
E vazou o disco da Rosalía. Esta quarta-feira está marcada como o dia em que Lux, o quinto disco da cantora espanhola, seria revelado em audições fechadas em 18 cidades pelo mundo, depois que a própria Rosalía compareceu nas duas primeiras, dia 29 de outubro na Cidade do México e dia 1º de novembro em Nova York. Vazamentos de discos eram comuns no início do século, quando a pirataria digital comia solta na internet, fazendo fãs conhecerem discos novos de seus artistas favoritos com dias de antecedência – às vezes, horas! A era das plataformas de streaming – que tornou o download obsoleto para pelo menos duas gerações -, reduziu esses vazamentos, mas a especulação em torno do novo disco de Rosalía reacendeu a velha arte pirata e de repente temos um disco que pode ser ouvido antes da hora (mas também, depois que descobriram que a senha da rede de segurança do Louvre era… “louvre” – cês viram isso? -, não dá pra confiar em sigilo online). Com o lançamento marcado para a sexta, o vazamento inevitavelmente aumentará ainda mais o hype ao redor deste novo disco, que já ia ser amplificado pelas audições da quarta. Fãs mais alvoroçados já estão procurando versões completas do álbum (algumas faixas estão em falta dependendo de onde você conseguir ouvir o disco) e estão dissecando as inúmeras referências do novo disco em fóruns e redes sociais pela internet. Mas isso não é um problema para Rosalía. Porque Lux é tudo isso mesmo. Equilibra-se entre a dramaticidade esparramada (por vezes ampliada pela epicidade da música clássica – e os instrumentos de orquestra surgem todos ao mesmo tempo ou às vezes isolados, como o emocionado piano que abre o álbum) e a introspecção melancólica, criando uma região emocional ao mesmo tempo familiar e alienígena. Rosalía está cantando mais do que nunca e a produção reforça a desenvoltura de sua voz, seja cantando solitária baixinho ou rasgando-se entre centenas de timbres de instrumentos acústicos. Em raros momentos (nos timbres eletrônicos de “Porcelana” e “Jeanne” ou no vocal irônico de “Novia Robot”) ela nos lembra que pertence ao nosso século, mas entre valsas e baladas, chansons e rumbas ela prefere focar musicalmente o disco entre o século 19 e o século 20 e o faz com canções lindíssimas, especialmente na segunda metade, quando enfileira a romântica “Sauvignon Blanc”, a tocante “La Jugular”, o lindíssimo fado “Memória” (e seu dueto com Carminho é de chorar) e a exuberante “Magnólias”, que encerra o disco como poucas música conseguem fazer. Rosalía se superou de novo – e vai abalar a paisagem musical do mercado pop de forma com a mesma força e grandiosidade que Bad Bunny fez no início do ano, mas com muito mais coração, sensibilidade e paixão. Prepare-se para chorar. Muito. Discaço.

Depois de pegar todos de surpresa com o anúncio de seu próximo disco Lux, Rosalía finalmente mostra alguma música do disco que lançará no mês que vem – e chega enfiando o pé na porta com “Berghain”, lançado nesta segunda-feira. O primeiro single do disco leva esse nome em homenagem ao clássico clube de Berlim, é cantada em alemão, espanhol e inglês, conta com a participação de Björk e Yves Tumor, cada um cantando uma frase específica em determinado trecho da música: ela canta que “a única forma de nos salvar é através da intervençao divina” e ele canta que “vou te foder até você me amar”, isso cercado de cordas dramáticas deixadas ainda mais tensas em cenas deslumbrantes de um clipe que mistura instrumentos de orquestra com cenas do cotidiano. Tem um discaço vindo aí…

Rosalía anunciou nesta quarta-feira que fará audições exclusivas – praticamente a primeira comunhão do disco – de seu próximo álbum, Lux, cuja existência ela revelou no início desta semana. São Paulo está entre as vinte cidades que ouvirão o disco num ritual coletivo no dia 5 de novembro, dois dias antes de seu lançamento oficial. Para tentar descolar seu ingresso, basta preencher o cadastro no site da sacerdotisa espanhola.

Fez-se Lux! Rosalía confirmou o lançamento do sucessor de seu Motomami nesta segunda, quando, ao mesmo tempo, fez uma contagem regressiva para anunciar o título e a capa do disco na Plaza del Callao no centro de Madri, na Espanha, e revelou essa mesma mensagem no Times Square, em Nova York, nos EUA. Na capa do disco, que será lançado no dia 7 de novembro, ela veste um véu de freira, reforçando a conotação religiosa do título, algo muito caro à sua formação, o que segue nos títulos das canções (como “Divinize”, “Mio Cristo” e “Dios Es Un Stalker”) e também no rótulo da versão do disco em CD (que traz duas citações: “Nenhuma mulher nunca quis ser Deus”, da poeta persa Rābiʼa al-ʼAdawiyya, e “O amor não é consolo, é luz”, da filósofa francesa Simone Weil). E logo em seguida pintou uma auréola no cabelo (o que deverá ser copiado por inúmeras fãs) e anunciou o nome das músicas e as participações do álbum, que incluem Björk, Yves Tumor, a portuguesa Carminho, a mexicana Yahritza, a estrela espanhola do flamenco Estrella Morente, a também conterrânea Silvia Pérez Cruz, o coral infantil da Escolania de Montserrat i Cor Cambra Palau de la Música Catalana e a Orquestra Sinfônica de Londres. O disco é dividido em quatro movimentos e conta com 15 faixas na versão em CD e 18 na versão em vinil, ambas já em pré-venda no site da cantora. E você achava que já tinha fechado sua lista de melhores discos de 2025…

A cantora espanhola responsável pelo torpedo musical Motomami aos poucos prepara sua volta ao disco, espalhando pistas pela internet e pela vida real. Desligou sua conta no Twitter, mas antes disso twittou “Lux = Love”. Depois trocou sua foto de perfil no Instagram para uma imagem que mostra um feixe de luz e abriu um formulário em seu site rosalia.com, que também traz um novo logo – além de ter aparecido um vídeo, sem som, que mostra a espanhola no estúdio. Ao mesmo tempo, foram avistados em duas cidades diferentes (Nova York nos EUA e Callao no Peru, por enquanto), cartazes que muitos especulam ser a capa do disco, que ainda traz uma partitura musical que ela publicou em sua mailing list via Substack (e que seus fãs já estão tocando-a em vídeos online). Aparentemente o disco chama-se Lux e será lançado em novembro.

Meu camarada Carlos Albuquerque, o bom e velho Calbuque, está na equipe da recém-lançada edição brasileira da clássica revista norte-americana Esquire, que chega impressa ao Brasil em edições especiais. E no primeiro número, ele organizou uma enquete com um júri da pesada incluindo jornalistas, executivos da indústria e artistas (este que vos escreve incluso) para descobrir quais são os 20 discos mais importantes desde 2020 até hoje e o resultado (que pode ser visto abaixo) está nas bancas com um texto de apresentação do próprio Calbuque.

Agora foi a própria Charli XCX quem postou em seu Instagram outras fotos feitas por aí com outdoors, telas de led e cartazes anunciando mais participações em seu disco de remixes que sai na próxima sexta-feira. Alguns nomes (Lorde, Billie, A.G. Cook, Addison Rae, Troye Sivan, Robyn) já são manjados, outros (The 1975. Japanese House, Jon Hopkins, Bon Iver, cantora Tinashe, Bladee e Yung Lean) pintaram antes essa semana, mas alguns (Julian Casablancas! Ariana Grande! Caroline Polachek!) são impressionantes e inusitados. E esta nova versão, chamada de Brat and it’s Completely Different But Also Still Brat, vem num formato físico ocupa três LPs, ao contrário das versões em vinil duplo anteriores, o que pode sugerir que há mais nomes vindo aí – e, como eu disse, já falaram em Haim, Rebecca Black, Chapell Roan, Rosalía, Kim Petras, Ke$ha… e até Taylor Swift! Seeerá?

E pelo visto o disco de remixes de Brat, o disco-acontecimento de 2024, é o passo global que Charli XCX precisava dar pra aumentar a expectativa sobre sua turnê. Nos últimos dias uma série de cartazes, outdoors e pôsteres foram espalhados em diferentes cidades do mundo sempre puxando algum artista importante local para o formato texto sem formatação e fundo verde-limão que caracteriza a direção de arte do projeto-objeto da estrela inglesa. Em seu país de origem surgiram teasers que indicavam os nomes do grupo The 1975 (em Manchester, cidade-natal da banda), da one-girl-band Japanese House e do produtor Jon Hopkins (ambos em Londres, onde eles nasceram), nos EUA surgiram referências ao cantor folk Bon Iver (no estado de Wincosin, onde este nasceu) e da cantora Tinashe (na região de Pasadena, na Califórnia, onde ela nasceu) e na Suécia apareceram referência aos rappers locais Bladee e Yung Lean (em aparições em Estocolmo, onde os dois nasceram), além de pôsteres com os nomes da cantora Chapell Roan e do vocalista do Limp Bizkit Fred Durst, mas especula-se que estes dois poderiam ter sido forjados por fãs ou empresários dos artistas, para aproveitar o hype do ano. Os fãs ainda lembraram do caminhão que anunciava o nome de Ke$ha em Nova York há algum tempo, além de tentar acertar outros possíveis convidados ao listar as Haim, Addison Rae, Rosalía, Kim Petras, Caroline Polachek e até Rebecca Black (!!!). Tem muita limonada pra sair desse verde-limão ainda, diz aí…

E não bastasse a festinha de aniversário da Charli XCX ter reunido a Lorde, a Billie Eilish e a Rosalía (trazendo um buquê de cigarros), ainda teve as fotos feitas pelo Cobrasnake, lendário fotógrafo de baladas dos tempos do Fotolog e da Cybershot, reforçando que a estética dance do início do século está voltando com tudo — dá pra conferir mais abaixo: