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Capas de discos via Adventure Time

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Adventure Time talvez seja um dos grandes trunfos culturais dessa década, ainda crescendo lentamente rumo ao topo do pop. A popularização do desenho já está em estágio avançado de massificação e se você não sabe do que se trata, faça-se o favor de se informar e cair na melhor psicodelia do século até agora. Os personagens do programa do Cartoon Network aos poucos estão se embrenhando em nosso inconsciente e não duvide se 2015 assistir ao momento em que eles se tornarão mais populares que o Mickey, o Snoopy ou o Super Mario para todas as faixas etárias. Essa compilação de capas de discos clássicos mashupadas com o imaginário do título, reunida por este blog, já dá uma vaga noção de que o desenho não é mais um segredo entre crianças apaixonadas, pais vidrados e doidões deslumbrados:

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Lá no blog tem muito, muito mais.

On the run #146: Diplo @ Solid Steel Radio Show

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Diplo deu uma canja de duas horas no programa da Ninja Tune na BBC – o Solid Steel – e pra quem ainda associa o produtor norte-americano com batidões das periferias do planeta precisa ouvir esse setzinho sossegado que mistura Massive Attack, Pharcyde, Kaytranada, Radiohead, Bonobo e Love. A apresentação é uma espécie de comemoração dos dez anos da primeira vez que Diplo discotecou para o Solid Steel, em uma festa num barco em 2004.

Deadboy – “Wish U Were Here”
Cyril Hahn feat Shy Girls – “Perfect Form”
2 Chainz – “Employee of the Month”
London Grammar – “Strong (Shadow Child Remix)”
DVA – “Gang Gang Riddim”
Labrinth etta band raf riley – “EXR TREATMENT”
Ta-ku – “I Miss You”
Gustavo Cerati – “Cáctus”
sully – “givemeup”
Sibian & Faun – “I’m Sorry”
Goldfinger – “Contact”
Two Inch Punch – “UP IN YOUR MIX (TIP TWEAK)”
Radiohead – “You And Whose Army”
Pharcyde – “She Said (Jay Dee Remix)”
Diplo – “Big Lost (Eprom Remix)”
Massive Attack – “Protection”
Jai paul – “dont fuck jai paul”
Two Inch Punch – “Love You Up”
Kaytranada – “Free Things in Life”
Love – “And More Again”
Heaven 17 – “Let Me Go”
Bonobo – “Cirrus”
Sully – “Bonafide”

Radiohead no estúdio

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Em entrevista à rádio BBC 1 sobre sua carreira como compositor erudito, o guitarrista do Radiohead Jonny Greenwood confirmou que sua banda está em estúdio gravando o que deve ser o nono disco da banda. “Sempre sinto que quando começamos não temos como saber para onde vamos nem o que iremos fazer. ‘Procurar avenidas’ é um bom jeito de explicar esse processo de tateamento que fazemos, principalmente porque toda vez que começamos a fazer da mesma forma que parecia ter funcionado antes, nunca funciona. Então estamos conversando sobre diferentes abordagens e tentando algumas delas”, explicou na entrevista, que pode ser ouvida neste link (a partir de 1:34:00).

Um Radiohead na Sala São Paulo e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

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Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead que na paralela também tem uma carreira de compositor erudito, vai ter uma de suas peças eruditas tocadas pela Orquestra Sinfônica Brasileira ainda este mês. A “Norwegian Wood Suite” foi composta como trilha sonora do filme de Tran Anh Hung de mesmo nome e vai ser regida pelo maestro Roberto Minczuk nas duas apresentações. Aqui dá pra comprar os ingressos pra apresentação no Rio, que acontece no dia 23 e aqui para apresentação em São Paulo, que acontece dia 26. Se você não conhece a peça, olha ela aqui, sendo tocada pela primeira vez em público pela BBC Concert Orchestra (e se você quiser baixar, tem a música aqui):

Refletor #005: A natureza da rede

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Inevitável falar do disco novo de Thom Yorke na minha coluna no Brainstorm9, afinal, mais uma vez voltamos a questionar o sentido de cobrar por algo que todo mundo pode ter de graça?

A natureza da rede
O Radiohead expande seus experimentos ao lançar um disco solo de Thom Yorke via torrent pago

Falei pra ficar de olho no Radiohead.

No início de setembro o grupo lançou a atualização do aplicativo PolyFauna, que comentei numa coluna anterior. Há três semanas, o vocalista da banda Thom Yorke twittou uma imagem de um vinil branco, causando furor na enorme base de fãs do Radiohead sobre a possibilidade do grupo estar realmente voltando – e de já ter um disco prontinho e prensado.

Na semana seguinte ele twittou que estava no segundo dia de gravação do próximo disco da banda, ao mesmo tempo em que causou dúvidas sobre qual seria aquele vinil branco que havia publicado anteriormente.

Eis que na sexta passada ele anunciou a novidade – que estaria lançando seu novo disco solo, o segundo produzido por Nigel Godrich, seu parceiro tanto como produtor do Radiohead quanto na banda Atoms for Peace, que ainda conta com Flea, o baixista dos Red Hot Chili Peppers, na formação.

Tomorrow’s Modern Boxes, no entanto, não é só um disco. Foi anunciado abruptamente não só como uma continuação do trabalho solo de Thom Yorke, mas, principalmente, como um experimento. No site do Radiohead um texto explica que o lançamento não é apenas um novo disco. É um experimento.

“Como um experimento estamos usando uma nova versão do BitTorrent para distribuir o novo disco de Thom Yorke.

Os arquivos Torrent devem ser pagos para se ter acesso a alguns arquivos.

Os arquivos podem ser qualquer coisa, mas neste caso eles são um “álbum”.

É um experimento para ver se as mecânicas do sistema são algo que o público em geral pode se envolver.

Se funcionar bem pode ser uma forma eficaz de permitir o controle do comércio via internet de volta às pessoas que criam o trabalho.

Permitindo que elas possam fazer tanto música, vídeo ou qualquer tipo de conteúdo digital para elas mesmos colocar à venda.

Ultrapassando os autodenominados seguranças na porta de entrada.

Se funcionar qualquer um pode fazer como nós fizemos.

O mecanismo torrent não requer nenhum servidor para fazer upload ou custos de hospedagem ou esse papo-furado de “nuvem”.

É uma vitrine de loja embutível e autocontinda…

A rede não apenas carrega o tráfico de dados, ela também hospeda os arquivos. Os arquivos estão na / são a rede.”

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Em outras palavras, Thom Yorke lançou o primeiro torrent pago da história da música. Embora atualizações via torrent sejam comuns no mundo dos games, esta é a primeira vez que um artista de tal grandeza utiliza um formato amplamente difundido mas pouco comercializado.

O torrent, para quem não conhece, é a continuação da horizontalização da distribuição de conteúdo digital que começou com o Napster, em 1999. Naquela época, o programa permitia que qualquer computador pudesse funcionar como servidor e qualquer um poderia baixar músicas – ou qualquer outro tipo de arquivo – direto do computador de outras pessoas, seja um vizinho de porta ou alguém do outro lado do planeta.

Essa mudança de lógica subverteu completamente o parâmetro dos downloads digitais na última década do século passado. Antes era preciso encontrar um servidor em que você pudesse hospedar os arquivos que queria distribuir para o público – e naquele tempo pré-Dropbox, pré-Google Drive, pré-”nuvem” e pré-banda larga isso não era fácil de se fazer. Se criar um site para publicar conteúdo em texto ainda era uma tarefa complicada (que veio ser simplificada quando a PyraLabs de Evan Williams inventou o Blogger e popularizou o conceito de blogs), fazer o mesmo com arquivos em áudio era trabalho para poucos nerds que manjavam de internet e programação de computadores (atividades que ainda não haviam se misturado).

O Napster permitiu que todo mundo pudesse baixar conteúdo de todo mundo, sem que fosse preciso se pendurar num servidor principal – traduziu para os downloads o próprio conceito da internet. Mas ainda era preciso esperar um download acabar para o próximo começar e a solução para isso foi a criação da tecnologia torrent – um tipo de arquivo que picota em milhares de pedaços o conteúdo digital e distribui esses pedaços entre as pessoas que estão o compartilhando.

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Isso quer dizer que você não precisa esperar todo um arquivo baixar para começar a permitir que ele seja baixado por outra pessoa, a partir da sua máquina. Se um pedacinho de um disco ou filme já está em seu HD, ele já pode ser baixado. O programa de torrent avisa quando todos os pedaços forem baixados e o download estiver completo.

O formato torrent é o motor do Pirate Bay, o maior site de downloads ilegais do mundo. Sua brecha jurídica é que ele não está permitindo o download dos filmes em si – apenas de um arquivo que permite que várias pessoas baixem um arquivo de outra pessoa. Quanto mais gente baixando, melhor a qualidade da conexão e mais rápido chega o download – ao mesmo tempo que torna-se mais difícil descobrir quem é o pirata original.

Filmes, séries, softwares, discos, livros e videogames são baixados às toneladas diariamente por milhões de pessoas no mundo inteiro – de graça. O desafio lançado por Thom Yorke é meio parecido com quando a banda perguntou ao público quanto ele queria pagar pelo disco In Rainbows, de 2007. A evolução vem em duas partes: a primeira permite o download gratuito de algumas faixas do disco, que funcionam como um aperitivo, e a segunda vem com a utilização do formato torrent.

Essa é a mudança interessante de paradigma. Por mais que os torrents sejam populares, o Radiohead acredita que eles podem ser populares inclusive para conseguir que o público pague por conteúdo digital – e não apenas música. Se o experimento do segundo disco de Thom Yorke der certo, tudo indica que o Radiohead tentará utilizar esse mesmo formato para seu próximo disco (e seus próximos clipes? Seus próximos aplicativos?) e abrirá, mais uma vez, uma nova trilha para artistas de toda sorte tentar buscar novo contato com seu público. A banda sabe que está falando também com gente que nunca baixou um torrent na vida e fez questão de explicar o passo a passo no site do BitTorrent.

Em uma semana de lançamento, o disco foi baixado um milhão de vezes, entre as versões paga e gratuita. Quem vende um milhão de discos em 2014?

Mas há um conceito bem mais interessante do que simplesmente como comercializar conteúdo na internet escondido no final do manifesto, na parte em que diz que os arquivos “são/estão na rede”. É uma reflexão interessante que não diz respeito apenas à natureza da internet para além das simples conexões estruturais (afinal, para que serviria a rede se não existissem pessoas?) como também sobre o futuro da rede, que pode misturar forma e conteúdo cada vez mais, mudando, inclusive, os rumos da arte, do comportamento e da cultura. E, portanto, do que é ser humano.

Revelado o mistério de Thom Yorke: seu novo álbum solo será, Tomorrow’s Modern Boxes, será lançado via BitTorrent

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É isso aí: o vinil branco de Thom Yorke é seu segundo álbum solo, chamado Tomorrow’s Modern Boxes, que, além do vinil, também será vendido e distribuído via… torrent! Abaixo, a declaração dada pelo Radiohead em seu site, um claro manifesto:

Como um experimento estamos usando uma nova versão do BitTorrent para distribuir o novo disco de Thom Yorke.

Os arquivos Torrent devem ser pagos para ter acesso a alguns arquivos.

Os arquivos podem ser qualquer coisa, mas neste caso é um “álbum”.

É um experimento para ver se as mecânicas do sistema são algo que o público em geral pode se envolver.

Se funcionar bem pode ser uma forma eficaz de permitir o controle do comércio via internet de volta às pessoas que criam o trabalho.

Permitindo que elas possam fazer tanto música, vídeo ou qualquer tipo de conteúdo digital para elas mesmos colocar à venda.

Ultrapassando os autodenominados seguranças na porta de entrada.

Se funcionar qualquer um pode fazer como nós fizemos.

O mecanismo torrent não requer nenhum servidor para fazer upload ou custos de hospedagem ou esse papo-furado de “nuvem”.

É uma vitrine de loja embutível e autocontinda…

A rede não apenas carrega o tráfico de dados, ela também hospeda os arquivos. Os arquivos estão na / são a rede.

Tomorrow’s Modern Boxes já está à venda via Torrent (algumas faixas podem ser baixadas de graça, o disco inteiro custa seis dólares) e também em vinil, no site da banda. Segue um aperitivo, além das faixas abaixo:

“A Brain in a Bottle”
“Guess Again!”
“Interference”
“The Mother Lode”
“Truth Ray”
“There is No Ice (For my Drink)”
“Pink Section”
“Nose Grows Some”

Mas isso não quer dizer que o Radiohead não venha com algo novo por aí

O misterioso vinil branco de Thom Yorke

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Aconteceu neste fim de semana: Thom Yorke twittou uma foto em seu tumblr em que mostrava apenas um disco branco girando numa vitrola (que foi retwittado em seguida por Nigel Godrich, produtor do Radiohead e colaborador de Thom no projeto Atoms for Peace):

Já fomos avisados através de uma atualização de aplicativo que algo está acontecendo no universo do Radiohead em 2014. Será que o novo disco já está pronto pra chegar?

É, vem disco novo do Radiohead por aí…

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Thom Yorke segue twittando pistas e, entre letras antigas e velhos desenhos do colaborador Stanley Donwood, que trabalha com a banda há vinte anos, anunciou em um tweet cifrado, que o Radiohead estaria em seu segundo dia de estúdio. Eis uma compilação dos tweets recentes:

Eles não explicam, no entanto, o misterioso vinil branco que apareceu rodando em um tweet do vocalista da banda na semana passada. Como foi retwittado por Nigel Godrich, que é produtor do Radiohead mas também integrante da banda paralela de Yorke, Atoms for Peace, muitos cogitam que talvez seja um novo lançamento do projeto, não necessariamente um disco novo – mesmo porque a imagem mostrava um material gráfico semelhante ao do primeiro disco solo de Thom e ao do último disco do Atoms…, Amok.

Mas há dois meses Yorke vem postando em seu tumblr cenas inóspitas de árvores alienígenas ou tocos de árvores e obeliscos solitários. A temática visual do disco mais recente do Radiohead, The King of Limbs, de 2011, era toda inspirada em árvores cheias de galhos – e agora ele vem com essa…

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Tem (muito) mais imagens no tumblr original.