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Encerrando 2025 com os olhos em 2026!

Encerrando a programação de 2025 do Inferninho Trabalho Sujo pegando fogo, com duas bandas novíssimas no Redoma apontando para um 2026 que promete! A noite começou com o sexteto instrumental Pé de Vento, que começou a tocar há pouco mais de um ano em uma pizzaria clássicos do jazz brasileiro e que há menos tempo ainda passou a compor as próprias músicas, apresentadas num primeiro show apenas autoral nesta sexta-feira. São jovens cobras em seus instrumentos que tocam em outros grupos: o tecladista Pedro Abujamra toca na Orfeu Menino ao lado de Tommy Coelho, que deixa a bateria para tocar guitarra e percussão, enquanto Antônio Ito, da Saravá, segura o groove da banda, acompanhado do baixista Tom dos Reis, do saxofonista e flautista Leonardo Ryo e do novo integrante Arthur Scarpini, no violão. O encontro feroz dos músicos mostra que o jazz à brasileira segue à toda nas novas geraçõe e além das próprias composições, o grupo encerrou a noite com dois standards do gênero, “Dedicada a Ela” do Arthur Verocai e “Vera Cruz” de Milton Nascimento, ambas em versão instrumental. Coisa fina.

Depois foi a vez de uma banda ainda mais nova, formada neste semestre, a Monolitos, encerrar a noite, mostrando uma amplitude de gêneros que também passa pelo jazz brasileiro, mas com foco maior no cancioneiro típico da MPB, no soul, na psicodelia e no rock nacional, bebendo tanto dos anos 70 e 80 quanto de contemporâneos do novo indie daqui. Igualmente formada por integrantes de outras bandas da nova geração, a banda conta com a vocalista Bru Cecci toca no Devolta ao Léu e o baixista Roberth Nelson também toca na Saravá, além da presença do tecladista Miguel Marques, do baterista Gui Dias e Arthur Jé na guitarra, que divide os vocais e as composições com Bru. E além de suas próprias composições, que também passeiam por gêneros tradicionais brasileiros, como baiões e forrós, encerraram a noite evocando a fase prog dos Mutantes ao tocar “Uma Pessoa Só” no bis.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Pé de Vento e Monolitos @ Redoma (12.12)

O último Inferninho Trabalho Sujo do ano acontece nessa sexta-feira, dia 12 de dezembro, quando reúno duas bandas novíssimas para apresentar-se pela primeira vez na festa. A primeira delas é a instrumental Pé de Vento, ancorada no jazz brasileiro dos anos 70 e com integrantes das bandas Orfeu Menino e Saravá, que tocará suas músicas autorais pela primeira vez na festa. Depois é a vez de outra banda formada por integrantes de bandas que já passaram pelo palco do Redoma (como a própria Saravá e a Devolta ao Léu), quando recebemos pela primeira vez um dos primeiros shows da banda Monolitos. O Redoma fica no número 825-A da rua Treze de Maio, no Bixiga, a casa abre às 21h e a partir das 22h começam os shows. Os ingressos já estão à venda!

Em ponto de bala

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma com outro primeiro show de um artista iniciante. Dessa vez quem deu início à carreira autoral no palco do Bixiga foi a cantora e guitarrista Isabella Sartorato, que mostrou suas próprias canções pela primeira vez em público, misturando referências que vão do rock progressivo à música brasileira dos anos 70, passando por rock desse século e pela música pop. Um bom termômetro para a apresentação foram as versões alheias que ela trouxe pro show, que começou com uma Marina Lima pouco lembrada (a excelente “Gata Todo Dia”), um Radiohead ousado (“Jigsaw Falling Into Place”) e uma versão jazzy pra uma música da Anitta (“Meiga e Abusada”), fazendo todas casar com suas novíssimas canções.

Depois foi a vez da banda Devolta Ao Léu voltar ao palco do Redoma, com uma mudança considerável na formação, uma vez que seu guitarrista e seu baixista dessa vez eram os integrantes de outra banda que também já passou pelos nossos palcos, a Saravá. Na verdade a apresentação foi uma versão menor de um show que as duas bandas fazem coletivamente, que eles chamam de Saravéu, só que com ênfase nas canções do Devolta. Essas vêm com a voz maravilhosa de Bru Cecci, que além de tocar teclado também tocou guitarra por algumas músicas, trocando de instrumento com o guitarrista da Saravá, Joni Gomes, enquanto o baixista Roberth Nelson se enturmava absurdamente com Rafa Sarmento, o excelente baterista da Devolta. Eles ainda puderam fazer algumas músicas da Saravá, mostrando o dueto de vozes entre Joni e Bru, que deve estar no disco de estreia da banda, que esta sendo gravado. Showzão!

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Devolta ao Léu e Isabella Sartorato @ Redoma (14.11)

Vamos a mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma e mais uma vez trago novíssimos artistas para o palco do Bixiga. A primeira delas é a banda Devolta ao Léu, formada por Bru Cecci (voz e teclado), Rafa Sarmento (bateria), Eduardo Rodrigues (guitarra) e Leo Bergamini (abaixo), que já tocou na festa e volta aos palcos do Inferninho misturando referências que vão do rock experimental à música brasileira, misturando referências que vão de Itamar Assumpção a Erasmo Carlos. A outra artista é uma estreia pra valer: embora a guitarrista Isabella Sartorato já tenha subido em alguns palcos, essa é a primeira vez em que sobe num para mostrar suas próprias canções, que misturam rock, música experimental, música pop e jazz fusion acompanhada de uma banda formada por Francisco Nogueira (baixo), Jampa (bateria) e Lucas Paulo (teclas). Antes, entre e depois das bandas eu ponho o som da noite. Os ingressos já estão à venda neste link.

Duas descargas elétricas

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma com a energia lá no talo. Desta vez foi a vez de receber duas estreias na festa e a primeira delas veio lá no Espírito Santo. O Gastação Infinita surgiu no mesmo interior capixaba que trouxe nomes tão distintos para a música brasileira como Roberto Carlos, Sergio Sampaio, Primitive Painters, My Magical Glowing Lens e Mickey Gang e a fusão de gêneros musicais promovida pelo encontro do baterista e vocalista Matheus Tavares, com o guitarrista e flautista Iago Tartaglia, o baixista Hecthor Murilo, o tecladista Pedro “Puff” e guitarrista Vitor “VT” coloca, no mesmo balaio, jazz, funk, música pop, rock clássico e progressivo, MPB e até tradições de seu estado, como quando puxam um congo em pleno set elétrico. Ainda trabalhando músicas do disco do ano passado, começa a mostrar o repertório que se forma num disco que querem lançar ainda esse ano, chamado Moqueca de Minério, que é uma boa definição da própria sonoridade do grupo, embora não tenha a conotação tóxica que o título originalmente se pretende. Os minérios dessa moqueca musical são consistentes e a banda não poupa energia para mostrar isso. Mas sem nunca perder o humor, inclusive no momento em que arremessam um jacaré inflável no público, ameaçando parar o show se o boneco cair no chão. Sempre no talo, o grupo está prestes a decolar.

Depois foi a vez do trio Nigéria Futebol Clube atropelar o público com um atordoo sonoro que bebe tanto do punk clássico e do hardcore, mas principalmente do pós-punk e do híbrido de punk-funk que une bandas tão distintas quanto Gang of Four, Funkadelic, Red Hot Chili Peppers e Bad Brains num mesmo panteão sonoro. E o que começou como uma sessão de descarrego rítmico logo transformou-se numa gira elétrica em que o baterista e vocalista Raphael “PH” Conceição puxava a pregação de seu púlpito percussivo, enquanto o guitarrista Rodrig Silva ecoava tanto ecos magnéticos de Andy Gill e Glenn Branca quanto sintonizava-se com os delírios mântricos de Albert Ayler e Ornette Coleman (e soltando efeitos sonoros – até sambas antigos – que disparava descalço pelos pedais), acompanhado de perto do baixo de Cauã de Souza ecoa tanto os da nave de George Clinton (Bootsy Collins e Billy Bass) quanto o início da carreira de um de seus discípulos mais devotos, Flea. A performance do trio ainda não foi devidamente capturada em disco – e dá pra entender a dificuldade de quem se atrever -, mas já é um dos melhores segredos da nova cena de São Paulo. Arrasadores.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Nigéria Futebol Clube e Gastação Infinita @ Redoma (22.8)

Semana que vem tem mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma e pela primeira vez recebemos uma banda de fora de São Paulo para tocar nesse palco, quando os capixabas do Gastação Infinita fazem sua estreia na festa na sexta-feira dia 22, mostrando o disco que lançaram no ano passado, Odisséia na Ideiaerradolândia. Quem divide a noite com eles é o explosivo trio paulistano Nigéria Futebol Clube, também fazendo sua estreia no Inferninho Trabalho Sujo. A casa fica na Rua 13 de Maio, 825-A, no Bixiga, abre às 21h, e os ingressos já estão à venda neste link. Eu discoteca antes, durante e depois dos shows, desta vez com o auxílio luxuoso da querida Gabriela Cobas. Vamos lá?

Ingressos .

Segura a novíssima geração!

Na sexta-feira tivemos mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma com uma estreia que valeu por duas, afinal da banda Boia, formada na Unicamp por estudantes de música, não fez apenas seu primeiro show na festa como aquele foi seu primeiríssimo show da vida. Surgida a partir da parceria do violonista Leo Bergamini com a vocalista Luli Mello, a banda surgiu a partir da própria república, uma vez que quatro de seus integrantes moram na mesma casa – e os dois que não moram são vizinhos – em Barão Geraldo, distrito de Campinas onde fica a Unicamp. A convivência constante traduziu-se muito bem no palco e ao lado do flautista e saxofonista Renato Quirino, do guitarrista Murilo Costa Rosa, do baixista Murilo Kushi e do baterista João Decco, os dois dominaram a abertura da noite com um repertório autoral baseado nas canções de Leo e Luli, esta um colosso no palco, tanto em termos de voz quanto de carisma. A banda inteira esmerilha no território do jazz brasileiro mas sem cair na caretice típica das faculdades de música e seu entrosamento de casa os coloca num lugar em que podem embalar versões de Moacir Santos e Hermeto Pascoal sem perder o frescor nem o groove. Uma estreia e tanto de uma banda que tem tudo pra crescer bem esse ano.

Depois foi a vez do Saravá e o trio formato por Joni (guitarra), Roberth Nelson (baixo) e Antonio Ito (bateria) também mostrou que não está pra brincadeira, fazendo o rock clássico e o indie rock conversarem como se fossem da mesma geração. Três instrumentistas de peso, passearam pelo repertório já estabelecido em dezenas de shows pela cidade e mostraram músicas novas, além de recuperar um trecho do show que haviam abandonado, quando se entregavam ao improviso elétrico, meio psicodélico meio jazz, no número que batizam adequadamente de “Fritação”. É outra banda que está criando uma ótima casca e já tem uma reputação, ainda que nova, dentro da nova cena paulistana – que não para de ferver!

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Boia e Saravá @ Redoma (6.6)

Nessa sexta-feira temos mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Redoma e no palco do Bixiga subirão duas bandas novíssimas em ascensão: a banda Boia, que está fazendo seus primeiros shows com repertório autoral, e o trio Saravá, que já passou pelo Inferninho e faz mais uma de suas apresentações fulminantes. Como as bandas dessa nova geração paulistana, as duas equilibram-se entre o rock independente, a MPB dos anos 70 e 80 e o rock clássico, e mais uma vez discoteco antes, entre e depois dos shows. A noite começa a partir das 21h e os ingressos já estão à venda.

Duas vertentes de uma nova cena

Mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma, reunindo duas bandas novíssimas que mostram como a nova cena vem se movimentando, desta vez com cada um dos grupos revelando uma das vertentes desse cenário. A noite começou com o quarteto Copo e Água, que encaixa-se na categoria “bandas de MPB” que comentei outro dia: grupos cuja formação e entrosamento é próximo das bandas de rock, mas que as influências são essencialmente brasileiras e quase sempre buscando referências em discos antigos e gêneros decanos. E assim o grupo liderado pela impressionante vocalista e violonista Amanda Iumatti, aparentemente pequena, mas que cresce no palco com uma presença incrível e um vozeirão surpreendente, passeia com energia por sambas, bossas novas, baladas e frevos acompanhada de uma cozinha precisa, formada pelos ótimos Rodrigo Bergamin e Rafa Sarmento (este último tambem baterista do Devolta ao Léu, que havia tocado na edição anterior da festa naquela mesma casa). O tecladista original, Miguel Allain, não pode comparecer e a banda chamou o xará Miguel Marques, que segurou muito bem a noite tanto em seu instrumento quanto nos vocais, às vezes dividindo números apenas com Amanda.

Depois foi a vez do trio Los Otros com seu rock direto e melódico que bebe tanto das bandas inglesas dos anos 60 quanto do rock brasileiro dos anos 70 e a cena new wave e pós-punk da década seguinte, mostrando todo o entrosamento que uma banda que mora junto pode ter. O casal Tom Motta (guitarra) e Isabella Menin (baixo) está cada vez mais confiante no palco e a química dos dois funciona muito bem, sempre sobre a bateria de Vinicius Czaplinski. O trio sintetizou ainda mais o repertório, deixando blocos de músicas românticas entre as canções, e fazendo apenas uma versão, a já tradicional “Papai Me Empresta o Carro”, de Rita Lee. Em sua segunda aparição no Inferninho, o grupo estreou no Redoma às vésperas de lançar seu primeiro single, “Rotina”, que usou para encerrar sua apresentação.

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Los Otros e Copo e Água

Mais um Inferninho Trabalho Sujo à vista, desta vez no Redoma, ali no Bixiga, trazendo duas bandas que estão despontando na cena paulistanas, o trio Los Otros, formado por Tom Motta, Isabella Menin e Vinicius Czaplinski, que repete sua participação na festa às vésperas de lançamento de seu primeiro single, e os debutantes Copo e Água, que contam com Amanda Iumatti, Rodrigo Bergamin, Rafael Sarmento e Miguel Allain na formação, acabaram de lançar a primeira demo (chamada de Amanda e Os Besobedecem) e estão começando a preparar seu primeiro disco. A festa acontece na sexta, dia 2 de maio a partir das 21h, eu discoteco antes, entre e depois dos shows das bandas e o Redoma fica ali no Bixiga, no número 825A da Rua Treze de Maio, a festa começa às 21h e Vamos lá? Os ingressos já estão à venda!