Trabalho Sujo - Home

Quinta quente

Mesmo com a chuva chata que caiu no fim desta quinta-feira, o Porão da Casa de Francisca estava cheio para assistir aos dois shows que reuni em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo ali. A noite começou com Valentim Frateschi mostrando as faixas de Estreito, seu disco de estreia, muito bem acompanhado por uma bandaça formada por Nina Maia nas teclas e vocais, Amanda Camargo na guitarra e teclados, Quico Dramma na bateria e Thiago Pucci no baixo, enquanto o dono do show, tradicionalmente baixista, assumia guitarra e vocais, sempre transformando suas canções em groovezeiras que não deixavam ninguém parado. A novidade da noite foi quando ele chamou Francisca Barreto para acompanhá-lo nos vocais da única versão da noite, quando dividiram a mágica “Grilos” de Erasmo Carlos. Bom demais!

Depois foi a vez de Francisca Barreto se soltar no Porão da Casa de Francisca. Seguindo com a mesma banda que a vem acompanhando – formada por Bianca Godói na bateria, Valentim Frateschi no baixo, Victor Kroner na guitarra, Thales Hash na viola e Melifona no trompete -, ela tocou seu violoncelo em menos canções, deixando soltar-se como cantora num repertório em que a maioria das canções eram de sua autoria, inclusive mostrando músicas novas, como a que fez para sua irmã gêmea. Das canções alheias, ela manteve sua já clássica versão para “Teardrop” do Massive Attack, “Habana” de Yaniel Matos (seu primeiro single solo) e “Gosto Meio Doce” de Felipe Távora, que dividiu com sua amiga Nina Maia, que subiu como convidada surpresa da noite. Foi demais!

#inferninhotrabalhosujo #valentimfrateschi #franciscabarreto #casadefrancisca #poraodacasadefrancisca #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2026shows 032 e 033

Estreito e solto

Festa boa que Valetim Frateschi fez no Centro da Terra nesta terça-feira quando aproveitou a véspera do lançamento de seu primeiro disco solo, batizado, como o espetáculo, de Estreito, e seu próprio aniversário para reunir todos que quisessem ver ao vivo o álbum que nem havia sido lançado. Ao cercar-se de uma banda absurdamente boa – Amanda Camargo na guitarra e teclados, Thiago Pucci no baixo, Nina Maia no teclado e vocais e Quico Dramma (da dupla Kim e Dramma) na bateria -, ele não contentou-se apenas em mostrar as músicas de seu novo disco, como trouxe músicas ainda mais novas e abriu espaço para seus companheiros de palco (além de si mesmo, que alternava entre a guitarra e o baixo synth) soltarem-se musicalmente em improvisos, o que reforçou ainda mais a maestria absurda de Amanda e o maravilhoso vocal de Nina Maia em vocalises encantadores, abrindo uma porta para o lado instrumental e para a dança que o disco em si parece só acenar, mas que no palco torna-se intensamente irresistível. Showzaço.

#valentimfrateschinocentrodaterra #valentimfrateschi #centrodaterra #centrodaterra2025 #trabalhosujo2025shows 181

Os Fonsecas celebram Negro Leo, John Filme, Karine Buhr, Tangolo Mangos, Vovô Bebê, Tame Impala, Mundo Vídeo e… Olivia Rodrigo!

E na segunda noite de sua temporada Quem Vê, Pensa os quatro Fonsecas se dedicaram a celebrar artistas contemporâneo na primeira apresentação que só fizeram versões e não tocaram nenhuma música própria. O grosso da apresentação foi de artistas brasileiros da cena independente e eles saudaram tanto seus ídolos que, como eles mesmos, também trabalham com jogos de palavras, mudanças de tempo e a fonética das letras como Negro Leo (“Absolutíssimo Lacrador”), Vovô Bebê (“Jão Mininu”) e Karina Buhr (“Cara Palavra”), quanto seus contemporâneos de cena dos anos 20 (cantando duas da saudosa John Filme – “Sexo em Chamas” e “Carnaval” -, uma inédita dos Tangolo Mangos – “Armadura Armadilha” – e uma do Mundo Vídeo – “Festa no Além”). Como na primeira apresentação, preferiram fazer as músicas quase emendadas entre si, com pouca conversa com o público (o que combinou com a iluminação meio na penumbra da dupla Ana Zumpano e Beeau Gomez), e surpreenderam todos ao pinçar duas pérolas gringas deste século – a o transe instrumental “Jeremy’s Storm” do primeiro disco do Tame Impala e a grudenta “Obsessed” do primeiro disco de Olivia Rodrigo, quando Thalin saiu da bateria (deixando-a na mão de Quico Dramma, da dupla Kim & Dramma) para se jogar nos vocais de uma versão punk do hit de 2023. Excelente!

#osfonsecasnocentrodaterra #osfonsecas #centrodaterra #centrodaterra2025 #trabalhosujo2025shows 039