Raquel Dimantas: Apresenta 8 Hits!

Raquel Dimantas largou o violino clássico depois da adolescência quando ouviu country music e abraçou a música autoral ao tomar o baixo como seu instrumento de partida para depois embrenhar-se entre os músicos do lendário grupo carioca Exército de Bebês, parte deles hoje integrantes de sua banda: o guitarrista Guilherme Lírio, o tecladista Iuri Brito e o baterista Pedro Fonte. Ao começar a compor suas músicas, fez parcerias com outros nomes da cena do Rio de Janeiro, como Jonas Sá, Thiago Nassif e Bruno Di Lullo, que acabaram por produzir seu primeiro disco, sendo que o último assumiu o baixo da banda, enquanto Raquel ia para a guitarras. Seu disco de estreia começou a ser concebido quando ainda nem sabíamos o que era coronavírus e o período pandêmico serviu como incubação para a psicodelia solar e mágica de 8 Hits, que será apresentado pela primeira ao vivo em São Paulo nesta segunda, no Centro da Terra – na verdade é a segunda vez que ela mostra estas músicas ao vivo. Os ingressos podem ser comprados neste link e o show começa pontualmente às 20h.

Centro da Terra: Agosto de 2022

E a programação deste agosto no Centro da Terra está daquele jeito que a gente gosta. Começamos no primeiro dia de um mês com cinco segundas-feiras com uma apresentação única na segunda, já que nossas temporadas contam com quatro datas, e a primeira delas vem com a carioca Raquel Dimantas, que acaba de lançar um dos discos mais divertidos deste ano, o ótimo 8 Hits, que apresenta no palco do teatro do Sumaré. No segundo dia do mês é a vez de Bruno Bruni voltar para o Centro da Terra desta vez com sua homenagem a uma das trilhas de videogame mais clássicas que existe, do jogo Super Mario 64. Na outra segunda, dia 8, é a vez do querido Biel Basile, baterista d’O Terno, apresentar sua safra de shows chamada Temporada de Praia, em que começa a burilar sua própria obra autoral, trazendo convidados que ainda irá anunciar – mas a primeira apresentação ele faz sozinho com seu instrumento. No dia 9 é a vez do grupo a capella Gole Seco, formado pelas cantoras Loreta Colucci, Claudia Dantas, Nathalie Alvim e Giu de Castro, mostra o início de seu primeiro disco, que ainda está sendo gestado. Na terça seguinte, dia 16, é a vez do Amarelo, grupo de Meno Del Picchia e Allen Alencar, apresentar o espetáculo Síntese e Máquina, que seria apresentado em junho, mas que por questões de saúde teve de ser adiado. Dia 23 recebemos o encontro de dois cariocas da nova geração, Gabriel Ventura e Vovô Bebê, que apresentam-se juntos músicas de suas carreiras solo. E no penúltimo dia do mês, 30, recebemos uma das melhores bandas novas de rock de São Paulo, Eliminadorzinho Jr., que fará um espetáculo mostrando músicas de seu próximo álbum. As apresentações musicais no Centro da Terra acontecem sempre nas segundas e terças, os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui. E o café do teatro voltou a funcionar – inclusive com drinks e refeições -, por isso se quiser chegar um pouco antes ou ficar um pouco depois, não faça cerimônia…

Vida Fodona #757: Frio nada a ver

Mas eu dou um jeito, cê sabe…

Ouça abaixo.  

Vida Fodona #755: Sempre volto

Retomando o ritmo…

Ouça aqui.  

Raquel Dimantas: “Não entendo nada, mas tá tudo bem”


(Foto: Wendey Meyer)

Bons ventos do Rio trazem mais um disco promissor vindo do outro lado da Dutra. Raquel Dimantas toca baixo e synth nas bandas dos compadres Marcelo Callado e Thiago Nassif e está preparando o lançamento de seu primeiro álbum 8 Hits! para ser lançado este mês e dá o ar de sua graça em primeira mão para o Trabalho Sujo (assista abaixo), onde estreia o clipe do primeiro single, “Lunares”, que chega às plataformas digitais nesta quarta-feira. “Foram mil camadas e texturas adicionadas ao longo de três anos de produção, trabalhado junto com os três produtores Jonas Sá, Thiago Nassif e Bruno di Lullo”, ela me explica por email. “No início, imaginei que ele seria um álbum instrumental, mas ele foi ganhando novas formas, textos, cores e canais. Acredito que seja um disco de personagens – cada faixa tem um gosto.” E o primeiro gosto é justamente a lesada “Lunares”, que lentamente abre as cortinas deste espetáculo tropicalista à medida em que mostra o caminho torto e psicodélico para onde o disco vai.