responsáveis pela comunicação visual dos próprios trabalhos.
Todas as atrações são gratuitas.
5.10 – Bicho de Quatro Cabeças
6.10 – Acavernus / Carla Borega
8.10 – Rakta
13.10 – A Espetacular Charanga do França
14.10 – Metá Metá
15.10 – Anganga / MdM Duo
19.10 – Décio & Held / Sambas do Absurdo
20.10 – Atonito / Sambanzo
22.10 – Kiko Dinucci / Plim
26.10 – Naxxtro / Bode Holofonico
27.10 – Corte / M. Takara
28.10 – Hurtmold
29.10 – Bixiga 70
Harry Nilsson – “Everybody’s Talking”
Pink Floyd – “Obscured by Clouds”
Modest Mouse – “Of Course We Know”
The Association – “Never My Love”
Stéphane San Juan + Tulipa Ruiz – “Miroir en Nous”
Novos Baianos – “Dê Um Rolê”
Rolling Stones – “Coming Down Again”
Violent Femmes – “Love Love Love Love Love”
Unknown Mortal Orchestra – “So Good Being in Trouble”
Titãs – “Desordem”
A Cor do Som – “Razão”
Giancarlo Ruffato – “Poucas e Pequenas Coisas”
Sambanzo – “Capadócia”
Yes – “Heart Of The Sunrise”
Gang do Eletro – “Velocidade do Eletro”
Justin Timberlake – “Suit & Tie (Four Tet Remix)”
Fellini – “Rock Europeu (Pedro Zopelar + Ricardo Salvagni Remix)”
Phoenix – “Trying to Be Cool”
Melody’s Echo Chamber – “Some Time Alone, Alone”
My Bloody Valentine – “A New You”
Tame Impala – “Mind Mischief (The Field Remix)”
Memory Tapes – “Let Me Be”
Snoop Lion – “Here Comes the King”
A Cor do Som – “Razão”
Grupo Cravo e Canela – “Se Ganho na Loteca”
Sambanzo – “Capadócia”
Tulipa Ruiz – “A Ordem das Árvores”
Ween – “Freedom of ’76”
Yo La Tengo – “Decora”
Kendrick Lamar – “Bitch, Don’t Kill My Vibe”
Na primeira noite da Mostra Prata da Casa, Sambanzo e Afroelectro levaram a choperia do Sesc Pompéia ao delírio coletivo. E hoje tem O Terno e o Rafael Castro, já escrevo sobre os dois. Fiz uns vídeos do show de ontem, saca só:
Hoje começa a Mostra Prata da Casa, com o melhor da programação de 2012 do projeto do Sesc Pompéia, que fui curador no ano passado. Como disse no final de 2012, o Prata foi um dos melhores trabalhos que fiz na vida, por uma série de motivos diferentes. E a partir desta terça até o próximo domingo, reunimos os doze melhores shows do ano passado em uma maratona com a melhor música nova produzida em 2012. Não custa lembrar que, ao contrário dos shows do Prata, os da Mostra são pagos e não de graça: mas o ingresso custa R$ 8,00 😉
Abaixo segue o texto que escrevi para a Mostra e sobre as duas atrações de hoje, Afroelectro e Sambanzo.
Traçar um panorama de artistas com apenas um disco de carreira poderia ser fácil no século 20, quando o percurso natural de qualquer artista passava necessariamente pelo lançamento do primeiro álbum. Mas com a popularização dos meios digitais no século 21, há artistas que nem pensam em lançar CDs – ou vivem de shows ou soltam MP3s aos poucos online -, e ao ser convidado para a curadoria da 13ª edição do Prata da Casa, resolvi testar os limites desta definição ao chamar artistas que não são propriamente novos (como o rapper Max B.O., figurinha carimbada do rap paulistano, cujo primeiro CD foi temporão, ou da octagenária pernambucana Dona Cila do Coco, cujo único disco foi lançado há anos) e que já têm uma longa carreira mas nem sequer têm disco físico (caso do paulistano Rafael Castro, que já havia lançado músicas na internet com sua banda Os Monumentais e que chegou ao primeiro disco físico em 2012, e do carioca Bonifrate, dos psicodélicos Supercordas, pai de dois EPs digitais).
Mas o desafio de uma curadoria dessas vai muito além do formato. É preciso explorar a amplitude de gêneros e estilos que tornam o Brasil um país tão reconhecido mundialmente por sua generosidade musical. Assim, a edição do ano passado teve desde jazz (Raphael Ferreira), samba (Maíra Freitas e Jorginho Neto), música eletrônica cabeçuda (Pazes), psicodélica (Psilosamples) e descerebrada (Gang do Eletro), metal instrumental (Elma), dub (Café Preto), instrumental freak (Chinese Cookie Poets) e com molho regional (A Banda de Joseph Tourton), pop de verão carioca (Mahmundi) e paulistano (Circo Motel), chillwave (Dorgas), indie folk (Rosie & Me, Me & the Plant e Onagra Claudique), indie rock sisudo (Quarto Negro) e indie com flerte com o brega (Dead Lover’s Twisted Heart), a celebração de ritmos (Iconili) e rock regional (Os Sertões), entre vários outros shows que ajudaram a compor um panorama que desassocia a música popular brasileira ao estereótipo da MPB, essa versão institucionalizada dos conceitos criados pela bossa nova. Outro ponto em comum entre a maioria dos artistas desta edição é o fato de colocarem seus próprios discos na íntegra para download.
Escolhi cinco recortes específicos para a Mostra Prata da Casa 2012 reúne duas atrações por noite que acabam por resumir os grandes momentos do ano passado: a influência da música africana na cena paulistana, o rock direto e sem rodeios cantado em português, a maturidade do indie rock, uma jornada entre dois extremos da música tradicional pernambucana, um pop radiofônico com um leve toque de psicodelia e o hip hop de São Paulo.
Foi um ano intenso, plural e, acima de tudo, divertido. Agradeço ao Sesc pelo convite e pela oportunidade – e mando um salve ao produtor Wagner Castro, que, comigo, foi a única testemunha de todos os Prata da Casa de 2012.
Terça, 19 de fevereiro – 19h
África-São Paulo
Uma das principais tendências da atual cena musical paulistana é a cada vez mais intensa conexão africana. África e Brasil sempre tiveram um vínculo muito forte no que diz respeito à musicalidade e pontes sobre o Atlântico já foram erguidas a partir de Salvador e do Rio de Janeiro. É a vez da maior metrópole do país começar a exploração da harmonia polirritmica e da intensidade elétrica e acústica – e um dos principais polos de convergência desta nova linha de frente passa pela dupla Kiko Dinucci e Thiago França. Há, claro, mais nomes envolvidos, mas o trabalho do guitarrista e saxofonista paulistanos (que, ao lado da cantora Jussara Marçal, respondem pelo nome Metá Metá) consegue agregar referências musicais tanto brasileiras quanto africanas muito específicas, que se misturam de diferentes formas à medida em que pulam de um projeto para o outro. O Sambanzo, grupo liderado por Thiago França que conta com Kiko Dinucci na guittarra, é o encontro destas duas forças em voltagem máxima, contando com uma cozinha luxuosa, liderada por Marcelo Cabral (que coproduziu, ao lado de Daniel Ganjaman, o disco de estreia de Criolo, outro marco da conexão África-São Paulo) com Wellington Moreira na bateria e Samba Sam na percussão. O show que fizeram em fevereiro de 2012 foi também quando lançaram seu primeiro EP Etiópia e a catarse coletiva dos músicos contagiou o público. Quase seis meses depois, em agosto, foi a vez do Afroeletro, não tão central neste novo cenário mas de importância ascendente, de conduzir o público ao transe de ritmo e harmonia. O show contou com a presença do próprio Kiko Dinucci – comprovando seu papel de catalizador desta nova cena – e letras em português, além da intensa presença grupal da banda, que inevitavelmente levou o público ao delírio.
Sim: cinco horas e meia de Vida Fodona, pra tirar o atraso.
Dr. Dog – “Lonesome”
Bonde do Role – ”Baby Don’t Deny It”
Sinkane – “Lovesick”
Thiago Pethit + Mallu Magalhães – “Perto do Fim”
Tulipa Ruiz + Criolo – “Víbora”
Mallu Magalhães – “Me Sinto Ótima”
Cambriana – “The Sad Facts”
Blur – “The Puritan”
Grizzly Bear – “Yet Again”
João Brasil – “Sou 212 Foda”
Teen Daze – “Brooklyn Sunburn”
Arctic Monkeys – “Katy on a Mission”
Diplo + Jahan Lennon – “About That Life”
Daddy – “Love in the Old Days”
Lana Del Rey – “National Anthem”
Tulipa Ruiz + Lulu Santos – “Dois Cafés”
Van She – “Idea of Happiness (SebastiAn Remix)”
XXYYX – “About You”
ONUINU – “Happy Home”
Ariel Pink’s Haunted Grafitti – “Only In My Dreams”
ruído/mm – “Índios”
Céu – “Falta de Ar”
Estelle + Janelle Monae – “Do My Thing”
Mahmundi – “Desaguar”
Alabama Shakes – “Hold On”
Blur – “Under the Westway”
Tame Impala – “Elephant”
Sambanzo – “Capadócia”
Curumin – “Selvage”
Tennis – “Petition (Vacationer Remix)”
Supercordas – “Mumbai”
Superchunk – “This Summer”
Sexy Fi – “Looking Asa Sul, Feeling Asa Norte”
Mahmundi – “Calor do Amor”
Jessie Ware – “Wildest Moment”
Breakbot + Irfane – “One Out of Two”
Goldroom – “Fifteen”
Caribou – “Sun (Zopelar Rework)”
Electric Guest – “American Daydream”
Toro y Moi – “So Many Details”
Lana Del Rey – “Born to Die”
The Internet – “Fastlane”
Xx – “Tides”
Silva – “Moleton”
Delicate Steve – “Two Lovers”
Neil Young & The Crazy Horse – “Ramada Inn”
Cat Power – “Cherokee”
Céu – “Chegar em Mim”
JJ – “10”
Twin Shadow – “Five Seconds”
Bobby Womack + Lana Del Rey – “Dayglo Reflection”
Nicki Minaj – “Starships”
Metá Metá – “Oya”
Lucas Santtana – “Jogos Madrugais”
Poolside – “Just Fall in Love”
Chromatics – “Kill for Love”
Divine Fits – “Would That Not Be Nice”
Chet Faker – “Terms and Conditions”
Sinkane – “Jeeper Creeper”
Tame Impala – “Apocalypse Dreams”
Grimes – “Oblivion”
Frank Ocean – “Lost”
Spiritualized – “Hey Jane”
Lindstrøm – “Eg-ged-osis (Todd Terje Extended Mix)”
Major Lazer + Amber Coffman – “Get Free”
Chromatics – “The Page”
Lana Del Rey – “Blue Jeans (Penguin Prison Remix)”
Grimes – “Genesis”
Tame Impala – “Feels Like We Only Go Backwards”
Poolside – “Harvest Moon”
Frank Ocean – “Pyramids”
Kendrick Lamar – “Bitch, Don’t Kill My Vibe”
Curumin – “Passarinho”
Chromatics – “Lady”
Hot Chip – “Flutes”