Trabalho Sujo - Home

Gui Amabis: 20 anos de carreira

Depois da bem-sucedida temporada que fez com Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro, Marcelo Fagge, do Mamãe, propõe uma segunda leva de shows de um mesmo artista agora no mês de agosto, quando recebe Gui Amabis todas as quintas-feiras para celebrar seus 20 de carreira, começada quando o projeto Sonantes – que contava com Céu e o grupo 3 Na Massa na formação – lançou sua primeira composição, chamada “Miopia”. Para comemorar a efeméride, Gui recebe novos e velhos parceiros em ordem aleatória nos dias 6, 13, 20 e 27 deste mês, com luz assinada pela impressionante Mau Schramm e cenografia feita por Keila Alaver. Entre os convidados da temporada, que serão apresentados a cada dia como surpresa, estão nomes como Juçara Marçal, Giovani Cidreira, Thiago França, Regis Damasceno, Manuela Julian, Matheus Fazendo Rock e Zé Ruivo. Durante a temporada, Gui mostrará algumas músicas de seu próximo álbum.

O mar e o amor

Lavínia encarou o desafio de atravessar um ícone de sua terra de meio século de idade sem medo e com um sorriso no rosto nesta terça-feira, no Centro da Terra, quando apresentou sua homenagem ao clássico baiano Gal Canta Caymmi. O disco original, com apenas pouco mais de meia hora de duração, fluiu em um espetáculo que chegou em uma hora de duração graças à interação de Lavínia com o público e a leveza robusta da banda dirigida pelo guitarrista Júnior Boca, desta vez ao violão, que chamou um timaço para acompanhar a cantora, com Meno Del Picchia entre o teclado e o piano, Regis Damasceno no baixo, Beto Gibbs na bateria e Marcelo Monteiro nas flautas. Com direção do companheiro Otto Ferreira, o espetáculo ainda contou com figurino, luz e projeções que sublinhavam tanto a paixão de Caymmi pelo mar como pelo amor, tão bem desenhados pelas escolhas de Gal no disco original. A apresentação ainda contou com músicas-extra, quando Regis pegou o violão como único músico no palco para acompanhar a cantora primeiro em “Morena do Mar” e depois “Oração de Mãe Menininha” (quando a banda aos poucos foi voltando ao palco) para finalizar com os clássicos “Suíte do Pescador”, “Caminhos do Mar” e “Maracangalha”, terminando com o astral lá em cima,

#lavinianocentrodaterra #lavinia #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 156

Contrapangeia em grande estilo

Lindo o show que Gui Amabis fez nesta quinta-feira no Sesc Pompeia para mostrar, em grande estilo, o seu ótimo quinto disco, lançado no primeiro semestre deste ano, Contrapangeia. Escudado por dois velhos compadres cada um a seu um lado no palco – o violonista Regis Damasceno e o tecladista Zé Ruivo – ele foi acompanhado por um orquestra de câmara de 18 músicos e transpôs ao vivo o disco na íntegra, incluindo as participações de Manu Julian e Juçara Marçal, que encerrou a apresentação com a bela “Nesse Meio Tempo”, que também encerra o disco. Gui aproveitou a oportunidade única para reler naquela formação algumas músicas de discos anteriores (como “O Deus Que Mata Também Cura” de seu disco de estreia, Memórias Luso-Africanas, de 2011; e “Pena Mais Que Perfeita”, esta com Juçara, que a regravou em seu disco de estreia, e “Merece Quem Aceita”, do disco seguinte, Trabalhos Carnívoros, de 2012) e encerrou com um bis com uma versão deslumbrante para “Graxa e Sal”, de seu terceiro álbum, Ruivo em Sangue, de 2015, e fez todo mundo sair flutuando.

Assista abaixo:  

Agora, todo mundo!

E reunindo sua atual banda para repassar seu repertório e visitar algumas músicas alheias, Pélico encerrou a sua temporada Cá Com os Meus Botões no Centro da Terra com o astral lá em cima. Acompanhado por Richard Ribeiro (bateria), Jesus Sanchez (baixo), Regis Damasceno (violão e guitarra) e Pedro Regada (piano e teclados), o cantor e compositor também cantou músicas que alguns fãs pediram anteriormente (como “Se Você Me Perguntar” e “Descaradamente”, ambas tocadas no bis) visitou Lô Borges via Milton Nascimento (“Para Lennon e McCartney”) e Renato Russo (“Vinte e Nove”, desta vez só com Regis) e contou com a presença surpresa do novato Kaboom 23, com quem dividiu uma música (“Coração Congelado”, que fizeram no palco) lançada em 2021. Uma noite quente para encerrar uma temporada emotiva – e rejuvenescedora, para o público e para o artista.

Assista abaixo:  

Acrescente um violoncelo…

E Pélico segue desbravando novos rumos para suas canções em mais uma noite de sua temporada Cá com Meus Botões no Centro da Terra. Nesta segunda, a terceira noite de sua temporada no teatro, ele chamou o parceiro de longa data Regis Damasceno, que também está tocando na atual formação de sua banda, que chega em conjunto na próxima segunda, para acompanhá-lo ao lado de um novo parceiro, o violoncelista Thiago Faria. E juntos, o trio passeou por algumas das canções de seu repertório visitadas nesta temporada e algumas versões, entre elas mais uma vez “Espelhos D’Água”, hino romântico de Dalto, e, pela primeira vez, “Vinte e Nove”, do Legião Urbana, além de pinçar faixas próprias que há muito tempo não tocava ao vivo, como “Um Menino” e “Pretexto”. E mais uma vez Pélico entregou-se de corpo e alma às suas canções, numa noite tão emotiva quanto as anteriores, mas que caminhava por outros arranjos…

#peliconocentrodaterra #pelico #centrodaterra2024 #trabalhosujo2024shows 232

Pélico: Cá com Meus Botões

E com prazer recebemos durante as segundas-feiras de outubro o grande cantor e compositor Pélico, que depois de uma temporada no exterior, começa a preparar sua volta aos palcos e aos discos, lentamente preparando um próximo álbun à medida em que volta a sentir a pulsação do momento. E ao propor a temporada Cá com Meus Botões, ele volta-se para si mesmo, como o título deixa claro, para, a cada segunda-feira, visitar um trecho de sua carreira com diferentes formações. Na primeira segunda, dia 7, ele vem acompanhado do tecladista Pedro Regada, para depois, no dia 14, visitar um repertório de canções que canta em casa acompanhado do violão de Kaneo Ramos: violão. No dia 21 ele vem escudado pelo compadre Regis Damasceno, que toca guitarra, violão e o acompanha nos vocais, e do cello tocado por Thiago Faria, para revisitar velhas canções nesta nova formação. E encerra a temporada no dia 28, acompanhado de sua atual banda (formada por Regis Damasceno, Pedro Regada, Jesus Sanchez no baixo e Richard Ribeiro na bateria), quando começa a mostrar sua produção atual. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#peliconocentrodaterra #pelico #centrodaterra2024

Esticando melodias

E o espetáculo que Laura Lavieri realizou nesta terça-feira no Centro da Terra, por mais que tivesse cânticos indígenas e mantras indianos que justificassem o título da noite (Mântrica), não ficou apenas em repetições e círculos musicais ancestrais e, auxiliada por Estevan Sincovitz, Regis Damasceno e Igor Caracas, ela invadiu o terreno da canção popular e levou essa lógica musical cíclica para clássicos de Cole Porter, Tincoãs, Radiohead, Beatles (e George solo!) e até Can, fazendo tudo correr como parte de um mesmo fluxo criativo, como por exemplo quando enfileirou a eterna “É Preciso Perdoar” com “As Esferas” de Ava Rocha e Negro Leo. Uma noite plena.

Assista aqui:  

Laura Lavieri: Mântrica

Começamos os trabalhos de agosto no Centro da Terra com uma apresentação que Laura Lavieri criou especialmente para esta ocasião. No espetáculo Mântrica, a cantora e compositora abraça poemas circulares pelas ondas da música, trabalhando elementos que estão ligados à sua produção artística e à forma de relacionar-se com o mundo, como controle, proteção, concentração, expurgo. Nessa imersão musical e terapêutica, ela vem acompanhada dos amigos Estevan Sincovitz, Regis Damasceno e Igor Caracas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.

A força cultural de uma região

Este fim de semana viu a segunda edição do espetáculo Conjunto Nordeste, idealizado pelo produtor Duda Vieira e pelo maestro Regis Damasceno, no Sesc Pinheiros. Se a primeira, realizada em junho do ano passado, priorizou novos nomes da música nordestina – reunindo um elenco estelar formado por Alessandra Leão, Almério, Flaira Ferro, Getúlio Abelha, Larissa Luz, Luiz Lins, Otto e Potyguara Bardo -, esta segunda preferiu voltar para as raízes e celebrar artistas da região que estão aí há tempos – mas sem tirar o pé da contemporaneidade. Este foi representado por Josyara, que abriu a noite com sua voz e violão estupendos encantando corações que estavam, em sua grande maioria, esperando os veteranos da noite. Depois foi a vez de Ednardo, aos poucos recuperando sua voz depois de um problema de saúde, mas com carisma intacto, fazendo todos cantar “Enquanto Engoma A Calça”, “Pavão Mysteriozo” e “Terral” (e não teve como não dar uma choradinha nessa hora), seguido de Hyldon, que brincou com o fato de ninguém lembrar que ele era baiano (“do polígono da maconha”, riu, reforçando que foi “parceiro do Tim Maia e vizinho de Raul Seixas, sou um sobrevivente!”), e emendar os hits “Dores do Mundo”, “Na Sombra de Uma Árvore” e inevitavelmente “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”. A estrela da noite foi a gigante Anastácia, eterna alma gêmea de Dominguinhos, que lembrou, no show de domingo, que seu companheiro e parceiro morrera há exatos dez anos, e aproveitou a oportunidade para reforçar que discorda da lógica que brasileiro não tem memória, citando aquele espetáculo como prova disso, antes de passear pelos sucessos “Sanfona Sentida”, “Amor Que Não Presta Não Serve Pra Mim” (bolero eternizado por Angela Maria) e “Tenho Sede”. Os quatro foram acompanhados por uma banda dirigida por Régis, que alternava-se entre a guitarra e o violão de doze cordas, e ainda contava com Danilo Penteado (tocando sanfona, teclado, cavaquinho e violão), Charles Tixier (tocando percussão e sampler), Magno Vito (no contrabaixo) e Alana Ananias (na bateria). Os quatro voltaram tocando “Só Quero um Xodó” e mostrando que este formato tem vida longa. Que venha o próximo!

Assista abaixo:  

Dragão feminino

Nos últimos anos, as comadres Alessandra Leão, Isaar e Karina Buhr vêm selando uma amizade de décadas, que remonta às origens do mangue beat em seu Pernambuco e um movimentação feminina e feminista no mundo da música mesmo a contragosto de seu status quo. O novo passo do trio foi dado neste sábado, no Sesc Pinheiros, quando reuniram-se ao guitarrista Régis Damasceno e à tecladista Sofia Freire para celebrar esse laço comum no espetáculo Dracena, em que repassaram músicas de suas respectivas carreiras solo em conjunto. “Não tem macumba sem planta, não tem macumba sem folha”, Alessandra explicou o nome da apresentação a partir da planta que o batiza no momento central do show, quando só as três entregam-se às suas vozes e instrumentos de percussão, “dracena também quer dizer ‘dragão feminino’. Dracena é planta que limpa, abre caminho e aponta para a frente como uma lança”. Axé!

Assista aqui: