Vamos lá, pode falar.
Essa é pra quem comemorou a parceria de Thom com o Burial e o Four Tet. Diz o próprio Dr. Destino:
“We’re working on some duets, some duet songs and shit. Just like preliminary shit but we’ll probably end up doing a whole record together. He’s cool – he’s got a lot of ill ass ideas and shit, you know”
Imagina isso…
Semana passada, em Los Angeles, a casa caiu.
E nesta mesmíssima vibe, o Bruno conta da colaboração entre Yorke, Burial e Four Tet.
E assim desligo tudo por mais de uma semana. Novidades, só a partir do dia 14. Juízo no carnaval e me dê os parabéns, pois o Vida Fodona completa cinco anos neste programa.
Caetano Veloso – “You Don’t Know Me”
Silver Jews – “Random Rules”
Beck + MGMT + Devendra Banhard + Jamie Lidell + Binki – “Run Run Run”
Warpaint – “Elephants”
Momo – “Preciso Ser Pedra”
Radiohead – “Separator”
Novos Baianos – “Swing de Campo Grande”
Juliana R. – “Dry These Tears”
Toro Y Moi – “New Beat”
Metronomy – “The Look”
Destroyer – “Kaputt”
Bonifrate – “Esse Trem Não Improvisa”
Lulina – “Mentirinhas de Verão”
Hercules & the Love Affair – “Shelter”
Barbara Eugênia – “O Oposto do Osso”
Pink Floyd – “Free Four”
Marcelo Camelo – “Ô ô”
ZOL.

Arte: Stanley Donwood
Boa teoria da Ana sobre o novo Radiohead: o grande lance do álbum-jornal tem mais a ver com a disposição da ordem das faixas do que qualquer outro conceito temático sobre o The King of Limbs. Fala, Ana:
Ontem estava concentrada no meu trabalho e ouvindo o álbum pelo zilionésima vez em uma semana. Como tenho a estranha habilidade de pensar em mil coisas simultaneamente, um dos meus pensamentos foi “esse disco seria muito melhor com uma seqüência diferente, como eles puderam ser tão desleixados?”. Desleixados nada. Lembrei dessa história toda de álbum-conceito newspaper, todo o papo de que uma música tem ligação com a outra… Só que isso não se percebia no álbum que eu estava ouvindo. Parecia pura balela.
Pois na hora liguei dois e dois e pensei que a sequência do álbum divulgado em mp3 traria a sequência encriptada do álbum físico (que ainda não foi divulgada, e o lançamento vai ser só em maio). Pô, uma das músicas até se chama CODEX*, pelamordedeus!
Foi como uma maçã que caiu na minha cabeça! Aí bolei essa teoria. Mesmo ao acaso, tudo se encaixou como um quebra-cabeças. Mesmo estando semi-aposentada do mundo da música, sempre vou ter o sexto sentido musical. Isso deu uma mãozinha.
A grande diferença entre o álbum em MP3 e wmv e o disco que vai ser lançado em maio é a seqüência das faixas. Toda essa coisa de “newspaper álbum” é a grande jogada de marketing da vez. A última foi o “pague quanto quiser”.
Mas o importante é que o resultado dessa seqüência me surpreendeu. Músicas que me irritaram antes tomaram outra forma, e finalmente senti a tal conexão entre as músicas que eles falaram antes. Tudo fez sentido. Elementar, meu caro Watson!
E ela ainda fez este infográfico para explicar como seria a ordem “certa” do disco:
Demais, hein. Não custa lembrar que *”Codex”, título de uma das músicas do novo disco, são aqueles pequenos cadernos que formam o livro, segurados por uma cordinha (“códice”, em português).
Essa seria a ordem “correta” de The King of Limbs.
1) “Lotus Flower”
2) “Feral”
3) “Little By Little”
4) “Codex”
5) “Give Up the Ghost”
6) “Morning Mr Magpie”
7) “Bloom”
8) “Separator”
E aí, vai testar?
Donwood é o Radiohead-visual: ele que cuida de todo o design da banda desde The Bends, sempre contando com dicas dos integrantes do grupo, principalmente Thom Yorke. E ao abrir uma exposição em Londres na mesma semana em que o Radiohead lança seu novo disco, ele quase que pediu para ser entrevistado sobre o disco – mais especificamente sobre o conceito de “álbum-jornal” -, que foi o que o Independent fez:
Though it is a “new” development for music, the newspaper format is not a new direction for Donwood – papers are a constant of his career. His fascination with the medium began when he worked as a paper boy and found direction later in producing jokey newspapers for festivals.
From 2006, he found a more focused role for the format, using it to promote and explain his work. For example, for a 2010 San Francisco show he produced a special issue of his newspaper, Over Normal.
“I love the tactile nature of the newsprint,” says Donwood. “I love the history of Fleet Street (which featured in The Eraser’s art), the revolution that was moving type and how it meant that, for the first time, people were able to educate and inform themselves in an accessible way.”
In his commitment to the format, of which the new Radiohead LP is the latest manifestation, Donwood is part of a growing movement of boutique news-printing – small-run, micro-focused newspaper publications. The popularity is such that The Newspaper Club prints news for anything from school papers and wedding souvenirs to corporate clients such as Liberty and Wired. Also printing are artists capitalising on the romance of newsprint, and the author Dave Eggers, who started his own bespoke San Francisco Panorama – a 320-page broadsheet featuring art and writing from the likes of Michael Chabon.
People harking back to newsprint in a digital age does not surprise Donwood. For him, papers are archives in a way websites cannot be. “A newspaper is a snapshot; a physical record of how things are. If you turned the electricity off, digital records would all disappear, but newspapers have the physical reality, the longevity, and that’s brilliant.”
Bem dito, Stan.
É de fã, mas ficou foda.
Psicodelia mulheril ao som de Radiohead remixado pelo U.N.K.L.E.